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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

À CNBB: Bispos católicos podem mentir à população brasileira?

24 de outubro de 2010 às 21:41
por Conceição Lemes

Quem estudou em colégio de padre ou freira, aprende já aos 8, 9 anos de idade, os chamados Dez Mandamentos da Lei de Deus. O oitavo, especificamente, diz:  Não levantarás falso testemunho. Ou seja, proíbe mentir, caluniar, falar maledicências, destruir propositalmente reputações. Não cumpri-lo é pecado para os católicos, assim como o descumprimento dos outros nove mandamentos.

Pois nessa quinta-feira, 21 de outubro, o presidente da Conferência Nacional dos Bispos em Brasília (CNBB), Dom Gealdo Lyrio Rocha, em entrevista publicada no G1, diz:

“Ele (Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo de Guarulhos, na Grande São Paulo) tem o direito e até o dever de, de acordo com sua consciência, orientar seus fiéis do modo que julga mais eficaz mais conveniente. Ele está no exercício de seus direitos como bispo diocesano de Guarulhos e cada instância fala só para o âmbito de sua competência, tanto que ele não se dirigiu à nação brasileira. Este procedimento está absolutamente dentro da normalidade [distribuir panfletos contra Dilma Rousseff, a candidata do PT à presidência] no modo como as coisas da Igreja se encaminham”, afirmou Dom Geraldo.

O presidente da CNBB afirmou que não cabe à entidade “censurar” qualquer ação de bispos que se manifestem sobre política. Ele destacou que a posição nacional sempre é dada pela CNBB, mas que na diocese o bispo tem autonomia, sendo sujeito apenas à autoridade do papa. “Acima do bispo só existe uma autoridade, o papa. A CNBB não é um organismo para interferir nas dioceses, dar normas para os bispos, repreender”.

Ele considerou positivo que o tema aborto esteja sendo discutido na eleição. Ele reconheceu que há posições “reduzidas” sobre o tema, mas afirmou que as discussões sobre “valores” não podia ficar fora da eleição. “Acho que a moeda sempre tem dois lados, se há inconvenientes de um lado, há uma vantagem enorme do outro. O tema (aborto) foi colocado em pauta e não se podia entrar em um processo eleitoral sem trazer à tona temas dessa natureza de máxima relevância”.

Neste domingo, 24 de outubro, em entrevista publicada em O Estado de S. Paulo, com direito à chamada de capa, d. Luiz Gonzaga Bergonzini, afirma:

“O PT é o partido da mentira, o PT é o partido da morte. O PT descrimina o aborto, aceita o aborto até o nono mês de gravidez. Isso é assassinato de ser humano que não tem nem o direito de se defender”.

É do bispo Bergonzini a iniciativa de fazer 2 milhões de folhetos  contra a candidata do PT, Dilma Rousseff, apreendidos pela Polícia Federal na Gráfica Pana, em São Paulo.

Dom Bergonzini tem memória seletiva.  Esqueceu-se de que Dilma assumiu o compromisso de, se eleita  presidente da República, não tomar a iniciativa de propor alterações de pontos que tratem da legislação do aborto no Brasil. Toda a imprensa divulgou.

Diante das inverdades de Dom Bergonzini e das ações antidemocráticas  da ala mais conservadora da Igreja Católica, inclusive de elementos ligados à Opus Dei,  esta repórter enviou neste início de noite à CNBB um e-mail com três perguntas óbvias: 1) Bispos católicos podem mentir à população brasileira nestas eleições presidenciais?; 2) Ao agir assim, eles não estariam infringindo o oitavo mandamento; 3) Mentir não seria pecado no caso deles?

Ao bispo Bergonzini,  por que dois pesos e duas medidas em relação à questão do aborto? E já que vive atirando pedras em Dilma, sugiro-lhe a leitura da reportagem Hipocrisia na campanha eleitoral: “Ela é favor de matar criancinhas” — Entrevista com Sheila Ribeiro.   AQUI, pode ouvir o áudio de Sheila Ribeiro, ex-aluna de Monica Serra.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Depois do assunto sobre Monica Serra ter feito aborto, ela desiste de ir em encontro do PSDB mulher

Os Amigos do Presidente Lula:
quarta-feira, 20 de outubro de 2010

A esposa de José Serra, Mônica, desmarcou encontro em Porto Alegre (RS), no evento do PSDB Mulher, na terça-feira. A reunião do grupo seria um evento de campanha em apoio as propostas para a área da saúde do candidato.
Desde que ex-alunas disseram que Mônica Serra contou em sala de aula que fez um aborto, ela tem evitado a imprensa e compromissos públicos. (Da Band)

Os Amigos do Presidente Lula: Depois do assunto sobre Monica Serra ter feito aborto, ela desiste de ir em encontro do PSDB mulher

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Dom Tomás Balduíno: "Derrotar a direitona"

Blog do Miro
Altamiro Borges:
segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Reproduzo entrevista concedida ao sítio do Instituto Humanitas Unisinos (IHU):
Faltando duas semanas para a realização do segundo turno, religiosos/as católicos/as e evangélicos/as lançaram uma carta declarando o voto na candidata do PT Dilma Rousseff. A IHU On-Line entrevistou, por telefone, Dom Tomás Balduíno, bispo emérito de Goiás e presidente honorário da Comissão Pastoral da Terra (CPT nacional), que também assinou o documento.
Na entrevista, ele fala sobre a necessidade de escrever o documento em apoio à Dilma. "A questão não é o amor à Dilma, mas o ódio ao projeto de Serra. A opção por Dilma é simbólica, o significado da opção por Dilma é o mesmo de Lula, é a possibilidade da caminhada dos sem terra, dos negros, dos índios sem repressão", explica. Confira a entrevista:
Quando se sentiu necessidade de escrever esse documento de apoio à Dilma?
Foi no momento do beco sem saída. Só temos duas alternativas: ou Serra ou Dilma. Agora, é salvar o que se pode salvar. A questão não é o amor à Dilma, mas o ódio ao projeto de Serra. O significado da opção por Dilma é a possibilidade da caminhada dos sem-terra, dos negros, dos índios sem repressão. A prioridade não é a concentração, não é a privatização.
Trata-se de derrotar a "direitona" que é contra os pobres, negros, índios e camponeses. Em oito anos, o governo Lula teve muitos defeitos e equívocos, mas ele não implementou a repressão. Todo mundo me fala da carta, alguns acham bom, outros ruim, mas isso significa que ela está seguindo o seu caminho e chegou em boa hora, ainda em tempo de se refletir.
No primeiro turno, alguns bispos aconselharam a sociedade a não votar na candidata do PT. Assim como há um movimento dos evangélicos apoiando Serra em função da discussão sobre o aborto e a união civil homossexual. Como o senhor vê esses posicionamentos?
Alguns bispos tiveram esse posicionamento no primeiro turno porque havia mais opções, eu mesmo votei em Plínio.
Como o senhor percebe esse debate que está sendo feito acerca do aborto?
Isso é um gancho favorável à oposição. Mas tanto um lado quanto o outro tem problemas com relação à compreensão do aborto. Nós, da Igreja, questionamos esse pessoal que só fala em proteger a vida intra-uterina. Está certo, mas o pessoal é tão fanático que esquece que a vida vai além disso, que Jesus valoriza a vida do marginalizado, do oprimido, do pobre, do escravo.
Como o senhor vê a dimensão que a religião está tomando nesse debate para o segundo turno?
Acho que a cúpula da CNBB está tendo uma posição respeitosa com a cidadania. Cada um é livre. Então, a Igreja não vai se apropriar do seu prestígio e força histórica para pôr um candidato ou vetar outro. Isso aconteceu no passado e foi um desastre. Do ponto de vista da direção da CNBB, tudo bem, foi corretíssimo. A nota da CNBB foi serena e bem vinda porque respeita o nosso direito de votar em quem se acha melhor.
Como a Igreja Católica sairá dessa eleição?
Não há uma crise na Igreja Católica. O centro de decisão tomou uma posição racional, não passional, mas respeitosa. Isso vai balizar o andamento da carruagem depois da eleição. Haveria crise se essa esfera não fosse atingida. Para nós é uma referência muito importante em termos de compreensão do conjunto do respeito pelas diversas opções.
Quem fez mais pelo povo indígena brasileiro?
FHC foi contra esse povo. A direita, quando entra no poder, faz concentração, porque ela é classista e faz política de exclusão e mercantilização. Minha posição pode ser dura e intempestiva, mas continuo pensando que no dia em que a bancada ruralista dominar o Congresso, nós estaremos, literalmente, perdidos.
Os povos indígenas estão apoiando quem?
Eles estão com eles. Os povos indígenas têm sido muito mal tratados, mas atualmente não tanto como em outros governos. Antes de Lula, os povos indígenas sofreram muito. Na questão de Raposa Serra do Sol, por exemplo, devemos tirar o chapéu. Mas também tivemos retrocessos, como, por exemplo, por parte do Supremo Tribunal Federal que colocou restrições aos direitos dos povos indígenas.
Os índios estão num patamar de consciência e organização que é importante, eles assumiram a posição de sujeitos da sua própria história. A causa indígena está salva por isso, não por governo A ou B, mas porque eles tomaram uma posição mesmo com todo o sofrimento pelo qual passam. O próximo governo terá pela frente povos organizados.

