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domingo, 31 de outubro de 2010

Dilma, Presidenta do Brasil

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Sem muito a dizer, por enquanto, segue uma foto de campanha e o curto texto de Azenha com a colaboração do Paulo Henrique Amorim, que resume o significa derrotar Serra para o futuro do Brasil e dois vídeos que alegram esse momento. Sem mais pelo momento.

31 de outubro de 2010 às 20:08

E Serra “morreu” no Haloween

por Luiz Carlos Azenha

*Com a colaboração do Paulo Henrique Amorim

José Serra promoveu uma campanha sórdida, extremista e mentirosa, sob os olhares complacentes da Globo, da Abril, da Folha e do Estadão.

Saiu desmoralizado pelo bom humor do brasileiro:

SAÍMOS PARA VOTAR .

CLOACA NEWS:
DOMINGO, 31 DE OUTUBRO DE 2010

Imagem: colaboração do leitor Silvio Fregnani

http://cloacanews.blogspot.com/2010/10/saimos-para-votar.html

sábado, 30 de outubro de 2010

Datafolha: Dilma chega a 51%, Serra marca 41% - Eleições - iG

Se considerados apenas os votos válidos, petista atinge 55% das intenções um dia antes das eleições

iG São Paulo | 30/10/2010 20:27

Segundo o instituto Datafolha, caso as eleições fossem hoje, a candidata do PT à Presidência da República Dilma Rousseff seria eleita com 51% dos votos contra 41% do candidato do PSDB, José Serra. A pesquisa, realizada ontem e hoje, mostra resultados estáveis, com os dois candidatos oscilando (cada) apenas um ponto positivamente desde quinta-feira.
A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais. O percentual de indecisos se manteve em 4%. Os eleitores decididos a votar em branco, nulo ou nenhum também atingem 4%. Quando analisados apenas os votos válidos, Dilma tem 55% dos votos válidos. A candidata está dez pontos à frente de José Serra (PSDB), que pontuou 45%.
Em levantamento realizado pelo mesmo instituto nesta última quinta-feira, Dilma tinha 56% e oscilou negativamente um ponto. Serra atingia 44% e atingiu um ponto para cima. De acordo com o instituto, do ponto de vista estatístico, é impossível afirmar se houve ou não variação no período.
O Datafolha entrevistou 6.554 pessoas neste sábado, um número maior do que o de outras sondagens recentes. A pesquisa foi encomendada pela Folha e pela Rede Globo e está registrada no TSE sob o número 37903/2010.

Datafolha: Dilma chega a 51%, Serra marca 41% - Eleições - iG

Ibope: Dilma atinge 52%, Serra chega a 40% - Eleições - iG

Petista tem 56% dos votos válidos, contra 44% de tucano

iG São Paulo | 30/10/2010 20:42

Levantamento divulgado pelo Ibope neste sábado mostra a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, com 52% do total de votos. Segundo o instituto, o candidato do PSDB, José Serra, receberia hoje 40% dos votos computados nas urnas. Brancos ou nulos atingiram 5%, enquanto os indecisos representaram 3% dos entrevistados.
Considerados apenas os votos válidos – índice que exclui brancos, nulos e indecisos –, Dilma chega à marca de 56%, contra 44% de Serra. Foram realizadas 3.010 entrevistas, hoje, pelo instituto. A pesquisa foi registrada no TSE pelo número 37.917/2010. O levantamento foi encomendado pela TV Globo e pelo jornal "O Estado de S. Paulo".

Ibope: Dilma atinge 52%, Serra chega a 40% - Eleições - iG

Vox Populi: Dilma tem 51%, Serra tem 39%, indecisos 5% - Eleições - iG

Na véspera da eleição, candidata petista tem 57% do votos válidos, contra 43% registrados pelo tucano

Matheus Pichonelli, iG São Paulo | 30/10/2010 19:43

Na última pesquisa Vox Populi/iG antes do segundo turno, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, confirma a dianteira de 12 pontos sobre o adversário tucano José Serra evidenciada nos demais levantamentos de intenção de voto. De acordo com os números coletados neste sábado pelo instituto, Dilma tem 51% das intenções de voto, enquanto Serra contabiliza 39%. A um dia da ida às urnas, o número de indecisos totaliza 5%, enquanto brancos e nulos chegam em 5%.

Quando o instituto considera apenas os votos válidos - ou seja, não inclui indecisos, brancos e nulos - Dilma apaece com 57%, enquanto o tucano fica com 43%.

Os números divulgados hoje apontam uma ampliação da vantagem de Dilma sobre Serra. Na última pesquisa Vox Populi/iG, divulgada em 25 de outubro, a petista tinha 49% considerado o total das intenções de votos contabilizadas, dois pontos a menos do que no novo levantamento. Serra, por sua vez, manteve-se estável, já que tinha 38% na pesquisa anterior.

A pesquisa ouviu 3.000 mil eleitores neste sábado e possui margem de erro de 1,8 ponto porcentual, para mais ou para menos. Os dados do levantamento foram registrados na Justiça Eleitoral sob número  37.844/10.

O instituto apontou também que, na véspera da eleição, 90% do eleitorado dizem já ter certeza da escolha de seu candidato para presidente. O índice é maior entre eleitores da petista (94%). Entre eleitores de Serra, 89% afirmam estar certos do voto.

O Vox Populi apontou ainda que 49% dos eleitores assistiram a pelo menos um debate entre os candidatos na TV. Entre esse grupo, 47% dizem que Dilma se saiu melhor nos confrontos, contra 40% que afirmaram o mesmo sobre o desempenho de Serra. A região onde mais eleitores acompanharam os debates televisionados foi o Nordeste: 52%.

A campanha de Dilma também tem maior índice de avaliação positiva (43%) em comparação com a do tucano (32%).

Serra vence entre ricos e evangélicos

Ainda de acordo com a pesquisa, a candidata petista está à frente do tucano em todas as regiões do País, exceto o Sul, onde Serra chega à reta final da campanha em vantagem (49% a 41%). Já entre os nordestinos Dilma seria eleita com 66% dos votos contra 28%.

Dilma aparece à frente também em cidades pequenas, médias, grandes, na zona rural e nas capitais. A maioria de seu eleitorado é formada por homens (55% e 48% mulheres), enquanto Serra tem mais apoio do eleitorado feminino (40%) do que masculino (37%).

Entre os segmentos da sociedade o presidenciável tucano aparece à frente entre eleitores com ensino superior (49% a 41%) e que ganham mais de cinco salários mínimos (46% a 43%). Serra tem também mais apoio entre eleitores evangélicos (46% a 44%) e entre os que se dizem de outras religiões (além da católica): 47% a 42%.

