domingo, 31 de outubro de 2010

Aécio pode ter perdoado Serra. Minas, não

Conversa Afiada:
Publicado em 31/10/2010

Dilma é mineira

Serra e os colonistas (*) do PiG (**) cansaram de dizer que a eleição ia ser decidida em Minas.
Porque na verdade eles queriam dizer que Aécio ia eleger Serra.
Os colonistas (*) do PiG (**) viveram até o fim a quimera do apoio decisivo e fulminante de Aécio.
Aécio era a tábua de salvação.
Mais poderosa que a santa que Mônica Serra entregou aos mineiros do Chile.
Dilma ganhou em Minas de 58% a 41%.
O que não significa que deva a eleição só a Minas.
Diante deste enigma, ligo para o amigo mineiro, serenamente escondido atrás dos mares de morros e pergunto:
Como explicar a surra mineira da Dilma ?
Responde o sábio:
“Primeiro, Serra tratou Minas e o próprio Aécio muito mal.
Serra e FHC trataram Aécio como se ele fosse um adolescente irresponsável.
Aécio fez o que podia para atender o PSDB.
Um líder não obriga ninguém a fazer nada.
Ao contrário: líder é o que segue o povo.
Aécio pode ter perdoado Serra. Será ? Mas, Minas não perdoou Serra.
Em segundo lugar, diz o sábio mineiro, o povo está satisfeito com Lula.
Não há o que discutir.
Terceiro, e para Minas, muito importante: Dilma é mineira.
Viveu no Rio Grande do Sul depois de enfrentar a ditatura, mas seu sotaque é indiscutível.
Dilma é mineira ! “
Paulo Henrique Amorim

(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (**) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Aécio pode ter perdoado Serra. Minas, não | Conversa Afiada

Tucanos paulistas culpam Aécio

Enviado por luisnassif, dom, 31/10/2010 - 21:37

Por rassaf
http://colunistas.ig.com.br/poderonline/2010/10/31/tucanos-ja-comecam-a-...

Tucanos já começam a culpar Aécio

Xico Graziano
Um dos coordenadores da campanha tucana, Xico Graziano, acabou de culpar o ex-governador Aécio Neves pela derrota de José Serra em Minas Gerais:
- Perdemos feio em Minas Gerais. Por que será?!
Desde o início da campanha, o PSDB, internamente, estabeleceu um patamar de votos no estado para garantir a vitória de Serra e sustentar a justificativa de Aécio ao recusar a vaga de vice. Na ocasião, o agora senador eleito afirmou que isso não faria a menor diferença para o candidato.
Os tucanos, então, anotaram que nenhum presidente perdeu em Minas e que o vice que deu menos votos ao titular da chapa no estado foi José Alencar, em 2006, mesmo assim ele conquistou 50,8% do eleitorado para o presidente Lula

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/tucanos-paulistas-culpam-aecio

Dilma, Presidenta do Brasil

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Sem muito a dizer, por enquanto, segue uma foto de campanha e o curto texto de Azenha com a colaboração do Paulo Henrique Amorim, que resume o significa derrotar Serra para o futuro do Brasil e dois vídeos que alegram esse momento. Sem mais pelo momento.

31 de outubro de 2010 às 20:08

E Serra “morreu” no Haloween

por Luiz Carlos Azenha

*Com a colaboração do Paulo Henrique Amorim

José Serra promoveu uma campanha sórdida, extremista e mentirosa, sob os olhares complacentes da Globo, da Abril, da Folha e do Estadão.

Saiu desmoralizado pelo bom humor do brasileiro:

Boca de urna do Ibope mostra Dilma com 57% e Serra com 43%

do Folha.com
31/10/2010 - 17h35

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DE BRASÍLIA

A pesquisa de boca de urna apurada pelo Ibope neste domingo trará Dilma Rousseff à frente do tucano José Serra com folga. Segundo a Folha apurou, Dilma recebeu 57% dos votos e Serra, 43%.

No primeiro turno, o Ibope apontava indefinição do quadro. No dia 3 de outubro, a petista recebeu 51% das intenções de voto. José Serra obteve 30%. A eleição acabou indo para o segundo turno.

leia mais em http://www1.folha.uol.com.br/poder/823381-boca-de-urna-do-ibope-mostra-dilma-com-57-e-serra-com-43.shtml

Carta à mulher presidente

Blog do Nassif
Enviado por luisnassif, dom, 31/10/2010 - 09:29

Por Osvaldo Ferreira

Para que acabe bem e nem seja tão insuportável que não caiba esta reflexão em forma de reconhecimento, pois havia sim um ser humano disputando a contenda eleitoral.

Já sinto orgulho imenso de você por sua campanha que enfrentou a fúria de um candidato sem nenhum escrúpulo e sem nenhuma proposta pro Brasil do século XXI (e que rasgou sua biografia progressista por um projeto personalista).

Um candidato blindado pela velha mídia (Globo, O Globo, Veja, Folha, Estadão, UOL, CBN) , sem nenhuma crítica dela, e que mesmo quando exposto nacionalmente na prática de desesperado e explícito rufianismo, dizendo que meninas bonitas deveriam pedir votos em troca de favores sexuais, contou com o silêncio obsequioso de jornais televisivos e impressos, com seus comentaristas políticos de moral e ética de ocasião e seletivas.

Dilma você já me orgulha antes mesmo de ser nossa presidente, por ter enfrentado a fúria inaudita dos machistas de todos os gêneros, que acham que mulher deve ser subserviente. Me orgulha muitíssimo por ter representado a continuidade do projeto político de Lula (o maior estadista do Brasil e um dos maiores do mundo), e por ter se apresentado sempre com serenidade, com a sabedoria e firmeza feminina que sabemos todos dirige e está presente na maioria dos lares de nosso país.

Continuarei em meu trabalho político em sua defesa e apoio após a sua posse em 1o. de janeiro (e espero que milhões assim o façam), pois você se revelou como um ser humano de fibra inaudita, alguém de quem muito me orgulho e que espero que faça um governo que ficará na história do nosso país.

Meus parabéns por sua coragem e força

SAÍMOS PARA VOTAR .

CLOACA NEWS:
DOMINGO, 31 DE OUTUBRO DE 2010

Imagem: colaboração do leitor Silvio Fregnani

http://cloacanews.blogspot.com/2010/10/saimos-para-votar.html

Folha. Juntando os cacos sem cola

O papel de Ombudsman em um jornal é principalmente servir como ponto de reflexão e auto-crítica pelo veículo de informação. Nesta campanha, em apenas dois momentos, a Folha resolveu tornar público que se deu conta da existência daquilo que eles tratam como um submundo sombrio, a rede, a internet. Mediante o fato de que a internet vem crescendo como veículo interativo da informação e concorrendo com os meios tradicionais de comunicação, não há de se esperar que a velha mídia possua boas relações com tal novidade. A estratégia tem sido a dos candidatos que estão à frente nas pesquisas: não aceitar provocação e fingir que não é com ele. O primeiro episódio em que a Ombudsman Suzana Singer lembrou que a concorrência incomodava foi no episódio do twiter, quando o movimento batizado de #Dilmafactsbyfolha virou um dos assuntos mais populares ("trending topics") do Twitter em todo o mundo (leia aqui). Os internautas postaram milhares de manchetes falsas contra Dilma como sugestão para a Folha, ridicularizando a manchete claramente eleitoral do domingo 05/09, "Consumidor de luz pagou R$ 1 bi por falha de Dilma", em que conforme a própria Suzana, uma semana depois admitia que a Folha avançara o sinal. Esqueceram que a internet permite hoje, o direito de resposta que os jornais negam a seus réus. O vídeo de Dilma respondendo à Folha pipocou de blog em blog (aqui). Ignoraram que a crítica é construída e reconstruída por toda a rede. Substimaram que há formação de opinião além da mídia tradicional e que há reação.

Mas a auto-crítica de Suzana não mudou a linha editorial da Folha. Mantiveram a atitude de quem está ganhando o jogo. Fingiram que a blogosfera não existe. Sempre preocupados com a panfletagem articulada das denúncias vociferadas contra Dilma por Serra, nunca escreveram uma linha para explicar ao seu público o que o candidato queria dizer com “blogs sujos”. Na última semana de campanha, abandonaram o Titanic de Serra, publicando o escândalo das licitações de cartas marcadas do Metrô, com a expectativa de resgate da credibilidade perdida. Apenas no dia em que se definirá o(a) próximo(a) Presidente da República, com todas as pesquisas indicando 10 ou mais pontos de vantagem para Dilma Rousseff, ou seja com a situação praticamente definida, é que a Folha resolveu lembrar-se novamente da rede. Mas agora é para responsabilizá-la por “boatos” que levaram as pessoas a suspeitarem de que a Folha tinha um lado. A ombudsman, como pode ser lido no post de Nassif, chama delírios anti-imprensa o movimento de índignação e protestos de seus próprios leitores. Ora, como disse Emir Sader em entrevista a Conceição Lemes no Viomundo, “não nos esqueçamos que a dona Judith Brito, executiva da Folha e vice-presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), disse que eles são um partido político.” Otávio Frias Filho, dono da Folha participou do “encontro público (a R$ 500,00 por cabeça) organizado pelo Instituto Millenium” onde os lacaios de Globo, Abril, Folha e Estadão explicitaram os objetivos de impedir a eleição de Dilma Rousseff e a aprovação das deliberaçoes de democratização dos meios de comunicação aprovadas pela Confecom (leia mais aqui e aqui). Não é preciso nem analisar o conteúdo da imprensa para dizer se ela tem um lado. Mas sempre esse papel foi cumprido pela blogosfera como já escrevi aqui. Por que a Folha esperou a Dilma trazer o assunto no debate para falar sobre Paulo Preto? Por que a Folha esperou a advogada de Eduardo Jorge lhe trazer os conteúdos da Polícia Federal quando as informações sobre Amaury Ribeiro Jr. estavam nos sites do Azenha, do Nassif, do Amorim, para não citar outros jornalistas e blogueiros? Por que ao tratar deste assunto, preferiu focar nas supostas ligações de Amaury com a campanha de Dilma, e ignorar as informações do jornalista de que o dossiê e quebra de sigilos foram encomendados por Aécio contra Serra? As informações estavam por aqui. Quem omitiu ou era mal informado ou mal intencionado.

