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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Economias emergidas.

Blog da Dilma
novembro 11th, 2010 | Autor: Soselo

Brasileiros, considerem-se no futuro. Diziam-lhes antes serem o eterno país do futuro, sem nunca lá chegar. Eis, enfim, a inserção do Brasil no futuro. O presidente Lula conseguiu, dentre outras inúmeras coisas, pôr o povo brasileiro em um lugar merecido no cenário internacional. O Brasil não é mais considerado “emergente”, pode-se concluir já como emergido. Muitas tarefas ainda por fazer, sem dúvida. Lula e sua equipe nunca negaram isto. Os anos de desmandos e falta de rumo cobram seu preço. Milhões viviam à margem do mercado, sem oportunidades de entrada, apenas saídas. Entravam e deixavam este mundo sem rastro. Todo este atraso precisou de um freio e, empós, uma guinada rumo ao desenvolvimento e evolução social. Enfim, na espera do fim de seu mandato, o operário conseguiu: o Brasil é um dos timoneiros do atual cenário internacional, junto aos seus demais parceiros no BRIC, que por sua vez capitaneia o G-20.
Parabéns Presidente Lula!
Leia em(aperte em “translate” para ler a tradução do artigo):

Emerged Economies – By Otaviano Canuto and Marcelo Giugale | Foreign Policy

Economias emergidas.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Os mapas da exclusão em 2000 e da eleição em 2010

Lula e Dilma nas eleições de 2010 significaram inclusão para os que estavam mais excluídos no ano de 2000

Os mapas da exclusão e inclusão social do país e da capital paulista em 2000 comparados aos mapas da votação, comparados, deixam clara a relação entre a questão da inclusão social e o voto em Dilma. As regiões que sofriam com os índices de maior exclusão social em 2000 coincidem com as áreas com maior votação pela candidata de Lula. A comparação desmonta o mapa divulgado pela Globo que dividia Norte e Nordeste do restante do país, um grande mote para a onda de xenofobia pós eleição. O detalhamento no nível dos municípios ou mesmo da capital paulista revela que dar continuidade ao governo Lula significou a inclusão social como um fenômeno muito além do Bolsa Família. Por outro lado, é necessária uma leitura do que significa o voto em Serra concentrado em camadas sociais cuja cidadania já era realidade. Se significar a resistência a políticas econômicas e de investimento voltadas para o crescimento com distribuição de renda, é importante que a nova classe média consumidora não se aproprie de discursos conservadores e de retrocesso ao longo do tempo, e que a velha possa fazer uma releitura. Para isso, é importante a politização em momentos não eleitorais, a democratização dos meios de comunicação de forma a romper o oligopólio da informação, e a separação dos discursos preconceituosos das reais queixas da classe média quanto à relação entre tributação e o retorno do Estado em termos de políticas públicas. O novo governo que se iniciará com Dilma deverá ao mesmo tempo, combater a pobreza e desonerar progressivamente a classe média do atual carga tributária. Talvez seja o momento de transferir o maior peso da contribuição, e cada vez mais para aqueles que concentram renda no país. Dessa forma, ideais antes somente para os socialistas começariam a ser bandeira para a classe média. Em especial essa que sempre defendeu o Brasil para as elites da qual nunca fez parte, de fato.

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Fontes:
Exclusão Social – Brasil: http://diodatoo.wikispaces.com/ESCOLA+GUAICURU
Exclusão/Inclusão Social – São Paulo: http://www.dpi.inpe.br/geopro/exclusao/oficinas/mapa2000.pdf
Votação no Brasil: http://www.estadao.com.br/especiais/mapa-da-votacao-para-presidente-nos-municipios,123626.htm
Votação em São Paulo: http://www.estadao.com.br/especiais/o-2-turno-na-capital-paulista-zona-a-zona,123645.htm

O sindicalismo no governo Lula (2)

Blog do Miro
Altamiro Borges
terça-feira, 9 de novembro de 2010

Por Altamiro Borges
O sindicalismo brasileiro terá enormes desafios na nova etapa da luta de classes que será aberta com a posse da presidenta Dilma Rousseff. Na história recente, o movimento sindical atravessou, basicamente, quatro importantes fases. É preciso extrair lições deste complexo período.
Quatro fases na história recente
A primeira fase foi marcada pelo brutal retrocesso imposto pelo golpe militar de 1964. Após um período de ascensão das lutas populares, em especial no governo João Goulart, houve um corte cirúrgico e sangrento. Mais de 70% dos maiores sindicatos sofreram a intervenção dos generais golpistas; centenas de lideranças foram presas, exiladas ou assassinadas nas masmorras de tortura. A ditadura impôs a paz do cemitério, esvaziando os sindicatos, proibindo greves, cerceando a liberdade de expressão e manifestação.
A segunda fase se inicia com a retomada das lutas dos trabalhadores. A greve de maio de 1978 dos metalúrgicos da multinacional Scania, em São Bernardo do Campo, é o marco desta nova etapa. Aos poucos a ditadura perde força e o sindicalismo reocupa papel de destaque no cenário nacional. Ele, inclusive, vira uma referência internacional. O país bate recordes de greves, ganha influência política e projeta lideranças – com destaque para o líder operário do ABC, Luis Inácio Lula da Silva. Num mundo que já assistia a retirada de direitos trabalhista, o Brasil aprova a “Constituição Cidadã”, como bem definiu o democrata Ulisses Guimarães, e arranca a redução da jornada de 48 para 44 horas semanais e vários outros direitos.
A terceira fase tem início com a vingança das elites patronais. A partir da eleição de Fernando Collor de Melo, elas impõem o receituário neoliberal de desmonte do estado, da nação e do trabalho. Collor é deposto, mas com FHC esta ofensiva regressiva e destrutiva ganha impulso. O desemprego bate recorde; o Exército ocupa as refinarias de Petrobras para derrotar os petroleiros grevistas e para “quebrar a espinha dorsal” do sindicalismo; os direitos trabalhistas são suprimidos de forma acelerada. O reinado de FHC é desastroso para os sindicatos, que perdem associados, assistem ao esvaziamento das assembléias, têm dificuldades para deflagrar greves e ainda se engalfinham em lutas internas.
Passividade e voluntarismo
A quarta fase é a que foi aberta com a histórica eleição de Lula para presidência da República. Muitos estudos ainda serão produzidos para entender o seu real impacto no sindicalismo. Num primeiro momento, a vitória gerou certa confusão no sindicalismo. Afinal, o Brasil nunca teve na sua história um governo oriundo de suas lutas, um presidente operário. Ele sempre foi governado por representantes da elite e os poucos que tentaram ceder algo aos trabalhadores, como Getúlio Vargas e João Goulart, foram derrubados por golpes.
Diante dos recuos iniciais do governo Lula, uma parte do sindicalismo adotou uma postura passiva, acrítica, alegando que qualquer pressão poderia servir ao jogo da direita golpista. Outra parte optou por fazer uma oposição frontal, não levando em conta a correlação de forças e os perigos de retrocesso. Estes dois extremos geraram confusão e divisão no sindicalismo. A CUT, que poderia viver a sua fase áurea com a chegada do seu fundador ao Palácio do Planalto, teve dificuldades para entender a nova realidade, caiu numa certa paralisia e sofreu três rachas seguidos, com a fundação do Conlutas, Intersindical e CTB.
A crise do sindicalismo, deflagrada pelo desmonte neoliberal imposto por FHC, tornou-se ainda mais grave devido à difícil e complexa relação diante de um governo oriundo de suas lutas.
Os três princípios “sagrados”
Com o tempo, porém, o sindicalismo foi tirando lições deste rico processo e aprimorou as suas formas de atuação. Ele passou a combinar melhor três princípios “sagrados”: autonomia diante dos governos, pressão permanente e habilidade política, para não fazer o jogo dos inimigos. Aos poucos, ele foi colhendo vitórias.
Uma das mais expressivas foi o acordo firmado com o governo Lula de valorização do salário mínimo, com reposição da inflação e metade do índice de crescimento da economia. Também conseguiu corrigir, parcialmente, a tabela do imposto de renda e enterrou, mesmo que temporariamente, as propostas de novas contra-reformas trabalhista e previdenciária. Nas bases, muitos sindicatos reverteram processos de terceirização e anularam inúmeros acordos de precarização do trabalho – como contratos temporários, banco de horas e outros.
A legalização das centrais sindicais
Outra vitória de enorme dimensão foi a conquista da legalização das centrais sindicais. Nunca antes na história do país os trabalhadores puderam se organizar enquanto classe, de forma horizontal. Atualmente, seis já são reconhecidas formalmente. Pela última aferição do Ministério do Trabalho, de março passado, a CUT representa 38,23% dos sindicalizados; seguida da Força Sindical, com 13,71%; a jovem CTB aparece em terceiro, 7,55%; a UGT tem 7,19%; NCST (6,69%); e a CGTB (5,04%).
Pela Lei 11.648, uma conquista histórica aprovada em 2008, as centrais representam o conjunto dos trabalhadores em fóruns de negociação e contam com recursos da Contribuição Sindical para investir nas suas ações - em 2009, as seis centrais reconhecidas receberam os R$ 80,9 milhões.
Mais maduras, elas também procuraram encontrar pontos de unidade na diversidade, superando divergências e disputas. Elas agiram unitariamente na conquista do acordo do salário mínimo e em outras batalhas. O ponto alto desta unidade se deu neste ano com a realização da Conferência Nacional das Classes Trabalhadores (Conclat), que reuniu mais de 30 mil ativistas sindicais no Estádio do Pacaembu, e aprovou uma plataforma unitária para a sucessão presidencial.