Altamiro Borges: Dom Tomás Balduíno: "Derrotar a direitona"

O PSDB, o monarquista, a ala conservadora da igreja e os panfletos

Viomundo - O que você não vê na mídia
19 de outubro de 2010 às 0:29

O PSDB, o monarquista, a ala conservadora da igreja e os panfletos | Viomundo - O que você não vê na mídia

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Aborto da mulher do Serra só não é notícia no Brasil | Conversa Afiada

Publicado em 18/10/2010

Eles são contra o aborto no Brasil. No Chile pode

Saiu no blog Amigos do Presidente Lula (aquele que a Dra Cureau tentou calar):

segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Monica ficou famosa

A notícia da Folha, de que alunas de Monica Serra ouviram dela que havia feito aborto, ecoou por agências como Efe e Ansa, sob títulos como “Aborto, um bumerangue para Serra”.
Saiu no chileno “La Tercera” e nos argentinos “Clarín“, “La Nación” e “Página/12” -este em longa entrevista com uma das alunas.
O Blue Bus reproduziu “Veja” e “IstoÉ” e comentou que “a mídia brasileira foi reduzida a panfleto”, como “dá para ver pelas capas” Nelson de Sá.

Aborto da mulher do Serra só não é notícia no Brasil | Conversa Afiada

Altamiro Borges: Bispos e tucanos em flagrante delito

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Bispos e tucanos em flagrante delito

Reproduzo comentário de Luciano Martins Costa, publicado no Observatório da Imprensa:
Os jornais noticiam, na segunda-feira (18/10), que a Polícia Federal, a mando da Justiça Eleitoral, apreendeu cerca de 1 milhão de panfletos contra a candidata governista, Dilma Rousseff, numa gráfica que pertence à irmã do coordenador de infraestrutura da campanha de José Serra, Sérgio Kobayashi.
Os panfletos, de responsabilidade da Regional Sul da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, vinham sendo distribuídos por militantes do PSDB.
No domingo (17), dois ativistas da campanha de José Serra coordenavam a entrega do panfleto diante da capela da Pontifícia Universidade Católica, no bairro de Perdizes, em São Paulo, abordando os fiéis à saída da missa. Diziam que, se eleita, Dilma Rousseff vai estimular o aborto nas famílias de classe média para assegurar a maioria de pobres que, segundo afirmavam, são manipulados por políticas sociais. Citavam o caso do apartheid na África do Sul, enquanto uma militante reforçava o discurso dizendo em voz alta que Dilma Rousseff quer esterilizar as mulheres de classe média.
Fato real
A Polícia Federal revelou a conexão direta entre o núcleo da candidatura oposicionista e a campanha obscurantista patrocinada pelos bispos que sonham controlar a CNBB. Trata-se de ato de delinquência, tipificado como crime eleitoral.
Diante do flagrante delito, escorrem desmentidos de todos os tipos, e cabe à imprensa manter o assunto em evidência e investigar o caso.
A dona da gráfica, segundo a Folha de S.Paulo, é filiada ao PSDB desde 1991. Resta apurar quem pagava a impressão, se os bispos empenhados em cobrir a campanha eleitoral com seu discurso medieval ou se o dinheiro vinha do caixa da campanha de José Serra.
Mesmo que lhe interesse visceralmente virar a tendência do eleitorado e que tenha demonstrado, até aqui, uma bizarra flexibilidade quanto às boas práticas jornalísticas, é de se esperar que a imprensa tradicional ainda conheça alguns limites de decência.
O flagrante na gráfica que pertence a destacados militantes do PSDB é um fato real, não uma denúncia a ser investigada. Trata-se do evento mais escandaloso da atual campanha. Vamos ver quanto tempo permanece no noticiário.
Guerra de panfletos
Os leitores atentos devem ter observado que a capa da revista IstoÉ desta semana é uma referência à capa da revista Veja da semana anterior.
Na semana passada, Veja retratou a ex-ministra Dilma Rousseff em duas posições opostas, tentando representar uma suposta contradição da candidata diante da questão do aborto. Nesta semana, IstoÉ faz o mesmo com José Serra, mostrando-o também em duas imagens invertidas. Numa delas, com a frase segundo a qual o ex-governador nega conhecer o engenheiro Paulo Vieira de Souza, apelidado de Paulo Preto. Na outra, Serra reconhece o personagem e o elogia.
Paulo Vieira de Souza, obscuro avatar de obras públicas e campanhas eleitorais retirado das sombras pela IstoÉ, tornou-se desde a semana passada um dos eixos em torno dos quais a campanha eleitoral patina sem chegar aos temas que realmente importam para a escolha de um candidato à Presidência da República.
O outro tema, que envolve a intervenção do Estado em relação ao livre arbítrio das mulheres diante da questão do aborto, segue sendo alimentado por iniciativa do bispo de Guarulhos, com apoio oficial da coordenação de infraestrutura da campanha do PSDB, segundo apurou a Polícia Federal.
No que se refere à imprensa, convém esclarecer em que ponto da campanha os editores perderam as referências do bom jornalismo e aceitaram se transformar em meros coadjuvantes dos marqueteiros de candidatos.
Que os jornais chamados de circulação nacional estão há meses empenhados em fornecer munição para uma das candidaturas, não pode restar dúvida. O que está ainda por ser provado é até que ponto irão arriscar suas reputações para fazer valer suas preferências políticas.
O empenho da chamada grande imprensa em tentar impor um candidato à opinião pública ainda está por receber uma análise apropriada dos pesquisadores em comunicação, em torno de uma questão central: o que tanto temem os donos das empresas de mídia dominantes, em caso de vitória da ex-ministra Dilma Rousseff?
Os estudiosos estão dispensados de perscrutar as razões da revista Veja, que há muito deixou de produzir jornalismo para se transformar em panfleto.

Com estrago feito, CNBB agora se afasta de panfletos

Viomundo - O que você não vê na mídia
Por Luiz Carlos Azenha

18 de outubro de 2010 às 2:29

CNBB reconhece erro ao posicionar-se contra Dilma
17 de outubro de 2010 | 19h 25

TATIANA FÁVARO – Agência Estado

O Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), grupo representante das dioceses do Estado de São Paulo, reconheceu hoje ter errado em posicionar-se politicamente contra o PT e a candidata Dilma Rousseff em nota intitulada “Apelo a todos os brasileiros e brasileiras”, feita pela Comissão em Defesa da Vida e endossada pela direção da seção paulista da CNBB.

