Mostrando postagens com marcador Serra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Serra. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

DEM rechaça fusão e já espera que Kassab migre para o PMDB

Terra - Política

Quarta, 10 de novembro de 2010, 13h26

image

Marcela Rocha

O DEM espera que o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab (DEM), migre para o PMDB antes do fim de seu mandato, em 2012. O democrata, que trabalha por uma fusão entre DEM e PMDB - descartada pela maioria de seu partido -, estreitou as relações com o vice-presidente eleito, Michel Temer (PMDB), nos dias que sucederam as eleições presidenciais.

Lideranças nacionais do DEM garantem ser inviável a fusão entre as siglas e apontam motivos pessoais para a movimentação de Kassab. Agora, tanto o DEM quanto o PSDB pretendem esvaziar a estratégia de fusão. Sem diálogo com o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e sem perspectivas de nova candidatura na aliança PSDB-DEM, Kassab buscaria no PMDB futuro político, ainda segundo seus colegas de partido.

O Democrata foi patrocinado pelo ex-presidenciável José Serra (PSDB) na sua reeleição contra Alckmin em 2008. Com a recente proximidade entre o governador eleito e Serra, tucanos afirmam que dificilmente ele deixaria de dar sustentação a Alckmin numa eventual disputa contra Kassab.

Interlocutores do prefeito apostam numa possível candidatura dele ao governo do Estado. A curto prazo, a preocupação de Kassab é com a sua própria sucessão, dizem democratas. O prefeito prevê uma articulação de Alckmin na prefeitura para eleger um dos seus homens. E o DEM não teria quem apresentar com opção para o posto.

Sem a adesão de seu partido à fusão, restaria a Kassab migrar para o PMDB, base governista. Embora o momento não seja o mais propício para isto, dado o recente fim da campanha presidencial em que ele apoiou a oposição, aliados do prefeito acreditam que ele postergue a decisão para evitar ataques virulentos de seus colegas de partido.

O DEM tem garantido a seus aliados tucanos que Kassab só sensibilizou a senadora Kátia Abreu (TO) e o presidente de honra da sigla, Jorge Bornhausen.

Caso Kassab consiga levar consigo deputados do DEM, a sigla já alertou que pretende cobrar o mandato por infidelidade partidária. Contudo a punição não se estenderia ao prefeito. A medida seria para dar exemplo aos demais parlamentares que quiserem aderir ao governismo. Do contrário, os democratas e tucanos temem uma debandada para a base de sustentação de Dilma.

DEM rechaça fusão e já espera que Kassab migre para o PMDB - Terra - Política

domingo, 7 de novembro de 2010

Progressão continuada ou promoção automática?

Em resposta a uma escola estadual, o Conselho de Educação do Estado de São Paulo já em 1998 aprovava o PARECER CEE Nº 425/98 da Profª Zilma de Moraes Ramos de Oliveira em que difere bem o significado de progressão continuada do que, na realidade se transformou ao longo dos anos, uma promoção automática. Como destaca a apreciação da Conselheira, faz-se necessário romper com a reprovação como mecanismo de exclusão daqueles alunos considerados inadequados pelos critérios de um sistema criado para atender o desejo de formação de apenas alguns setores da sociedade. Também ressalta a importância de um projeto pedagógico coletivo e um diagnóstico pedagógico que não culpabilize o aluno, mas que possa compreendê-lo na sua complexidade, inclusive nas dimensões psicológicas e sociais, para que possa implementar a melhor intervenção no sentido de atuar sobre as dificuldades presentes. Para aprofundar essa reflexão leia ‘Qualquer um pode aprender’, diz Bernardo Toro, filósofo, sociólogo e educador colombiano. Essa não compreensão do que propõem de fato, uma progressão continuada, passados 12 anos desde o Parecer, demonstra que o principal não se fez: uma reestruturação e reformulação do ensino. Não houve um repensar sobre a didática do professor, sobre a reorientação do currículo, sobre a transdisciplinaridade do projeto, sobre as condições de trabalho e número de alunos em sala de aula. Não se ouviu professores e nem se ofereceu à escola e aos docentes a formação continuada necessária para por em prática uma proposta avançada do século XXI implementada com práticas do século XIX. Lei o início da apreciação da Profª Zilma de Moraes Ramos de Oliveira:

Mais uma vez, vem este Conselho dirigir-se à comunidade escolar e à Sociedade em geral para demonstrar a seriedade de propósitos que tem regido sua luta por rever os paradigmas na área de promoção/retenção escolar. Concordamos que a LDB não expressa a idéia de "promoção automática" de alunos sem aproveitamento ou freqüência, nem o faz este Conselho, que tem defendido, em várias oportunidades a necessidade de se substituir uma concepção de avaliação escolar punitiva e excludente por uma concepção de avaliação comprometida com o progresso e o desenvolvimento da aprendizagem.

É evidente que tal diretriz não se alia, de forma alguma, com possível rebaixamento do ensino. Mais do que nunca, estão hoje professores e alunos colocados diante do desafio de buscar novas perspectivas para a escola, de modo a combater a "cultura da repetência", eliminando o alto custo não apenas material, mas também psicológico, que a não-promoção acarreta para a sociedade, o aluno e sua família. A não-promoção para a série subseqüente termina, no imaginário que ainda existe nas escolas, fazendo o aluno sentir-se como alguém reprovado, no sentido de rejeitado, excluído, condenado, censurado.