Mesmo que agora a Folha decida entregar a cabeça de Serra em uma bandeja, dificilmente vai resgatar a credibilidade perdida. Deitaram e rolaram. Passadas as eleições e com seu candidato supostamente derrotado, tentam rapidamente arrumar a casa e limpar os vestígios de seu jogo sujo, como se fosse possível. Ao olharem para a frente, esquecendo ou querendo que esqueçam o que fizeram, dão de cara o fantasma dos Conselhos de Imprensa. A proposta apoiada até por setores do DEM e do PSDB, como disse Jânio de Freitas no artigo também publicado por Nassif, é tratada como chavismo. Se eles vão continuar a fingir que esta blogosfera não existe, eu não sei. Mas com certeza, podem contar conosco em campanha permanente pela implementação das deliberações aprovadas na Confecom.

sábado, 30 de outubro de 2010

Folha anuncia vitória de Dilma, mas militância petista não descansa até fechamento das urnas

Datafolha: Dilma chega a 51%, Serra marca 41% - Eleições - iG

Se considerados apenas os votos válidos, petista atinge 55% das intenções um dia antes das eleições

iG São Paulo | 30/10/2010 20:27

Segundo o instituto Datafolha, caso as eleições fossem hoje, a candidata do PT à Presidência da República Dilma Rousseff seria eleita com 51% dos votos contra 41% do candidato do PSDB, José Serra. A pesquisa, realizada ontem e hoje, mostra resultados estáveis, com os dois candidatos oscilando (cada) apenas um ponto positivamente desde quinta-feira.
A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais. O percentual de indecisos se manteve em 4%. Os eleitores decididos a votar em branco, nulo ou nenhum também atingem 4%. Quando analisados apenas os votos válidos, Dilma tem 55% dos votos válidos. A candidata está dez pontos à frente de José Serra (PSDB), que pontuou 45%.
Em levantamento realizado pelo mesmo instituto nesta última quinta-feira, Dilma tinha 56% e oscilou negativamente um ponto. Serra atingia 44% e atingiu um ponto para cima. De acordo com o instituto, do ponto de vista estatístico, é impossível afirmar se houve ou não variação no período.
O Datafolha entrevistou 6.554 pessoas neste sábado, um número maior do que o de outras sondagens recentes. A pesquisa foi encomendada pela Folha e pela Rede Globo e está registrada no TSE sob o número 37903/2010.

Datafolha: Dilma chega a 51%, Serra marca 41% - Eleições - iG

Ibope: Dilma atinge 52%, Serra chega a 40% - Eleições - iG

Petista tem 56% dos votos válidos, contra 44% de tucano

iG São Paulo | 30/10/2010 20:42

Levantamento divulgado pelo Ibope neste sábado mostra a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, com 52% do total de votos. Segundo o instituto, o candidato do PSDB, José Serra, receberia hoje 40% dos votos computados nas urnas. Brancos ou nulos atingiram 5%, enquanto os indecisos representaram 3% dos entrevistados.
Considerados apenas os votos válidos – índice que exclui brancos, nulos e indecisos –, Dilma chega à marca de 56%, contra 44% de Serra. Foram realizadas 3.010 entrevistas, hoje, pelo instituto. A pesquisa foi registrada no TSE pelo número 37.917/2010. O levantamento foi encomendado pela TV Globo e pelo jornal "O Estado de S. Paulo".

Ibope: Dilma atinge 52%, Serra chega a 40% - Eleições - iG

Vox Populi: Dilma tem 51%, Serra tem 39%, indecisos 5% - Eleições - iG

Na véspera da eleição, candidata petista tem 57% do votos válidos, contra 43% registrados pelo tucano

Matheus Pichonelli, iG São Paulo | 30/10/2010 19:43

Na última pesquisa Vox Populi/iG antes do segundo turno, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, confirma a dianteira de 12 pontos sobre o adversário tucano José Serra evidenciada nos demais levantamentos de intenção de voto. De acordo com os números coletados neste sábado pelo instituto, Dilma tem 51% das intenções de voto, enquanto Serra contabiliza 39%. A um dia da ida às urnas, o número de indecisos totaliza 5%, enquanto brancos e nulos chegam em 5%.

Quando o instituto considera apenas os votos válidos - ou seja, não inclui indecisos, brancos e nulos - Dilma apaece com 57%, enquanto o tucano fica com 43%.

Os números divulgados hoje apontam uma ampliação da vantagem de Dilma sobre Serra. Na última pesquisa Vox Populi/iG, divulgada em 25 de outubro, a petista tinha 49% considerado o total das intenções de votos contabilizadas, dois pontos a menos do que no novo levantamento. Serra, por sua vez, manteve-se estável, já que tinha 38% na pesquisa anterior.

A pesquisa ouviu 3.000 mil eleitores neste sábado e possui margem de erro de 1,8 ponto porcentual, para mais ou para menos. Os dados do levantamento foram registrados na Justiça Eleitoral sob número  37.844/10.

O instituto apontou também que, na véspera da eleição, 90% do eleitorado dizem já ter certeza da escolha de seu candidato para presidente. O índice é maior entre eleitores da petista (94%). Entre eleitores de Serra, 89% afirmam estar certos do voto.

O Vox Populi apontou ainda que 49% dos eleitores assistiram a pelo menos um debate entre os candidatos na TV. Entre esse grupo, 47% dizem que Dilma se saiu melhor nos confrontos, contra 40% que afirmaram o mesmo sobre o desempenho de Serra. A região onde mais eleitores acompanharam os debates televisionados foi o Nordeste: 52%.

A campanha de Dilma também tem maior índice de avaliação positiva (43%) em comparação com a do tucano (32%).

Serra vence entre ricos e evangélicos

Ainda de acordo com a pesquisa, a candidata petista está à frente do tucano em todas as regiões do País, exceto o Sul, onde Serra chega à reta final da campanha em vantagem (49% a 41%). Já entre os nordestinos Dilma seria eleita com 66% dos votos contra 28%.

Dilma aparece à frente também em cidades pequenas, médias, grandes, na zona rural e nas capitais. A maioria de seu eleitorado é formada por homens (55% e 48% mulheres), enquanto Serra tem mais apoio do eleitorado feminino (40%) do que masculino (37%).

Entre os segmentos da sociedade o presidenciável tucano aparece à frente entre eleitores com ensino superior (49% a 41%) e que ganham mais de cinco salários mínimos (46% a 43%). Serra tem também mais apoio entre eleitores evangélicos (46% a 44%) e entre os que se dizem de outras religiões (além da católica): 47% a 42%.

Dilma lidera entre católicos praticantes (55%) e não praticantes (53%). A ex-ministra tem mais apoio, no entanto, entre eleitores que afirmam não ter religião: 56% contra 29% de Serra.

Os dois candidatos tem 44% dos votos dos candidatos que se declaram negros. Dilma é a candidata favorita entre eleitores negros: 60% contra 32%.

Veja: Caindo no ridículo

Talvez por considerar inevitável a derrota de sua campanha, a “revista mais vendida do país”, como costuma se referir o blog TIA CARMELA E O ZEZINHO à edição semanal da editora que mais se beneficiou pelas gestões de Serra em São Paulo, publicou neste fim de semana a capa ao lado. Não se tratou de bala de prata, mas uma tentativa de ridicularizar o Presidente Lula cujo governo ostenta novo recorde de 83% de aprovação. A representante da elite dalémmar, que corresponde a cerca de 3% da população e que acham ruim ou péssimo o governo Lula, passa pelo ridículo papel de expressar o preconceito de classe de seus leitores.

A Veja em sua versão digital prossegue o brilhante estratagema de “desqualificar” Lula (na compreensão de mundo deles, que fique claro) ao compará-lo com Fidel em gestos e expressões em fotos. Pela mesma lógica que no século XIX se comparava crânios para descobrir personalidades criminosas, o sério estudo trazido pela qualificada reportagem, chega à conclusão óbvia: Lula é um ditador. Após disputar cinco eleições, ser eleito pelo povo em duas, e não mudar a lei para ampliar a possibilidade de reeleição como fez FHC, deveríamos ter desconfiado.

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As conclusões que podemos tirar não param por aí. Nasceu o anti-cristo. E não foi no Brasil. Obama, pelo que indica as fotos pesquisadas pelo Foo, leitor do Nassif, é um ditador também.

Localizei mais indícios que comprovam esta tese. Assim como Foo, levei cerca de 5 minutos para achar essas provas. Imaginem o que seríamos capazes se estivéssemos sendo pagos para isso.

A Veja deve achar seu candidato um fofo, não é?

