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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Por um SINDSEP FORTE

No dia 04 de agosto, Reunião dos Representantes Sindicais de Unidade, distribuí o texto abaixo. Conclamo as companheiras e companheiros a participarem deste movimento por um SINDSEP forte. Ano que vem tem eleições e podemos mudar o sindicato.

Leia e participe!

Nós, trabalhadores da prefeitura, sofremos dia a dia, ano a ano, o descaso de governantes. Kassab quer se livrar da gente. Nos terceiriza, entrega, vende. Vendem nossas contas. Somos chutados dos locais de trabalho e violentados pelo assédio moral. Roubam nossos precatórios. Nossos salários, congelados há 15 anos, não compram mais remédios, não pagam nossas contas. O HSPM sendo desmontado. Para viver nos endividamos com bancos que nos exploram. Para Kassab só alguns merecem. Temos vergonha de dizer quanto ganhamos a parentes e amigos, pois é bem diferente do que o Prefeito colocou na internet. Além de mentira, é total desrespeito a nossa privacidade. Somos impedidos de aposentar, de evoluir e de nos promovermos. Roubaram nossos direitos. Tudo o que já fizemos não vale nada. As Secretarias e Subprefeituras são esquecidas, sem propostas.

CHEGA! Ninguém aguenta mais.

Mas somos povo de luta. Vamos ao sindicato, atos, atividades. Somos representantes sindicais, conselheiros. E se fazemos tudo isso é porque acreditamos na mudança. Pela luta. Mas o problema é que não basta irmos ao sindicato.

Queremos respostas!

Nas nossas unidades, os colegas querem respostas. Quando ligam para o sindicato, não têm retorno. Quando participam de assembleias, as decisões não são cumpridas. Quem acredita no sindicato? Os representantes sindicais são cobrados. São o único contato com o sindicato, já que o sindicato não chega à base. Participam de todas as reuniões. Trazem o problema da base. Mas, infelizmente, o sindicato não ouve ninguém.
As reuniões perderam sentido. As decisões já estão prontas e o debate não há. 20 minutos de fala por diretor. Quem participou do último Congresso sabe. Mas só falar não adianta. Precisamos ser ouvidos e ouvirmos uns aos outros. Saúde, educação, níveis básico, médio e superior. Efetivos, admitidos. Na campanha salarial precisamos estar organizados. De que forma, se os problemas do dia a dia não são tratados?

Perguntamos:
· Qual foi a última vez que os Agentes de Apoio se reuniram para definir sua bandeira de luta e seus passos?
· Qual é o debate dos AGPPs de todas as secretarias, hoje?
· Que luta é capaz de manter unido o NS?
· O que foi feito com as decisões da educação em sua última assembleia?
· Como está organizada a saúde no âmbito municipal contra as OSs que vão tomando o lugar dos servidores celetistas e estatutários?

Temos de dar respostas a essas e outra questões. Precisamos de formação para o sindicato renovar seus quadros. Até quando estaremos à mercê das velhas práticas? Não temos respostas e não podemos debater.

Queremos debate, queremos organização.

Vamos Mudar?

image Teremos eleições em 2011 no sindicato. Mas não dá para esperar. Aqueles que acreditam que a luta contra os governantes opressores só pode acontecer com um sindicato forte, não pode se conformar em esperar. Essa diretoria já completou dois terços do mandato, não cumpriu as deliberações do IX Congresso e não permitiu o debate no último. Vamos começar a exigir agora. Se eles não nos organizam, nós somos capazes. Vamos nós dar um rumo ao sindicato. Vamos fazer um SINDSEP forte!

VENHA PARTICIPAR DESSA DISCUSSÂO!