Dilma lidera entre católicos praticantes (55%) e não praticantes (53%). A ex-ministra tem mais apoio, no entanto, entre eleitores que afirmam não ter religião: 56% contra 29% de Serra.

Os dois candidatos tem 44% dos votos dos candidatos que se declaram negros. Dilma é a candidata favorita entre eleitores negros: 60% contra 32%.

Afinal, o que pode e o que não pode nestas eleições?

OndaVermelha - #dilmanarede

É permitida a manifestação individual e silenciosa da preferência do cidadão por partido político, coligação ou candidato, incluída a que se contenha no próprio
vestuário ou que se expresse no porte de bandeira ou de flâmula ou pela
utilização de adesivos em veículos ou objetos de que tenha posse (Art. 49 da
Resolução TSE no 23.191/2009).

Assim, pode o eleitor entrar na seção para votar com bandeira, flâmula,
banner, adesivos autocolantes (praguinhas, melequinhas, etc), broches, em
suas vestes, desde que esteja sozinho e de forma silenciosa.
Também pode ir vestido com camisa do PT ou outra camisa com inscritos
contendo o nome e número da candidata Dilma, desde que produzida de
forma artesanal e personalizada pelo próprio eleitor.
Importante que o eleitor mantenha-se em silêncio quanto à sua preferência
sem gritar ou falar palavras de ordem que demonstrem que está pedindo
votos para a Dilma ou atacando o candidato adversário.
Da mesma forma, vale destacar que essa manifestação silenciosa deve ser
individual, pois se o eleitor entra em grupo em uma seção eleitoral, todos com
camisas semelhantes, na cor vermelha ou até mesmo do partido, ai poderá
ser enquadrado pela Justiça Eleitoral como crime de boca de urna.

Saiba mais:

Afinal, o que pode e o que não pode nestas eleições? - OndaVermelha - #dilmanarede

CNT/Sensus: Dilma chega a 57,2% dos votos válidos; Serra tem 42,8%

30 de outubro de 2010 • 16h18 • atualizado às 16h31

Pesquisa do Instituto Sensus encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) e divulgada neste sábado (30) mostra a candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, com 57,2% dos votos válidos contra 42,8% de seu adversário, José Serra (PSDB). No levantamento anterior, divulgado no último dia 27, a candidata petista tinha 58,6% dos votos válidos contra 41,4% de Serra.

Considerando os votos totais, quando são contabilizados os indecisos e os votos brancos e nulos, Dilma soma 50,3% das intenções e Serra, 37,6%. Na pesquisa anterior, a petista somava 46,8% contra 41,8% do tucano.

No novo levantamento, 7,9% dos entrevistados disseram estar indecisos e 4,1% afirmaram votar em branco ou nulo. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

Encomendada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), a pesquisa foi realizada entre os dias 28 e 29 de outubro, com 2.000 entrevistados em todo País, e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 25 de outubro de 2010, sob o número 37919/2010.

CNT/Sensus: Dilma chega a 57,2% dos votos válidos; Serra tem 42,8%

Dilma acusa Serra de ter pacto com o DEM

"revista piauí: pra quem tem um clique a mais"

16/10/2010 - 2:18 Dilma acusa Serra de ter pacto com o DEM

Rodrigo Maia nega que tenha invocado forças ocultas quando Álvaro Dias foi anunciado como vice de Serra. "Lúcifer não passa de um amigo, nunca pedi favores a ele", explicou.

IGREJA UNIVERSAL - Com um crucifixo numa mão e um dente de alho na outra, a candidata Dilma Rousseff acusou o seu adversário José Serra de ter firmado um pacto com o capiroto. "O Dan Brown já está escrevendo um livro a respeito disso, Democratas e Tucanos, uma continuação de Anjos e Demônios, que terá como apêndice um opúsculo intitulado o Código Da Costa, uma exegese erudita sobre as relações do vice de Serra com as forças neoliberais do Inferno", disse. E persignando-se, concluiu: "Serra é do DEM."  
Dilma desafiou alguém a encontrar alguma fotografia de Rodrigo Maia diante de um espelho. 
Em vídeo postado no You Tube, um pastor cubano chamado José Dirceu afirma que, na madrugada de domingo passado, Serra teria sido visto nas cercanias da encruzilhada de Ipiranga com São João. O candidato estava vestido de preto e tentava esconder o rabo embaixo do paletó. "José Serra riscou uma estrela de cinco pontas no chão, escreveu as letras PT no centro, pronunciou algumas palavras em latim de trás para frente, e tirou um tucano da cartola. A ave estava pintada de preto. Ao pregar o tucano no centro da figura, formou-se uma cortina de fumaça", contou o pastor, visivelmente assustado. 
Ao tentar prosseguir, José Dirceu gritou "Ai que dolor!" e sucumbiu a uma forte pontada no ombro direito. O vídeo mostra então Dilma aspergindo água benta sobre o homem e pedindo a intercessão de Cristo-Senhor. O pastor reage e conclui o seu testemunho: "Assim que a cortina de fumaça se dissipou, surgiu a figura de Indio da Costa. Muito elegante com seus chifres discretos, calmo e sofisticado, trazia à mão um contrato que sacara de uma pasta de couro com as iniciais TFP. Entregou o documento a um senhor muito vermelho a quem se dirigiu como 'meu querido'. Na ocasião, disse: 'Assine aqui que a Petrobrás será sua, a não ser que os norte-americanos paguem mais."
Serra acusou o You Tube de aceitar "vídeos petistas" e não comentou o assunto.

"revista piauí: pra quem tem um clique a mais"

Olha os indecisos da Dilma!

do blog marinildadas cansadão
sábado, 30 de outubro de 2010

O AlibabáKamel precisou pedir à Dilma pra sair, hihihihihihihihi, tava atrapalhando os "indecisos" do Seu Zé!
Contaram (@alansilva1974) no twitter bastidores do debate: o Ali Kamel ficou desesperado, chamando ate Joao Santana para "apartar" Dilma dos "indecisos"! Aí alguém comentou: "O melhor do debate foi o Ali Kamel pedindo para a Dilma sair".
E o outro respondeu: Não, o melhor foi ele levar mulher e filha, linda, para tirar foto com Dilma!
Pode uma coisa dessas? O gajo nos violenta todo dia e no debate final bajula a Dilma! Pensei, a família deve ter pedido (tipo você não gosta de mim, mas sua filha gosta). Mas não, segundo o @alansilva1974, ele queria ter uma foto com a futura presidenta.
E mais: "Enquanto Dilma estava nos braços dos 'indecisos', Zerra ficou escanteado, até constrangido esperando para ir para a coletiva!"
Toma, Serra! Toma, Globo!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