“O erro foi a apresentação de sigla partidária. Esse erro realmente foi colocado, isso não poderia ter acontecido. Você pode fazer uma nota, mas a partir do momento que você cita nome, cita partido, realmente você fere as pessoas. Com humildade, as pessoas reconheceram e vamos adiante, é preciso olhar para a frente”, afirmou o bispo de Limeira, d. Vilson Dias de Oliveira, responsável pela Pastoral da Comunicação do Regional Sul 1.

Após a ressonância do conteúdo da nota propagada à revelia dos bispos pela internet, pelas paróquias, comunidades, igrejas e as ruas, não somente do Estado de São Paulo, os bispos católicos do Regional Sul 1 da CNBB divulgaram hoje nota oficial para esclarecer que “não indicam nem vetam candidatos ou partidos e que respeitam a decisão livre e autônoma de cada eleitor”. “Agora não podemos tapar o sol com a peneira a essa altura dos fatos. O documento (“Apelo aos a todos os brasileiros e brasileiras”) existiu, foi revisto, tirado do ar (internet) e, com essa nota, eliminado”, afirmou d. Vilson.

A pedido do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Polícia Federal (PF) apreendeu hoje ao menos 1 milhão de panfletos com o conteúdo produzido pela Comissão em Defesa da Vida, em uma gráfica no bairro Cambuci, em São Paulo. O material, com a logomarca da CNBB e as assinaturas do presidente, vice-presidente e secretário-geral do Regional Sul 1, recomenda aos eleitores votos somente a candidatos ou candidatas de partidos contrários à descriminalização do aborto.

Embora não citem o nome de Dilma, os panfletos apontam o PT como apoiador do terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela então ministra da Casa Civil, no qual se reafirmou a descriminalização do aborto. O material teria sido encomendado pela Diocese de Guarulhos. O bispo de Guarulhos, d. Luiz Gonzaga Bergonzini, não foi encontrado para falar sobre o assunto.

Nota

A nota divulgada hoje pela Regional Sul 1 diz que o grupo “desaprova a instrumentalização de suas declarações e notas e enfatiza que não patrocina a impressão e a difusão de folhetos a favor ou contra candidatos”. O documento foi produzido e assinado por cerca de 50 bispos em uma reunião privada realizada na noite de ontem, em Indaiatuba (SP). Os bispos estavam na Vila Kostka, casa de retiros na qual ocorreu uma assembleia com lideranças diocesanas paulistas.

D. Vilson informou que não cabe à CNBB apurar se a ordem para a impressão dos panfletos anti-Dilma teria partido mesmo da diocese de Guarulhos. “Pode haver punição, mas aí é da nunciatura com o bispo”, afirmou d. Vilson. A nunciatura apostólica funciona como a embaixada da Santa Sé no País. O núncio apostólico (representante do Vaticano) no Brasil é d. Lorenzo Baldisseri. “Se a polícia apreendeu e se vai ser descoberto se foi ele (o bispo de Guarulhos), ou foi um serrista ou sei lá eu quem foi que fez, quem está patrocinando, isso é a investigação que vai dizer. A CNBB faz questão de dizer que ela está fora disso”, disse.

Com estrago feito, CNBB agora se afasta de panfletos | Viomundo - O que você não vê na mídia

sábado, 16 de outubro de 2010

Contratante da gráfica defende a Monarquia, vice de Serra também

O pedido à gráfica que imprimiu 2 milhões de folhetos anti-Dilma para o Bispo de Guarulhos, D. Luis, foi feito por Kelmon Luis. Conforme levantou Stanley Burburinho no twitter (@stanleyburburin), Kelmon defende a Monarquia.
image

Agora, um Monarquista famoso, o Vice de Serra:

PF fará busca e apreensão de panfletos da CNBB contra Dilma

Viomundo - O que você não vê na mídia
17 de outubro de 2010 às 2:06

por Conceição Lemes

Saiu há pouco a autorização da Justiça para a busca e apreensão dos cerca de 2 milhões de folhetos contra o PT e a candidata  Dilma Rousseff,  encontrados numa gráfica do Cambuci, nesse sábado à tarde. O material foi encomendado pela Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

“Como se trata de material de campanha nacional, a busca e apreensão serão feitas pela Polícia Federal”, informou ao Viomundo Adriano Diogo, que foi quem denunciou a gráfica. “A ação da PF deve acontecer neste domingo pela manhã.”

PF fará busca e apreensão de panfletos da CNBB contra Dilma | Viomundo - O que você não vê na mídia

Quem pagou os panfletos do padre Luizinho?

Brasilianas.Org
Enviado por luisnassif, dom, 17/10/2010 - 01:35

Em Observação

Ainda são pistas, levantadas por um dos comentaristas do Blog, mas que traz informações interessantes sobre o esquema que pode ter ajudado o padre Luizinho para imprimir 20 milhões de panfletos contra Dilma.

Aqui o mapa feito a partir de indicações dele. Como deixou um post pedindo para aguardar publicação, não sei se quer seu nome publicado. O mérito é todo dele. 

A figura inicial é Kelmon Luis, apontado como a pessoa que fez a encomenda à gráfica.

Nosso comentarista foi ao Facebook e descobriu alguém com o mesmo nome, que pertencia a uma tal Associação Theotokos (clique aqui)

Indo até a página, vê-se uma imagem de Nossa Senhora  e o Menino Jesus e a diretoria da instituição:

Kelmon também pertence ao Partido Monarquista Parlamentarista Brasileiro, comandado por Cláudio Silva Menezes, que é de Brasília e foi canditato a Deputado Distrital em 2006 pelo PV, não se elegendo. Esse Cláudio é presidente da Executiva Nacional do MMB (Movimento Monárquico Brasileiro), filiado ao PV e é chamado de Príncipe (clique aqui).

O Victor Emnauel pertence a grupos integralistas e escreve no Blog Cristianismo Patriotismo e Nacionalismo. Lucas P. de Carvalho é titular do Blog Defesa Verde e Amarela, criado para disseminar calúnias contra Dilma: clique aqui.

Quando se aprofundam as ligações com o Movimento Identidade Imperial vai-se bater onde? No vice-presidente de Serra, Índio da Costa (clique aqui).

Dificilmente o Bispado teria recursos para bancar a impressão de 20  milhões de folhetos.

De São João da Boa Vista, consigo a informação de que o antigo padre Luizinho (hoje bispo) foi ativo revolucionário de 1964. Depois tornou-se professor de Estudos Brasileiros na Universidade local. E há informações (que ainda merecem confirmação) de que foi caixa do PSDB na cidade.

Quem pagou os panfletos do padre Luizinho? | Brasilianas.Org

A extrema direita nos porões da Igreja?

O próprio PT gravou este vídeo em que o Deputado Adriano Diogo questiona ao dono da gráfica, a origem do material anti-Dilma e anti-PT. Conforme o proprietário o material foi encomendado pelo Bispo de Guarulhos. Mas no contrato consta o nome do Sr. Kelmon Luis.

imageOs contratantes chegaram a pedir 20 milhões de cópias do panfleto assinado pela CNBB Sul I. Uma breve pesquisa no Google levou ao perfil no facebook de Kelmon Luis Souza com a seguinte foto que aparece ao lado. A busca levou ainda ao site da Associação Theotokos ligada a Igreja Greco-Católica Melquita. Kelmon Luis da S. Souza é o Presidente da Associação.
O Vice Presidente é Victor Emanuel Vilela Barbuy, também Presidente Nacional da Frente Integralista Brasileira (FIB) e defende a Monarquia Tradicional como neste trecho:

Consideramos a Monarquia Tradicional, tal como existiu um dia na França dos Estados Gerais, no Portugal e na Espanha das Cortes, na Inglaterra do Parlamento e na Alemanha da Dieta, a mais perfeita dentre as formas de governo. Julgamos, portanto, que o Príncipe deve reinar e governar, tendo, porém, seu poder concretamente limitado pelas Assembleias. A estas, constituídas pelos representantes eleitos dos Corpos Intermediários, dos Grupos Naturais componentes da Sociedade, deve caber a administração dos negócios do Estado.
A FIB de Victor Emanuel foi inspirada na Ação Integralista Brasileira (AIB) considerada um partido político brasileiro fundado em 1932 por Plínio Salgado, de cunho nacionalista. Ainda que neguem os porta-vozes da FIB, os historiadores consideram os movimentos integralistas como movimentos de corrente fascita, doutrina totalitária desenvolvida por Benito Mussolini, na Itália.
Victor Emanuel escreve artigos sobre o Integralismo em seu blog extremamente conservador
CRISTIANISMO, PATRIOTISMO E NACIONALISMO. O último post da tarde deste sábado dizia:

Militantes petistas tentam calar a Igreja e a imprensa

Neste sábado, 16 de outubro, por volta das 14:00, um grupo de militantes petistas enfurecidos tentou invadir, armado de paus, empresa de jornal responsável pela publicação de panfletos encomendados oficialmente pela Diocese de Guarulhos. Os panfletos continham o Apelo a todos os brasileiros e brasileiras, da Regional Sul I da CNBB, que traz provas cabais da política abortista do PT. Os referidos militantes, que não aceitam que a Igreja e a imprensa tenham liberdade, desconhecendo – ou fingindo desconhecer – as resoluções de seu próprio partido, acusavam de mentirosos e “boateiros” aqueles que tão somente reproduziam tais resoluções.

Até onde Serra está metido nisto? E se não está, que forças estão além de seu controle? O dono da gráfica diz que falaram de 50 milhões de panfletos. Não sei quanto dá isso nem quantas gráficas estão sendo contratadas. Esse ódio religioso em que Serra apostou pode ser bem mais perigoso do que parece.

Atualizado e corrigido em 17/10/10 ‘as 2:00

CNBB enquadrando bispos políticos

Brasilianas.Org
Enviado por luisnassif, sab, 16/10/2010 - 22:00

Por Galves

A CNBB nacional não deve estar gostando nem um pouco dessa "vanguarda do atraso" da Regional Sul 1, e virá um enquadramento em breve.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/815595-secao-paulista-da-cnbb-estuda-limitar-manifestacoes-eleitorais-de-bispos.shtml

Seção paulista da CNBB estuda limitar manifestações eleitorais de bispos

MAURÍCIO SIMIONATO
ENVIADO ESPECIAL A INDAIATUBA (SP)

A seção paulista da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) estuda impedir que bispos citem nomes de partidos ou de políticos em manifestações públicas --como cartas ou declarações-- para evitar o uso político da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) em campanhas eleitorais.

Na noite deste sábado (16) vai haver uma reunião no mosteiro de Itaici, em Indaiatuba (SP), para discutir o "afinamento" dos diferentes posicionamentos de bispos sobre a eleição.

partido passa, as pessoas passam e o povão fica. Mais importante que levantar bandeira de partidos é levantar critérios de escolha", disse o bispo diocesano de Limeira (SP), dom Vilson Dias de Oliveira, nomeado um dos porta-vozes do encontro da Regional Sul 1 da CNBB, que começou ontem e termina amanhã.

"A igreja não defende partidos e não pode apontar candidatos. A igreja deve deixar a liberdade de escolha para cada eleitor", disse o bispo, que também preside a Comissão de Comunicação da Regional Sul 1.

No dia 26 de agosto deste ano, um texto chamado "Apelo a todos os brasileiros e brasileiras", assinado pelos bispos que comandam a Regional Sul 1 da CNBB, atribuiu posições pró-aborto do PT ao governo federal, ao presidente Lula e à presidenciável petista Dilma Rousseff.

O texto recomendava aos eleitores que, "nas próximas eleições, deem seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários à descriminalização do aborto".

A Regional Sul 1 --que reúne apenas bispos paulistas-- é presidida pelo bispo de Santo André (SP), dom Nelson Westrupp.

Nas vésperas do primeiro turno das eleições, o texto virou um panfleto e foi distribuídos em missas em Belo Horizonte (MG) e em Aparecida (SP) por cabos eleitorais.

Em seguida, o bispo de Jales (SP), dom Luiz Demétrio Valentini, criticou o teor da carta assinada pelo comando da Regional Sul 1 e expôs uma divergência entre os bispos sobre as eleições.

"O que aconteceu em Aparecida e em Belo Horizonte com distribuição de panfletos não pode mais ocorrer. Esse material não poderia ser distribuídos assim porque não é um posicionamento da CNBB nacional. Além disso, havia um símbolo da CNBB. Não se pode usar nome de um entidade para ajudar este ou aquele candidato", disse o bispo de Limeira.

Para dom Vilson, o posicionamento de bispos tem um "peso" importante nas eleições. "Por isso é que é um risco você citar nomes em qualquer nota", disse.

CNBB enquadrando bispos políticos | Brasilianas.Org

A panfletagem de batina

Viomundo - O que você não vê na mídia
16 de outubro de 2010 às 21:37

A pergunta que não cala: será que o Vaticano sabe o que está sendo feito por parte da hierarquia da igreja católica no Brasil?

A panfletagem de batina | Viomundo - O que você não vê na mídia

Serra invade missa e toma vaia no Ceará

Blog do Miro:
Por Altamiro Borges
sábado, 16 de outubro de 2010

Reproduzo matéria de Saul Leblon, publicada no "Blog das Frases" no sítio Carta Maior:
"Isso é uma profanação"
Cristãos começam a reagir ao oportunismo religioso de Serra. A presença do candidato do conservadorismo nativo na missa da festa de São Francisco, em Canindé (CE), neste sábado, pode ter sido um ponto de inflexão.
A festa é o maior evento religioso da cidade. Quando chegou, Serra foi vaiado por manifestantes pró-Dilma. O candidato chegou a ser empurrado num início de conflito.
"Gostaria que a missa não fosse tumultuada com os políticos que aqui chegaram, por favor. Se vieram com outra intenção, peço que saiam assim como entraram. Isso é uma profanação", advretiu o celebrante olhando fixamente para a fileira da frente onde Serra estava.
Perto do fim da missa, o frade exibiu um panfleto contra Dilma e foi mais duro ainda: "Acusam a candidata do PT em nome da igreja. Não é verdade". A plateia aplaudiu. "Não está autorizada essa coisa. A igreja não está autorizando essas coisas". Mais aplausos. Serra saiu à francesa.
Indignação também nas universidades
Inteligência brasileira se une contra um retrocesso chamado Serra.
Intelectuais e artistas brasileiros se mobilizam em todo o país em manifestações de protesto e indignação contra as metas e os métodos adotados pela candidatura do conservadorismo brasileiro. Circulam pelas universidades e na Internet o "Manifesto dos Reitores contra Serra"; o "Manifesto dos Professores de Filosofia contra Serra"; o "Manifesto dos Artistas e Intelectuais contra Serra". O mais recente documento, que ontem já reunia cerca de 680 assinaturas, é o manifesto dos professores universitários que abre com a seguinte frase:
"Nós, professores universitários, consideramos um retrocesso as propostas e os métodos políticos da candidatura Serra".
Porto Alegre se levanta
Tarso Genro mobiliza dois mil militantes.
"Um tom de urgência, gravidade e intensa mobilização marcou praticamente todas as intervenções".
No Rio, na 2º feira, dia 18, no teatro Casa Grande, intelectuais liderados por Chico Buarque, Emir Sader, Eric Nepomuceno e Leonardo Boff entregam manifesto de apoio a Dilma Rousseff.
Em São Paulo, na 3º feira, dia 19, às 19 horas, a campanha pró-Dilma tem encontro marcado na PUC-SP, Monte Alegre ,1024. O ato está sendo organizado pelo jurista Celso Antônio Bandeira de Mello e pelo teólogo Mário Sérgio Cortella.