Convencida da importância da educação para o país, toda a Sociedade brasileira empenha-se hoje na luta por assegurar o direito de ter educados todos os seus cidadãos, zelando por medidas de não-exclusão de alunos pelo sistema escolar, pela garantia de vagas e de uma aprendizagem bem sucedida. Tal tendência pode ser observada na LDB, quando afirma a prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos, o aproveitamento de estudos feitos com sucesso, a aceleração escolar, o aproveitamento de experiências extra-escolares, a ampliação dos mecanismos de recuperação, a organização em ciclos. Tudo isto sinaliza para uma nova concepção de ensino fundamental e seu papel em uma sociedade que se quer democrática.

Se, como mostram dados de pesquisa, a não-promoção tem sido a maior aliada da evasão escolar, portanto da exclusão do direito à  Educação que toda sociedade busca garantir, a retenção do aluno na série constitui um dos obstáculos do direito à escola socialmente defendido. Cabe-nos refletir aqui se é isto o que os professores querem. Reter e fazer evadir as crianças da escola? Acreditamos que não.

Não podemos mais pensar como no começo ou meados do século, quando a escola pública atendia a uma elite, atuando somente para formar essa elite numa fôrma única, sob a égide do desejo de dominação. A (aí sim) reprovação, os castigos, eram o eixo dessa educação. Esse eixo não se sustenta mais no mundo de hoje, no qual, com a expulsão das crianças e jovens da escola pelas não-promoções sucessivas, inócuas e desestimulantes, estas mesmas crianças e jovens encontram outros meios de colocar-se no social, ou de colocar-se nesta contra essa estrutura. Sabemos bem disto. Mas precisamos nos lembrar disto constantemente.

Tratando de fazer avançar na compreensão do ato pedagógico e da possibilidade concreta de que "toda criança é capaz de aprender", tem-se que pensar sempre em formas as mais diversas de prover aprendizagens essenciais, que nem sempre têm a ver diretamente com a memorização de conteúdos, mas, através deles, com o domínio de habilidades e atitudes de busca de novas informações e conhecimentos, de cooperação etc., via um projeto de trabalho pedagógico em que a criança e o jovem não são fragmentados em pedaços de disciplinas, mas sim tratados no conjunto, como pessoas inteiras que têm heterogêneos domínios de aprendizagem. Só um projeto pedagógico consistente, elaborado e desenvolvido em equipe, pode responder a isto, dado que não há organicidade senão pelo conjunto. Também tem-se que pensar e contemplar na proposta pedagógica alternativas de recuperação de aprendizagens defasadas em relação à turma.

(…)

Leia abaixo o parecer na íntegra ou clique aqui para fazer download.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Dossiê: Aécio poderá ser denunciado por quebra de decoro

Brasil! Brasil!
05/Nov2010

“Afinal, um senador deve responder a processo no Conselho de Ética por fatos ocorridos antes de assumir o mandato?

Novojornal

É grande o clima de insatisfação no Senado Federal  com o envolvimento do senador eleito Aécio Neves na confecção de um dossiê a respeito de integrantes da direção de seu partido PSDB, além de seu candidato à presidência da República José Serra.
O contra ataque do grupo de Serra poderá render ao senador mineiro um enorme desgaste. Evidente que se tal fato ocorrer, retira de Aécio a condição de presidir o Congresso.
O consultor-geral do Senado, Bruno Dantas Nascimento, explica que o regimento interno do Senado não define objetivamente o que é decoro parlamentar. E, para ele, não deve haver um conceito fixo.
“O que era decoro parlamentar hoje pode não ser amanhã. É um conceito que evolui de acordo com a cobrança da sociedade, de acordo com o sentimento dos membros (do Parlamento)”, diz.
E cita um exemplo. “Já houve um momento em que um deputado foi cassado porque foi de sunga para a praia. Naquela época (década de 60) ir para a praia de sunga não era algo compatível com o decoro parlamentar. Os homens iam de short até o joelho”, conta.
A opinião pessoal de Nascimento é a de que casos anteriores ao mandato não devem ser analisados pelo Conselho de Ética.”
Matéria Completa, ::Aqui::

domingo, 31 de outubro de 2010

Aécio pode ter perdoado Serra. Minas, não

Conversa Afiada:
Publicado em 31/10/2010

Dilma é mineira

Serra e os colonistas (*) do PiG (**) cansaram de dizer que a eleição ia ser decidida em Minas.
Porque na verdade eles queriam dizer que Aécio ia eleger Serra.
Os colonistas (*) do PiG (**) viveram até o fim a quimera do apoio decisivo e fulminante de Aécio.
Aécio era a tábua de salvação.
Mais poderosa que a santa que Mônica Serra entregou aos mineiros do Chile.
Dilma ganhou em Minas de 58% a 41%.
O que não significa que deva a eleição só a Minas.
Diante deste enigma, ligo para o amigo mineiro, serenamente escondido atrás dos mares de morros e pergunto:
Como explicar a surra mineira da Dilma ?
Responde o sábio:
“Primeiro, Serra tratou Minas e o próprio Aécio muito mal.
Serra e FHC trataram Aécio como se ele fosse um adolescente irresponsável.
Aécio fez o que podia para atender o PSDB.
Um líder não obriga ninguém a fazer nada.
Ao contrário: líder é o que segue o povo.
Aécio pode ter perdoado Serra. Será ? Mas, Minas não perdoou Serra.
Em segundo lugar, diz o sábio mineiro, o povo está satisfeito com Lula.
Não há o que discutir.
Terceiro, e para Minas, muito importante: Dilma é mineira.
Viveu no Rio Grande do Sul depois de enfrentar a ditatura, mas seu sotaque é indiscutível.
Dilma é mineira ! “
Paulo Henrique Amorim

(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (**) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Aécio pode ter perdoado Serra. Minas, não | Conversa Afiada

Tucanos paulistas culpam Aécio

Enviado por luisnassif, dom, 31/10/2010 - 21:37

Por rassaf
http://colunistas.ig.com.br/poderonline/2010/10/31/tucanos-ja-comecam-a-...