Vamos organizar um grupo pela mudança. Entre em contato conosco:

srantiqueira@ig.com.br

sábado, 24 de julho de 2010

Educação foi abandonada pelo SINDSEP


A Falta de artigos no boletim de julho, referentes a ações do SINDSEP na área da educação, não é pelo esquecimento ou pelo recesso, afinal, os CEIs (onde se concentram seus filiados da educação) não cumprem recesso. As duas notícias sobre educação dizem respeito a ações do governo e outras entidades, a princípio, porque o SINDSEP tem abandonado, de uma forma geral, a prática de organização dos trabalhadores. Porém, na educação, o descaso tem sido mais crítico. A primeira notícia sobre os reajustes da educação (2011-2013) que publiquei em 29 de junho e que já antecipava no dia 24, conta notícia sem qualquer ação do sindicato. Sua participação pífia no processo de construção do Plano Municipal de Educação (leia mais em Plano Municipal de Educação – cadê o SINDSEP?) é um bom exemplo de como o sindicato tem sido pautado, ora pelo governo, ora pela categoria, quando mobilizada, apesar dos boicotes da diretoria para que isso não aconteça.
O artigo abaixo demonstra o distanciamento e o desconhecimento da entidade quanto às questões que foram tratadas na Conferência. Também confundem que o plano será encaminhado para o Congresso Nacional. O plano é municipal e deve ira para a Câmara.
No último Conselho Diretor, dia 16, exigi uma participação efetiva da entidade quanto a mobilizar a categoria, de forma unificada com outras entidades, já que o PME tem de sair das mãos do Secretário de SME e ir para a Câmara como Projeto de Lei para os próximos 10 anos(Leia também Creches conveniadas perto do fim em São Paulo?; Ação Educativa: De Olho no Plano; Plano Municipal de Educação: Vitória dos servidores). A resposta será cobrada no encontro de RSUs do dia 04 de agosto.
Temos uma oportunidade única de aglutinar a categoria e sindicatos já que pontos de interesse de praticamente todos os profissionais da educação foram aprovados na Conferência. E não se trata apenas de uma exigência dos servidores, mas de um plano votado por delegados representando toda a sociedade paulista (pais, alunos, professores, movimentos sociais, escolas privadas e do Estado). Dentre as propostas aprovadas temos o recesso de julho e Assistentes de Direção nos CEIs, contagem do tempo de ADI, Diretor e Pedagogo para aposentadoria e evolução funcional, fim dos convênios, redução do número de crianças por professor, dentre outras. Vários pontos estão na pauta de reivindicações da entidade. Não há justificativa para a diretoria manter a postura inerte e distante demonstrada até o momento.
Artigo publicado pelo Boletim do SINDSEP de julho de 2010, pg. 07
O Sindsep e o Plano Municipal de Educação
A diretora do departamento de educação do Sindsep esteve presente, como colaboradora, durante as discussões e elaboração das propostas para o PME (Plano Municipal de Educação) da cidade de São Paulo.
Nos dias 18,19 e 20 de junho ocorreu a última Conferência Municipal de Educação, onde aconteceram muitos debates, principalmente no que diz respeito a educação infantil e a valorização do QPE (Quadro dos Profissionais de Educação). Os três dias de conferência não foram suficientes para a discussão de alguns pontos, principalmente na área da Educação Infantil e valorização do QPE, sendo nescessário um acordo entre os componentes das comissões, (executiva e organizativa) responsáveis pela organização do plano e as entidades, elegendo algumas propostas prioritárias destes segmentos, onde foram colocadas em plenária e aprovadas pelos delegados.
Agora o próximo passo, e o mais importante, é sua aprovação no Congresso Nacional.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Saúde quer ser representada