Altamiro Borges: O sindicalismo no governo Lula (2)

sábado, 30 de outubro de 2010

Veja: Caindo no ridículo

Talvez por considerar inevitável a derrota de sua campanha, a “revista mais vendida do país”, como costuma se referir o blog TIA CARMELA E O ZEZINHO à edição semanal da editora que mais se beneficiou pelas gestões de Serra em São Paulo, publicou neste fim de semana a capa ao lado. Não se tratou de bala de prata, mas uma tentativa de ridicularizar o Presidente Lula cujo governo ostenta novo recorde de 83% de aprovação. A representante da elite dalémmar, que corresponde a cerca de 3% da população e que acham ruim ou péssimo o governo Lula, passa pelo ridículo papel de expressar o preconceito de classe de seus leitores.

A Veja em sua versão digital prossegue o brilhante estratagema de “desqualificar” Lula (na compreensão de mundo deles, que fique claro) ao compará-lo com Fidel em gestos e expressões em fotos. Pela mesma lógica que no século XIX se comparava crânios para descobrir personalidades criminosas, o sério estudo trazido pela qualificada reportagem, chega à conclusão óbvia: Lula é um ditador. Após disputar cinco eleições, ser eleito pelo povo em duas, e não mudar a lei para ampliar a possibilidade de reeleição como fez FHC, deveríamos ter desconfiado.

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As conclusões que podemos tirar não param por aí. Nasceu o anti-cristo. E não foi no Brasil. Obama, pelo que indica as fotos pesquisadas pelo Foo, leitor do Nassif, é um ditador também.

Localizei mais indícios que comprovam esta tese. Assim como Foo, levei cerca de 5 minutos para achar essas provas. Imaginem o que seríamos capazes se estivéssemos sendo pagos para isso.

A Veja deve achar seu candidato um fofo, não é?

Para não dizer que jogou a toalha, a revista tenta diminuir o significado de Lula para o país, para a história e para a população. Coisa que o colunista de O Globo, Noblat também tentou em seu blog, mas teve resposta a altura. Resposta que serve aos barões da mídia. E, já que não publiquei antes, segue o texto recebido por e-mail:

RESPOSTA AO BLOG DO NOBLAT

Carta aberta de Carlos Moura (aposentado, fotógrafo, redator de jornal de interior, sócio de uma pequena editora de livros clássicos e coordenador da Ação da Cidadania em Além Paraíba-MG) para o jornalista de “O Globo” Ricardo Noblat.
http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/de-carlos-moura-com-carinho-para-noblat.html

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Noblat,
Quem é você para decidir pelo Brasil (e pela História) quem é grande ou quem deixa de ser? Quem lhe deu a procuração? O Globo? A Veja? O Estadão? A Folha?
Apresento-me: sou um brasileiro. Não sou do PT, nunca fui. Isso ajuda, porque do contrário você me desclassificaria, jogando-me na lata de lixo como uma bolinha de papel. Sou de sua geração. Nossa diferença é que minha educação formal foi pífia, a sua acadêmica. Não pude sequer estudar num dos melhores colégios secundários que o Brasil tinha na época (o Colégio de Cataguases, MG, onde eu morava) porque era só para ricos. Nas cidades pequenas, no início dos anos sessenta, sequer existiam colégios públicos. Freqüentar uma universidade, como a Católica de Pernambuco em que você se formou, nem utopia era, era um delírio.
Informo só para deixar claro que entre nós existe uma pedra no meio do caminho. Minha origem é tipicamente “brasileira”, da gente cabralina que nasceu falando empedrado. A sua não. Isto não nos torna piores ou melhores do que ninguém, só nos faz diferentes. A mesma diferença que tem Luis Inácio em relação ao patriciado de anel, abotoadura & mestrado. Patronato que tomou conta da loja desde a época imperial.
O que você e uma vasta geração de serviçais jornalísticos passaram oito anos sem sequer tentar entender é que Lula não pertence à ortodoxia política. Foi o mesmo erro que a esquerda cometeu quando ele apareceu como líder sindical. Vamos dizer que esta equipe furiosa, sustentada por quatro famílias que formam o oligopólio da informação no eixo Rio-S.Paulo – uma delas, a do Globo, controlando também a maior rede de TV do país – não esteja movida pelo rancor. Coisa natural quando um feudo começa a dividir com o resto da nação as malas repletas de cédulas alopradas que a União lhe entrega em forma de publicidade. Daí a ira natural, pois aqui em Minas se diz que homem só briga por duas coisas: barra de saia ou barra de ouro.
O que me espanta é que, movidos pela repulsa, tenham deixado de perceber que o brasileiro não é dançarino de valsa, é passista de samba. O patuá que vocês querem enfiar em Lula é o do negrinho do pastoreio, obrigado a abaixar a cabeça quando ameaçado pelo relho. O sotaque que vocês gostam é o nhém-nhém-nhém grã-fino de FHC, o da simulação, da dissimulação, da bata paramentada por láureas universitárias. Não importa se o conteúdo é grosseiro, inoportuno ou hipócrita (“esqueçam o que eu escrevi”, “ tenho um pé na senzala”, “o resultado foi um trabalho de Deus”). O que vale é a forma, o estilo envernizado.
As pessoas com quem converso não falam assim – falam como Lula. Elas também xingam quando são injustiçadas. Elas gritam quando não são ouvidas, esperneiam quando querem lhe tapar a boca. A uma imprensa desacostumada ao direito de resposta e viciada em montar manchetes falsas e armações ilimitadas (seu jornal chegou ao ponto de, há poucos dias, “manchetar” a “queda” de Dilma nas pesquisas, quando ela saiu do primeiro turno com 47% e já entrou no segundo com 53 ) ficou impossível falar com candura. Ao operário no poder vocês exigem a “liturgia” do cargo. Ao togado basta o cinismo.
Se houve erro nas falas de Lula isto não o faz menor, como você disse, imitando o Aécio. Gritos apaixonados durante uma disputa sórdida não diminuem a importância histórica de um governo que fez a maior revolução social de nossa História. E ainda querem que, no final de mandato, o presidente agüente calado a campanha eleitoral mais baixa, desqualificada e mesquinha desde que Collor levou a ex-mulher de Lula à TV.
Sordidez que foi iniciada por um vendaval apócrifo de ultrajes contra Dilma na internet, seguida das subterrâneas ações de Índio da Costa junto a igrejas e da covarde declaração de Mônica Serra sobre a “matança de criancinhas”, enfiando o manto de Herodes em Dilma. Esse cambapé de uma candidata a primeira dama – que teve o desplante de viajar ao seu país paramentada de beata de procissão, carregando uma réplica da padroeira só para explorar o drama dos mineiros chilenos no horário eleitoral – passou em branco nos editoriais. Ela é “acadêmica”.
A esta senhora e ao seu marido você deveria também exigir “caráter, nobreza de ânimo, sentimento, generosidade”.
Você não vai “decidir” que Lula ficou menor, não. A História não está sendo mais escrita só por essa súcia de jornais e televisões à qual você pertence. Há centenas de pessoas que, de graça, sem soldos de marinhos, mesquitas, frias ou civitas, estão mostrando ao país o outro lado, a face oculta da lua. Se não houvesse a democracia da internet vocês continuariam ladrando sozinhos nas terras brasileiras, segurando nas rédeas o medo e o silêncio dos carneiros.
Carlos Torres Moura
Além Paraíba-MG