Para não dizer que jogou a toalha, a revista tenta diminuir o significado de Lula para o país, para a história e para a população. Coisa que o colunista de O Globo, Noblat também tentou em seu blog, mas teve resposta a altura. Resposta que serve aos barões da mídia. E, já que não publiquei antes, segue o texto recebido por e-mail:

RESPOSTA AO BLOG DO NOBLAT

Carta aberta de Carlos Moura (aposentado, fotógrafo, redator de jornal de interior, sócio de uma pequena editora de livros clássicos e coordenador da Ação da Cidadania em Além Paraíba-MG) para o jornalista de “O Globo” Ricardo Noblat.
http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/de-carlos-moura-com-carinho-para-noblat.html

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Noblat,
Quem é você para decidir pelo Brasil (e pela História) quem é grande ou quem deixa de ser? Quem lhe deu a procuração? O Globo? A Veja? O Estadão? A Folha?
Apresento-me: sou um brasileiro. Não sou do PT, nunca fui. Isso ajuda, porque do contrário você me desclassificaria, jogando-me na lata de lixo como uma bolinha de papel. Sou de sua geração. Nossa diferença é que minha educação formal foi pífia, a sua acadêmica. Não pude sequer estudar num dos melhores colégios secundários que o Brasil tinha na época (o Colégio de Cataguases, MG, onde eu morava) porque era só para ricos. Nas cidades pequenas, no início dos anos sessenta, sequer existiam colégios públicos. Freqüentar uma universidade, como a Católica de Pernambuco em que você se formou, nem utopia era, era um delírio.
Informo só para deixar claro que entre nós existe uma pedra no meio do caminho. Minha origem é tipicamente “brasileira”, da gente cabralina que nasceu falando empedrado. A sua não. Isto não nos torna piores ou melhores do que ninguém, só nos faz diferentes. A mesma diferença que tem Luis Inácio em relação ao patriciado de anel, abotoadura & mestrado. Patronato que tomou conta da loja desde a época imperial.
O que você e uma vasta geração de serviçais jornalísticos passaram oito anos sem sequer tentar entender é que Lula não pertence à ortodoxia política. Foi o mesmo erro que a esquerda cometeu quando ele apareceu como líder sindical. Vamos dizer que esta equipe furiosa, sustentada por quatro famílias que formam o oligopólio da informação no eixo Rio-S.Paulo – uma delas, a do Globo, controlando também a maior rede de TV do país – não esteja movida pelo rancor. Coisa natural quando um feudo começa a dividir com o resto da nação as malas repletas de cédulas alopradas que a União lhe entrega em forma de publicidade. Daí a ira natural, pois aqui em Minas se diz que homem só briga por duas coisas: barra de saia ou barra de ouro.
O que me espanta é que, movidos pela repulsa, tenham deixado de perceber que o brasileiro não é dançarino de valsa, é passista de samba. O patuá que vocês querem enfiar em Lula é o do negrinho do pastoreio, obrigado a abaixar a cabeça quando ameaçado pelo relho. O sotaque que vocês gostam é o nhém-nhém-nhém grã-fino de FHC, o da simulação, da dissimulação, da bata paramentada por láureas universitárias. Não importa se o conteúdo é grosseiro, inoportuno ou hipócrita (“esqueçam o que eu escrevi”, “ tenho um pé na senzala”, “o resultado foi um trabalho de Deus”). O que vale é a forma, o estilo envernizado.
As pessoas com quem converso não falam assim – falam como Lula. Elas também xingam quando são injustiçadas. Elas gritam quando não são ouvidas, esperneiam quando querem lhe tapar a boca. A uma imprensa desacostumada ao direito de resposta e viciada em montar manchetes falsas e armações ilimitadas (seu jornal chegou ao ponto de, há poucos dias, “manchetar” a “queda” de Dilma nas pesquisas, quando ela saiu do primeiro turno com 47% e já entrou no segundo com 53 ) ficou impossível falar com candura. Ao operário no poder vocês exigem a “liturgia” do cargo. Ao togado basta o cinismo.
Se houve erro nas falas de Lula isto não o faz menor, como você disse, imitando o Aécio. Gritos apaixonados durante uma disputa sórdida não diminuem a importância histórica de um governo que fez a maior revolução social de nossa História. E ainda querem que, no final de mandato, o presidente agüente calado a campanha eleitoral mais baixa, desqualificada e mesquinha desde que Collor levou a ex-mulher de Lula à TV.
Sordidez que foi iniciada por um vendaval apócrifo de ultrajes contra Dilma na internet, seguida das subterrâneas ações de Índio da Costa junto a igrejas e da covarde declaração de Mônica Serra sobre a “matança de criancinhas”, enfiando o manto de Herodes em Dilma. Esse cambapé de uma candidata a primeira dama – que teve o desplante de viajar ao seu país paramentada de beata de procissão, carregando uma réplica da padroeira só para explorar o drama dos mineiros chilenos no horário eleitoral – passou em branco nos editoriais. Ela é “acadêmica”.
A esta senhora e ao seu marido você deveria também exigir “caráter, nobreza de ânimo, sentimento, generosidade”.
Você não vai “decidir” que Lula ficou menor, não. A História não está sendo mais escrita só por essa súcia de jornais e televisões à qual você pertence. Há centenas de pessoas que, de graça, sem soldos de marinhos, mesquitas, frias ou civitas, estão mostrando ao país o outro lado, a face oculta da lua. Se não houvesse a democracia da internet vocês continuariam ladrando sozinhos nas terras brasileiras, segurando nas rédeas o medo e o silêncio dos carneiros.
Carlos Torres Moura
Além Paraíba-MG

Afinal, o que pode e o que não pode nestas eleições?

OndaVermelha - #dilmanarede

É permitida a manifestação individual e silenciosa da preferência do cidadão por partido político, coligação ou candidato, incluída a que se contenha no próprio
vestuário ou que se expresse no porte de bandeira ou de flâmula ou pela
utilização de adesivos em veículos ou objetos de que tenha posse (Art. 49 da
Resolução TSE no 23.191/2009).

Assim, pode o eleitor entrar na seção para votar com bandeira, flâmula,
banner, adesivos autocolantes (praguinhas, melequinhas, etc), broches, em
suas vestes, desde que esteja sozinho e de forma silenciosa.
Também pode ir vestido com camisa do PT ou outra camisa com inscritos
contendo o nome e número da candidata Dilma, desde que produzida de
forma artesanal e personalizada pelo próprio eleitor.
Importante que o eleitor mantenha-se em silêncio quanto à sua preferência
sem gritar ou falar palavras de ordem que demonstrem que está pedindo
votos para a Dilma ou atacando o candidato adversário.
Da mesma forma, vale destacar que essa manifestação silenciosa deve ser
individual, pois se o eleitor entra em grupo em uma seção eleitoral, todos com
camisas semelhantes, na cor vermelha ou até mesmo do partido, ai poderá
ser enquadrado pela Justiça Eleitoral como crime de boca de urna.

Saiba mais:

Afinal, o que pode e o que não pode nestas eleições? - OndaVermelha - #dilmanarede

CNT/Sensus: Dilma chega a 57,2% dos votos válidos; Serra tem 42,8%

30 de outubro de 2010 16h18 atualizado às 16h31

Pesquisa do Instituto Sensus encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) e divulgada neste sábado (30) mostra a candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, com 57,2% dos votos válidos contra 42,8% de seu adversário, José Serra (PSDB). No levantamento anterior, divulgado no último dia 27, a candidata petista tinha 58,6% dos votos válidos contra 41,4% de Serra.

Considerando os votos totais, quando são contabilizados os indecisos e os votos brancos e nulos, Dilma soma 50,3% das intenções e Serra, 37,6%. Na pesquisa anterior, a petista somava 46,8% contra 41,8% do tucano.

No novo levantamento, 7,9% dos entrevistados disseram estar indecisos e 4,1% afirmaram votar em branco ou nulo. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

Encomendada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), a pesquisa foi realizada entre os dias 28 e 29 de outubro, com 2.000 entrevistados em todo País, e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 25 de outubro de 2010, sob o número 37919/2010.

CNT/Sensus: Dilma chega a 57,2% dos votos válidos; Serra tem 42,8%

Lula e Alencar: bastidores de uma foto comovente

Blog do Mauricio Stycer
30/10/2010

Na sexta-feira, 29 de outubro, quando o fotógrafo Ricardo Stuckert entrou no quarto do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, o presidente Lula já estava conversando com seu vice, José Alencar, internado para mais uma sessão de quimioterapia. “Meu helicóptero chegou dez minutos depois”, explicou Stuckert ao blog. No quarto também estavam Marisa, mulher do vice-presidente, e o médico Roberto Kalil.

Lula e Alencar conversavam sobre a festa de aniversário do presidente, realizada na quarta-feira, em Brasília. Na ocasião, foi exibido um DVD com depoimentos de um neto de Lula, de sua mulher, Marisa Letícia, e do vice, que emocionaram o presidente. Alencar, desanimado, lamentou não ter participado da festa, por ter reiniciado, mais uma vez, o tratamento contra o câncer.

Foi quando Lula disse: “Zé, nós subimos a rampa (do Palácio do Planalto) juntos, nós vamos descer juntos”. Alencar se emocionou, levando o presidente a fazer o gesto captado pela lente do fotógrafo.

Stuckert acompanha Lula como fotógrafo da Presidência desde o primeiro dia de governo e vai deixar o Planalto no dia 1º de janeiro de 2011.

Em tempo: a foto, em tamanho maior, pode ser vista aqui.

Lula e Alencar: bastidores de uma foto comovente | Blog do Mauricio Stycer

Dilma acusa Serra de ter pacto com o DEM

"revista piauí: pra quem tem um clique a mais"

16/10/2010 - 2:18 Dilma acusa Serra de ter pacto com o DEM

Rodrigo Maia nega que tenha invocado forças ocultas quando Álvaro Dias foi anunciado como vice de Serra. "Lúcifer não passa de um amigo, nunca pedi favores a ele", explicou.