Recebi um e-mail do colega Alvaro, Assistente Técnico Administrativo do Hospital do Tatuápé. O companheiro se queixa por não perceber o Sindsep "lutando bravamente" para que o salário da saúde seja dignamente reajustado/corrigido. Ele observa que, num curto espaço de tempo, os trabalhadores estarão recebendo 1 salário mínimo, já que ele está há 6 anos na Autarquia, assim como outros celetistas, e vem recebendo anualmente no máximo 0,01% de reajuste. Quanto ao Adicional de Insalubridade é de 10% enquanto em outros PSs (ele cita os do Estado como exemplo) é de 40%. Os ATAs celetistas permanecem sem plano de carreira e sem dissídio (mesmo pagando contribuição sindical). Segundo Álvaro, o pior é que não se tem a quem reclamar. Esse distanciamento do sindicato tem sido sentido pela categoria, de uma forma geral. As pessoas não se sentem representadas. Concordo.
Constantemente ouvimos a direção do sindicato dizendo que o problema é a categoria que está desmobilizada. Mas qual é o papel de um sindicato? Não deve estar no seu planejamento e suas ações, a mobilização e organização permanente dos trabalhadores? Não adianta ficar reclamando.
Mas a nós também não cabe o conformismo. Posso discordar da diretoria, mas defendo nossa entidade que precisa se fortalecer. Não podemos deixar o sindicato esvaziado. Temos de participar das atividades, construir propostas, e, principalmente, cobrar seu cumprimento. Cada unidade precisa ter pelo menos um Representante Sindical (RSU) que tem a dispensa de ponto garantida por lei para discutir as propostas no sindicato bimestralmente. Não podemos abrir mão desse direito. Só assim teremos um sindicato que volte a ser respeitado pelo governo e defendido pelos trabalhadores.
Além do governo, pouquíssimas pessoas ganham com o esvaziamento da entidade, e, podem ter certeza, nós só perdemos.

domingo, 21 de março de 2010

Propostas já temos, queremos ação

No dia 19 de março, tivemos a reunião do Conselho Diretor do SINDSEP, formado pelos 27 da diretoria executiva e por 100 vagas de CRRs (Conselheiros Regionais de Representantes) ainda não preenchidas totalmente pelos Representantes Sindicais de Unidade (RSUs). Sou CRR desde a primeira reunião após o fim do meu mandato na diretoria que se encerrou em 30/04/08. Desde lá venho participado, questionando o papel daquele Conselho e dos RSUs, cobrando a necessidade de formação sindical para os participantes, e conseguindo aprovar propostas como a representação pelo jurídico do SINDSEP das Professoras de Educação Infantil que não conseguem se aposentar porque o tempo de ADI lhes é negado na contagem de carreira e mesmo cargo. Neste dia 19 entreguei aos participantes um questionário com propostas sobre o CRR e o RSU, onde deveria se refletir e marcar se concordavam com as mesmas e se estavam implementadas (veja abaixo). Observei que os que liam marcavam que concordavam e entendiam ser avanços não conquistados ainda.
Mais uma vez fui provocado pela diretoria que me acusou de distribuir "papéizinhos". Oportunamente expliquei aos presentes que o conteúdo dos tais "papéizinhos" nada mais é que algumas das resoluções aprovadas pela categoria no 9º Congresso (novembro de 2007), e que até o momento não foram cumpridas. Acabamos de realizar o 10º Congresso da categoria, o mais hermético da história de nosso sindicato, sem tese alternativa, sem debate, sem discussão. Mas ainda assim, o que de lá saiu não pode cair no esquecimento como fizeram com o penúltimo. Dia 22 está prevista a publicação das resoluções pelo site oficial do sindicato. Irei dispor neste blog as resoluções deste e do congresso de 2007 para fazermos balanços de mandato.
Por fim, ainda tive de ouvir que não basta criticar, tem que propor. Mais? Estamos carregados de propostas deliberadas no Conselho, resoluções aprovadas nos Congressos, encaminhamentos registrados em atas. Tirem os "papéizinhos" da gaveta e vamos colocá-los em ação.
Para Kassab e Serra, se chove demais, a culpa é de São Pedro, se alaga, é dos pobres. Para a diretoria do SINDSEP, se a categoria propõe e não se cumpre, a culpa é do filiado, do RSU, do CRR...

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