Lula e Alencar: bastidores de uma foto comovente

Blog do Mauricio Stycer
30/10/2010

Na sexta-feira, 29 de outubro, quando o fotógrafo Ricardo Stuckert entrou no quarto do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, o presidente Lula já estava conversando com seu vice, José Alencar, internado para mais uma sessão de quimioterapia. “Meu helicóptero chegou dez minutos depois”, explicou Stuckert ao blog. No quarto também estavam Marisa, mulher do vice-presidente, e o médico Roberto Kalil.

Lula e Alencar conversavam sobre a festa de aniversário do presidente, realizada na quarta-feira, em Brasília. Na ocasião, foi exibido um DVD com depoimentos de um neto de Lula, de sua mulher, Marisa Letícia, e do vice, que emocionaram o presidente. Alencar, desanimado, lamentou não ter participado da festa, por ter reiniciado, mais uma vez, o tratamento contra o câncer.

Foi quando Lula disse: “Zé, nós subimos a rampa (do Palácio do Planalto) juntos, nós vamos descer juntos”. Alencar se emocionou, levando o presidente a fazer o gesto captado pela lente do fotógrafo.

Stuckert acompanha Lula como fotógrafo da Presidência desde o primeiro dia de governo e vai deixar o Planalto no dia 1º de janeiro de 2011.

Em tempo: a foto, em tamanho maior, pode ser vista aqui.

Lula e Alencar: bastidores de uma foto comovente | Blog do Mauricio Stycer

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Joelmir Beting e o melhor cenário em 40 anos

Recebi um e-mail dizendo que Joelmir Beting pedia votos contra Dilma. Se for verdade, tá difícil a tarefa. Olha o que ele disse no Jornal que apresenta:

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Os mitos derrubados da era FHC

Viomundo
25 de outubro de 2010 às 16:29

Theotonio dos Santos: Carta aberta a Fernando Henrique Cardoso

Carta aberta a Fernando Henrique Cardoso

O plano Real não derrubou a inflação e sim uma deflação mundial que fez cair as inflações no mundo inteiro. A inflação brasileira continuou sendo uma das maiores do mundo durante o seu governo. O real foi uma moeda drasticamente debilitada. Isto é evidente: quando nossa inflação esteve acima da inflação mundial por vários anos, nossa moeda tinha que ser altamente desvalorizada. De maneira suicida ela foi mantida artificialmente com um alto valor que levou à crise brutal de 1999. Outro mito é que seu governo foi um exemplo de rigor fiscal. Um governo que elevou a dívida pública do Brasil de 60 bilhões de reais em 1994 para mais de 850 bilhões, oito anos depois, é um exemplo de rigor fiscal? O artigo é de Theotonio dos Santos.

Theotonio dos Santos, na Carta Maior, por sugestão do leitor King Childerico

Meu caro Fernando,

Vejo-me na obrigação de responder a carta aberta que você dirigiu ao Lula, em nome de uma velha polêmica que você e o José Serra iniciaram em 1978 contra o Rui Mauro Marini, eu, André Gunder Frank e Vânia Bambirra, rompendo com um esforço teórico comum que iniciamos no Chile na segunda metade dos nos 1960. A discussão agora não é entre os cientistas sociais e sim a partir de uma experiência política que reflete contudo este debate teórico. Esta carta assinada por você como ex-presidente é uma defesa muito frágil teórica e politicamente de sua gestão. Quem a lê não pode compreender porque você saiu do governo com 23% de aprovação enquanto Lula deixa o seu governo com 96% de aprovação. Já discutimos em várias oportunidades os mitos que se criaram em torno dos chamados êxitos do seu governo. Já no seu governo vários estudiosos discutimos, já no começo do seu governo, o inevitável caminho de seu fracasso junto à maioria da população. Pois as premissas teóricas em que baseava sua ação política eram profundamente equivocadas e contraditórias com os interesses da maioria da população. (Se os leitores têm interesse de conhecer o debate sobre estas bases teóricas lhe recomendo meu livro já esgotado: Teoria da Dependencia: Balanço e Perspectivas, Editora Civilização Brasileira, Rio, 2000).

Contudo nesta oportunidade me cabe concentrar-me nos mitos criados em torno do seu governo, os quais você repete exaustivamente nesta carta aberta.

O primeiro mito é de que seu governo foi um êxito econômico a partir do fortalecimento do real e que o governo Lula estaria apoiado neste êxito alcançando assim resultados positivos que não quer compartilhar com você… Em primeiro lugar vamos desmitificar a afirmação de que foi o plano real que acabou com a inflação. Os dados mostram que até 1993 a economia mundial vivia uma hiperinflação na qual todas as economias apresentavam inflações superiores a 10%. A partir de 1994, TODAS AS ECONOMIAS DO MUNDO APRESENTARAM UMA QUEDA DA INFLAÇÃO PARA MENOS DE 10%. Claro que em cada pais apareceram os “gênios” locais que se apresentaram como os autores desta queda. Mas isto é falso: tratava-se de um movimento planetário.