O machismo como pano de fundo

Antes de iniciar a campanha recebi um e-mail com um vídeo em que o Carioca do Pânico imitava a “Dilma do Chefe”. Com voz bem masculina e tom agressivo deixava a mensagem clara de que o poder é coisa para homem. Ou que mulheres na condição de poder não devem ser “mulheres”. O espaço da mulher na televisão que predomina ainda é o da Mulher Samambaia, personagem também criada no Pânico. A mulher que fica no canto para enfeitar e agradar aos olhos.
Na última semana do primeiro turno, eu não percebia, e sequer as pesquisas, que havia um movimento de esgoto trabalhando com preconceitos e ideais moralizantes e fundamentalistas, pelos porões de igrejas, e-mails e ruas. Naquele momento não dei importância, mas observei as falas contadas por colegas de trabalho de um movimento por Marina. A imagem de mulher evangélica, comportada e voz fina, obstante de sua bela história de militância e coragem, caía bem ao contrapor uma “guerrilheira, terrorista, abortista e lésbica”,como circulava pela central de boatos. Caía melhor ainda aos interesses de provocar um 2º turno para Serra. De candidata verde passou a laranja. De onda verde passou a marrom.

O machismo sempre formou o pano de fundo dessas eleições, ainda que as mulheres tenham tido mais votos que os homens. O machismo no país não é fato assumido, assim como o racismo ou a homofobia, tema que agora retrocedeu à bandeira de questão a ser combatida por religiosos (leia Em convenção da Assembleia de Deus, Serra promete vetar Lei da homofobia). O preconceito contra a mulher é ignorado por ser tratado como natural. Pensávamos estar superada a época das grandes frases de Maluf quando dizia que “a professorinha não era mal paga, mas mal casada”, ou quando se indignava com o estuprador, pois se tem desejo sexual, “estupra, mas não mata”. Pois o museu das grandes anedotas da história política, abre uma ala próxima a Maluf só para o novo acervo trazido por Serra.

Como disse Paulo Henrique Amorim que atribui a Serra o título de “jênio”, o candidato “inaugura a sedução eleitoral” com a frase “Se é menina bonita, tem que ganhar 15 [votos]. É muito simples: faz a lista de pretendentes e manda e-mail dizendo que vai ter mais chance quem votar no 45″ (leia mais). Frase que virou chacota do jornal argentino Clarin: Serra lanza una durísima ofensiva contra Dilma. A ironia é que enquanto a imprensa argentina critica o desespero do ato machista tucano, a imprensa brasileira, mais especificamente a Globo, reduz a Presidente argentina ao papel de viúva, deixando dúvidas quanto a sua capacidade de governar sem o marido, falecido esta semana. Rodrigo Viana, do blog Escrevinhador faz as devidas críticas a esse “machismo tão fora de época que a gente fica até com preguiça de discutir” no artigo Dilma, Cristina e a “falta de um homem”.
Disse ainda o blogueiro:
Cristina não é “apenas” a “esposa” de Kirchner. Isabelita era “apenas” esposa de Peron nos anos 70. Os tempos eram outros. E deu no que deu – Isabelita (era a vice do marido e, com a morte de Perón, assumiu o poder) foi uma presidenta fraca, que abriu caminho pra ditadura.
Cristina, não! Ela militou ao lado de Nestor, contra a ditadura. Tem vida própria, luz própria. O marido tinha liderança e isso ninguém contesta, mas querer reduzir Cristina ao papel de “esposa”, ou agora “viúva”, é quase inacreditável.
Por que falo disso agora? Porque vários leitores relatam que, no telemarketing do mal aqui no Brasil, há um novo telefonema na praça. Uma voz – feminina - pergunta ao cidadão incauto: ”será que a Dilma dá conta, sem o Lula?”
O machismo é o mesmo – contra Dilma e Cristina. E eu me pergunto: em que século vivem os marqueteiros do mal e os editores do “Jornal da Globo”?
Dilma não precisou segurar na mão do Lula quando – aos 17 ou 18 anos – foi pra clandestinidade lutar contra a ditadura. Dilma não precisou do apoio de Lula quando esteve presa, nem quando resistiu aos toturadores.
Dilma tem trajetória própria. Os tucanos, por menosprezar essa verdade, acreditaram na balela vendida por mervais e jabores: “ela não resiste à campanha sem o Lula”. He, he. Machista, normalmente, leva um susto quando vê que a mulher não “precisa” de homem
.
Para quem não conhece o blogueiro, Rodrigo Viana não é um maniqueísta. Trata de marqueteiros do mal como alusão à campanha que prega o maniqueísmo: Serra é do bem. Como ironizou o ator Zé de Abreu, que conhece Serra da UNE, quando o então Presidente abandonou a entidade no momento em que mais dele precisava, quem é do bem não precisa ficar dizendo e cantando isso (assista).  

Também na contrapartida das evocações machistas, a Professora Marilena Chauí (veja no Youtube), no ato da USP, acontecido nesta semana, citou as mulheres que são responsáveis pelo recebimento e uso do dinheiro do Bolsa Família e que passaram a ocupar na sociedade e estrutura local um novo lugar. Isto por si já toma um efeito sobre as mulheres e sobre a estrutura familiar em um país machista e sexista em todas as classes sociais. A filósofa percebe que isso promove uma mudança no nível dos costumes, da relação familiar e na situação das mulheres.

Essa mudança, no entanto, terá muitas barreiras a superar. Há muitos lugares a serem ocupados pelas mulheres. Dentre eles, a Presidência. Mas isso não bastaria. Tratará a mídia, então, de tentar derrubar essa mulher, agora, imaginam eles, mais fraca sem seu homem forte. Recorrendo Rodrigo Viana: como bons machistas vão tomar um susto.