Tucanos já começam a culpar Aécio

Xico Graziano
Um dos coordenadores da campanha tucana, Xico Graziano, acabou de culpar o ex-governador Aécio Neves pela derrota de José Serra em Minas Gerais:
- Perdemos feio em Minas Gerais. Por que será?!
Desde o início da campanha, o PSDB, internamente, estabeleceu um patamar de votos no estado para garantir a vitória de Serra e sustentar a justificativa de Aécio ao recusar a vaga de vice. Na ocasião, o agora senador eleito afirmou que isso não faria a menor diferença para o candidato.
Os tucanos, então, anotaram que nenhum presidente perdeu em Minas e que o vice que deu menos votos ao titular da chapa no estado foi José Alencar, em 2006, mesmo assim ele conquistou 50,8% do eleitorado para o presidente Lula

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/tucanos-paulistas-culpam-aecio

Dilma, Presidenta do Brasil

image

Sem muito a dizer, por enquanto, segue uma foto de campanha e o curto texto de Azenha com a colaboração do Paulo Henrique Amorim, que resume o significa derrotar Serra para o futuro do Brasil e dois vídeos que alegram esse momento. Sem mais pelo momento.

31 de outubro de 2010 às 20:08

E Serra “morreu” no Haloween

por Luiz Carlos Azenha

*Com a colaboração do Paulo Henrique Amorim

José Serra promoveu uma campanha sórdida, extremista e mentirosa, sob os olhares complacentes da Globo, da Abril, da Folha e do Estadão.

Saiu desmoralizado pelo bom humor do brasileiro:

sábado, 30 de outubro de 2010

Datafolha: Dilma chega a 51%, Serra marca 41% - Eleições - iG

Se considerados apenas os votos válidos, petista atinge 55% das intenções um dia antes das eleições

iG São Paulo | 30/10/2010 20:27

Segundo o instituto Datafolha, caso as eleições fossem hoje, a candidata do PT à Presidência da República Dilma Rousseff seria eleita com 51% dos votos contra 41% do candidato do PSDB, José Serra. A pesquisa, realizada ontem e hoje, mostra resultados estáveis, com os dois candidatos oscilando (cada) apenas um ponto positivamente desde quinta-feira.
A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais. O percentual de indecisos se manteve em 4%. Os eleitores decididos a votar em branco, nulo ou nenhum também atingem 4%. Quando analisados apenas os votos válidos, Dilma tem 55% dos votos válidos. A candidata está dez pontos à frente de José Serra (PSDB), que pontuou 45%.
Em levantamento realizado pelo mesmo instituto nesta última quinta-feira, Dilma tinha 56% e oscilou negativamente um ponto. Serra atingia 44% e atingiu um ponto para cima. De acordo com o instituto, do ponto de vista estatístico, é impossível afirmar se houve ou não variação no período.
O Datafolha entrevistou 6.554 pessoas neste sábado, um número maior do que o de outras sondagens recentes. A pesquisa foi encomendada pela Folha e pela Rede Globo e está registrada no TSE sob o número 37903/2010.

Datafolha: Dilma chega a 51%, Serra marca 41% - Eleições - iG

Ibope: Dilma atinge 52%, Serra chega a 40% - Eleições - iG

Petista tem 56% dos votos válidos, contra 44% de tucano

iG São Paulo | 30/10/2010 20:42

Levantamento divulgado pelo Ibope neste sábado mostra a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, com 52% do total de votos. Segundo o instituto, o candidato do PSDB, José Serra, receberia hoje 40% dos votos computados nas urnas. Brancos ou nulos atingiram 5%, enquanto os indecisos representaram 3% dos entrevistados.
Considerados apenas os votos válidos – índice que exclui brancos, nulos e indecisos –, Dilma chega à marca de 56%, contra 44% de Serra. Foram realizadas 3.010 entrevistas, hoje, pelo instituto. A pesquisa foi registrada no TSE pelo número 37.917/2010. O levantamento foi encomendado pela TV Globo e pelo jornal "O Estado de S. Paulo".

Ibope: Dilma atinge 52%, Serra chega a 40% - Eleições - iG

Vox Populi: Dilma tem 51%, Serra tem 39%, indecisos 5% - Eleições - iG

Na véspera da eleição, candidata petista tem 57% do votos válidos, contra 43% registrados pelo tucano

Matheus Pichonelli, iG São Paulo | 30/10/2010 19:43

Na última pesquisa Vox Populi/iG antes do segundo turno, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, confirma a dianteira de 12 pontos sobre o adversário tucano José Serra evidenciada nos demais levantamentos de intenção de voto. De acordo com os números coletados neste sábado pelo instituto, Dilma tem 51% das intenções de voto, enquanto Serra contabiliza 39%. A um dia da ida às urnas, o número de indecisos totaliza 5%, enquanto brancos e nulos chegam em 5%.

Quando o instituto considera apenas os votos válidos - ou seja, não inclui indecisos, brancos e nulos - Dilma apaece com 57%, enquanto o tucano fica com 43%.