No caso brasileiro, a nossa inflação girou, durante todo seu governo, próxima dos 10% mais altos. TIVEMOS NO SEU GOVERNO UMA DAS MAIS ALTAS INFLAÇÕES DO MUNDO. E aqui chegamos no outro mito incrível. Segundo você e seus seguidores (e até setores de oposição ao seu governo que acreditam neste mito) sua política econômica assegurou a transformação do real numa moeda forte. Ora Fernando, sejamos cordatos: chamar uma moeda que começou em 1994 valendo 0,85 centavos por dólar e mantendo um valor falso até 1998, quando o próprio FMI exigia uma desvalorização de pelo menos uns 40% e o seu ministro da economia recusou-se a realizá-la “pelo menos até as eleições”, indicando assim a época em que esta desvalorização viria e quando os capitais estrangeiros deveriam sair do país antes de sua desvalorização. O fato é que quando você flexibilizou o cambio o real se desvalorizou chegando até a 4,00 reais por dólar. E não venha por a culpa da “ameaça petista” pois esta desvalorização ocorreu muito antes da “ameaça Lula”. ORA, UMA MOEDA QUE SE DESVALORIZA 4 VEZES EM 8 ANOS PODE SER CONSIDERADA UMA MOEDA FORTE? Em que manual de economia? Que economista respeitável sustenta esta tese?

Conclusões: O plano Real não derrubou a inflação e sim uma deflação mundial que fez cair as inflações no mundo inteiro. A inflação brasileira continuou sendo uma das maiores do mundo durante o seu governo. O real foi uma moeda drasticamente debilitada. Isto é evidente: quando nossa inflação esteve acima da inflação mundial por vários anos, nossa moeda tinha que ser altamente desvalorizada. De maneira suicida ela foi mantida artificialmente com um alto valor que levou à crise brutal de 1999.

Segundo mito – Segundo você, o seu governo foi um exemplo de rigor fiscal. Meu Deus: um governo que elevou a dívida pública do Brasil de uns 60 bilhões de reais em 1994 para mais de 850 bilhões de dólares quando entregou o governo ao Lula, oito anos depois, é um exemplo de rigor fiscal? Gostaria de saber que economista poderia sustentar esta tese. Isto é um dos casos mais sérios de irresponsabilidade fiscal em toda a história da humanidade.

E não adianta atribuir este endividamento colossal aos chamados “esqueletos” das dívidas dos estados, como o fez seu ministro de economia burlando a boa fé daqueles que preferiam não enfrentar a triste realidade de seu governo. Um governo que chegou a pagar 50% ao ano de juros por seus títulos para, em seguida, depositar os investimentos vindos do exterior em moeda forte a juros nominais de 3 a 4%, não pode fugir do fato de que criou uma dívida colossal só para atrair capitais do exterior para cobrir os déficits comerciais colossais gerados por uma moeda sobrevalorizada que impedia a exportação, agravada ainda mais pelos juros absurdos que pagava para cobrir o déficit que gerava.

Este nível de irresponsabilidade cambial se transforma em irresponsabilidade fiscal que o povo brasileiro pagou sob a forma de uma queda da renda de cada brasileiro pobre. Nem falar da brutal concentração de renda que esta política agravou drasticamente neste pais da maior concentração de renda no mundo. Vergonha, Fernando. Muita vergonha. Baixa a cabeça e entenda porque nem seus companheiros de partido querem se identificar com o seu governo…te obrigando a sair sozinho nesta tarefa insana.

Terceiro mito – Segundo você, o Brasil tinha dificuldade de pagar sua dívida externa por causa da ameaça de um caos econômico que se esperava do governo Lula. Fernando, não brinca com a compreensão das pessoas. Em 1999 o Brasil tinha chegado à drástica situação de ter perdido TODAS AS SUAS DIVISAS. Você teve que pedir ajuda ao seu amigo Clinton que colocou à sua disposição uns 20 bilhões de dólares do tesouro dos Estados Unidos e mais uns 25 BILHÕES DE DÓLARES DO FMI, Banco Mundial e BID. Tudo isto sem nenhuma garantia.

Esperava-se aumentar as exportações do pais para gerar divisas para pagar esta dívida. O fracasso do setor exportador brasileiro mesmo com a espetacular desvalorização do real não permitiu juntar nenhum recurso em dólar para pagar a dívida. Não tem nada a ver com a ameaça de Lula. A ameaça de Lula existiu exatamente em consequência deste fracasso colossal de sua política macroeconômica. Sua política externa submissa aos interesses norte-americanos, apesar de algumas declarações críticas, ligava nossas exportações a uma economia decadente e um mercado já ocupado. A recusa dos seus neoliberais de promover uma política industrial na qual o Estado apoiava e orientava nossas exportações. A loucura do endividamento interno colossal. A impossibilidade de realizar inversões públicas apesar dos enormes recursos obtidos com a venda de uns 100 bilhões de dólares de empresas brasileiras. Os juros mais altos do mundo que inviabilizavam e ainda inviabilizam a competitividade de qualquer empresa.

Enfim, UM FRACASSO ECONOMICO ROTUNDO que se traduzia nos mais altos índices de risco do mundo, mesmo tratando-se de avaliadoras amigas. Uma dívida sem dinheiro para pagar… Fernando, o Lula não era ameaça de caos. Você era o caos. E o povo brasileiro correu tranquilamente o risco de eleger um torneiro mecânico e um partido de agitadores, segundo a avaliação de vocês, do que continuar a aventura econômica que você e seu partido criaram para este país.

Gostaria de destacar a qualidade do seu governo em algum campo mas não posso fazê-lo nem no campo cultural para o qual foi chamado o nosso querido Francisco Weffort (neste então secretário geral do PT) e não criou um só museu, uma só campanha significativa. Que vergonha foi a comemoração dos 500 anos da “descoberta do Brasil”. E no plano educacional onde você não criou uma só universidade e entrou em choque com a maioria dos professores universitários sucateados em seus salários e em seu prestígio profissional. Não Fernando, não posso reconhecer nada que não pudesse ser feito por um medíocre presidente.

Lamento muito o destino do Serra. Se ele não ganhar esta eleição vai ficar sem mandato, mas esta é a política. Vocês vão ter que revisar profundamente esta tentativa de encerrar a Era Vargas com a qual se identifica tão fortemente nosso povo. E terão que pensar que o capitalismo dependente que São Paulo construiu não é o que o povo brasileiro quer. E por mais que vocês tenham alcançado o domínio da imprensa brasileira, devido suas alianças internacionais e nacionais, está claro que isto não poderia assegurar ao PSDB um governo querido pelo nosso povo. Vocês vão ficar na nossa história com um episódio de reação contra o verdadeiro progresso que Dilma nos promete aprofundar. Ela nos disse que a luta contra a desigualdade é o verdadeiro fundamento de uma política progressista. E dessa política vocês estão fora.

Apesar de tudo isto, me dá pena colocar em choque tão radical uma velha amizade. Apesar deste caminho tão equivocado, eu ainda gosto de vocês ( e tenho a melhor recordação de Ruth) mas quero vocês longe do poder no Brasil. Como a grande maioria do povo brasileiro. Poderemos bater um papo inocente em algum congresso internacional se é que vocês algum dia voltarão a frequentar este mundo dos intelectuais afastados das lides do poder.