Altamiro Borges: Serra invade missa e toma vaia no Ceará

Hipocrisia na campanha eleitoral: “Ela é a favor de matar criancinhas”

Viomundo - O que você não vê na mídia
16 de outubro de 2010 às 20:05

por Conceição Lemes

No dia 14 de setembro, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, Monica Serra, acompanhada de Índio da Costa (DEM),  vice de José Serra (PSDB), deu a senha da campanha sórdida, em pleno andamento, contra Dilma Rousseff (PT). A repórter Gabriela Moreira, da Agência Estado, testemunhou.  O Estadão publicou:

A um eleitor evangélico, que citava Jesus Cristo como o “único homem que prestou no mundo” e que declarou voto em Dilma, a professora [Monica Serra] afirmou que a petista é a favor do aborto. “Ela é a favor de matar as criancinhas”, disse a mulher de Serra ao vendedor ambulante Edgar da Silva, de 73 anos.

Domingo passado, no debate realizado pela Band entre os dois presidenciáveis, Dilma jogou o esqueleto em cima da mesa. Cobrou de Serra as acusações de Monica a ela.

Serra não respondeu. Indignada, na segunda-feira às 10h24, Sheila Ribeiro postou em sua página na rede social Facebook uma reflexão com o título Respeitemos a dor de Monica Serra.

Meu nome é Sheila Ribeiro e trabalho como artista no Brasil. Sou bailarina e ex-estudante da Unicamp onde fui aluna de Monica Serra.

Com todo respeito que devo a essa minha professora, gostaria de revelar publicamente que muitas de nossas aulas foram regadas a discussões sobre o aborto, sobre o seu aborto traumático. Monica Serra fez um aborto. Na época da ditadura, grávida de quatro meses, Monica Serra decidiu abortar, pois que seu marido estava exilado e todos vivíamos uma situação instável. Aqui está a prova de que o aborto é uma situação terrível, triste, para a mulher e para o casal, e por isso não deve ser crime, pois tantas são as situações complexas que levam uma mulher a passar por essa situação difícil. Ninguém gosta de fazer um aborto, assim como o casal Serra imagino não ter gostado. A educação sobre a contracepção deve ser máxima para que evitemos essa dor para a mulher e para o Estado.

O episódio aconteceu em 1992, 18 anos atrás. Sheila tinha 18 anos, fazia curso de Dança no Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Monica Serra era então professora de Psicologia do Desenvolvimento Aplicada à Dança.

A revelação caiu como bomba na rede. A NovaE considerou boato de má fé, desqualificou-a (a matéria já foi tirada do ar).

O jornalista Gilberto de Souza, do Jornal Correio do Brasil, resolveu investigar.  Conversou com a própria Sheila. Publicou a matéria aqui. Depois, ouviu mais três ex-alunas de Monica , que confirmaram o relato.

Neste sábado, a jornalista Mônica Bergamo, em sua coluna na Folha de S. Paulo, dá a notícia: Monica Serra contou ter feito aborto, diz ex-aluna. A assessoria de Monica Serra não respondeu à consulta da Folha. O mesmo fez a de Serra com o Correio do Brasil.

“DISCUSSÃO DE GENERO SEMPREESTEVE PRESENTE NA MINHA VIDA”

Seu nome completo é Sheila Canevacci (sobrenome do marido, o antropólogo Massimo Canevacci) Ribeiro. Profissionalmente, Sheila Ribeiro. Tem 37 anos. Morou 11 anos em Montreal, Canadá. Foi para lá depois de se formar na Unicamp. É coreógrafa e doutoranda em Comunicação e Semiótica pela PUC de São Paulo.

Nos meios da dança, Sheila é conhecida e reconhecida, no Brasil e no exterior. Quem priva do seu convívio pessoal ou profissional, não se espantou com a atitude dela.

Márcio Seligmann-Silva, professor livre-docente de Teoria Literária da Unicamp, com pos-doutorado pelo Zentrum Für Literaturforschung Berlim, Alemanha, e pela Yale University,nos EUA, afirma:

“A indignação de Sheila com o debate biopolítico que pontua nosso cenário político atual é plenamente compreensível, mas sua coragem talvez tenha a ver com esta experiência de vida em um país democrático [Canadá], onde as pessoas podem se manifestar sem medo”.

Helena Katz, professora no Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica e no Curso Comunicação das Artes do Corpo, na PUC-SP, comenta:

“Sheila Ribeiro está em cada um dos gestos que cria. O seu trabalho nos ajuda a identificar os danos que o discurso publicitário vem produzindo na sociedade e que não está somente na publicidade propriamente dita, mas que hoje pauta o modo como nos relacionamos e se materializa no nosso comportamento, na cidade, nos meios de comunicação. A potência da sua poética sempre crítica insufla, em cada um dos que entram em contato com as suas produções, a esperança de que um mundo melhor é possível”.

O coreógrafo Wagner Schwartz, do Rio de Janeiro, observa:

Sheila Ribeiro é mulher, cidadã, coreógrafa. Antes ter um cunho corajoso, o seu relato tem uma potência vital, porque não está relacionado ao tema da dualidade morte-e-vida, muito menos às questões partidárias. Como sempre, seja em suas práticas artísticas ou entre amigos, Sheila reafirma a necessidade de se pensar o lugar das classes menos favorecidas, independente da grande escala de forças contrárias às suas ações, porque sua finalidade é, sempre, investigar a causa, sua dor e a sua liberdade.

A artista e produtora Cândida Monte, de Curitiba (PR), enfatiza:

“Sheila Ribeiro é uma mulher que escolhe atuar, pessoal e profissionalmente, com sinceridade e transparência. Age sempre de forma observadora, pensadora e questionadora. Tem um enorme interesse em discutir e refletir. Seu pensamento artístico emerge disso. Volta sua atenção à cultura para além das considerações sobre a estética, pensando o indivíduo através da arte”.

Sheila é filha de Majô Ribeiro, militante feminista que foi aluna de mestrado de Eva Blay e pesquisadora do Núcleo de Estudos da Mulher e Relações Sociais de Gênero da USP. Foi candidata derrotada a vereadora e a vice-prefeita em Osasco pelo PSDB.

A mãe, segundo Sheila, pouco se pronunciou sobre o episódio: “Só disse que achou bom que eu fiz isso pela questão da descriminalização do aborto”.

“Discussão de gênero sempre faz parte da minha vida, daí a minha indignação”, disse-me numa primeira conversa, que tivemos na quarta-feira. “No primeiro turno, votei no Plínio [de Arruda Sampaio, do Psol]. No segundo, voto na Dilma.”

“EU NÃO ADMITO QUE A PRÓPRIA VÍTIMA SE ASSEMELHE AO SEU OPRESSOR”

Na segunda conversa, Sheila, que já havia se mostrado assertiva no primeiro contato, foi bastante firme. Divertida, atenta,interessada, não titubeou um instante:

“As pessoas acharam que eu era falsa [personagem fake, inventado], muitos me agrediram, muitos insinuaram que eu tinha ganhado dinheiro. Eu fico muito triste e brava com essas coisas”.

” O que eu posso garantir  é que Monica nos contou que fez aborto. Havia muitas outras pessoas que sabem que não é mentira o que eu disse”.

“Quando eu vi o Serra se esquivando no debate, tive um troço, fiquei indignada e fiz uma reflexão sobre o que é ser uma pessoa na privacidade e o que é ser uma pessoa pública”.

“A minha primeira preocupação foi exercer a minha cidadania. Acharam que eu fiz isso  porque eu  vivi praticamente a minha vida inteira de adulta no Canadá, onde as pessoas falam abertamente sobre esses assuntos e outros assuntos complexos de se abordar. O que me interessa é a saúde pública”.