Com Dilma para democratizar a comunicação

BLOG DO MIRO:
QUINTA-FEIRA, 28 DE OUTUBRO DE 2010

Por Altamiro Borges

Reproduzo manifesto pela democratização das comunicações:
Com disposição para a luta pela continuidade aperfeiçoamento das mudanças iniciadas pelo governo Lula, nós, jornalistas, radialistas, comunidades rurais e urbanas, movimentos sociais, sindicais e acadêmicos de luta pela democratização das comunicações no Brasil estamos com Dilma no segundo turno. Oriundos e atuantes na grande mídia ou não, em Blogs, nos veículos societários e estatais, redes sociais e em diversos meios, todos estamos comprometidos com a consolidação da democracia no Brasil, em suas várias dimensões.
Consideramos que Dilma representa no momento a única opção para avançarmos na construção de políticas públicas democráticas, normativas, inclusivas e participativas, nesta frente de luta, garantindo aplicação das resoluções consensuadas na primeira Conferência Nacional de Comunicação e possibilitando uma Segunda Conferência Nacional, heterogênea, aberta, mais ampla, inclusive com os setores que se recusaram a participar da primeira.
Diferentemente de outros campos da luta social - como saúde e educação -, onde é possível quantificar metas e indicadores sensíveis como mortalidade e analfabetismo, a luta da comunicação vai muito além de sua dimensão instrumental, articulando-se intimamente aos processos emancipatórios, libertários – ontem, hoje e sempre. Esta luta se insere na luta política dos povos deste continente pelo direito coletivo e difuso à comunicação na perspectiva da autodeterminação dos povos, de uma sociedade igualitária, possível e necessária e de novas práticas de democracia, onde os governos e as representações da sociedade, sobretudo as populares, pautam questões, discutem livremente e partilham de dissensos e consensos acerca das decisões locais, regionais e nacionais. Essas espelham novas experiências para novos rumos do desenvolvimento da sociedade, em lugares diversos do território brasileiro, na perspectiva de avançar à democratização do espectro radioelétrico e fortalecer a comunicação popular.
As práticas dos meios de comunicação de massa hegemônicos são demonstrações de que esses veículos do sistema privado, a exemplo da Veja, Folha, Estadão, Rede Globo e de outras redes espalhadas no Brasil e no continente, não respeitam a natureza pública da comunicação, os valores culturais e direitos sociais das classes subalternizadas. E, na esteira dos programas de entretenimento e nos espaços noticiosos fraudados, produzem e reproduzem a mídia do capital e a materialização do discurso das práticas de governos que sustentam a dominação do capital, o ideário neoliberal, o fundamentalismo religioso, as formas diversas de homofobia, a concentração da propriedade privada nos meios de produção, inclusive no campo da informação e comunicação.
O sistema privado de comunicação no país, com jornais, rádio, TVs e, hoje, a Internet, amparado constitucionalmente para exercer a liberdade de expressão, extrapola, em suas funções de modo irresponsável, certos de que podem mentir, distorcer, manipular, difundir preconceitos, partidarizar as informações, omitir fatos relevantes, porém, se suas vítimas reagem, são acusadas de querer controlar a imprensa. Em nome da liberdade de imprensa, as empresas querem suprimir a liberdade de expressão. A imprensa pode criticar, mas não aceita ser criticada. Entretanto, quem demite, persegue e censura jornalistas e radialistas são os mesmos que agora se dizem defensores da "liberdade de imprensa".
Os sistemas estatal e público comunitário, com características e funções sociais distintas, se desenvolveram nos últimos anos no país. Mas, tudo é novo e instável para as emissoras destes dois sistemas. As estatais, raras por longos anos desde Getúlio Vargas, absorvem as educativas em desvio de função e novas são criadas, entre os três poderes, durante o governo de Luis Inácio Lula da Silva. As públicas comunitárias, antes raras livres dos anos 80, regulamentadas por uma legislação frágil, confusa, reprimidas antes e mesmo depois de outorgadas para as comunidades, são, em grande número, ofertadas como moeda de troca para políticos e grupos religiosos. A ética na política de outorga e o marco regulatório, sobretudo nestes dois sistemas, inseridos numa Lei Geral das Comunicações – ou Estatuto da Comunicação Social – é o desafio para um Presidente de República que tenha compromisso com a sociedade brasileira
A internet de banda larga deste novo século, cada vez mais veloz, espaço das convergências de novos formatos de conteúdos e de recepção simultânea dos tradicionais veículos de difusão de mensagens massivas: rádio, jornal, cinema, televisão, revista, além do telefone, do livro, museu, biblioteca, correio, música, escola, entre outros, se configura neste momento como lugar privilegiado da mídia alternativa, representada por influentes blogs e uma rede de web rádios, apesar dos inúmeros sites e portais institucionais, de diferentes ideologias, e da tentativa de controle do acesso à informação a partir dos provedores, sob legislações a exemplo do AI-5 Digital.
É fundamental a garantia da liberdade de expressão, do direito à informação e à comunicação no ciberespaço, contudo, se materializa no acesso barato ou gratuito, não - privado, á rede de computadores nas comunidades, com provedores e espaços públicos. A internet já está emparelhada com a tv aberta em matéria de entretenimento. Isto resulta na transferência de publicidade da tv para a internet, que amplia a cada ano. Dilma representará: internet gratuita ou mais barata, mais veloz, com a democratização do acesso.
A comunicação constitui um desafio gigantesco, abrindo sempre novos horizontes na luta democrática pela construção permanente de uma outra sociabilidade e convivência humana, sem guerras, com justiça social, igualdade e solidariedade, para além do Capital alienante.
Esta eleição define o futuro do país e deveria ser pautada pelo debate dos grandes temas nacionais, pela busca de soluções para os graves problemas sociais. Os grupos que detém a concessão dos meios midiáticos pautam a mentira e o jogo sujo da política oligárquica de outrora na tentativa de confundir as mentes dos eleitores. Mas, estamos plenos de consciência e cheios de esperança que não haverá retrocesso, que Dilma vai ganhar no segundo turno para avançar na democratização da sociedade, do Estado e da comunicação nas esferas do Estado, do mercado e da sociedade, sem a adoção do AI-5 Digital e a criminalização das comunidades e dos movimentos sociais ao criarem seus próprios meios de difusão.
As Comunidades e os movimentos sociais têm sido reprimidos toda vez que tomam a iniciativa do uso livre e comunitário das ondas de rádio, de sons e imagens, ou de recursos digitais para TV, telefonia e internet banda larga na perspectiva da universalização do acesso às novas tecnologias da informação e comunicação. Com Dilma, abrem-se as possibilidades para avançar na definição de um novo marco das comunicações no Brasil, a partir das características, função social e complementaridade dos três sistemas (estatal, público e privado) de comunicação, previstos na Constituição brasileira de 1988.
AJOSP – Associação dos Jornalistas do Serviço Público
FNDC-BA – Comitê da Bahia do Fórum Nacional Pela Democratização da Comunicação
ABRAÇO-BA – ASSOCIAÇÃO BAIANA DE RADIODIFUSÃO COMUNITÁRIA
SOCIEDADE CIVIL ACAUÃ
JONICAEL CEDRAZ DE OLIVEIRA - UFBA
FÓRUM SINDICAL E SOCIAL/MG
JERRY DE OLIVEIRA-COORDENADOR ABRAÇO/SUDESTE
CLEMENTINO DOS SANTOS LOPES-COORDENADOR ABRAÇO/SUL
JOSUÉ FRANCO LOPES-COORD. COMUNICAÇÃO E CULTURA DA ABRAÇO
MARCELO FIORIU-TV CIDADE LIVRE/RIO CLARO
ALAN VINICIUS-RBC/MG
DIRCE KUCHLER/MG
JOSÉ ANTÔNIO VIEIRA/MG
FRANCISCO FRANÇA ANDRADE- FAMEMG
RONALDO RODRIGUES BATATINHA- PT/Congonhas
BERENICE DE FREITAS DINIZ-COMUNICAÇÃO E SAÚDE/FIOCRUZ
ROGÉRIO AUGUSTO BARACHO-MILITANTE ABRAÇO/MG
JOSÉ GUILHERME CASTRO-MILITANTE ABRAÇO/MG
GERALDO VITOR ABREU-AMBIENTALISTA-BRASÍLIA
RILKE NOVATO PÚBLIO-FENAFAR
JACKSON DAVID DE OLIVEIRA SOUSA-MILITANTE PSOL/MG
VITO GINNOTTI-ESCRITOR E COMUNICADOR/RJ
ROGÉRIO HILÁRIO-JORNALISTA CUT/MG
MARCO AURÉLIO MOREIRA ROCHA-PT/BH
MARCOS VALÉRIO MENEZES MAIA-PT/BH
BRÁULIO QUIRINO SIFFERT-JORNALISTA SIND-SAÚDE/MG
VALDISNEI HONÓRIO ALVES DA SILVA-MILITANTE ABRAÇO/MG
EDMAR MIRANDA RODRIGUES(CAZUZA)-CUT/MG
TOMAZ DE JESUS SILVA-CUT/MG
LOURDES APARECIDA DE JESUS VASCONCELOS-SIND-UTE/MG
JUNINHO MENDES-MILITANTE ABRAÇO/MG
EDELVAIS QUEIRÓS GONÇALVES FERNANDES-FUND. ABRAÇO METRO/BH
IVAN LÚCIO DOS SANTOS-CUT/MG
MILTON PEREIRA LIMA-CC PRIMEIRO DE MAIO/BH
SINDGUARDA/BETIM
LUCIANA SILAMI CARVALHO-FARMACÊUTICA/MG
WILLIAM DE SOUZA LOPES-HISTORIADOR
SILVIA ANGÉLICA AMÂNCIO VASCONCELOS-JORNALISTA
SEBASTIÃO FORTUNATO-FARMACÊUTICO/MG
JORNAL A VERDADE
SIND-SAÚDE/MG
KELY SIDNEI DE ALMEIDA-CEBS/MONTES CLAROS
ÉLCIO PACHECO-ADVOGADO/RENAP
JOVINA GOMES PEREIRA-SIND-DAÚDE/MG
SIND.FARMACÊUTICOS/MG
MIC-MOVIMENTO INTER-REGIONAL DE CULTURA