IGREJA UNIVERSAL - Com um crucifixo numa mão e um dente de alho na outra, a candidata Dilma Rousseff acusou o seu adversário José Serra de ter firmado um pacto com o capiroto. "O Dan Brown já está escrevendo um livro a respeito disso, Democratas e Tucanos, uma continuação de Anjos e Demônios, que terá como apêndice um opúsculo intitulado o Código Da Costa, uma exegese erudita sobre as relações do vice de Serra com as forças neoliberais do Inferno", disse. E persignando-se, concluiu: "Serra é do DEM."  
Dilma desafiou alguém a encontrar alguma fotografia de Rodrigo Maia diante de um espelho. 
Em vídeo postado no You Tube, um pastor cubano chamado José Dirceu afirma que, na madrugada de domingo passado, Serra teria sido visto nas cercanias da encruzilhada de Ipiranga com São João. O candidato estava vestido de preto e tentava esconder o rabo embaixo do paletó. "José Serra riscou uma estrela de cinco pontas no chão, escreveu as letras PT no centro, pronunciou algumas palavras em latim de trás para frente, e tirou um tucano da cartola. A ave estava pintada de preto. Ao pregar o tucano no centro da figura, formou-se uma cortina de fumaça", contou o pastor, visivelmente assustado. 
Ao tentar prosseguir, José Dirceu gritou "Ai que dolor!" e sucumbiu a uma forte pontada no ombro direito. O vídeo mostra então Dilma aspergindo água benta sobre o homem e pedindo a intercessão de Cristo-Senhor. O pastor reage e conclui o seu testemunho: "Assim que a cortina de fumaça se dissipou, surgiu a figura de Indio da Costa. Muito elegante com seus chifres discretos, calmo e sofisticado, trazia à mão um contrato que sacara de uma pasta de couro com as iniciais TFP. Entregou o documento a um senhor muito vermelho a quem se dirigiu como 'meu querido'. Na ocasião, disse: 'Assine aqui que a Petrobrás será sua, a não ser que os norte-americanos paguem mais."
Serra acusou o You Tube de aceitar "vídeos petistas" e não comentou o assunto.

"revista piauí: pra quem tem um clique a mais"

Olha os indecisos da Dilma!

do blog marinildadas cansadão
sábado, 30 de outubro de 2010

O AlibabáKamel precisou pedir à Dilma pra sair, hihihihihihihihi, tava atrapalhando os "indecisos" do Seu Zé!
Contaram (@alansilva1974) no twitter bastidores do debate: o Ali Kamel ficou desesperado, chamando ate Joao Santana para "apartar" Dilma dos "indecisos"! Aí alguém comentou: "O melhor do debate foi o Ali Kamel pedindo para a Dilma sair".
E o outro respondeu: Não, o melhor foi ele levar mulher e filha, linda, para tirar foto com Dilma!
Pode uma coisa dessas? O gajo nos violenta todo dia e no debate final bajula a Dilma! Pensei, a família deve ter pedido (tipo você não gosta de mim, mas sua filha gosta). Mas não, segundo o @alansilva1974, ele queria ter uma foto com a futura presidenta.
E mais: "Enquanto Dilma estava nos braços dos 'indecisos', Zerra ficou escanteado, até constrangido esperando para ir para a coletiva!"
Toma, Serra! Toma, Globo!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

O machismo como pano de fundo

Antes de iniciar a campanha recebi um e-mail com um vídeo em que o Carioca do Pânico imitava a “Dilma do Chefe”. Com voz bem masculina e tom agressivo deixava a mensagem clara de que o poder é coisa para homem. Ou que mulheres na condição de poder não devem ser “mulheres”. O espaço da mulher na televisão que predomina ainda é o da Mulher Samambaia, personagem também criada no Pânico. A mulher que fica no canto para enfeitar e agradar aos olhos.
Na última semana do primeiro turno, eu não percebia, e sequer as pesquisas, que havia um movimento de esgoto trabalhando com preconceitos e ideais moralizantes e fundamentalistas, pelos porões de igrejas, e-mails e ruas. Naquele momento não dei importância, mas observei as falas contadas por colegas de trabalho de um movimento por Marina. A imagem de mulher evangélica, comportada e voz fina, obstante de sua bela história de militância e coragem, caía bem ao contrapor uma “guerrilheira, terrorista, abortista e lésbica”,como circulava pela central de boatos. Caía melhor ainda aos interesses de provocar um 2º turno para Serra. De candidata verde passou a laranja. De onda verde passou a marrom.

O machismo sempre formou o pano de fundo dessas eleições, ainda que as mulheres tenham tido mais votos que os homens. O machismo no país não é fato assumido, assim como o racismo ou a homofobia, tema que agora retrocedeu à bandeira de questão a ser combatida por religiosos (leia Em convenção da Assembleia de Deus, Serra promete vetar Lei da homofobia). O preconceito contra a mulher é ignorado por ser tratado como natural. Pensávamos estar superada a época das grandes frases de Maluf quando dizia que “a professorinha não era mal paga, mas mal casada”, ou quando se indignava com o estuprador, pois se tem desejo sexual, “estupra, mas não mata”. Pois o museu das grandes anedotas da história política, abre uma ala próxima a Maluf só para o novo acervo trazido por Serra.

Como disse Paulo Henrique Amorim que atribui a Serra o título de “jênio”, o candidato “inaugura a sedução eleitoral” com a frase “Se é menina bonita, tem que ganhar 15 [votos]. É muito simples: faz a lista de pretendentes e manda e-mail dizendo que vai ter mais chance quem votar no 45″ (leia mais). Frase que virou chacota do jornal argentino Clarin: Serra lanza una durísima ofensiva contra Dilma. A ironia é que enquanto a imprensa argentina critica o desespero do ato machista tucano, a imprensa brasileira, mais especificamente a Globo, reduz a Presidente argentina ao papel de viúva, deixando dúvidas quanto a sua capacidade de governar sem o marido, falecido esta semana. Rodrigo Viana, do blog Escrevinhador faz as devidas críticas a esse “machismo tão fora de época que a gente fica até com preguiça de discutir” no artigo Dilma, Cristina e a “falta de um homem”.
Disse ainda o blogueiro:
Cristina não é “apenas” a “esposa” de Kirchner. Isabelita era “apenas” esposa de Peron nos anos 70. Os tempos eram outros. E deu no que deu – Isabelita (era a vice do marido e, com a morte de Perón, assumiu o poder) foi uma presidenta fraca, que abriu caminho pra ditadura.
Cristina, não! Ela militou ao lado de Nestor, contra a ditadura. Tem vida própria, luz própria. O marido tinha liderança e isso ninguém contesta, mas querer reduzir Cristina ao papel de “esposa”, ou agora “viúva”, é quase inacreditável.
Por que falo disso agora? Porque vários leitores relatam que, no telemarketing do mal aqui no Brasil, há um novo telefonema na praça. Uma voz – feminina - pergunta ao cidadão incauto: ”será que a Dilma dá conta, sem o Lula?”
O machismo é o mesmo – contra Dilma e Cristina. E eu me pergunto: em que século vivem os marqueteiros do mal e os editores do “Jornal da Globo”?
Dilma não precisou segurar na mão do Lula quando – aos 17 ou 18 anos – foi pra clandestinidade lutar contra a ditadura. Dilma não precisou do apoio de Lula quando esteve presa, nem quando resistiu aos toturadores.
Dilma tem trajetória própria. Os tucanos, por menosprezar essa verdade, acreditaram na balela vendida por mervais e jabores: “ela não resiste à campanha sem o Lula”. He, he. Machista, normalmente, leva um susto quando vê que a mulher não “precisa” de homem
.
Para quem não conhece o blogueiro, Rodrigo Viana não é um maniqueísta. Trata de marqueteiros do mal como alusão à campanha que prega o maniqueísmo: Serra é do bem. Como ironizou o ator Zé de Abreu, que conhece Serra da UNE, quando o então Presidente abandonou a entidade no momento em que mais dele precisava, quem é do bem não precisa ficar dizendo e cantando isso (assista).  

Também na contrapartida das evocações machistas, a Professora Marilena Chauí (veja no Youtube), no ato da USP, acontecido nesta semana, citou as mulheres que são responsáveis pelo recebimento e uso do dinheiro do Bolsa Família e que passaram a ocupar na sociedade e estrutura local um novo lugar. Isto por si já toma um efeito sobre as mulheres e sobre a estrutura familiar em um país machista e sexista em todas as classes sociais. A filósofa percebe que isso promove uma mudança no nível dos costumes, da relação familiar e na situação das mulheres.

Essa mudança, no entanto, terá muitas barreiras a superar. Há muitos lugares a serem ocupados pelas mulheres. Dentre eles, a Presidência. Mas isso não bastaria. Tratará a mídia, então, de tentar derrubar essa mulher, agora, imaginam eles, mais fraca sem seu homem forte. Recorrendo Rodrigo Viana: como bons machistas vão tomar um susto.