“Algumas pessoas me dizem que tive coragem, outras ficaram assustadas de eu falar diretamente. Pensei: sou anormal? Acho que o meu jeito é por causa do Canadá. Depois que eu me formei na Unicamp, morei 11 anos lá. A minha vida adulta e profissional, eu desenvolvi lá. Tenho dupla nacionalidade”

“No Canadá, o aborto é legalizado. Eu te contei das clínicas de ginecologia lá [os serviços de saúde são públicos] ? Você telefona, funciona assim. Bem-vinda à clínica da mulher. Para urgências, disque zero. Para consultas, disque 1. Para abortos, disque 2. Para exames, disque 3”.

“Um amigo  disse: ‘E se a Monica e o Serra se converteram?’ Eu respondi. Vamos supor que a Monica e Serra se converteram  à religião e se arrependeram do aborto que fizeram. Só que quando uma pessoa se arrepende perante Deus – o aborto é crime perante Deus –, eles fazem  os seus Pai-Nossos, depois vão ser absolvidos e vão para o céu ou para o inferno. Quer dizer: é uma discussão religiosa”.

“ Se a pessoa é religiosa, ninguém a obriga a fazer o aborto. Muito bem. A pessoa pode ser religiosa, dizer eu sou contra o aborto em todos os níveis,  eu nunca vou fazer o aborto, porque é um crime perante Deus. Ok. Só que você pode não misturar essa coisa crime perante Deus, porque no Estado laico não tem Deus. O Estado laico é um Estado”.

“ Quem é religioso, não é obrigado a fazer. Ponto. No  Canadá, é visto como um problema de saúde pública”.

“As pessoas ficam me perguntando: você é a favor do aborto a partir de mês? Quem sou eu para dizer quando, em que mês, como não deve? Tem vários países em que o aborto é legalizado, o Brasil tem que aprender com eles. Ponto”.

“O que me chocou mais, mais, mais, é que o aborto é uma questão de todos. Até uma pessoa militante contra a descriminalização do aborto já fez aborto. Além da Monica, eu cito a Benedita da Silva (PT), que é contra a descriminação do aborto e também fez aborto”.

“Significa o quê? Olha a lógica da matemática. Se eu sou contra a descriminalização, acho o aborto um crime e faço o meu clandestino, eu deixo criar uma coisa perversa em mim  que é o contrário absoluto da cidadania. Morrer não é só porque tomou Cytotet, colocou agulha de crochê. Morrer é também não poder exercer a sua cidadania. Daí a importância da descriminalização”.

“Não significa que você precisa ficar contando para todo mundo que fez aborto… colocar no jornal que fez aborto. Mas, se você precisar fazer, você sabe que não é uma criminosa. Você sabe que não está morrendo por dentro por ter cometido um crime”.

“Agora se você é uma religiosa e faz aborto, está cometendo um crime religioso. É um problema seu cultural, social, religioso. Isso é um problema da pessoa” .

“O que mais deixou indignada, portanto, é que até as militantes contra o aborto fazem aborto”.

“Outra coisa que me chocou foi que a Mônica Serra no debate virou uma carta do jogo, assim como o pré-sal, a Petrobras, a banda larga, privatização Então, diante de qualquer carta do jogo, o Serra não enfrentava, não dialogava…”.

“Para mim, todas eram cartas do jogo das quais ele ficava se esquivando. Mas eu fiquei  mais sensível com a Monica Serra, porque eu a conheço. Na minha cabeça, misturou a relação da pessoa civil, que relatou ter feito aborto, e da pessoa simbólica, que estava ali fazendo campanha contra a descriminalização”.

“É como se eu estivesse no sofá e ouvisse alguém na televisão dizer que o Nelson Mandela é racista. Eu diria: como assim? O Nelson Mandela é negro, foi preso, lutou contra o apartheid… Tem alguma coisa errada. Aí eu escreveria um artigo: O que está acontecendo com o Nelson Mandela como pessoa pública. Ele mesmo é racista? Não é racista?

“A Monica Serra que existiu na minha realidade enquanto aluna é a Monica da  família Allende, que fez aborto. A outra Monica Serra, que eu vi no debate, é uma citação do nome de uma pessoa, que era uma carta do jogo, uma Monica Serra simbólica, que virou uma carta do jogo. Só.”

“É uma tremenda contradição. Eu sou uma pessoa brasileira, como outras, que não tem medo de falar. Uma pessoa que foi lapidada em praça pública porque cometeu adultério não vai lutar para que isso exista. Afinal, ela foi vítima disso, concorda?”.

“Assim como eu disse no Facebook que nós devemos respeitar a Mônica Serra – evidentemente a figurativa, a metafórica –,  está errado as pessoas gente se calarem.  Eu como cidadã, mais ainda como ser humano, não admito que a professora que, traumatizada, falou para mim sobre a experiência do aborto que ela teve por causa da  didatura– é super importante citar o contexto –,  venha hoje não considerar a sua própria dor que ela me fez escutar”.

“Eu sou uma artista. Quando exibo alguma obra,  a pessoa está perdendo o tempo dela para ver a minha proposta comunicacional. A Monica Serra usou a aula de psicologia do movimento para falar disso. Acho  lindo. Não acho que é problema. A Universidade é para isso mesmo. É para falar de aborto, de questões complexas ligadas ao ser humano. Aquela humanidade que ela dividiu com a gente,  inclusive me ensinou a levantar e a escrever sobre isso no dia seguinte ao debate. Foi o fato que falou por si só “.

“Eu não gosto de que qualquer mulher tenha de  fazer  aborto por causa de uma ditadura. Então, eu não admito que essa própria vítima se assemelhe ao opressor”.

“Sei que tem várias pessoas me condenando. Escreveram em um post:  “Ai, com uma amiga dessas…” Para começar, eu não sou amiga da Monica Serra. Eu fui aluna dela. Eu gosto dela. Mas por mais que eu goste do meu marido, da minha mãe, dos meus irmãos, do meu vizinho, quando uma pessoa faz uma coisa que é eticamente  contra os meus valores humanistas, eu vou me colocar contrária. Eu vou dizer. Tal pessoa, eu gosto muito de você, mas não concordo politicamente com o seu posicionamento. Só isso. Então para mim a última coisa que interessa nessa  coisa, nessa história é a Monica Serra. É a última”.

*****

Da assessoria de José Serra

Diante de matéria publicada hoje, a campanha de Jose Serra esclarece: Monica Serra nunca fez um aborto.

Essa acusação falsa, que já circulava antes na internet, repete o padrão Miriam Cordeiro de que o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva foi vítima na eleição de 1989. E dá continuidade ao jogo sujo que tem caracterizado a presente campanha desde que um núcleo do PT, montado para fazer dossiês contra o candidato tucano à Presidência, foi descoberto em Brasília. Primeiro eles atacaram a filha de José Serra. Depois atacaram o seu genro. Agora eles agridem a sua mulher, Monica, que tem a irrestrita solidariedade, amor e respeito de seu marido, de seus filhos, netos e de milhões de brasileiros.

Hipocrisia na campanha eleitoral: “Ela é a favor de matar criancinhas” | Viomundo - O que você não vê na mídia

Dilma manda mensagem aos religiosos para desfazer as mentiras de Serra

Serra criou uma central de boatos que agora age por telefone também (clique na imagem para ler no Correio Braziliense). Ele esconde que tanto ele quanto o PSDB e FHC criaram normatizações, projetos de lei e o próprio PNDH para legalizar o aborto.

Serra tem o único interesse de não discutir o projetos para o país. De não comparar o que foi o governo FHC do qual fez parte, e do que é e representa hoje no Brasil e no mundo o governo de Lula e Dilma.

Mas, não bastasse a campanha suja do tucano ter chegado ao limite da baixaria, o cinismo chegou a tanto que agora Serra espalha “santinhos” com mensagens religiosas, a sua cara (de pau) e sua assinatura, que se valesse alguma coisa, não tinha abandonado a Prefeitura.