Com a melhor disposição possível mas com amor à verdade, me despeço

thdossantos@terra.com.br
http://theotoniodossantos.blogspot.com/

(*) Theotonio Dos Santos é Professor Emérito da Universidade Federal Fluminense, Presidente da Cátedra da UNESCO e da Universidade das Nações Unidas sobre economia global e desenvolvimentos sustentável. Professor visitante nacional sênior da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

O Nordeste não trocou o voto pelo miolo do pão

Conversa Afiada
Publicado em 25/10/2010

Bacelar pensa o Brasil

É com esta frase que Mauricio Dias, na coluna “Rosa dos Ventos”, da Carta Capital desta semana, conclui o artigo “Desconstrução do preconceito – não resulta do Bolsa Família o voto nordestino pró-Dilma, ainda maior no segundo turno.
Trata-se de observação exata, para este momento de mistificação generalizada, quando, segundo Boff, finalmente, a verdade vencerá a mentira.
Foi a Folha (*), sempre a Folha, de apropriadas ambiguidades, que, outro dia, ao dedicar 158 páginas a um resultado do Datafalha – nenhum país do mundo leva pesquisa eleitoral tão a sério quanto o Brasil do PiG (**) – , denunciou que a Dilma só existe por causa do Nordeste.
É o que, uma vez ouvi do Caio T. (de “Tartufo”) Costa, ao analisar a vitória do Lula (por 61% a 39%) contra o Alckmin: Lula não ganhou no Brasil, mas no Nordeste.
É assim a elite branca e separatista, no caso da elite paulista – e seus fâmulos – , uma espécie de Liga Norte do Berlusconi.
A doutrina da Revolução de 1932 voltará no dia 1º. de Novembro, quando a Folha “analisar” o resultado.
Cabe, então, preventivamente, ler o que o Mauricio Dias escreveu, a partir de considerações da respeitada professora Tânia Bacelar, da Universidade Federal de Pernambuco.
Os beneficiários do Bolsa Família – que mereceu tantos elogios de Mônica Serra – não são suficientes para explicar a votação da Dilma.
Há outros produtos da administração Lula para explicar o fenômeno da adesão do Nordeste a Lula e a Dilma, lembra a professora Bacelar.
O comércio varejista cresceu no Nordeste mais do que no Brasil inteiro.
A Petrobrás investiu maciçamente na região, a começar pela refinaria Abreu e Lima, em Suape.
Clique aqui para ler “Suape – Pernambuco faz uma revolução”.
Os investimentos do PAC.
A Transnordestina.
Pecem.
Os estaleiros.
Lula, segundo a professora Bacelar, quebrou o mito de que a “a agricultura familiar era inviável”.
Ela é responsável por três de quatro empregos gerados no meio rural de todo o Brasil.
“O Nordeste liderou  o crescimento do emprego formal no País, com 5,9% ao ano, entre 2003 e 2009, taxa superior à de 5,4% do Brasil como um todo e do Sudeste, que foi de 5,2%.”
A elite branca (e separatista, no caso de São Paulo), como diz outro pernambucano sábio, Fernando Lyra, “não pensa o Brasil”.
Basta ver o Serra na televisão.
Paulo Henrique Amorim
(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

O problema da #globomente é o Senado. Ela não vai impedir a Ley de Medios

Conversa Afiada:
Publicado em 23/10/2010

Nunca dantes na História deste país

Ligo para o Vasco, marinheiro de longo curso, que acabava de atracar na baia de Cabrália.
- Vasco, e a Globo ?
- Alguma novidade ?, perguntou ele, invariavelmente cético.
- Rapaz, o jornal nacional perdeu a compostura. É o Golpe deslavado.
- Alguma novidade ?, ele insiste.
- Pêra aí, agora, é diferente: agora até os jornalistas do jornal nacional vaiam o Ali Kamel.
- Sempre vaiaram, só que não se ouvia.
- Sim, o Ali Kamel manda muito, mas só faz o que o patrão quer  – ou deixa fazer …
- Isso é irrelevante, meu filho, disse o Vasco, já impaciente.
- Como assim, ir-re-le-van-te ?
- A Globo está diante de um problema que jamais enfrentou.
- A perda da audiência, me antecipei.
- Não, meu filho. A perda do Senado.
- Do Senado ?, perguntei incrédulo.
- Veja bem, meu filho. Nunca dantes na História desta República a Globo deixou de controlar o Senado.
- É verdade …
- Perdeu o controle da Câmara, em algumas instâncias, mas o Senado sempre foi a última linha de resistência dela.
- É verdade, Vasco, que bom que você voltou de alto mar.
- A Globo chegou a nomear até seu Senador ad hoc …
- Sim, o Senador Evandro, chefe do escritório da Globo em Brasília.
- Ele é tratado de Senador …
- E agora, Vasco ?
- Agora, o Lula mudou a composição do Senado.
- É verdade, não contaremos com grandes tribunos. Aquele do cartão Visa de Paris, o tenho jatinho porque posso, o eterno Marco Maciel … O que ele pensa, mesmo, hein ?  É … o Lula fez um estrago.
- E aí a Globo perdeu dois movimentos. Primeiro, perdeu a capacidade de fazer leis. E, segundo, perdeu a capacidade de paralisar o Governo no Senado.
- O que significa … paralisar o Governo …
- Significa que a Globo perdeu a capacidade de usar o Senado para desestabilizar a República.
- É verdade.
- E, portanto, de impedir a Ley de Medios.
- É verdade !
- A Dilma vai herdar a maioria que o Lula deixou para ela fazer a Ley de Medios. Ele não fez, mas entregou o legado na bandeja.
- Vasco, qual foi a cachaça que você tomou em alto mar ? Mineira ou baiana ? Você está impossível !
- A Globo não vai poder fazer mais aquele ping-pong com o Senado. O Arthur Virgilio Cardoso denunciava, a Globo ia atrás. A Globo denunciava, o Arthur Virgilio Cardoso ia atrás …
- E com a Veja, com a Folha (*) …
- A última arma que resta à Globo é o jornal nacional.
- E o Ali Kamel.
- Debaixo de vaia.
Pano rápido.
Clique aqui para ler “Bendito 2.o turno”.
Paulo Henrique Amorim

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Petrobras inicia até o fim do mês exploração comercial do petróleo do pré-sal

eblog da Dilma:
outubro 18th, 2010 |  Autor: Jussara Seixas

A Petrobras inicia no fim deste mês a exploração comercial do petróleo da camada pré-sal. O presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, afirmou nesta segunda-feira (18) que as operações comerciais no Campo de Tupi devem começar entre os dias 27 e 28.

O anúncio foi feito após a inauguração de novas unidades da Refinaria Henrique Lage (Revap), em São José dos Campos (SP). A cerimônia contou com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo Gabrielli, a exploração experimental de Tupi começou em maio. Atualmente, são extraídos do campo cerca de 14 mil barris de petróleo por dia. Com o início da exploração comercial, a extração pode chegar a 100 mil barris por dia. “Claro que isso não será obtido logo no início, mas é a capacidade”, disse Gabrielli.

O presidente da Petrobras também falou sobre a queda no preço das ações da companhia verificada nos últimos meses. Segundo ele, o motivo foi a taxação dos investimentos estrangeiros imposta pelo governo para conter a desvalorização do dólar e não por desconfiança dos investidores no processo de capitalização da estatal.

“As ações caíram essencialmente no momento em que grandes investidores quiseram usar uma brecha da mudança do IOF [Imposto Sobre Operações Financeiras]“, justificou. “Quando aumentou o imposto, existia a possibilidade de você vender os investimentos em ações, transformá-los em reais e comprar títulos de renda fixa. No momento em que isso foi alterado, as ações voltaram se recuperar.”