Com Dilma para democratizar a comunicação

BLOG DO MIRO:
QUINTA-FEIRA, 28 DE OUTUBRO DE 2010

Por Altamiro Borges

Reproduzo manifesto pela democratização das comunicações:
Com disposição para a luta pela continuidade aperfeiçoamento das mudanças iniciadas pelo governo Lula, nós, jornalistas, radialistas, comunidades rurais e urbanas, movimentos sociais, sindicais e acadêmicos de luta pela democratização das comunicações no Brasil estamos com Dilma no segundo turno. Oriundos e atuantes na grande mídia ou não, em Blogs, nos veículos societários e estatais, redes sociais e em diversos meios, todos estamos comprometidos com a consolidação da democracia no Brasil, em suas várias dimensões.
Consideramos que Dilma representa no momento a única opção para avançarmos na construção de políticas públicas democráticas, normativas, inclusivas e participativas, nesta frente de luta, garantindo aplicação das resoluções consensuadas na primeira Conferência Nacional de Comunicação e possibilitando uma Segunda Conferência Nacional, heterogênea, aberta, mais ampla, inclusive com os setores que se recusaram a participar da primeira.
Diferentemente de outros campos da luta social - como saúde e educação -, onde é possível quantificar metas e indicadores sensíveis como mortalidade e analfabetismo, a luta da comunicação vai muito além de sua dimensão instrumental, articulando-se intimamente aos processos emancipatórios, libertários – ontem, hoje e sempre. Esta luta se insere na luta política dos povos deste continente pelo direito coletivo e difuso à comunicação na perspectiva da autodeterminação dos povos, de uma sociedade igualitária, possível e necessária e de novas práticas de democracia, onde os governos e as representações da sociedade, sobretudo as populares, pautam questões, discutem livremente e partilham de dissensos e consensos acerca das decisões locais, regionais e nacionais. Essas espelham novas experiências para novos rumos do desenvolvimento da sociedade, em lugares diversos do território brasileiro, na perspectiva de avançar à democratização do espectro radioelétrico e fortalecer a comunicação popular.
As práticas dos meios de comunicação de massa hegemônicos são demonstrações de que esses veículos do sistema privado, a exemplo da Veja, Folha, Estadão, Rede Globo e de outras redes espalhadas no Brasil e no continente, não respeitam a natureza pública da comunicação, os valores culturais e direitos sociais das classes subalternizadas. E, na esteira dos programas de entretenimento e nos espaços noticiosos fraudados, produzem e reproduzem a mídia do capital e a materialização do discurso das práticas de governos que sustentam a dominação do capital, o ideário neoliberal, o fundamentalismo religioso, as formas diversas de homofobia, a concentração da propriedade privada nos meios de produção, inclusive no campo da informação e comunicação.
O sistema privado de comunicação no país, com jornais, rádio, TVs e, hoje, a Internet, amparado constitucionalmente para exercer a liberdade de expressão, extrapola, em suas funções de modo irresponsável, certos de que podem mentir, distorcer, manipular, difundir preconceitos, partidarizar as informações, omitir fatos relevantes, porém, se suas vítimas reagem, são acusadas de querer controlar a imprensa. Em nome da liberdade de imprensa, as empresas querem suprimir a liberdade de expressão. A imprensa pode criticar, mas não aceita ser criticada. Entretanto, quem demite, persegue e censura jornalistas e radialistas são os mesmos que agora se dizem defensores da "liberdade de imprensa".
Os sistemas estatal e público comunitário, com características e funções sociais distintas, se desenvolveram nos últimos anos no país. Mas, tudo é novo e instável para as emissoras destes dois sistemas. As estatais, raras por longos anos desde Getúlio Vargas, absorvem as educativas em desvio de função e novas são criadas, entre os três poderes, durante o governo de Luis Inácio Lula da Silva. As públicas comunitárias, antes raras livres dos anos 80, regulamentadas por uma legislação frágil, confusa, reprimidas antes e mesmo depois de outorgadas para as comunidades, são, em grande número, ofertadas como moeda de troca para políticos e grupos religiosos. A ética na política de outorga e o marco regulatório, sobretudo nestes dois sistemas, inseridos numa Lei Geral das Comunicações – ou Estatuto da Comunicação Social – é o desafio para um Presidente de República que tenha compromisso com a sociedade brasileira
A internet de banda larga deste novo século, cada vez mais veloz, espaço das convergências de novos formatos de conteúdos e de recepção simultânea dos tradicionais veículos de difusão de mensagens massivas: rádio, jornal, cinema, televisão, revista, além do telefone, do livro, museu, biblioteca, correio, música, escola, entre outros, se configura neste momento como lugar privilegiado da mídia alternativa, representada por influentes blogs e uma rede de web rádios, apesar dos inúmeros sites e portais institucionais, de diferentes ideologias, e da tentativa de controle do acesso à informação a partir dos provedores, sob legislações a exemplo do AI-5 Digital.
É fundamental a garantia da liberdade de expressão, do direito à informação e à comunicação no ciberespaço, contudo, se materializa no acesso barato ou gratuito, não - privado, á rede de computadores nas comunidades, com provedores e espaços públicos. A internet já está emparelhada com a tv aberta em matéria de entretenimento. Isto resulta na transferência de publicidade da tv para a internet, que amplia a cada ano. Dilma representará: internet gratuita ou mais barata, mais veloz, com a democratização do acesso.
A comunicação constitui um desafio gigantesco, abrindo sempre novos horizontes na luta democrática pela construção permanente de uma outra sociabilidade e convivência humana, sem guerras, com justiça social, igualdade e solidariedade, para além do Capital alienante.
Esta eleição define o futuro do país e deveria ser pautada pelo debate dos grandes temas nacionais, pela busca de soluções para os graves problemas sociais. Os grupos que detém a concessão dos meios midiáticos pautam a mentira e o jogo sujo da política oligárquica de outrora na tentativa de confundir as mentes dos eleitores. Mas, estamos plenos de consciência e cheios de esperança que não haverá retrocesso, que Dilma vai ganhar no segundo turno para avançar na democratização da sociedade, do Estado e da comunicação nas esferas do Estado, do mercado e da sociedade, sem a adoção do AI-5 Digital e a criminalização das comunidades e dos movimentos sociais ao criarem seus próprios meios de difusão.
As Comunidades e os movimentos sociais têm sido reprimidos toda vez que tomam a iniciativa do uso livre e comunitário das ondas de rádio, de sons e imagens, ou de recursos digitais para TV, telefonia e internet banda larga na perspectiva da universalização do acesso às novas tecnologias da informação e comunicação. Com Dilma, abrem-se as possibilidades para avançar na definição de um novo marco das comunicações no Brasil, a partir das características, função social e complementaridade dos três sistemas (estatal, público e privado) de comunicação, previstos na Constituição brasileira de 1988.
AJOSP – Associação dos Jornalistas do Serviço Público
FNDC-BA – Comitê da Bahia do Fórum Nacional Pela Democratização da Comunicação
ABRAÇO-BA – ASSOCIAÇÃO BAIANA DE RADIODIFUSÃO COMUNITÁRIA
SOCIEDADE CIVIL ACAUÃ
JONICAEL CEDRAZ DE OLIVEIRA - UFBA
FÓRUM SINDICAL E SOCIAL/MG
JERRY DE OLIVEIRA-COORDENADOR ABRAÇO/SUDESTE
CLEMENTINO DOS SANTOS LOPES-COORDENADOR ABRAÇO/SUL
JOSUÉ FRANCO LOPES-COORD. COMUNICAÇÃO E CULTURA DA ABRAÇO
MARCELO FIORIU-TV CIDADE LIVRE/RIO CLARO
ALAN VINICIUS-RBC/MG
DIRCE KUCHLER/MG
JOSÉ ANTÔNIO VIEIRA/MG
FRANCISCO FRANÇA ANDRADE- FAMEMG
RONALDO RODRIGUES BATATINHA- PT/Congonhas
BERENICE DE FREITAS DINIZ-COMUNICAÇÃO E SAÚDE/FIOCRUZ
ROGÉRIO AUGUSTO BARACHO-MILITANTE ABRAÇO/MG
JOSÉ GUILHERME CASTRO-MILITANTE ABRAÇO/MG
GERALDO VITOR ABREU-AMBIENTALISTA-BRASÍLIA
RILKE NOVATO PÚBLIO-FENAFAR
JACKSON DAVID DE OLIVEIRA SOUSA-MILITANTE PSOL/MG
VITO GINNOTTI-ESCRITOR E COMUNICADOR/RJ
ROGÉRIO HILÁRIO-JORNALISTA CUT/MG
MARCO AURÉLIO MOREIRA ROCHA-PT/BH
MARCOS VALÉRIO MENEZES MAIA-PT/BH
BRÁULIO QUIRINO SIFFERT-JORNALISTA SIND-SAÚDE/MG
VALDISNEI HONÓRIO ALVES DA SILVA-MILITANTE ABRAÇO/MG
EDMAR MIRANDA RODRIGUES(CAZUZA)-CUT/MG
TOMAZ DE JESUS SILVA-CUT/MG
LOURDES APARECIDA DE JESUS VASCONCELOS-SIND-UTE/MG
JUNINHO MENDES-MILITANTE ABRAÇO/MG
EDELVAIS QUEIRÓS GONÇALVES FERNANDES-FUND. ABRAÇO METRO/BH
IVAN LÚCIO DOS SANTOS-CUT/MG
MILTON PEREIRA LIMA-CC PRIMEIRO DE MAIO/BH
SINDGUARDA/BETIM
LUCIANA SILAMI CARVALHO-FARMACÊUTICA/MG
WILLIAM DE SOUZA LOPES-HISTORIADOR
SILVIA ANGÉLICA AMÂNCIO VASCONCELOS-JORNALISTA
SEBASTIÃO FORTUNATO-FARMACÊUTICO/MG
JORNAL A VERDADE
SIND-SAÚDE/MG
KELY SIDNEI DE ALMEIDA-CEBS/MONTES CLAROS
ÉLCIO PACHECO-ADVOGADO/RENAP
JOVINA GOMES PEREIRA-SIND-DAÚDE/MG
SIND.FARMACÊUTICOS/MG
MIC-MOVIMENTO INTER-REGIONAL DE CULTURA

Pres. Zezinho vai acabar com a viadagem

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O Mais Preparado dos Brasileiros, o futuro pres. Zezinho, é reconhecido como o mais inquebrantável lutador pela moralidade. Em sua cruzada pelos bons costumes, tem se batido para que o Brasil se converta em um país onde a moral fundamentalista cristã esteja acima de tudo. Não é à toa que corre no Vaticano o seu processo de beatificação in vita.

O Presidente de Nascença resolveu aproveitar a campanha eleitoral para fazer com que a viadagem seja extirpada de vez de nosso país.

Na busca deste sublime objetivo, o Bastião da Moralidade Nacional uniu-se à principal liderança anti-bicha do Brasil: o pastor $ilas Malacheia.

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Juntos, o pastor Malacheia e o Mais Carola dos Brasileiros percorrem o país ensinando que a pederastia é obra do Demônio (no caso, o Diabo, mesmo, não o usurpador do planalto), que a coloca na cabeça de pessoas fracas ou vocacionadas ao pecado.

Além de oferecer-lhe o cargo de Ministro das Minorias, o Pres. Zezinho prometeu ao pastor Malacheia que vetará o projeto de lei PL 122, que proíbe a discriminação contra viados e assemelhados, permitindo que, além de discriminá-los publicamente, seja possível continuar chamando a bicharada de doente, possuído, pecador, anormal e outras verdades.