Joelmir Beting e o melhor cenário em 40 anos

Recebi um e-mail dizendo que Joelmir Beting pedia votos contra Dilma. Se for verdade, tá difícil a tarefa. Olha o que ele disse no Jornal que apresenta:

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Manifesto pró Dilma cantado em samba

Partido Alto Bolinha de Papel - Sambistas com Dilma

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Ato na USP e mais apoios para Dilma

do Viomundo

O ato na Universidade de São Paulo 


Fotos da Conceição Oliveira, do Maria Frô.

Quem quiser sugerir outros vídeos, deixe sugestão nos comentários (no Viomundo)

 

Manifesto dos Juristas e Professores Universitários

Por um Brasil cada vez mais justo e igualitário; pelo meio ambiente equilibrado; pela defesa da liberdade religiosa e da livre manifestação de pensamento; pela defesa de nossa Constituição Social e Democrática de 1988; pela defesa dos movimentos sociais; pelo fim da miséria e redução da desigualdade social; por um Estado Republicano e presente na ordem social e econômica; por uma América Latina unida; por uma economia mais solidária; pela não privatização da Petrobrás, do Banco do Brasil, das Universidades Federais e demais entidades estratégicas; pela manutenção da independência do Ministério Público, das CPIs e da Polícia Federal na investigação de todo e qualquer rastro de corrupção; pelo ensino público e não mercantilizado; pela manutenção e ampliação das conquistas econômicas e sociais do Governo Lula; e por uma eleição sem boatos e calúnias; nós, juristas e professores universitários, abaixo-assinados, declaramos voto à candidatura de Dilma 13, neste segundo turno das eleições de 2010, para que ela seja a nossa primeira Presidenta do Brasil!
(…)
Celso Antônio Bandeira de Mello (Professor Emérito de Direito Administrativo da PUCSP)
Dalmo de Abreu Dallari (Professor Emérito de Direito Constitucional da USP)
Luiz Edson Fachin (Advogado e Professor da Faculdade de Direito da UFPR)
Carlos Frederico Marés de Souza Filho (Direito Ambiental da PUCPR)
Weida Zancaner (Direito Administrativo PUCSP)
Boaventura de Souza Santos (Catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e Distinguished Legal Scholar da Faculdade de Direito da Universidade de Wisconsin-Madison e Global Legal Scholar da Universidade de Warwick)
(…)
Vejo quem mais assinou e como assinar no Blog da Dilma

Wagner Tiso e a nova versão do jingle de 1989

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O Nordeste não trocou o voto pelo miolo do pão