Agência Brasil

Petrobras inicia até o fim do mês exploração comercial do petróleo do pré-sal

A nova classe média. Sozinha ela não ganha a eleição

Conversa Afiada
Publicado em 18/10/2010

É mais fácil ver o Lula na BBC do que no jornal nacional

Extraído do Blog do Nassif:

A nova classe média
Enviado por luisnassif, seg, 18/10/2010

Coluna Econômica

Nos últimos anos, o Instituto Data Popular se transformou em uma das melhores referências do país sobre a nova classe média.

A nova classe média veio para ficar devido a um conjunto de fatores estruturantes, diz Renato Meirelles, sócio diretor do Data Popular.

O primeiro, é a juventude nas classes C, D e E. Fala-se muito no chamado “bônus demográfico” brasieiro – isto é, em um período extremamente favorável em que a maior parte da população estará integrando a população economicamente ativa.

Só que esse bônus varia de acordo com as faixas de renda. Nas classes A e B haverá um envelhecimento crescente. Nas classes C e D, preponderância dos jovens.

Na classe A os jovens até 16 anos representam 17% da população; entre 17 e 30 anos, 24%; entre 31 e 40 anos, 12%; entre 41 e 60, 35% e acima de 61 anos, 12%. Na classe E, até 16 anos representam 45%; e, acima de 61 anos, apenas 2%.

As implicações são interessantes.

Na faixa dos 1% mais ricos, os pais ganham dez vezes mais que os filhos. Na nova classe média, apenas duas vezes mais. Com isso, são os mais jovens que influenciam as decisões de consumo das famílias. Na classe A, apenas 10% dos jovens estudaram mais do que os pais. Na classe C, 60%.

Esse desenho muda tudo no jogo político, de consumo e educacional, diz Renato.

***

Para essas essas classes, o consumo tem um papel simbólico dos mais relevantes. Eles passarão a ditar as tendências, porque – ao contrário dos jovens das classes A e B – além do conhecimento recém-adquirido trarão um componente de luta e determinação novos.

Um dos depoimentos colhidos pelo Instituto: “Cresci aprendendo muito. Aprendi na rua, aprendi em casa e com o que estou aprendendo na faculdade vou poder fazer tudo novo. Do meu jeito, com a minha cara e os meus valores”.

Entre esses valores está o sentido que trazem ao ato do consumo. Para essa nova classe, o consumo traz o sentido de inclusão social – ou, para usar um termo do sociologuês, de
“pertencimento”. O segundo, porque representa a bóia capaz de tirá-los definitivamente do universo das restrições. Encaram também como oportunidade e investimento. Finalmente, a satisfação de necessidades e sensação imediata de prazer.
***

Entender esse novo consumidor abre um campo enorme para os novos negócios.

A classe C responde por 54% das vendas de calçados no sudeste, 55% no sul, 57% no centro-oeste, 62% no nordeste e 62% no norte. Em viagens, já responde por 51% das despesas no nordeste a 34% no sudeste.

Nos serviços financeiros, detêm 60,2% das contas correntes, 61% dos cartões de crédito, 57,8% das contas de poupança, 63,6% dos planos de saúde, 61,9% dos seguros.

***

Segundo as conclusões do Data Popular, essa nova classe média já movimenta R$ 834 bilhões por ano (contra R$ 216 bi da classe A e R$ 329,5 bi da classe B); responde por 87% da população, 76% do consumo, 69% dos cartões de crédito e 82% dos internautas.

O depoimento de uma consumidora classe C dá o fecho para o estudo: “Comprar é perceber que todo nosso esforço vale à pena, que dá para agradar todo mundo, ficar de bem com a
gente mesmo”.

Navalha

NAVALHA

O que o segundo turno demonstrou é que o Governo Lula não conseguiu ganhar a eleição com o crescimento da economia, a inclusão social e a expansão da classe média.
Por que ?
Porque o Governo não pôde, ao longo de oito anos, mostrar ao eleitor o que tinha feito: crescer, incluir e elevar à classe média.
Sem uma Ley de Medios, o PiG (*) interditou o debate, fixou a agenda e o Governo falava para dentro, para si mesmo.
Na suposição de que as pessoas iam sentir na pele que a vida tinha melhorado.
Mas, dizia o Chacrinha, quem não se comunica se trumbica.
O Governo perdeu a batalha política da comunicação.
O Governo teve medo do PiG (*).
E o PiG (*) pisou no Governo.
O PiG (*) ganhou.
O PiG (*) ganhou porque não deixou o Governo se comunicar.
O PiG (*) – e, portanto, o Governo – despolitizou o Brasil.
E, aí, foi fácil aplicar o Golpe do Aborto.
Os Brucutus do Serra aliados aos padres franquistas da Opus Dei brasileira criaram a “onda verde”.
Que de verde só tem os xales da Bláblárina.
O aborto da mulher do Serra, por exemplo.
O jornal nacional vai dar ?
O Paulo Preto (ou Souza) – o jornal nacional vai dar ? (Clique aqui para ver a reportagem do Domingo Espetacular).
Não, ao contrário.
Mesmo sem dar, o jornal nacional desmentiu o que não deu: uma pirueta do Ali Kamel, com a ajuda providencial do Tonico Ferreira, de banqueira elegância.
Portanto, a ascensão da classe média não basta – como previu este ordinário blog: os que se beneficiam do Governo Lula serão os mesmos que votarão no Berlusconi, se não houver uma Ley de Medios que neutralize o efeito Golpista do PiG (*).
Uma Ley de Medios que rapidamente desmascare uma calhordice – diz o Ciro – de um novo santarrão como o Serra.
O Serra é um produto do PiG (*).
Não fosse o PiG (*), ele (e o FHC) não passavam de Resende.
Mas, sem uma Ley de Medios, o Serra quase chegou a Barra Mansa.
Ao subir nas costas da Bláblárina.
Sem Uma Ley de Medios, a Dilma não conseguirá governar.
Por mais que empanturre a classe média.
Por falar nisso: cadê o Lula ?
O Ali Kamel escondeu o Lula.
É mais fácil ver o Lula na BBC do que na Globo.
Clique aqui para saber mais sobre no que pode dar a classe média: “José Padilha vai ser o Ministro da Segurança do Serra”.

Paulo Henrique Amorim
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

A nova classe média. Sozinha ela não ganha a eleição | Conversa Afiada

Delfim Netto: Similitudes

Viomundo - O que você não vê na mídia
18 de outubro de 2010 às 4:07

SIMILITUDES

Antonio DELFIM NETTO, na CartaCapital, 20/10/2010, reproduzido na redecastorphoto

Qualquer semelhança entre a agressão da mídia no Brasil aos programas de Lula e as reações da mídia nos EUA ao New Deal, nos anos 30, não é só coincidência

Em abril de 2008, escrevi um comentário comparando o PAC e o Fome Zero do governo Lula aos programas de obras públicas e de combate ao desemprego sob o guarda-chuva do New Deal de FD Roosevelt, o presidente que conseguiu tirar a economia americana da Grande Depressão produzida a partir da quebra da Bolsa de NY, em outubro de 1929. Três quartos de século separam essas experiências: na primeira metade da década 1930-1940, os EUA e o mundo mergulharam numa crise sem precedentes.

Quando Roosevelt tomou posse, em 1933, para seu primeiro mandato, o PIB americano havia sido reduzido a praticamente a metade (56,4 bilhões de dólares) do que era em 1929 (103 bilhões de dólares).

Apesar da tragédia do desemprego, que chegava a 30% da força de trabalho, os EUA eram uma nação próspera. Havia muita riqueza e uma boa parte da sociedade afluente aceitava o desemprego como contingência natural numa economia de mercado. A melhor coisa que os governos deviam fazer era ficar fora disso.