Além do veto ao PL 122, o Presidente de Nascença comprometeu-se com o pastor $ilas Malacheia a proibir todas as demonstrações de viadagem em lugares públicos: medo de barata, levantar o dedo mindinho ao segurar xícara, gola de camisa erguida, óculos de sol redondo, cabelo espetado, segurar sanduíche com guardanapo de papel, caipirinha com adoçante, ler a revista Men’s Health, drinques coloridos, cantarolar “I Will Survive”, usar camiseta agarradinha, sucos de frutas misturadas, sanduíche de queijo branco, depilação do peito, shows do Celebrare, correr no parque de sunguinha, passar creminho nas mãos, levar a mamãe e a vovó para jantar e ouvir o Justin Bieber.

Comentário da tia Carmela

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Quando era criança, na classe do Zezinho tinha um menino que era meio assim… Era muito bonzinho, muito delicadinho, a mãe não deixava ele sair para brincar na rua, só andava com as meninas. Na hora do recreio, o Zezinho e os amiguinhos dele da turma do fundão faziam questão de ir provocar o moleque. Ficavam em volta dele fazendo corinho: “mariquinhas, mariquinhas!”. Um dia o menino ficou muito nervoso e foi pra cima do Zezinho, os dois começaram a brigar.  O menino era menor que o Zezinho, mas de cara deu um tapa no rosto dele. O Zezinho começou a chorar e foi embora correndo. Os moleques que estavam com o Zezinho foram atrás dele fazendo corinho e rindo da cara dele. No dia seguinte, todo mundo ainda ria da cara do Zezinho. Só o Reinaldinho Cabeção que não tirou sarro, e  falou pra ele: “puxa, Zezinho, você estava tão macho brigando com aquele viadinho…”

Médico conta como foi trabalhar com o ministro José Serra

Conversa Afiada
Publicado em 28/10/2010

Ele diz qualquer coisa (charge do Bessinha)

O Conversa Afiada republica psot do Portal Luis Nassif:

MINHA EXPERIÊNCIA DE TRABALHO COM O MINISTRO JOSÉ SERRA (Helvécio Bueno, Médico sanitarista)
Amigos,
Eis mais um caso daquele
que se diz “o melhor Ministro da Sáude” de nosso PAÍS.
Marco Nogueira

MINHA EXPERIÊNCIA DE TRABALHO COM O MINISTRO JOSÉ SERRA

Sou Helvécio Bueno, 57 anos, nascido em São Gotardo – MG, morei em Belo Horizonte de 1961 a 1971 e, desde 1972 moro em Brasília. Formei em medicina pela Universidade de Brasília – UnB, fiz especialização em saúde pública e administração de sistemas de saúde e sou mestre em saúde coletiv
Entrei para a Secretaria de Saúde do DF em 1982. Na SES-DF fui médico sanitarista do Centro de Saúde n° 4 de Taguatinga – CST4, depois da Coordenação de Saúde da Comunidade, em seguida Chefe do CST4 e vice diretor do Hospital Regional de Taguatinga – HRT.

Em 1985 fui convidado para trabalhar no Ministério da Saúde – MS como técnico do Grupo de Trabalho para a Erradicação da Poliomielite no Brasil – GT Pólio. Trabalhei no MS de 1985 a 1999. Foram quase 15 anos e nesse período convivi com os seguintes ministros da saúde:

1. Carlos Corrêa de Menezes Sant’anna 15 de março de 1985 13 de fevereiro de 1986 José Sarney

2. Roberto Figueira Santos 14 de fevereiro de 1986 23 de novembro de 1987

3. Luiz Carlos Borges da Silveira 23 de novembro de 1987 15 de janeiro de 1989

4. Seigo Tsuzuki 16 de janeiro de 1989 14 de março de 1990

5. Alceni Guerra 15 de março de 1990 23 de janeiro de 1992 F. Collor de Mello

6. José Goldemberg 24 de janeiro de 1992 12 de fevereiro de 1992

7. Adib Jatene 12 de fevereiro de 1992 2 de outubro de 1992

8. de outubro de 1992 29 de dezembro de 1992

8. Jamil Haddad 29 de dezembro de 1992 18 de agosto de 1993 Itamar Franco

9. Saulo Moreira 19 de agosto de 1993 30 de agosto de 1993

10. Henrique Santillo 30 de agosto de 1993 1 de janeiro de 1995

11. Adib Jatene 1 de janeiro de 1995 6 de novembro de 1996 FHC

12. José Carlos Seixas 6 de novembro de 1996 13 de dezembro de 1996

13. Carlos Albuquerque 13 de dezembro de 1996 31 de março de 1998

14. José Serra 31 de março de 1998 20 de fevereiro de 2002

Nesses anos tive a oportunidade de ser o Coordenador do GTPólio e acompanhar o último caso desta doença ocorrido no Brasil; a seguir, como 1º diretor do Departamento de Operações da Fundação Nacional de Saúde – DEOPE/FUNASA pude coordenar a criação do Programa Nacional de Agentes Comunitários de Saúde – PNACS (depois mudado para PACS) e, do Programa Nacional de Parteiras Tradicionais – PNPT (descontinuado na gestão seguinte). Em 1991/1992 participei da reestrutração, por meio de empréstimos junto ao Banco Mundial, do Programa Nacional de Controle das DST/Aids – PN DST/Aids onde fui o 1° Chefe da Unidade de Controle das DST e posteriormente Chefe da Unidade de Assistência à Aids (o PN DST/Aids foi criado em 1985 na gestão do ministro Carlos Santana).

Em 1996 foi criada, no MS, a Secretaria de Políticas de Saúde da qual fui convidado para ser o 1º diretor do Departamento de Avaliação de Políticas de Saúde e depois, em 1998, diretor do Departamento de Informação em Saúde. Nesse período, participei da criação, em conjunto com a Organização Pan-Americana da Saúde – OPAS e fui o 1° coordenador da secretaria técnica da Rede Interagencial de Informações para a Saúde – RIPSA e, junto com o DATASUS, da Rede Nacional de Informações em Saúde – RNIS.

Aí assumiu o MS o ministro José Serra.

Meu 1º contato com o então ministro José Serra ocorreu da seguinte maneira: eu estava participando de uma reunião com todo o 1º escalão do MS na sala de reunião, ao lado do gabinete do ministro, que não se encontrava. A reunião era conduzida pelo Chefe de Gabinete. Depois de uma hora e meia de reunião, no momento em que falava o Secretário de Políticas de Saúde, o ministro Serra entrou na sala, não cumprimentou ninguém, interrompendo o palestrante, sem pedir licença, perguntou ao Chefe de Gabinete o que ele, Serra, precisava saber do que já havia ocorrido naquela reunião. Pegou o Chefe de Gabinete pelo braço e levou-o para seu gabinete deixando seu 1° escalão e alguns convidados sem dirigir-lhes uma única palavra. Essa era a forma com que tratava seus subordinados, o sorriso só aparecia na presença da mídia.

Porém, o mais importante e demonstrativo de seu caráter, foi quando, após 1 ano de sua posse, o ministro Serra solicitou uma avaliação da situação de saúde do país e, quando apresentei, entre outros dados, o aumento da mortalidade infantil na região nordeste ele simplesmente disse: “esta informação não pode sair deste ministério”. Foi quando, em setembro de 1999, pedi demissão do cargo que ocupava no MS.

Além disso, o candidato Serra diz, em sua propagando política, que criou o Programa de Aids e o medicamento genérico. O programa de Aids foi criado pelo ministro Carlos Santana em 1985 e reestruturado, ganhando dimensão internacional, em 1992, na gestão do ministro Adib Jatene; já o genérico foi criado em abril de 1993 pelo ministro Jamil Haddad, durante o governo de Itamar Franco.

Destes 14 ministros, com os quais convivi, destaco pela relevância do trabalho em prol da saúde da população brasileira o ministro Adib Jatene, Henrique Santillo e Carlos Albuquerque.

Se trago este depoimento é unicamente pela preocupação com o destino da maior parte da população brasileira que necessita continuar a melhorar sua qualidade de vida, não só de sobrevivência, mas de cidadania. Toda minha vida profissional, como médico sanitarista, foi dedicada à saúde pública, mas nunca me filiei a nenhum partido político, pois isso me dá a independência necessária para criticar quem precisa e elogiar só quem merece.

Brasília – DF, 20 de outubro de 2010.

Helvécio Bueno

Clique aqui para ler “Não aceite imitações: Haddad e Itamar criaram os genéricos”.
E aqui para ler “Jatene: Serra foi o inimigo #1 da Saúde”.

A elite tupiniquim a espera das caravelas

O e-mail ao final, mais uma produção da histórica campanha de 2010, dá a fórmula para ganhar votos para Serra. Basta convencer 2 iletrados todos os dias. Esse pessoal iludido com empregos, aumento de renda, poder de compra, PIB alto, desemprego e inflação baixos, essas bobagens do Governo Lula (o Joelmir descreve bem esse cenário aqui). Gente como domésticas, porteiros, gente que atende na escolinha do filho, na academia, posto de gasolina, lojas, restaurantes e supermercado. Gente que ainda serve às pessoas que se dizem da “corrente do bem” (?????), e que antes costumava acreditar nessa conversa. Quem sabe volte a funcionar...
Um dos melhores artigos que li nesses tempos de campanha, de Rodrigo Nunes, descreve bem quem é essa elite a espera das caravelas.