Conversa Afiada
Publicado em 25/10/2010

Bacelar pensa o Brasil

É com esta frase que Mauricio Dias, na coluna “Rosa dos Ventos”, da Carta Capital desta semana, conclui o artigo “Desconstrução do preconceito – não resulta do Bolsa Família o voto nordestino pró-Dilma, ainda maior no segundo turno.”
Trata-se de observação exata, para este momento de mistificação generalizada, quando, segundo Boff, finalmente, a verdade vencerá a mentira.
Foi a Folha (*), sempre a Folha, de apropriadas ambiguidades, que, outro dia, ao dedicar 158 páginas a um resultado do Datafalha – nenhum país do mundo leva pesquisa eleitoral tão a sério quanto o Brasil do PiG (**) – , denunciou que a Dilma só existe por causa do Nordeste.
É o que, uma vez ouvi do Caio T. (de “Tartufo”) Costa, ao analisar a vitória do Lula (por 61% a 39%) contra o Alckmin: Lula não ganhou no Brasil, mas no Nordeste.
É assim a elite branca e separatista, no caso da elite paulista – e seus fâmulos – , uma espécie de Liga Norte do Berlusconi.
A doutrina da Revolução de 1932 voltará no dia 1º. de Novembro, quando a Folha “analisar” o resultado.
Cabe, então, preventivamente, ler o que o Mauricio Dias escreveu, a partir de considerações da respeitada professora Tânia Bacelar, da Universidade Federal de Pernambuco.
Os beneficiários do Bolsa Família – que mereceu tantos elogios de Mônica Serra – não são suficientes para explicar a votação da Dilma.
Há outros produtos da administração Lula para explicar o fenômeno da adesão do Nordeste a Lula e a Dilma, lembra a professora Bacelar.
O comércio varejista cresceu no Nordeste mais do que no Brasil inteiro.
A Petrobrás investiu maciçamente na região, a começar pela refinaria Abreu e Lima, em Suape.
Clique aqui para ler “Suape – Pernambuco faz uma revolução”.
Os investimentos do PAC.
A Transnordestina.
Pecem.
Os estaleiros.
Lula, segundo a professora Bacelar, quebrou o mito de que a “a agricultura familiar era inviável”.
Ela é responsável por três de quatro empregos gerados no meio rural de todo o Brasil.
“O Nordeste liderou  o crescimento do emprego formal no País, com 5,9% ao ano, entre 2003 e 2009, taxa superior à de 5,4% do Brasil como um todo e do Sudeste, que foi de 5,2%.”
A elite branca (e separatista, no caso de São Paulo), como diz outro pernambucano sábio, Fernando Lyra, “não pensa o Brasil”.
Basta ver o Serra na televisão.
Paulo Henrique Amorim
(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Esportistas manisfetam pró-Dilma e tucanos falsificam

BLOG DO MIRO
SEGUNDA-FEIRA, 25 DE OUTUBRO DE 2010

Manifesto "Dilma é do nosso time"

Nós, atletas, dirigentes, profissionais de educação física, e amantes do esporte nos unimos para apoiar Dilma Roussef. Este apoio é fruto do reconhecimento que o esporte vive um momento especial.
Acordamos todos os dias movidos pela paixão. Ocupamos praças públicas, piscinas, quadras, praias, ginásios, campos de futebol, pistas de corrida e tatames por todo Brasil. Para nós, esporte é transformação social, formação educacional, é a construção da imagem de um país alegre e vitorioso. O esporte é lazer, é prazer, é emoção, é comunhão de credos, raças, idades, é expressão da cultura de um povo.
O Brasil realizou o Pan e se emocionou com a conquista das Olimpíadas. O país será sede da Copa do Mundo. O programa Bolsa Atleta e a Lei de Incentivo ao Esporte foram grandes conquistas. Programas sociais esportivos criam oportunidades para nossas crianças. O esporte paraolímpico nacional passou a ser tratado em condições de igualdade. O futebol brasileiro cresce fora das quatro linhas.
O Brasil tem desafios. Precisamos consolidar o esporte nas escolas e nas universidades, ampliar o financiamento, melhorar a gestão, realizar com eficiência e transparência os grandes eventos com legados para o país.
Assinamos este manifesto convencidos de que não podemos voltar ao tempo em que o esporte era departamento de outro Ministério, tratado como política pública de segunda categoria.
O nosso apoio a Dilma tem um sentido claro: fortalecer as vitórias conquistadas pelo time chamado Brasil.
- Acelino Popó de Freitas - Campeão Mundial de Boxe
- Adriana Behar - Medalhista Olímpica
- Adriana Samuel - Medalhista Olímpica
- Alan Adler – Campeão Mundial de Vela
- Alaor Azevedo - Presidente da Confederação de Tênis de Mesa
- André Campos - Presidente do Conselho Deliberativo do Náutico
- Andrés Sanchez - Presidente do Corinthians
- Bebeto - Tetra Campeão de Futebol
- Bobô - Campeão Brasileiro pelo Bahia
- Ciro Delgado - Medalhista Olímpico
- Coaracy Nunes - Presidente da Confederação de Desportos Aquáticos
- Djan Madruga - Medalhista Olímpico
- Fernando Bezerra Coelho - Presidente do Santa Cruz
- George Braga - Presidente do Fórum de Secretários Estaduais de Esporte e Lazer
- João Tomasini - Presidente da Confederação de Canoagem
- Jorge Lacerda - Presidente da Confederação de Tênis
- Jorge Steinhilber – Professor de Educação Física
- Kouros Monadjemi - Presidente da Liga Nacional de Basquete
- Manuela D’avila - Presidente da Frente Parlamentar de Esporte
- Márcia Lins - Secretaria de Esporte do Estado do Rio de Janeiro
- Marcio Braga - Ex-Presidente do Flamengo
- Orlando Silva - Ministro do Esporte
- Paulo Wanderley - Presidente da Confederação de Judô
- Rico de Souza – Vice Campeão Mundial de Surf
- Roberto Horcades - Presidente do Fluminense
- Romário - Tetra Campeão de Futebol
- Silvio Guimarães - Presidente do Sport Clube Recife
- Virna - Medalhista Olímpica
Novas adesões, envie e-mail para: esportecomdilma@gmail.com Entre neste time! Encaminhe o manifesto para sua rede de amigos.

Além de criarem boatos, tucanos falsificam manifesto

Blog da Dilma
outubro 25th, 2010 |  Autor: CelsoJardim

Tucanos apelam em sinal de desespero

Um manifesto pró-Dilma Rousseff, acompanhado de uma lista de nomes de autoridades e figuras ligadas à área de esporte, foi “adulterado” e transformado em documento pró-José Serra, acusam petistas. A mensagem modificada, que circula pela internet, defende o voto no tucano, reunindo os nomes do ministro do Esporte, Orlando Silva, da deputada federal Manuela d’Ávila (PC do B-RS) e do presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, entre outros.

A existência do manifesto original foi confirmada por três pessoas da lista: a deputada Manuela, o ex-jogador de futebol Bobô e o ex-campeão mundial de boxe Acelino “Popó” Freitas. Todos defendem o voto em Dilma. O ministro Orlando Silva não foi localizado pela reportagem.

Segundo Manuela, haverá um lançamento regional do manifesto pró-Dilma em Porto Alegre, no dia 28, sem a participação da presidenciável. A coleta de assinaturas teria começado há cerca de 10 dias, a partir de contatos da militância por telefone e e-mails. O objetivo, afirma “Popó”, era criar uma corrente de mensagens, permitindo que o manifesto chegasse a diversos contatos da rede mundial de computadores.