Os números divulgados hoje apontam uma ampliação da vantagem de Dilma sobre Serra. Na última pesquisa Vox Populi/iG, divulgada em 25 de outubro, a petista tinha 49% considerado o total das intenções de votos contabilizadas, dois pontos a menos do que no novo levantamento. Serra, por sua vez, manteve-se estável, já que tinha 38% na pesquisa anterior.

A pesquisa ouviu 3.000 mil eleitores neste sábado e possui margem de erro de 1,8 ponto porcentual, para mais ou para menos. Os dados do levantamento foram registrados na Justiça Eleitoral sob número  37.844/10.

O instituto apontou também que, na véspera da eleição, 90% do eleitorado dizem já ter certeza da escolha de seu candidato para presidente. O índice é maior entre eleitores da petista (94%). Entre eleitores de Serra, 89% afirmam estar certos do voto.

O Vox Populi apontou ainda que 49% dos eleitores assistiram a pelo menos um debate entre os candidatos na TV. Entre esse grupo, 47% dizem que Dilma se saiu melhor nos confrontos, contra 40% que afirmaram o mesmo sobre o desempenho de Serra. A região onde mais eleitores acompanharam os debates televisionados foi o Nordeste: 52%.

A campanha de Dilma também tem maior índice de avaliação positiva (43%) em comparação com a do tucano (32%).

Serra vence entre ricos e evangélicos

Ainda de acordo com a pesquisa, a candidata petista está à frente do tucano em todas as regiões do País, exceto o Sul, onde Serra chega à reta final da campanha em vantagem (49% a 41%). Já entre os nordestinos Dilma seria eleita com 66% dos votos contra 28%.

Dilma aparece à frente também em cidades pequenas, médias, grandes, na zona rural e nas capitais. A maioria de seu eleitorado é formada por homens (55% e 48% mulheres), enquanto Serra tem mais apoio do eleitorado feminino (40%) do que masculino (37%).

Entre os segmentos da sociedade o presidenciável tucano aparece à frente entre eleitores com ensino superior (49% a 41%) e que ganham mais de cinco salários mínimos (46% a 43%). Serra tem também mais apoio entre eleitores evangélicos (46% a 44%) e entre os que se dizem de outras religiões (além da católica): 47% a 42%.

Dilma lidera entre católicos praticantes (55%) e não praticantes (53%). A ex-ministra tem mais apoio, no entanto, entre eleitores que afirmam não ter religião: 56% contra 29% de Serra.

Os dois candidatos tem 44% dos votos dos candidatos que se declaram negros. Dilma é a candidata favorita entre eleitores negros: 60% contra 32%.

CNT/Sensus: Dilma chega a 57,2% dos votos válidos; Serra tem 42,8%

30 de outubro de 2010 • 16h18 • atualizado às 16h31

Pesquisa do Instituto Sensus encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) e divulgada neste sábado (30) mostra a candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, com 57,2% dos votos válidos contra 42,8% de seu adversário, José Serra (PSDB). No levantamento anterior, divulgado no último dia 27, a candidata petista tinha 58,6% dos votos válidos contra 41,4% de Serra.

Considerando os votos totais, quando são contabilizados os indecisos e os votos brancos e nulos, Dilma soma 50,3% das intenções e Serra, 37,6%. Na pesquisa anterior, a petista somava 46,8% contra 41,8% do tucano.

No novo levantamento, 7,9% dos entrevistados disseram estar indecisos e 4,1% afirmaram votar em branco ou nulo. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

Encomendada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), a pesquisa foi realizada entre os dias 28 e 29 de outubro, com 2.000 entrevistados em todo País, e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 25 de outubro de 2010, sob o número 37919/2010.

CNT/Sensus: Dilma chega a 57,2% dos votos válidos; Serra tem 42,8%

Dilma acusa Serra de ter pacto com o DEM

"revista piauí: pra quem tem um clique a mais"

16/10/2010 - 2:18 Dilma acusa Serra de ter pacto com o DEM

Rodrigo Maia nega que tenha invocado forças ocultas quando Álvaro Dias foi anunciado como vice de Serra. "Lúcifer não passa de um amigo, nunca pedi favores a ele", explicou.

IGREJA UNIVERSAL - Com um crucifixo numa mão e um dente de alho na outra, a candidata Dilma Rousseff acusou o seu adversário José Serra de ter firmado um pacto com o capiroto. "O Dan Brown já está escrevendo um livro a respeito disso, Democratas e Tucanos, uma continuação de Anjos e Demônios, que terá como apêndice um opúsculo intitulado o Código Da Costa, uma exegese erudita sobre as relações do vice de Serra com as forças neoliberais do Inferno", disse. E persignando-se, concluiu: "Serra é do DEM."  
Dilma desafiou alguém a encontrar alguma fotografia de Rodrigo Maia diante de um espelho. 
Em vídeo postado no You Tube, um pastor cubano chamado José Dirceu afirma que, na madrugada de domingo passado, Serra teria sido visto nas cercanias da encruzilhada de Ipiranga com São João. O candidato estava vestido de preto e tentava esconder o rabo embaixo do paletó. "José Serra riscou uma estrela de cinco pontas no chão, escreveu as letras PT no centro, pronunciou algumas palavras em latim de trás para frente, e tirou um tucano da cartola. A ave estava pintada de preto. Ao pregar o tucano no centro da figura, formou-se uma cortina de fumaça", contou o pastor, visivelmente assustado. 
Ao tentar prosseguir, José Dirceu gritou "Ai que dolor!" e sucumbiu a uma forte pontada no ombro direito. O vídeo mostra então Dilma aspergindo água benta sobre o homem e pedindo a intercessão de Cristo-Senhor. O pastor reage e conclui o seu testemunho: "Assim que a cortina de fumaça se dissipou, surgiu a figura de Indio da Costa. Muito elegante com seus chifres discretos, calmo e sofisticado, trazia à mão um contrato que sacara de uma pasta de couro com as iniciais TFP. Entregou o documento a um senhor muito vermelho a quem se dirigiu como 'meu querido'. Na ocasião, disse: 'Assine aqui que a Petrobrás será sua, a não ser que os norte-americanos paguem mais."
Serra acusou o You Tube de aceitar "vídeos petistas" e não comentou o assunto.