Roosevelt surpreendeu, já no discurso de posse, anunciando o fim da era da indiferença: “Temos 15 milhões de sujeitos passando fome e nós vamos dar de comer a eles. O governo entende que é sua obrigação providenciar trabalho para que eles mesmos voltem a sustentar suas famílias.”

Para escândalo de muitos, seu governo pôs em marcha dois enormes programas, nunca antes tentados naquele país, de amparo ao trabalho e combate à miséria, com investimentos públicos em obras, cuja principal prioridade era absorver mão de obra (uma espécie de PAC). O empreendimento-símbolo foi a criação da TVA (Tennessee Valley Authority), que construiu barragens para a produção de energia e gerenciou os projetos de irrigação para a produção de alimentos.

Esses programas sofreram pesado bombardeio da oposição conservadora, que, a título de defender a livre iniciativa, esconjurava a intervenção estatal no setor privado, porque interferia na oferta e procura de mão de obra, desvirtuando o funcionamento do mercado de trabalho… Um dado interessante é que os ataques da mídia republicana evitavam agredir o presidente (e seus altos níveis de popularidade), concentrando toda a fúria contra a figura de Harry Hopkins, principal mentor dos programas de amparo ao trabalhador e gerente de obras públicas, qualificado de “perigoso socialista”. Qualquer semelhança com as agressões midiáticas recentes aos programas Fome Zero, Luz para Todos e ao PAC não é simples coincidência…

Hoje, ninguém duvida que o New Deal foi decisivo para a reconstrução da confiança dos americanos nos fundamentos do regime de economia de mercado. Suas ações ajudaram a salvar o capitalismo, na medida em que os milhões de trabalhadores que recuperaram os empregos voltaram “a acreditar na vontade e na capacidade do governo de intervir na economia para proporcionar uma igualdade mais substancial de oportunidades” (FDR numa de suas falas no rádio, Conversa ao Pé do Fogo).

O fato é que o PIB americano cresceu durante o primeiro e segundo mandatos e, em 1940, havia recuperado o nível que perdera desde o início da grande crise, medindo 101,4 bilhões de dólares. Roosevelt completou um terceiro mandato presidencial e ainda foi eleito (no fim da Segunda Guerra Mundial), para um quarto mandato, mas faleceu antes de exercê-lo.

Quando Lula assumiu o primeiro mandato, em 2002, a economia brasileira não estava na situação desesperadora da americana em 1933, mas contabilizava algo como 12% de desemprego da população economicamente ativa e vinha de um período de 20 anos de medíocre crescimento, com a renda per capita praticamente estagnada. Seu governo pôs em prática os programas de combate à fome que prometera no prólogo de sua Carta aos Brasileiros e posteriormente o PAC, que soma o investimento público e obras privadas, com foco na recuperação da desgastada infraestrutura de transportes, da matriz energética e na indústria da habitação. Setores de grande demanda de mão de obra e de promoção do desenvolvimento.

Oito anos depois (e 15 milhões de empregos a mais), os resultados são visíveis: queda acentuada das taxas do desemprego (para menos de 7% da população economicamente ativa), crescimento da renda e dos níveis de consumo da população, recuperação da autoestima do trabalhador e uma sociedade que adquiriu condições de oferecer substancial melhora na distribuição de oportunidades. Isso, tendo atravessado a segunda pior crise da economia mundial dos últimos 80 anos, com o PIB crescendo em 2010 acima de 7%.

Delfim Netto: Similitudes | Viomundo - O que você não vê na mídia

Colocando na balança 2

Viomundo - O que você não vê na mídia

18 de outubro de 2010 às 3:27

Ilustre Bob volta a atacar

Da caixa de correio do Viomundo

Ilustre Bob volta a atacar | Viomundo - O que você não vê na mídia

sábado, 16 de outubro de 2010

Dilma manda mensagem aos religiosos para desfazer as mentiras de Serra

Serra criou uma central de boatos que agora age por telefone também (clique na imagem para ler no Correio Braziliense). Ele esconde que tanto ele quanto o PSDB e FHC criaram normatizações, projetos de lei e o próprio PNDH para legalizar o aborto.

Serra tem o único interesse de não discutir o projetos para o país. De não comparar o que foi o governo FHC do qual fez parte, e do que é e representa hoje no Brasil e no mundo o governo de Lula e Dilma.

Mas, não bastasse a campanha suja do tucano ter chegado ao limite da baixaria, o cinismo chegou a tanto que agora Serra espalha “santinhos” com mensagens religiosas, a sua cara (de pau) e sua assinatura, que se valesse alguma coisa, não tinha abandonado a Prefeitura.

Depois de conversar com grupos religiosos, Dilma escreveu uma mensagem em que reafirma seu compromisso com a vida. Espero que todos percebam que compromisso com a vida e valores cristãos envolvem a preocupação com a inclusão cidadã da população mais carente que antes foi marginalizada durante toda a história do país, e cujos interesses Serra nunca representou.

MENSAGEM DA DILMA

Dirijo-me mais uma vez a vocês, com o carinho e o respeito que merecem os que sonham com um Brasil cada vez mais perto da premissa do Evangelho de desejar ao próximo o que queremos para nós mesmos. É com esta convicção que resolvi pôr um fim definitivo à campanha de calúnias e boatos espalhados por meus adversários eleitorais. Para não permitir que prevaleça a mentira como arma em busca de votos, em nome da verdade quero reafirmar:

1. Defendo a convivência entre as diferentes religiões e a liberdade religiosa,assegurada pela Constituição Federal;
2. Sou pessoalmente contra o aborto e defendo a manutenção da legislação atual sobre o assunto;
3. Eleita presidente da República, não tomarei a iniciativa de propor alterações de pontos que tratem da legislação do aborto e de outros temas concernentes à família e à livre expressão de qualquer religião no País.
4. O PNDHU é uma ampla carta de intenções, que incorporou itens do programa anterior. Está sendo revisto e, se eleita, não pretendo promover nenhuma iniciativa que afronte a família;
5. Com relação ao PLC XYY, caso aprovado no Senado, onde tramita atualmente, será sancionado em meu futuro governo nos artigos que não violem a liberdade de crença, culto e expressão e demais garantias constitucionais e individuais existentes no Brasil;
6. Se Deus quiser e o povo brasileiro me der, a oportunidade de presidir o País, pretendo editar leis e desenvolver programas que tenham a família como foco principal, a exemplo do Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida e tantos outros que resgatam a cidadania e a dignidade humana.
Com estes esclarecimentos, espero contar com vocês para deter a sórdida campanha de calúnias contra mim orquestrada. Não podemos permitir que a mentira se converta em fonte de benefícios eleitorais para aqueles que não têm escrúpulos de manipular a fé e a religião tão respeitada por todos nós. Minha campanha é pela vida, pela paz, pela justiça social, pelo respeito, pela prosperidade e pela convivência entre todas as pessoas.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

FHC deveria ver como está hoje o Nordeste que ele esqueceu

FHC ao lançar a candidatura de Serra disse que não viu as obras do PAC no Nordeste. Se ele não visitou a região abandonada por seu governo as imagens desmascaram suas mentiras.

Outra figura do tucanato, o Presidente do PSDB Sérgio Guerra usou as obras do PAC em seu Estado, Pernambuco, para fazer sua propaganda (confira o vídeo abaixo). Mas para a Veja disse: “Se ganharmos, agiremos rápida e objetivamente. A forma de fazer será discutida no momento adequado. Haverá um Ministério do Planejamento que realmente planeje, e não o desastre que está aí hoje. O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) não se realizou.”