“Fiquei surpreso, hoje não se tem mais controle sobre essas coisas”, disse ao Estado o ex-boxeador, que concorreu a deputado federal nestas eleições pelo PRB baiano. “Ando para cima e para baixo com o meu carro, que tem adesivo da Dilma.”

O manifesto, convertido em pró-Serra, foi enviado por um suposto Marcelo Dutra. O Estado enviou e-mail ao remetente da mensagem “adulterada”, mas não obteve resposta.

A versão pró-Serra traz modificações pontuais à original. Já no início, diz que “atletas, dirigentes, profissionais de educação física e amantes do esporte nos unimos para apoiar José Serra”, enquanto na original é citado o nome de Dilma. Em outro trecho, ao mencionar o programa Bolsa Atleta e a Lei de Incentivo ao Esporte, o texto afirma que essas ações foram “grandes conquistas do governo do PSDB”.

*Celso Jardim

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

As universidades públicas torcem por Dilma

Viomundo - O que você não vê na mídia
20 de outubro de 2010 às 12:13

A UFMG e o segundo turno

A universidade e o segundo turno das eleições

*Ronaldo Tadêu Pena, **Heloisa Murgel Starling, *** Marcos Borato Viana

do site da UFMG

Quanto mais bem informado um voto, melhor para o país. É com esse objetivo que nós, participantes da gestão da UFMG em anos recentes, nos dirigimos à comunidade da Universidade. O momento é de comparação de dois projetos para o Brasil. De um lado, Dilma Rousseff, representando a continuidade do projeto desenvolvido nos últimos anos, e de outro, José Serra, a oposição a esse projeto.

O sistema universitário público federal viveu anos difíceis no governo Fernando Henrique Cardoso. As dificuldades financeiras foram tais que, no segundo semestre de 2003, com o último orçamento da era FHC, a UFMG, pela primeira vez, viu-se obrigada a suspender o pagamento de suas contas de água e energia elétrica. Foi graças à compreensão do governador Aécio Neves que tais contas puderam ser saldadas em 2004, sem cortes no fornecimento.

A partir de 2004, em contraste, o Brasil passa a experimentar a maior expansão de seu sistema federal de educação superior. Universidades foram criadas em várias regiões do país. Muitas universidades já existentes implantaram campi fora das sedes. No caso da UFMG, optou-se pela expansão em Belo Horizonte e no campus de Montes Claros. Outro projeto de enorme alcance e significado para a população brasileira é a Universidade Aberta do Brasil (UAB). Instituições públicas de todo o país participam da UAB com projetos de cursos de graduação a distância, preponderantemente licenciaturas, formando pessoas em suas próprias cidades. A Universidade Aberta, ainda em franco crescimento, já conta hoje com polos presenciais em quase mil cidades do interior do Brasil. A participação da UFMG na UAB ocorre através de quatro cursos de licenciatura, um de bacharelado e quatro cursos de especialização. São 2.548 alunos de graduação e 1.005 alunos de especialização, espalhados em 24 polos presenciais no interior de Minas.

A partir de 2004, em contraste, o Brasil passa a experimentar
a maior expansão de seu sistema federal de educação superior. Universidades foram criadas em várias regiões do país. Muitas universidades já existentes implantaram campi fora das sedes

Cabe enfatizar que todos esses projetos de expansão do sistema federal contaram com a indução do Ministério da Educação, que aporta recursos orçamentários de custeio, investimento e pessoal para viabilizá-los. Mesmo numa estrutura que cresce em velocidade, estando, portanto, sujeita a naturais perturbações, todos os acordos com as universidades do sistema foram sempre cumpridos pelo governo do presidente Lula. Na realidade, muitos acordos foram até aditados pelo MEC, sempre em benefício das instituições participantes, a partir de solicitações dos respectivos reitores.

O ministro Fernando Haddad, inspirador e artífice das políticas do governo Lula para a educação, claramente recusa o conceito de Paulo Renato, ministro de FHC e secretário de Educação do Estado de São Paulo, e anunciado nas propagandas de José Serra, de que ao governo cabe preocupar-se apenas com o ensino básico e tecnológico, deixando o ensino universitário submetido às forças do mercado. O governo Lula estabeleceu, de fato, a educação, em todos os níveis, como prioridade absoluta.

Prioridade no setor público se mede pela destinação de recursos orçamentários. É aí, na questão orçamentária, que a comparação pode ser feita com a maior clareza. Enquanto no governo anterior era comum a presença de reitores em Brasília buscando recursos para cobrir despesas de custeio do dia a dia, no governo atual a preocupação dos gestores deslocou-se para a busca de investimentos e do financiamento da expansão do sistema. Trata-se de uma grande mudança no nível de priorização da educação superior em nosso país. Um bom exemplo é o orçamento da rubrica Outros Custeios e Capital (OCC) da UFMG, que cresceu 86% entre os anos de 2004 e 2010.

A partir de 2004, a UFMG realiza a maior expansão de sua história. Concluímos o Projeto Campus 2000 com a construção da Face e da Escola de Engenharia. Isto não seria possível sem aportes muito significativos do MEC para as duas obras. O Projeto Reuni, ora em execução na UFMG, viabiliza 2.100 novas vagas no Vestibular (aumento de 45%), cerca de 75% das quais em cursos noturnos, favorecendo jovens trabalhadores e utilizando a infraestrutura disponível. Estão sendo contratados cerca de 600 novos professores e 623 servidores técnicos e administrativos em educação, apenas com base na expansão do Reuni. Houve aporte de recursos para a construção de quatro novos prédios, além de reformas e ampliações em vários outros. O Reuni viabiliza ainda a expansão da pós-graduação, laboratórios e bibliotecas. Além disso, a Rádio UFMG Educativa, antigo sonho da comunidade, foi implantada com o apoio decidido do governo Lula; novo aporte, já assinado, permitirá o aumento da potência de transmissão, viabilizando sua sintonia em toda a Grande BH.

Finalmente, mencionamos o apoio à assistência estudantil. A ampliação de 2.100 vagas nos cursos presenciais de graduação, conjugada com medidas de inclusão de estudantes de famílias pobres, ficaria inviabilizada sem a implantação, pelo MEC, do Programa Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes). Ele destinou à UFMG R$6,6 milhões em 2008, R$9,4 milhões em 2009, R$11,5 milhões em 2010, e tem a previsão de R$15,4 milhões em 2011.

Por tudo isso, consideramos essencial evitar o retrocesso e garantir que a universidade pública continue a ser valorizada como política de Estado.