"revista piauí: pra quem tem um clique a mais"

Olha os indecisos da Dilma!

do blog marinildadas cansadão
sábado, 30 de outubro de 2010

O AlibabáKamel precisou pedir à Dilma pra sair, hihihihihihihihi, tava atrapalhando os "indecisos" do Seu Zé!
Contaram (@alansilva1974) no twitter bastidores do debate: o Ali Kamel ficou desesperado, chamando ate Joao Santana para "apartar" Dilma dos "indecisos"! Aí alguém comentou: "O melhor do debate foi o Ali Kamel pedindo para a Dilma sair".
E o outro respondeu: Não, o melhor foi ele levar mulher e filha, linda, para tirar foto com Dilma!
Pode uma coisa dessas? O gajo nos violenta todo dia e no debate final bajula a Dilma! Pensei, a família deve ter pedido (tipo você não gosta de mim, mas sua filha gosta). Mas não, segundo o @alansilva1974, ele queria ter uma foto com a futura presidenta.
E mais: "Enquanto Dilma estava nos braços dos 'indecisos', Zerra ficou escanteado, até constrangido esperando para ir para a coletiva!"
Toma, Serra! Toma, Globo!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

O machismo como pano de fundo

Antes de iniciar a campanha recebi um e-mail com um vídeo em que o Carioca do Pânico imitava a “Dilma do Chefe”. Com voz bem masculina e tom agressivo deixava a mensagem clara de que o poder é coisa para homem. Ou que mulheres na condição de poder não devem ser “mulheres”. O espaço da mulher na televisão que predomina ainda é o da Mulher Samambaia, personagem também criada no Pânico. A mulher que fica no canto para enfeitar e agradar aos olhos.
Na última semana do primeiro turno, eu não percebia, e sequer as pesquisas, que havia um movimento de esgoto trabalhando com preconceitos e ideais moralizantes e fundamentalistas, pelos porões de igrejas, e-mails e ruas. Naquele momento não dei importância, mas observei as falas contadas por colegas de trabalho de um movimento por Marina. A imagem de mulher evangélica, comportada e voz fina, obstante de sua bela história de militância e coragem, caía bem ao contrapor uma “guerrilheira, terrorista, abortista e lésbica”,como circulava pela central de boatos. Caía melhor ainda aos interesses de provocar um 2º turno para Serra. De candidata verde passou a laranja. De onda verde passou a marrom.

O machismo sempre formou o pano de fundo dessas eleições, ainda que as mulheres tenham tido mais votos que os homens. O machismo no país não é fato assumido, assim como o racismo ou a homofobia, tema que agora retrocedeu à bandeira de questão a ser combatida por religiosos (leia Em convenção da Assembleia de Deus, Serra promete vetar Lei da homofobia). O preconceito contra a mulher é ignorado por ser tratado como natural. Pensávamos estar superada a época das grandes frases de Maluf quando dizia que “a professorinha não era mal paga, mas mal casada”, ou quando se indignava com o estuprador, pois se tem desejo sexual, “estupra, mas não mata”. Pois o museu das grandes anedotas da história política, abre uma ala próxima a Maluf só para o novo acervo trazido por Serra.

Como disse Paulo Henrique Amorim que atribui a Serra o título de “jênio”, o candidato “inaugura a sedução eleitoral” com a frase “Se é menina bonita, tem que ganhar 15 [votos]. É muito simples: faz a lista de pretendentes e manda e-mail dizendo que vai ter mais chance quem votar no 45″ (leia mais). Frase que virou chacota do jornal argentino Clarin: Serra lanza una durísima ofensiva contra Dilma. A ironia é que enquanto a imprensa argentina critica o desespero do ato machista tucano, a imprensa brasileira, mais especificamente a Globo, reduz a Presidente argentina ao papel de viúva, deixando dúvidas quanto a sua capacidade de governar sem o marido, falecido esta semana. Rodrigo Viana, do blog Escrevinhador faz as devidas críticas a esse “machismo tão fora de época que a gente fica até com preguiça de discutir” no artigo Dilma, Cristina e a “falta de um homem”.
Disse ainda o blogueiro:
Cristina não é “apenas” a “esposa” de Kirchner. Isabelita era “apenas” esposa de Peron nos anos 70. Os tempos eram outros. E deu no que deu – Isabelita (era a vice do marido e, com a morte de Perón, assumiu o poder) foi uma presidenta fraca, que abriu caminho pra ditadura.
Cristina, não! Ela militou ao lado de Nestor, contra a ditadura. Tem vida própria, luz própria. O marido tinha liderança e isso ninguém contesta, mas querer reduzir Cristina ao papel de “esposa”, ou agora “viúva”, é quase inacreditável.
Por que falo disso agora? Porque vários leitores relatam que, no telemarketing do mal aqui no Brasil, há um novo telefonema na praça. Uma voz – feminina - pergunta ao cidadão incauto: ”será que a Dilma dá conta, sem o Lula?”
O machismo é o mesmo – contra Dilma e Cristina. E eu me pergunto: em que século vivem os marqueteiros do mal e os editores do “Jornal da Globo”?
Dilma não precisou segurar na mão do Lula quando – aos 17 ou 18 anos – foi pra clandestinidade lutar contra a ditadura. Dilma não precisou do apoio de Lula quando esteve presa, nem quando resistiu aos toturadores.
Dilma tem trajetória própria. Os tucanos, por menosprezar essa verdade, acreditaram na balela vendida por mervais e jabores: “ela não resiste à campanha sem o Lula”. He, he. Machista, normalmente, leva um susto quando vê que a mulher não “precisa” de homem
.
Para quem não conhece o blogueiro, Rodrigo Viana não é um maniqueísta. Trata de marqueteiros do mal como alusão à campanha que prega o maniqueísmo: Serra é do bem. Como ironizou o ator Zé de Abreu, que conhece Serra da UNE, quando o então Presidente abandonou a entidade no momento em que mais dele precisava, quem é do bem não precisa ficar dizendo e cantando isso (assista).  