Do blog: O biscoito fino e a massa

O maiô de Dona Marisa, ou: quem são os verdadeiros jecas do Brasil?

por Rodrigo Nunes*
Tendo recebido uma bolsa de estudos no exterior, passei quase todo o governo Lula distante do Brasil. Antes de meu retorno, no ano passado, minha única vinda ao Brasil desde 2003 fora por um mês, em janeiro de 2005. Num dos poucos momentos que tive na frente da televisão, acabei assistindo um programa (bastante conhecido) onde se discutiam os destaques do ano anterior. Muita coisa aconteceu em 2004, no Brasil e no exterior, mas uma das apresentadoras do programa optou por destacar “o maiôzinho da Dona Marisa”. Com tantos estilistas brasileiros de renome internacional, se perguntava, como pode a esposa do presidente usar uma coisinha tão jeca? Não foi nem a irrelevância da escolha, nem o comentário, mas o tom que mais me chamou a atenção: o desdém que não fazia o menor esforço em disfarçar-se, a condescendência de quem se sabe tão mais e melhor que o outro, que o afirma abertamente.
Veio-me imediatamente uma piada corrente durante as eleições de 1989, quando pela primeira vez Lula ameaçara chegar ao poder. Ele e Dona Marisa passam pela frente do Palácio Alvorada, e Lula diz a ela, “É aqui que vamos morar”; ao que Dona Marisa responde, “Ai, Lula, não! Essas janelas vão dar muito trabalho para limpar”. A piada explica tudo: no Brasil, uma camada da população tem sua superioridade sobre a outra tão garantida, que não vê necessidade de dissimular essa distância, mesmo em público. Ser ou não primeira-dama, aqui, é secundário; pode-se rir na TV da “jequice” de Dona Marisa do mesmo modo em que se faz troça do perfume que põe a empregada quando termina o trabalho, e pelo mesmo motivo – porque a patroa pode, e a subalterna, não.
Um mau momento de má televisão teve, para mim, a força de várias revelações. Em primeiro lugar, sobre o país em que eu então vivia, a Inglaterra. Um comentário desses, lá, receberia condenação pública. Alguém certamente acionaria o Ofcom, órgão que fiscaliza a imprensa, para exigir providências. Se fosse na BBC, rede pública de TV e rádio, talvez o autor fosse demitido. Não por atentar contra a esposa de uma autoridade, ou por essa bizarra “liturgia do cargo” que a cada tanto se invoca no Brasil, mas por ser uma manifestação pública de preconceito. O quê tem a ensinar o livre exercício desse preconceito sobre o Brasil? O que tem a ver com a grita (“Estalinismo! Chavismo! Retrocesso!”) cada vez que se fala em fiscalização da mídia, coisa corriqueira naqueles países (Reino Unido, Suécia, Portugal, EUA…) em que nossa elite não cansa de querer espelhar-se; e com que, até hoje, pouquíssimas sejam as instituições brasileiras públicas que se comparem, em qualidade de serviço, a uma BBC?
Nos anos 70, Edmar Bacha popularizou o termo “Belíndia” como descrição do país: um pouco de Bélgica e muito de Índia, o Brasil era muito rico para poucos e muito pobre para muitos. A auto-imagem que mantém os habitantes de nossa “Bélgica” consiste em ver os dois lados da moeda sem sua conexão necessária. Para esses, o verdadeiro Brasil é o deles – branco, remediado, educado. A “Índia” sem lei do lado de fora dos muros não somente existe por si só, sem nenhuma relação causal com a riqueza do lado de dentro, como é aquilo que atrasa o país; não fosse a plebe, já seríamos Bélgica, ou seja, já não seríamos principalmente Índia. A pobreza dos pobres não resulta da má distribuição da riqueza que se gera, pelo contrário: os pobres são culpados de sua própria pobreza. Mais do que isso, o potencial sub-aproveitado do país nada tem a ver com o a maioria da população ser sistematicamente excluída na educação, nos direitos, na renda; pelo contrário, “é por conta desse povinho que o país não vai para a frente”.
Essa é a cara de uma elite pós-colonial: crê-se um ser estranho na geléia geral da colônia, padecendo num purgatório de nativos indolentes e enfermidades tropicais. Comporta-se todo o tempo como se ainda tivesse a caravela estacionada ali na costa, pronta para zarpar de volta à metrópole. Mas sofre mais ainda porque, não muito no fundo, sabe que não pode voltar, e que chegando lá será apenas mais um subdesenvolvido, um imigrante, um “moreninho”, um jeca. Parte de sua truculência vem de saber que jamais será aquilo que quer ver no espelho, e que aquilo que menos quer ser é o que realmente é; de precisar provar para si que é diferente de quem exclui e discrimina, já que nunca será igual a quem gostaria de ser.
No fim das contas, ela sabe que sua verdadeira cara não é nem a das socialites da Zona Sul, nem dos intelectuais de Higienópolis, mas a do grileiro da fronteira agrícola, do “coroné” do agreste. E que, no fim das contas, o que a mantém no topo não são os rapapés de seus salões, mas o bangue-bangue de seus jagunços. Da modernidade do primeiro mundo a que gostariam de aceder, só o que lhes interessa são os sinais externos de consumo e distinção social, não o histórico de direitos sociais, democratização das instituições, criação de equipamentos públicos e reconhecimento de minorias e setores desfavorecidos. Seu modelo sempre foi menos a Bélgica, a Escandinávia, a Alemanha ou o Reino Unido, e mais o excesso kitsch de uma Miami, a opulência caipira de uma Dallas.
A falta de uma instituição como a BBC (ou boas escolas públicas) tem tudo a ver com essa maneira de desejar o desenvolvimento apenas o suficiente para manter as bases dos privilégios existentes. É a mesma dinâmica que vê crescerem, paralelamente, o crime organizado e a indústria dos condomínios fechados e da segurança privada: as camadas superiores da sociedade brasileira trocam direitos – inclusive o direito de desfrutar da cidade e de seus bens sem medo – por consumo. Da porta para dentro, luxo; da porta para fora, faroeste. Cada vez que um debate sobre democratização ou fiscalização da mídia é silenciado por acusações de autoritarismo, o que temos é a jagunçada defendendo os latifúndios comunicativos que algumas poucas famílias grilaram há um bom tempo. É de fazer rir a fingida consternação de alguns grupos e interesses com os riscos que hoje sofreriam as “instituições republicanas”, quando a história das instituições brasileiras no geral demonstra que elas sempre interessaram tão-somente na medida em que permitiam liberdade de ação para uns e limites para outros. Aos amigos, tudo; aos inimigos, a lei. A fragilidade institucional sempre foi não apenas instrumento de reprodução da desigualdade, como ainda é o que permite a manifestação explícita do preconceito. Modernidade à Daslu: o luxo “de primeiro mundo” sustentado pela sonegação de impostos; a finesse que se assenta na barbárie de um estado de natureza.
Haverá sido a distância, e a experiência de conhecer o quê foi a modernidade pela via da criação de direitos, que fez nosso preconceito social saltar-me aos olhos; mas também tenho a impressão que as coisas tenham, nestes anos, se tornado ainda mais escancaradas. A polarização seria, sem dúvida, uma consequência do governo Lula. Nem tanto do próprio presidente, de tendência (talvez demasiado) conciliadora, mas da dificuldade de aceitação, por parte de quem faz e consome a grande mídia de massa brasileira, do que aconteceu no país nos últimos anos. O crescimento econômico experimentado nos últimos anos foi a perfeita demonstração da falácia que culpava os pobres por sua própria pobreza, e a do país: ele não teria sido possível se a pobreza não tivesse caído 43% (20 milhões de pessoas), se 31,9 milhões (mais de meia França) não tivessem ascendido às classes ABC, ativando um mercado interno potentíssimo que permaneceria em potencial enquanto essas pessoas estivessem excluídas do consumo mais básico. Graças ao ciclo virtuoso que se formou foi possível, por exemplo, aumentar o orçamento da educação em 125%, expandir 42 universidades federais, criar 15 novas, construir mais escolas técnicas (240) que em todo o século anterior (140).
Mais importante que qualquer número: políticas como o Bolsa Família e o ProUni abrem a perspectiva de um ciclo virtuoso de criação de direitos. Tais ciclos, como demonstra o retrocesso brutal que a Europa atravessa, não apenas não são irreversíveis, como não se mantém sem a mobilização social que garanta sua expansão. Mas o fato de que hoje milhões de pessoas se percebam como detentoras de direitos a exigir do Estado, ao invés de clientes a trocar seus votos por favores de um “painho” na época da eleição, não apenas é um salto qualitativo para a democracia brasileira, como cria justamente as condições para novos saltos da organização popular. Construir direitos e instituições, no lugar do clientelismo e do casuísmo da república dos bacharéis: se essa tendência se consolida, terá sido a maior herança desses últimos oito anos. É pouco ainda, mas já é muito.
O que para alguns é difícil de engolir é que, quando o Brasil finalmente deu um passo para deixar de ser Belíndia, não foi por obra da “Bélgica”, mas da “Índia”. Para quem se projetava no sangue azul de Odete Roitman, custa aceitar que a cara do Brasil hoje é de Raquel Acioli, a ex-marmiteira que batalhou para subir na vida da novela Vale Tudo. Os episódios mais lamentáveis dessa eleição – os emails e mensagens apócrifos, o uso do telemarketing na propagação de boatos (criação de Karl Rove nos EUA, depois seguida por John Howard na Austrália), a mobilização de um discurso conservador e obscurantista que culminou com fazer do aborto uma questão eleitoral pela primeira vez na história do país – são, mais uma vez, os punhos de renda rasgando a fantasia e abraçando o mais desbragado faroeste. Partido e candidato que um dia representaram uma vertente modernizante das classes média e alta de São Paulo, de quadros intelectuais e tecnocratas bem-formados, dissolveram-se na geléia geral em que quatrocentão e “painho”, uspiano e grileiro, socialite e “coroné” existem, desde sempre, em continuidade e solidariedade uns com os outros. As promessas desesperadas de ampliação do Bolsa Família vindas de quem até pouco tempo o desdenhava como “Bolsa Vagabundo”, ou a cortina de fumaça que se constrói ao redor do debate do pré-sal, indicam que, atualmente, é impossível eleger-se no Brasil negando certos direitos recém-descobertos por vastas parcelas da população. A elite, mais do que nunca, precisa esconder seu verdadeiro programa.
Resta-lhe, então, partir para um jogo que começou nos EUA nos anos 80, e cuja eficiência na Europa cresceu muito na última década: tirar a política do debate político e substituí-la pelos cochichos igrejeiros, pelo apelo a um passado mistificado e a um moralismo espetacular – que instrumentaliza os medos causados por um tecido social cada vez mais esgarçado e propõe falsas soluções simples e regressivas, ao invés de confrontar-se verdadeiramente com a complexidade crescente dos problemas. É um “fim da política” que cobre a política que realmente lhe está por trás. Assim, por exemplo, o governo inglês anuncia, na mesma semana, o perdão de uma dívida de 6 bilhões de libras da empresa Vodafone e um programa de cortes de serviços sociais maior que qualquer coisa jamais proposta por Margaret Thatcher. Ou, depois do mercado financeiro ter usado a crise grega para dobrar a União Européia com a ameaça de um ataque ao euro, volta-se a culpar os imigrantes pela sobrecarga de serviços sociais de orçamentos cada vez mais reduzidos – culminando com o recente apelo de Angela Merkel por “uma Europa de valores cristãos”.
Talvez seja apenas no momento em que a Europa regride que a elite brasileira poderá, enfim, realizar seu sonho: juntar-se a seus “iguais” de ultramar na vanguarda de um retrocesso que mobiliza o medo e o reacionarismo mais rasteiro contra direitos e instituições historicamente conquistados. Afinal, a “lavagem” dos votos da extrema-direita, pela qual o centro dá uma cara “respeitável” ao conservadorismo “selvagem”, tornou-se o maior negócio político de nossos tempos. (Quem sabe, mesmo, agora a extrema-direita comece a prescindir de intermediários: ver o PVV de Geert Wilders na Holanda.)
Rasgada a fantasia, fica tudo claro. Quem quer Estado apenas na medida em que este garante privilégios; quem tira os sapatos no aeroporto de Miami e entra na justiça para que o porteiro o chame de “doutor”; quem troca direitos por capacidade de consumo; quem sonega impostos e abomina as gambiarras e “gatos” das favelas; quem diz o que quer, denuncia todo questionamento como ameaça à liberdade de expressão, e então demite o funcionário que o faz ouvir o que não quer (como fez o Estadão com Maria Rita Kehl); quem se queixa da falta de autoridade e do “jeitinho”, mas suborna o policial e espera que as legislações ambientais ou trabalhistas não se apliquem aos seus negócios; quem ainda se comporta como se estivesse com a caravela ancorada, sem nenhum interesse no país a não ser o lucro rápido para partir de novo, e então se queixa que “esse país não vai para a frente” – esses são os verdadeiros jecas do Brasil. A boa noticia é que, pelo menos por hora, eles estão perdendo.
* Rodrigo Nunes é doutor em filosofia pelo Goldsmiths College, Universidade de Londres, pesquisador associado do PPG em Filosofia da PUCRS (com bolsa PNPD – CAPES), e editor da revista Turbulence
PS de Idelber: Antonio Luiz Costa e La Pasionaria avisam, no Twitter, que a piada sobre as janelas e o maiô aconteceu quando Lula era candidato ao governo do estado em 1982. Continua valendo, claro, a argumentação do Rodrigo na sua essência, mas está corrigido o dado factual.