Depois de conversar com grupos religiosos, Dilma escreveu uma mensagem em que reafirma seu compromisso com a vida. Espero que todos percebam que compromisso com a vida e valores cristãos envolvem a preocupação com a inclusão cidadã da população mais carente que antes foi marginalizada durante toda a história do país, e cujos interesses Serra nunca representou.

MENSAGEM DA DILMA

Dirijo-me mais uma vez a vocês, com o carinho e o respeito que merecem os que sonham com um Brasil cada vez mais perto da premissa do Evangelho de desejar ao próximo o que queremos para nós mesmos. É com esta convicção que resolvi pôr um fim definitivo à campanha de calúnias e boatos espalhados por meus adversários eleitorais. Para não permitir que prevaleça a mentira como arma em busca de votos, em nome da verdade quero reafirmar:

1. Defendo a convivência entre as diferentes religiões e a liberdade religiosa,assegurada pela Constituição Federal;
2. Sou pessoalmente contra o aborto e defendo a manutenção da legislação atual sobre o assunto;
3. Eleita presidente da República, não tomarei a iniciativa de propor alterações de pontos que tratem da legislação do aborto e de outros temas concernentes à família e à livre expressão de qualquer religião no País.
4. O PNDHU é uma ampla carta de intenções, que incorporou itens do programa anterior. Está sendo revisto e, se eleita, não pretendo promover nenhuma iniciativa que afronte a família;
5. Com relação ao PLC XYY, caso aprovado no Senado, onde tramita atualmente, será sancionado em meu futuro governo nos artigos que não violem a liberdade de crença, culto e expressão e demais garantias constitucionais e individuais existentes no Brasil;
6. Se Deus quiser e o povo brasileiro me der, a oportunidade de presidir o País, pretendo editar leis e desenvolver programas que tenham a família como foco principal, a exemplo do Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida e tantos outros que resgatam a cidadania e a dignidade humana.
Com estes esclarecimentos, espero contar com vocês para deter a sórdida campanha de calúnias contra mim orquestrada. Não podemos permitir que a mentira se converta em fonte de benefícios eleitorais para aqueles que não têm escrúpulos de manipular a fé e a religião tão respeitada por todos nós. Minha campanha é pela vida, pela paz, pela justiça social, pelo respeito, pela prosperidade e pela convivência entre todas as pessoas.

Bispo desconfiou: os boatos vinham de um lado só…

Blog da Dilma
outubro 15th, 2010 | Autor: Thiago Stifler

No segundo tempo a bola vai rolar elegantemente pelo gramado e balançar a rede, é goool do Brasil…

Desde que fiquei sabendo das candidaturas à Presidência da República, tive uma só atitude: não quero subestimar nenhum dos(as) candidatos(as), pois não sou melhor do que ninguém, e muito menos dono da verdade.
Pensava: aquele(a) que ganhar fará o melhor pelo nosso Brasil, pois irá se assessorar de pessoas competentes e honestas, e basta.
Passados alguns dias, iniciaram as propagandas eleitorais Subitamente, a minha caixa de correio foi tomada por uma “avalanche” de e-mails contra uma candidata apenas, a Dilma Roussef. Preciso dizer com todas as palavras, que fiquei indignado.
É importante dizer que logo que saiu a lista dos candidatos eu fiz a minha escolha.
Mas o fato de ver diariamente o “tsunami” de “denúncias” contra esta candidata, na minha caixa de correio, revelando total falta de respeito para comigo e também para com a candidata, levou-me a refletir e a pesquisar. Perguntava-me: por que somente contra ela? Devo ser honesto e afirmar que não recebi nenhuma “matéria” contra qualquer outro(a) candidato(a).
A reflexão levou-me até Jesus Cristo, que um dia disse: “Quem não tiver pecado, atire a primeira pedra” (Jo 8,7).
Por que estão jogando pedras só na Dilma? Em 1Jo 1,10 está escrito: “Quem diz não ter pecados, faz a Deus de mentiroso”. Conclusão: Os que jogam pedras não têm pecados. Eis o grande problema. Estão tomando o lugar de Deus. Mas Ele mesmo, não tendo pecado, não jogou pedras na pecadora. Isto é muito sério. Na verdade quem joga pedras está negando Deus. E o saudoso Beato, Papa João XXIII, que nos chamou a todos, através do Concílio Vaticano II, a sermos uma Igreja misericordiosa e aberta aos novos valores, deixando o ranço de lado, pelo sopro Vivificante do Espírito Santo, disse: “A pessoa que deixa Deus de lado, se torna perigosa para si e para as outras pessoas”.
E agora? A conversão é graça de Deus para pessoas abertas a Sua Misericórdia. “Os misericordiosos, alcançarão misericórdia” (Mt 5, 7) Mas as pessoas auto-suficientes, donas da verdade, prepotentes, por isso sempre prontas a jogar pedras nos outros, estão muito longe de “ Deus, que é Amor” (1Jo 4,8).
Assim, concluí: Todos somos pecadores, mas uma só pessoa está levando pedradas nesta campanha eleitoral à presidência do Brasil. Aí, eu que já havia escolhido o meu candidato, fiz uma nova escolha. Decidi, diante de Deus, que esta mulher apedrejada é a minha candidata para presidir o Brasil. Tem também um velho ditado popular que diz: “Só se atira pedras em árvores que dão frutos bons”. E pesquisando descobri que esta candidata, enquanto ministra, produziu muito e bons frutos.
Procurei me aprofundar mais no conhecimento da minha candidata. Descobri que é uma mulher honrada e séria. Arriscou sua vida, durante a ditadura militar, da tirania do poder que oprime, tortura e mata. Sim, a Dilma foi presa e torturada por querer um Brasil democrático, fraterno, solidário, com vida e dignidade para todas as pessoas e não somente para algumas.
Então pensei: é exatamente isto que o Pai do Céu quis e continua querendo para todas as pessoas. Esta questão somou vários pontos para a candidata.
Nosso saudoso e amado Dom Helder Câmara dizia: “Quando reparto o meu pão com os pobres, me chamam de santo, mas quando pergunto pelas causas da pobreza, me chamam de comunista”.
Até hoje, as pessoas verdadeiramente comprometidas com um pais mais justo e igualitário, e para isso precisa de projetos sérios de transformação, continuam sendo taxadas assim. Algumas pessoas, por incrível que pareça, em pleno século XXI, ainda conseguem meter medo numa certa camada da população com este jargão.
Analisei também o desempenho da candidata quando era funcionária no governo estadual e federal. Os frutos bons são abundantes, especialmente para os menos favorecidos. Sim, saiu-se muito bem. Mais um ponto para ela.
Percebi também que, levando pedradas, não retribuía, e isto está de acordo com o Evangelho. Mais um ponto para a Dilma.
Comecei a analisar as suas palavras, idéias e projetos. Uma mulher inteligente, sábia, abnegada, perspicaz e atualizada. Outro ponto para esta mulher.
Também fui apurar as “denúncias” que enchiam a minha caixa de correio. Descobrimontagens falsas, mentiras e calúnias. Aí novamente lembrei-me de Jesus que disse: “O diabo é mentiroso e pai da mentira” (Jo 8,44).
Não tive mais dúvidas, é na Dilma que irei votar, independentemente de partido político.
Ninguém pode galgar degraus pisando nos outros. Isto não é nem humano, muito menos cristão.
Quem deseja servir o povo, precisa jogar limpo. Pessoa religiosa não é a que fica dizendo Senhor, Senhor… mas aquela que faz a vontade de Deus. E a vontade de Deus é “que todos tenham vida e a tenham plenamente” (Jo 10,10).
A vontade de Deus é que todas as pessoas vivam como irmãos e irmãs, no respeito à vida de todos os seres. Descobri que a candidata Dilma tem este desejo profundo. Aliás, é o seu grande sonho que, juntamente com todo o povo, quer tornar realidade.
No domingo à noite, dia 10 de outubro, assisti ao debate promovido pela BAND. Um dos dons que Deus me concedeu foi o de conhecer as pessoas pelos seus olhos. Não costumo revelar o que vejo e sinto para todas as pessoas
Durante o debate meus ouvidos estavam atentos às palavras dos candidatos, mas meus olhos foram atraídos para a expressão da sua face e a delicadeza do seu olhar.
Percebi duas atitudes muito interessantes: 1)Sua face estava sempre serena e seu leve sorriso não era forçado e nem transmitia falsidade. 2)Seus olhos, que são espelhos de sua alma, transmitiam segurança, confiança, ternura e sinceridade. Estas qualidades agregaram mais alguns pontos a Dilma.
Como nós precisamos destas atitudes que na verdade são qualidades e dons de Deus! Dilma você passou pelo gelo da dor, tantas vezes, e por isso chegou ao incêndio do verdadeiro amor que vem do alto.
Nosso saudoso e amado Dom Luciano Mendes de Almeida dizia: “a bondade rompe todas as barreiras”. Avante minha irmã. Deus está com você. Cuide-se! Continue sendo bondosa e a confiar nas suas assessorias. Mas mantenha, discretamente, o controle de tudo para evitar desgostos e desgastes maiores e desnecessários, pois somos todos passíveis de erros. Mantenha-se sempre alerta e busque momentos de descanso na oração silenciosa para que Deus, que é Pai e tem a ternura da Mãe, lhe fale ao coração, plenificando-o de alegria e coragem. Dom Angélico, meu grande amigo e irmão, sempre diz: “Quem não reza vira monstro”.
Dilma, desculpe eu falar abertamente que não iria votar em você. Busco ser sincero como você. Mas tenha certeza de que continuarei a pedir a Deus que a ilumine e abençoe, chegando ou não à Presidência. Não estou falando em nome da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), mas como cidadão e como Bispo da Igreja Católica, santa e pecadora, que deseja o melhor para o Povo de Deus.
Pessoalmente creio que é esta a hora de uma mulher experiente, honesta e competente, como você, chegar lá e continuar a fazer deste país, uma nação que defenda e proteja a vida de todos(as), desde a concepção até a morte natural.
Sim, neste segundo tempo a bola vai rolar elegantemente pelo gramado e balançar a rede!