*Reitor da UFMG na gestão 2006-2010
**Vice-reitora da UFMG na gestão 2006-2010
***Vice-reitor da UFMG na gestão 2002-2006

A UFMG e o segundo turno | Viomundo - O que você não vê na mídia

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Fernando Morais: o maior Presidente que este país já teve

Dom Tomás Balduíno: "Derrotar a direitona"

Blog do Miro
Altamiro Borges:
segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Reproduzo entrevista concedida ao sítio do Instituto Humanitas Unisinos (IHU):
Faltando duas semanas para a realização do segundo turno, religiosos/as católicos/as e evangélicos/as lançaram uma carta declarando o voto na candidata do PT Dilma Rousseff. A IHU On-Line entrevistou, por telefone, Dom Tomás Balduíno, bispo emérito de Goiás e presidente honorário da Comissão Pastoral da Terra (CPT nacional), que também assinou o documento.
Na entrevista, ele fala sobre a necessidade de escrever o documento em apoio à Dilma. "A questão não é o amor à Dilma, mas o ódio ao projeto de Serra. A opção por Dilma é simbólica, o significado da opção por Dilma é o mesmo de Lula, é a possibilidade da caminhada dos sem terra, dos negros, dos índios sem repressão", explica. Confira a entrevista:
Quando se sentiu necessidade de escrever esse documento de apoio à Dilma?
Foi no momento do beco sem saída. Só temos duas alternativas: ou Serra ou Dilma. Agora, é salvar o que se pode salvar. A questão não é o amor à Dilma, mas o ódio ao projeto de Serra. O significado da opção por Dilma é a possibilidade da caminhada dos sem-terra, dos negros, dos índios sem repressão. A prioridade não é a concentração, não é a privatização.
Trata-se de derrotar a "direitona" que é contra os pobres, negros, índios e camponeses. Em oito anos, o governo Lula teve muitos defeitos e equívocos, mas ele não implementou a repressão. Todo mundo me fala da carta, alguns acham bom, outros ruim, mas isso significa que ela está seguindo o seu caminho e chegou em boa hora, ainda em tempo de se refletir.
No primeiro turno, alguns bispos aconselharam a sociedade a não votar na candidata do PT. Assim como há um movimento dos evangélicos apoiando Serra em função da discussão sobre o aborto e a união civil homossexual. Como o senhor vê esses posicionamentos?
Alguns bispos tiveram esse posicionamento no primeiro turno porque havia mais opções, eu mesmo votei em Plínio.
Como o senhor percebe esse debate que está sendo feito acerca do aborto?
Isso é um gancho favorável à oposição. Mas tanto um lado quanto o outro tem problemas com relação à compreensão do aborto. Nós, da Igreja, questionamos esse pessoal que só fala em proteger a vida intra-uterina. Está certo, mas o pessoal é tão fanático que esquece que a vida vai além disso, que Jesus valoriza a vida do marginalizado, do oprimido, do pobre, do escravo.
Como o senhor vê a dimensão que a religião está tomando nesse debate para o segundo turno?
Acho que a cúpula da CNBB está tendo uma posição respeitosa com a cidadania. Cada um é livre. Então, a Igreja não vai se apropriar do seu prestígio e força histórica para pôr um candidato ou vetar outro. Isso aconteceu no passado e foi um desastre. Do ponto de vista da direção da CNBB, tudo bem, foi corretíssimo. A nota da CNBB foi serena e bem vinda porque respeita o nosso direito de votar em quem se acha melhor.
Como a Igreja Católica sairá dessa eleição?
Não há uma crise na Igreja Católica. O centro de decisão tomou uma posição racional, não passional, mas respeitosa. Isso vai balizar o andamento da carruagem depois da eleição. Haveria crise se essa esfera não fosse atingida. Para nós é uma referência muito importante em termos de compreensão do conjunto do respeito pelas diversas opções.
Quem fez mais pelo povo indígena brasileiro?
FHC foi contra esse povo. A direita, quando entra no poder, faz concentração, porque ela é classista e faz política de exclusão e mercantilização. Minha posição pode ser dura e intempestiva, mas continuo pensando que no dia em que a bancada ruralista dominar o Congresso, nós estaremos, literalmente, perdidos.
Os povos indígenas estão apoiando quem?
Eles estão com eles. Os povos indígenas têm sido muito mal tratados, mas atualmente não tanto como em outros governos. Antes de Lula, os povos indígenas sofreram muito. Na questão de Raposa Serra do Sol, por exemplo, devemos tirar o chapéu. Mas também tivemos retrocessos, como, por exemplo, por parte do Supremo Tribunal Federal que colocou restrições aos direitos dos povos indígenas.
Os índios estão num patamar de consciência e organização que é importante, eles assumiram a posição de sujeitos da sua própria história. A causa indígena está salva por isso, não por governo A ou B, mas porque eles tomaram uma posição mesmo com todo o sofrimento pelo qual passam. O próximo governo terá pela frente povos organizados.

Altamiro Borges: Dom Tomás Balduíno: "Derrotar a direitona"

Dilma planta os pés na classe média: “Inclusão social não é alegoria de mão”

Viomundo - O que você não vê na mídia
18 de outubro de 2010 às 23:50

por Luiz Carlos Azenha

Assisti à maior parte do evento desta noite em que Dilma Rousseff falou a intelectuais no Rio de Janeiro.
Teve, enfim, tempo para conectar o projeto político que representa com os interesses da classe média urbana brasileira.
Fez isso sem rasgos de oratória, mas com uma articulação intelectual resumida em uma das frases que usou, que reproduzo grosseiramente:

O Brasil não quer ser os Estados Unidos do [hemisfério] sul. Lá, parte dos negros pobres vive na cadeia e parte dos brancos pobres vive em traillers.

Por isso, argumentou, a inclusão social dos 20 milhões de brasileiros que ainda são miseráveis não deve ser tratada como “alegoria de mão”, mas é objetivo central de sua plataforma de governo. Defendeu, também, o papel de um estado indutor, que transfira os recursos do pré-sal para investimentos em educação. Fez o contraponto com o adversário, ao lembrar o que definiu como “milagre de gestão financeira dos tucanos”,  que venderam U$ 100 bilhões em patrimônio público e aumentaram a dívida nacional.

Destacou a valorização do funcionalismo público como “central” a esta concepção de estado indutor.

Embora isso não tenha sido explicitado, ficou claro que o projeto de Dilma é muito parecido com o da social democracia europeia, com a promessa de não usar cacetetes contra movimentos reivindicatórios e de não tratar a questão social como “caso de polícia”.

Dilma planta os pés na classe média: “Inclusão social não é alegoria de mão” | Viomundo - O que você não vê na mídia

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