PS de Brasil Nova Era: As piadas e os preconceitos são cíclicos, apenas trocam de roupa conforme a ocasião – leia também: Do que os paulistas riem...

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Texto do e-mail obtido do artigo A última cruzada tucana do Blog de Leandro Fortes, Brasília, eu vi

Joelmir Beting e o melhor cenário em 40 anos

Recebi um e-mail dizendo que Joelmir Beting pedia votos contra Dilma. Se for verdade, tá difícil a tarefa. Olha o que ele disse no Jornal que apresenta:

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Manifesto pró Dilma cantado em samba

Partido Alto Bolinha de Papel - Sambistas com Dilma

Armação tucana: bolinha veio do próprio segurança de Serra

A partir dos vídeos publicados por Luiz Carlos Azenha no Viomundo, e do vídeo do SBT, fica claro que a bolinha de papel partiu de um dos seguranças de Serra. Fiz um novo vídeo que postei no Youtube (abaixo) que deixa poucas dúvidas quanto à armação tucana.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Ato na USP e mais apoios para Dilma

do Viomundo

O ato na Universidade de São Paulo 


Fotos da Conceição Oliveira, do Maria Frô.

Quem quiser sugerir outros vídeos, deixe sugestão nos comentários (no Viomundo)

 

Manifesto dos Juristas e Professores Universitários

Por um Brasil cada vez mais justo e igualitário; pelo meio ambiente equilibrado; pela defesa da liberdade religiosa e da livre manifestação de pensamento; pela defesa de nossa Constituição Social e Democrática de 1988; pela defesa dos movimentos sociais; pelo fim da miséria e redução da desigualdade social; por um Estado Republicano e presente na ordem social e econômica; por uma América Latina unida; por uma economia mais solidária; pela não privatização da Petrobrás, do Banco do Brasil, das Universidades Federais e demais entidades estratégicas; pela manutenção da independência do Ministério Público, das CPIs e da Polícia Federal na investigação de todo e qualquer rastro de corrupção; pelo ensino público e não mercantilizado; pela manutenção e ampliação das conquistas econômicas e sociais do Governo Lula; e por uma eleição sem boatos e calúnias; nós, juristas e professores universitários, abaixo-assinados, declaramos voto à candidatura de Dilma 13, neste segundo turno das eleições de 2010, para que ela seja a nossa primeira Presidenta do Brasil!
(…)
Celso Antônio Bandeira de Mello (Professor Emérito de Direito Administrativo da PUCSP)
Dalmo de Abreu Dallari (Professor Emérito de Direito Constitucional da USP)
Luiz Edson Fachin (Advogado e Professor da Faculdade de Direito da UFPR)
Carlos Frederico Marés de Souza Filho (Direito Ambiental da PUCPR)
Weida Zancaner (Direito Administrativo PUCSP)
Boaventura de Souza Santos (Catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e Distinguished Legal Scholar da Faculdade de Direito da Universidade de Wisconsin-Madison e Global Legal Scholar da Universidade de Warwick)
(…)
Vejo quem mais assinou e como assinar no Blog da Dilma

Wagner Tiso e a nova versão do jingle de 1989

Folha, amiga de Serra e da ditadura

O jornal que “matava” nas manchetes - jonalista leu a notícia da morte do pai, que estava vivo

O jornalista brasileiro Ivan Seixas soube pela “Folha da Tarde” que o pai ia morrer. Os dois estavam presos no DOI-CODI, em São Paulo, sob tortura. Levado pelos torturadores para a simulação de fuzilamento num parque de São Paulo, ele leu na capa do jornal que o pai, ainda vivo, tinha morrido em confronto. Ivan agora se dedica a denunciar a tortura e diz que barbárie não se combate com barbárie.
ouça o áudio no Viomundo

Benevides: O esqueleto no armário - Trecho da conversa da jornalista Conceição Lemes com a socióloga Maria Victoria Benevides.

Trecho da conversa da jornalista Conceição Lemes com a socióloga Maria Victoria Benevides. Ela começa falando sobre a repercussão do ataque que ela sofreu da “Folha de S. Paulo” por discordar do uso de “ditabranda” para caracterizar o regime militar brasileiro.
ouça o áudio no Viomundo

A parceria da “Folha” com a ditadura - A “Folha” prepara-se para atacar Dilma Rousseff – com uma “reportagem  bombástica”. A “Folha” quer mostrar a “Dilma guerrilheira”.

Quer abrir arquivos, só os arquivos da Dilma (e os outros?) para gerar constrangimentos à candidata.  Ok. Função de jornal não é agradar ninguém. Mas por que a “Folha” não faz o mesmo com o passado de Serra? Como ele viveu no Chile? Por que fugiu do Brasil? Onde foi parar o dinheiro que a UNE tinha guardado num cofre, em 1964, quando Serra presidia a entidade? A “Folha” não quer saber. (…)  Republico, abaixo, entrevista desse Escrevinhador (feita no ano passado) com Carlos Eugênio Paz. Ele foi líder da ALN – uma das organizações que lutaram contra a ditadura, de armas na mão. E  afirma, com todas a letras: “o Sr Frias [pai do atual diretor do jornal] ajudou a financiar a Oban”.
leia mais no Escrevinhador

“Folha” demitiu jornalista que estava presa pela ditadura e sob tortura no DEOPS

No dia 9 de dezembro de 1969, a jornalista Rose Nogueira estava presa no DEOPS de São Paulo, sob a guarda do  delegado  Fleury - conhecido assassino e torturador.
No mesmo dia 9 de dezembro de 1969, a “Folha de S. Paulo” demitiu Rose por “abandono de emprego”. Parece uma piada de mau gosto. Mas aconteceu.
leia mais no Escrevinhador

Sader pergunta à Folha: “Onde você estava em 1964?”

Como se pode rever pelas reproduções das primeiras páginas dos jornais que circulam pela internet, todos – FSP, Estadão, O Globo, entre os que existiam naquela época e sobrevivem – se somaram à onda ditatorial, fizeram campanha com a Tradição, Família e Propriedade, com o Ibad, com a Embaixada dos EUA, com os setores mais direitistas do país. Apoiaram o golpe e as medidas repressivas brutais e aquelas que caracterizariam, no plano econômico e social à ditadura: intervenção em todos os sindicatos, arrocho salarial, prisão e condenação das lidreanças populares.
leia mais no Conversa Afiada

Por que eu voto no Serra?

Servidores - Sindicatos, Políticas Públicas, Funcionalismo