Também na contrapartida das evocações machistas, a Professora Marilena Chauí (veja no Youtube), no ato da USP, acontecido nesta semana, citou as mulheres que são responsáveis pelo recebimento e uso do dinheiro do Bolsa Família e que passaram a ocupar na sociedade e estrutura local um novo lugar. Isto por si já toma um efeito sobre as mulheres e sobre a estrutura familiar em um país machista e sexista em todas as classes sociais. A filósofa percebe que isso promove uma mudança no nível dos costumes, da relação familiar e na situação das mulheres.

Essa mudança, no entanto, terá muitas barreiras a superar. Há muitos lugares a serem ocupados pelas mulheres. Dentre eles, a Presidência. Mas isso não bastaria. Tratará a mídia, então, de tentar derrubar essa mulher, agora, imaginam eles, mais fraca sem seu homem forte. Recorrendo Rodrigo Viana: como bons machistas vão tomar um susto.

Pres. Zezinho vai acabar com a viadagem

image

O Mais Preparado dos Brasileiros, o futuro pres. Zezinho, é reconhecido como o mais inquebrantável lutador pela moralidade. Em sua cruzada pelos bons costumes, tem se batido para que o Brasil se converta em um país onde a moral fundamentalista cristã esteja acima de tudo. Não é à toa que corre no Vaticano o seu processo de beatificação in vita.

O Presidente de Nascença resolveu aproveitar a campanha eleitoral para fazer com que a viadagem seja extirpada de vez de nosso país.

Na busca deste sublime objetivo, o Bastião da Moralidade Nacional uniu-se à principal liderança anti-bicha do Brasil: o pastor $ilas Malacheia.

image

Juntos, o pastor Malacheia e o Mais Carola dos Brasileiros percorrem o país ensinando que a pederastia é obra do Demônio (no caso, o Diabo, mesmo, não o usurpador do planalto), que a coloca na cabeça de pessoas fracas ou vocacionadas ao pecado.

Além de oferecer-lhe o cargo de Ministro das Minorias, o Pres. Zezinho prometeu ao pastor Malacheia que vetará o projeto de lei PL 122, que proíbe a discriminação contra viados e assemelhados, permitindo que, além de discriminá-los publicamente, seja possível continuar chamando a bicharada de doente, possuído, pecador, anormal e outras verdades.

Além do veto ao PL 122, o Presidente de Nascença comprometeu-se com o pastor $ilas Malacheia a proibir todas as demonstrações de viadagem em lugares públicos: medo de barata, levantar o dedo mindinho ao segurar xícara, gola de camisa erguida, óculos de sol redondo, cabelo espetado, segurar sanduíche com guardanapo de papel, caipirinha com adoçante, ler a revista Men’s Health, drinques coloridos, cantarolar “I Will Survive”, usar camiseta agarradinha, sucos de frutas misturadas, sanduíche de queijo branco, depilação do peito, shows do Celebrare, correr no parque de sunguinha, passar creminho nas mãos, levar a mamãe e a vovó para jantar e ouvir o Justin Bieber.

Comentário da tia Carmela

image

Quando era criança, na classe do Zezinho tinha um menino que era meio assim… Era muito bonzinho, muito delicadinho, a mãe não deixava ele sair para brincar na rua, só andava com as meninas. Na hora do recreio, o Zezinho e os amiguinhos dele da turma do fundão faziam questão de ir provocar o moleque. Ficavam em volta dele fazendo corinho: “mariquinhas, mariquinhas!”. Um dia o menino ficou muito nervoso e foi pra cima do Zezinho, os dois começaram a brigar.  O menino era menor que o Zezinho, mas de cara deu um tapa no rosto dele. O Zezinho começou a chorar e foi embora correndo. Os moleques que estavam com o Zezinho foram atrás dele fazendo corinho e rindo da cara dele. No dia seguinte, todo mundo ainda ria da cara do Zezinho. Só o Reinaldinho Cabeção que não tirou sarro, e  falou pra ele: “puxa, Zezinho, você estava tão macho brigando com aquele viadinho…”