A Transnordestina que o Senador tucano se apropriou indevidamente é obra do PAC, o Plano de Aceleração do Crescimento, como demonstra o vídeo abaixo.
A obra está sendo capaz de gerar 7 mil empregos, como escreveu Azenha aqui.

Programa explica os riscos se Serra privatizasse o pré-sal

FHC conta no vídeo abaixo que Serra o convenceu a privatizar a Vale do Rio Doce e a Light. A Vale mesmo sem ter o mesmo crescimento da Petrobrás durante o Governo Lula, no 1º ano, pagou aos seus novos donos o que eles pagaram ao governo brasileiro. Os brasileiros não viram a cor do dinheiro. FHC e Serra venderam quase tudo o que tinha na casa e não conseguiram pagar as dívidas. Eles quase privatizaram a Petrobrás. Se o fizessem os donos estariam sorrindo hoje. Mas não se engane, tem muita gente graúda tentando dar um jeito para tornar esse sonho de poucos realidade.

GOVERNO LULA: Reservas do país têm novo recorde

Blog da Dilma
outubro 15th, 2010 | Autor: Jussara Seixas

Patrícia Duarte e Lino Rodrigues

O Globo

As reservas internacionais do Brasil alcançaram um patamar jamais visto, atingindo, na última quarta-feira, US$ 280,096 bilhões, segundo o Banco Central (BC). O crescimento em outubro, até o dia 13, foi de 1,78%, ou US$ 4,89 bilhões.

Esse recorde se deve aos ganhos financeiros das aplicações das reservas e à compra de dólares pelo BC no mercado à vista de câmbio. Nos primeiros oito dias de outubro, últimos dados disponíveis, as aquisições do BC somavam US$ 2,764 bilhões.

As reservas internacionais são uma espécie de colchão financeiro do país e servem para atenuar possíveis ataques especulativos contra a moeda e reduzir o risco de insolvência do país.

Com o nível atual, por exemplo, o Brasil é credor em sua dívida externa que, em agosto, estava em US$ 235,365 bilhões. Ou seja, possui mais capital do que deve.

O BC tem reforçado as reservas internacionais por meio de compra de dólares também para evitar mais valorizações do real frente à moeda americana. Esse movimento foi especialmente evidente em setembro, quando as reservas pularam 5,31%, para US$ 275,206 bilhões.

GOVERNO LULA: Reservas do país têm novo recorde

UNE apóia Dilma – Juventude estudantil repudia candidatura Serra

Augusto Chagas, Presidente da União Nacional de Estudantes manifesta a decisão da entidade de apoiar publicamente Dilma para Presidente. Augusto aproveitou o encontro de Dilma com as professoras e a juventude estudantil nesse dia 15 de outubro, além da presença da imprensa para dar um recado a Serra. O candidato que tem criticado a entidade cuja Presidência ocupou em 1964, teve a resposta do jovem e aguerrido sucessor que tratou o governo de FHC foi o mais desastroso para a educação no Brasil. Dilma também recebeu o apoio formal da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES) além das juventudes socialistas e de vários partidos.

Serra mil caras – bonequinhas russas | Conversa Afiada

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Altamiro Borges: Centrais sindicais na campanha pró-Dilma

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Centrais sindicais na campanha pró-Dilma

Reproduzo matéria publicada no sítio Vermelho:
As seis maiores centrais sindicais do país dão largada nesta quinta-feira (14) à campanha pela eleição de Dilma Rousseff (PT). Após evento realizado no fim da tarde de sexta-feira na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, filiado à Força Sindical, dirigentes sindicais intensificaram o contato com integrantes do comitê eleitoral de Dilma, definindo dois eixos de atuação: negociar com o governo o reajuste real do salário mínimo no ano que vem e iniciar desde já a defesa da candidatura.
Em reunião realizada ontem no espaço onde funcionara o comitê de campanha de Aloizio Mercadante (PT) ao governo de São Paulo, representantes das seis entidades e de movimentos sociais acordaram em iniciar hoje uma larga campanha de rua.
A partir desta quinta, duas turmas de sindicalistas se revezarão em São Paulo, das 7h às 14h e daí às 19h, percorrendo pontos públicos como praças e estações de metrô com panfletos e jornais. Na sexta-feira (15), as centrais participarão de comício da campanha de Dilma em São Miguel Paulista (SP) onde entregarão à candidata a "Agenda da classe trabalhadora", documento aprovado em assembleia promovida no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, para cerca de 23 mil sindicalistas presentes.
O documento, originalmente idealizado para ser entregue a todos os candidatos, só chegará a Dilma. Artur Henrique, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), a maior do país, resume: "Ela é a única capaz de encampar as necessidades da classe trabalhadora, então não faz sentido entregar o documento a quem não fará nada com ele".
A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) já anuncia em seu portal: "CTB é Dilma no 2º turno", em nota de convocatória para o comício pró Dilma que acontecerá nesta sexta-feira (15), em São Paulo. O ato ocorrerá na Praça do Forró, em São Miguel Paulista e contará com a presença da candidata Dilma Rousseff, que já confirmou presença.
Campanha de peso
A campanha que as centrais iniciam esta semana em São Paulo contará com arsenal de peso. A área de comunicação da Força Sindical têm pronto um jornal que será disparado para sindicatos e em pontos públicos em que Paulinho, quarto deputado federal mais votado em São Paulo, com 267 mil votos, surge defendendo voto em Dilma.
O jornal, que terá circulação de 5 milhões de exemplares, contará também com textos que "desestimulam o voto" em Serra. O jornal começará a ser impresso hoje. Há dúvidas apenas em relação ao expediente do jornal, isto é, se será algo apenas da Força Sindical ou se as outras centrais assinarão. A CUT também prepara jornal próprio.
"Essas promessas do Serra são pura demagogia. Todo mundo sabe que ele não gosta de trabalhador e nosso papel, agora, é informar a classe trabalhadora disso", diz Paulinho.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Brasil lidera ranking que mede progresso no combate à pobreza | Conversa Afiada

Publicado em 14/09/2010

Dilma promete erradicar a pobreza

O Conversa Afiada republica matéria da Agência Brasil:

Brasil lidera ranking que mede progresso no combate à pobreza
Brasília – Pelo segundo ano consecutivo, o Brasil lidera o ranking que mede o progresso de países em desenvolvimento na luta contra a pobreza. O ranking é da organização não governamental (ONG) ActionAid

Os novos dados foram divulgados hoje (14) no relatório Who’s Really Fighting Hunger? (Quem Realmente Está Combatendo a Pobreza?), em que a ONG analisa os esforços em 28 países para combater o problema. As informações são da BBC Brasil.

A ONG considerou o desempenho dos países em categorias como presença de fome, apoio à agricultura em pequenas propriedades e proteção social. O Brasil é seguido por China e Vietnã. Em último lugar na lista está a República Democrática do Congo.

Como em 2009, a ActionAid elogia as políticas sociais adotadas pelo governo federal para reduzir a fome no país, destacando os efeitos benéficos de programas como o Bolsa Família e o Fome Zero. Porém, o relatório destaca o pequeno avanço do Brasil em relação aos demais países emergentes estudados, na adoção de políticas de incentivo à agricultura em pequenas propriedades.

Clique aqui para ler a matéria na íntegra.

Brasil lidera ranking que mede progresso no combate à pobreza | Conversa Afiada

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