Médico conta como foi trabalhar com o ministro José Serra

Conversa Afiada
Publicado em 28/10/2010

Ele diz qualquer coisa (charge do Bessinha)

O Conversa Afiada republica psot do Portal Luis Nassif:

MINHA EXPERIÊNCIA DE TRABALHO COM O MINISTRO JOSÉ SERRA (Helvécio Bueno, Médico sanitarista)
Amigos,
Eis mais um caso daquele
que se diz “o melhor Ministro da Sáude” de nosso PAÍS.
Marco Nogueira

MINHA EXPERIÊNCIA DE TRABALHO COM O MINISTRO JOSÉ SERRA

Sou Helvécio Bueno, 57 anos, nascido em São Gotardo – MG, morei em Belo Horizonte de 1961 a 1971 e, desde 1972 moro em Brasília. Formei em medicina pela Universidade de Brasília – UnB, fiz especialização em saúde pública e administração de sistemas de saúde e sou mestre em saúde coletiv
Entrei para a Secretaria de Saúde do DF em 1982. Na SES-DF fui médico sanitarista do Centro de Saúde n° 4 de Taguatinga – CST4, depois da Coordenação de Saúde da Comunidade, em seguida Chefe do CST4 e vice diretor do Hospital Regional de Taguatinga – HRT.

Em 1985 fui convidado para trabalhar no Ministério da Saúde – MS como técnico do Grupo de Trabalho para a Erradicação da Poliomielite no Brasil – GT Pólio. Trabalhei no MS de 1985 a 1999. Foram quase 15 anos e nesse período convivi com os seguintes ministros da saúde:

1. Carlos Corrêa de Menezes Sant’anna 15 de março de 1985 13 de fevereiro de 1986 José Sarney

2. Roberto Figueira Santos 14 de fevereiro de 1986 23 de novembro de 1987

3. Luiz Carlos Borges da Silveira 23 de novembro de 1987 15 de janeiro de 1989

4. Seigo Tsuzuki 16 de janeiro de 1989 14 de março de 1990

5. Alceni Guerra 15 de março de 1990 23 de janeiro de 1992 F. Collor de Mello

6. José Goldemberg 24 de janeiro de 1992 12 de fevereiro de 1992

7. Adib Jatene 12 de fevereiro de 1992 2 de outubro de 1992

8. de outubro de 1992 29 de dezembro de 1992

8. Jamil Haddad 29 de dezembro de 1992 18 de agosto de 1993 Itamar Franco

9. Saulo Moreira 19 de agosto de 1993 30 de agosto de 1993

10. Henrique Santillo 30 de agosto de 1993 1 de janeiro de 1995

11. Adib Jatene 1 de janeiro de 1995 6 de novembro de 1996 FHC

12. José Carlos Seixas 6 de novembro de 1996 13 de dezembro de 1996

13. Carlos Albuquerque 13 de dezembro de 1996 31 de março de 1998

14. José Serra 31 de março de 1998 20 de fevereiro de 2002

Nesses anos tive a oportunidade de ser o Coordenador do GTPólio e acompanhar o último caso desta doença ocorrido no Brasil; a seguir, como 1º diretor do Departamento de Operações da Fundação Nacional de Saúde – DEOPE/FUNASA pude coordenar a criação do Programa Nacional de Agentes Comunitários de Saúde – PNACS (depois mudado para PACS) e, do Programa Nacional de Parteiras Tradicionais – PNPT (descontinuado na gestão seguinte). Em 1991/1992 participei da reestrutração, por meio de empréstimos junto ao Banco Mundial, do Programa Nacional de Controle das DST/Aids – PN DST/Aids onde fui o 1° Chefe da Unidade de Controle das DST e posteriormente Chefe da Unidade de Assistência à Aids (o PN DST/Aids foi criado em 1985 na gestão do ministro Carlos Santana).

Em 1996 foi criada, no MS, a Secretaria de Políticas de Saúde da qual fui convidado para ser o 1º diretor do Departamento de Avaliação de Políticas de Saúde e depois, em 1998, diretor do Departamento de Informação em Saúde. Nesse período, participei da criação, em conjunto com a Organização Pan-Americana da Saúde – OPAS e fui o 1° coordenador da secretaria técnica da Rede Interagencial de Informações para a Saúde – RIPSA e, junto com o DATASUS, da Rede Nacional de Informações em Saúde – RNIS.

Aí assumiu o MS o ministro José Serra.

Meu 1º contato com o então ministro José Serra ocorreu da seguinte maneira: eu estava participando de uma reunião com todo o 1º escalão do MS na sala de reunião, ao lado do gabinete do ministro, que não se encontrava. A reunião era conduzida pelo Chefe de Gabinete. Depois de uma hora e meia de reunião, no momento em que falava o Secretário de Políticas de Saúde, o ministro Serra entrou na sala, não cumprimentou ninguém, interrompendo o palestrante, sem pedir licença, perguntou ao Chefe de Gabinete o que ele, Serra, precisava saber do que já havia ocorrido naquela reunião. Pegou o Chefe de Gabinete pelo braço e levou-o para seu gabinete deixando seu 1° escalão e alguns convidados sem dirigir-lhes uma única palavra. Essa era a forma com que tratava seus subordinados, o sorriso só aparecia na presença da mídia.

Porém, o mais importante e demonstrativo de seu caráter, foi quando, após 1 ano de sua posse, o ministro Serra solicitou uma avaliação da situação de saúde do país e, quando apresentei, entre outros dados, o aumento da mortalidade infantil na região nordeste ele simplesmente disse: “esta informação não pode sair deste ministério”. Foi quando, em setembro de 1999, pedi demissão do cargo que ocupava no MS.

Além disso, o candidato Serra diz, em sua propagando política, que criou o Programa de Aids e o medicamento genérico. O programa de Aids foi criado pelo ministro Carlos Santana em 1985 e reestruturado, ganhando dimensão internacional, em 1992, na gestão do ministro Adib Jatene; já o genérico foi criado em abril de 1993 pelo ministro Jamil Haddad, durante o governo de Itamar Franco.

Destes 14 ministros, com os quais convivi, destaco pela relevância do trabalho em prol da saúde da população brasileira o ministro Adib Jatene, Henrique Santillo e Carlos Albuquerque.

Se trago este depoimento é unicamente pela preocupação com o destino da maior parte da população brasileira que necessita continuar a melhorar sua qualidade de vida, não só de sobrevivência, mas de cidadania. Toda minha vida profissional, como médico sanitarista, foi dedicada à saúde pública, mas nunca me filiei a nenhum partido político, pois isso me dá a independência necessária para criticar quem precisa e elogiar só quem merece.

Brasília – DF, 20 de outubro de 2010.

Helvécio Bueno

Clique aqui para ler “Não aceite imitações: Haddad e Itamar criaram os genéricos”.
E aqui para ler “Jatene: Serra foi o inimigo #1 da Saúde”.

Joelmir Beting e o melhor cenário em 40 anos

Recebi um e-mail dizendo que Joelmir Beting pedia votos contra Dilma. Se for verdade, tá difícil a tarefa. Olha o que ele disse no Jornal que apresenta:

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Manifesto pró Dilma cantado em samba

Partido Alto Bolinha de Papel - Sambistas com Dilma

Armação tucana: bolinha veio do próprio segurança de Serra

A partir dos vídeos publicados por Luiz Carlos Azenha no Viomundo, e do vídeo do SBT, fica claro que a bolinha de papel partiu de um dos seguranças de Serra. Fiz um novo vídeo que postei no Youtube (abaixo) que deixa poucas dúvidas quanto à armação tucana.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Folha, amiga de Serra e da ditadura

O jornal que “matava” nas manchetes - jonalista leu a notícia da morte do pai, que estava vivo

O jornalista brasileiro Ivan Seixas soube pela “Folha da Tarde” que o pai ia morrer. Os dois estavam presos no DOI-CODI, em São Paulo, sob tortura. Levado pelos torturadores para a simulação de fuzilamento num parque de São Paulo, ele leu na capa do jornal que o pai, ainda vivo, tinha morrido em confronto. Ivan agora se dedica a denunciar a tortura e diz que barbárie não se combate com barbárie.
ouça o áudio no Viomundo

Benevides: O esqueleto no armário - Trecho da conversa da jornalista Conceição Lemes com a socióloga Maria Victoria Benevides.

Trecho da conversa da jornalista Conceição Lemes com a socióloga Maria Victoria Benevides. Ela começa falando sobre a repercussão do ataque que ela sofreu da “Folha de S. Paulo” por discordar do uso de “ditabranda” para caracterizar o regime militar brasileiro.
ouça o áudio no Viomundo

A parceria da “Folha” com a ditadura - A “Folha” prepara-se para atacar Dilma Rousseff – com uma “reportagem  bombástica”. A “Folha” quer mostrar a “Dilma guerrilheira”.

Quer abrir arquivos, só os arquivos da Dilma (e os outros?) para gerar constrangimentos à candidata.  Ok. Função de jornal não é agradar ninguém. Mas por que a “Folha” não faz o mesmo com o passado de Serra? Como ele viveu no Chile? Por que fugiu do Brasil? Onde foi parar o dinheiro que a UNE tinha guardado num cofre, em 1964, quando Serra presidia a entidade? A “Folha” não quer saber. (…)  Republico, abaixo, entrevista desse Escrevinhador (feita no ano passado) com Carlos Eugênio Paz. Ele foi líder da ALN – uma das organizações que lutaram contra a ditadura, de armas na mão. E  afirma, com todas a letras: “o Sr Frias [pai do atual diretor do jornal] ajudou a financiar a Oban”.
leia mais no Escrevinhador

“Folha” demitiu jornalista que estava presa pela ditadura e sob tortura no DEOPS

No dia 9 de dezembro de 1969, a jornalista Rose Nogueira estava presa no DEOPS de São Paulo, sob a guarda do  delegado  Fleury - conhecido assassino e torturador.
No mesmo dia 9 de dezembro de 1969, a “Folha de S. Paulo” demitiu Rose por “abandono de emprego”. Parece uma piada de mau gosto. Mas aconteceu.
leia mais no Escrevinhador

Sader pergunta à Folha: “Onde você estava em 1964?”

Como se pode rever pelas reproduções das primeiras páginas dos jornais que circulam pela internet, todos – FSP, Estadão, O Globo, entre os que existiam naquela época e sobrevivem – se somaram à onda ditatorial, fizeram campanha com a Tradição, Família e Propriedade, com o Ibad, com a Embaixada dos EUA, com os setores mais direitistas do país. Apoiaram o golpe e as medidas repressivas brutais e aquelas que caracterizariam, no plano econômico e social à ditadura: intervenção em todos os sindicatos, arrocho salarial, prisão e condenação das lidreanças populares.
leia mais no Conversa Afiada

Por que eu voto no Serra?

Servidores - Sindicatos, Políticas Públicas, Funcionalismo