Caçador, 12 de outubro de 2010 (solenidade de N.Sra.Aparecida. Padroeira do Brasil)

Dom Luiz C. Eccel
Bispo Diocesano de Caçador

Religiosos divulgam no Rio manifesto em apoio a Dilma

Blog da Dilma
outubro 15th, 2010 | Autor: Jussara Seixas

Documento, assinado por bispos da Igreja Católica e pastores evangélicos, critica gestões do PSDB

Agência Estado

Sete bispos, entre eles dom Thomas Balduíno, bispo emérito de Goiás Velho (GO) e presidente honorário da Comissão Pastoral da Terra (CPT), e d. Pedro Casaldáliga, bispo emérito de São Felix do Araguaia (MT), foi divulgado hoje um manifesto de “cristãos e cristãs evangélicos e católicos em favor da vida e da vida em abundância”, que contava no início da tarde com mais de 300 adesões de religiosos e fiéis. O texto será entregue a Dilma Rousseff (PT) na segunda-feira, no Rio, na mesma cerimônia em que a candidata à Presidência receberá apoio de intelectuais e artistas.

Os adeptos rechaçam que “se use da fé para condenar alguma candidatura” e dizem que fazem a declaração de voto “como cristãos, ligando nossa fé à vida concreta, a partir de uma análise social e política da realidade e não apenas por motivos religiosos ou doutrinais”.

No manifesto, eles deixam claro que “para o projeto de um Brasil justo e igualitário, a eleição de Dilma para presidente da República representará um passo maior do que a eventualidade de uma vitória do Serra (José Serra, presidenciável pelo PSDB)”.

O documento recebeu o apoio dos bispos Demétrio Valentini (Jales, SP); Luiz Eccel (Caçador, SC); Antônio Possamai, bispo emérito de Rondônia; Xavier Gilles e Sebastião Lima Duarte, bispo emérito e bispo diocesano de Viana (MA). Também apoiam Dilma dezenas de padres e religiosos católicos como Frei Betto, pastores evangélicos, o monge da Comunidade Zen Budista (SP) Joshin, o teólogo Leonardo Boff, o antropólogo Otávio Velho e a professora da Universidade de São Paulo (USP) Maria Victoria Benevides.

Pedofilia

O manifesto faz referência velada a casos de pedofilia nas igrejas para afastar a exigência de candidatos comprometidos com religiões. Os signatários do manifesto ressaltam: “Sabemos de pessoas que se dizem religiosas e que cometem atrocidades contra crianças e, por isso, ter um candidato religioso não é necessariamente parâmetro para se ter um governante justo. Não nos interessa se tal candidato(a) é religioso ou não.”

O documento tenta atrair eleitores de Marina Silva, do PV, lembrando que um país com sustentabilidade e desenvolvimento humano, como propôs a candidata à Presidência derrotada, “só pode ser construído resgatando já a enorme dívida social com o seu povo mais empobrecido”. Para eles, Dilma representa este projeto “iniciado nos oito anos de mandato do presidente Lula”.

Religiosos divulgam no Rio manifesto em apoio a Dilma

Padre da Canção Nova ajuda ficha suja no DF, mas TSE proíbe

O vídeo do Padre José Augusto da Comunidade Canção Nova estava sendo usado na campanha de Weslian Roriz, esposa que substitui a candidatura de Joaquim Roriz no Distrito Federal depois do marido ser impedido de concorrer pela lei da ficha limpa. O vídeo divulgado no Youtube e distribuído por mais uma central de e-mails sujos que atuam nesta campanha, mostra o Padre pregando aos fiéis para não votarem no PT e na Dilma porque eles teriam um projeto de legalizar o aborto e vão permitir o casamento entre gays. O Padre, tão preocupado com manter bem informado seu rebanho, diz que O próprio Jesus o mandou adotar aquela atitude. O religioso somente esqueceu de alguns preceitos cristãos de justiça, ao não informar ao seu rebanho também, que Serra já normatizou o aborto em 1998 e apoiou a união estável entre homossexuais na parada gay de 2009, que o PSDB apresentou projeto de legalização do aborto e que FHC tinha esse compromisso no PNDH2. Já que não podemos contar com este senhor que se coloca como representante da justiça não terrena, ao menos o TSE, pela Ministra Nancy Andrigui suspendeu a veiculação deste vídeo na propaganda eleitoral da família Roriz, conforme informações do IG.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Religiosos impõem novo vice para o Pres. Zezinho

TIA CARMELA E O ZEZINHO:

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O Mais Preparado dos Brasileiros, o futuro presidente Zezinho, é um homem muito religioso. Felizmente, os homens santos reconhecem sua profunda fé e bondade. Não sem motivo, o Vaticano já providenciou sua beatificação in vita, que deverá ser concluída no dia 31 de outubro próximo.

Por conta da fé e devoção do Presidente de Nascença, os religiosos têm influenciado a campanha do Mais Cristão dos Servos de Deus. Suas opiniões têm sido sempre ouvidas pelo Maior dos Brasileiros.

Acolhendo os sábios conselhos de seus diretores espirituais, o pres. Zezinho vai mudar o vice de sua chapa nas eleições já ganhas deste ano.

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De acordo com informações enviadas a este blogue pelo famoso clérigo paranormal Pe. Quevedo, circulam rumores de que o Mais Competente dos Brasileiros deverá substituir o tupinambá Cacique Merendinha por outro vice, mais adequado aos profundos valores cristãos professados pelo Presidente de Nascença e seus correligionários da UDN.

Ainda segundo o respeitadíssimo sacerdote, especialista em assombrações e coisas-ruins, o pres. Zezinho recebeu recomendações dos bispos Nelson, dom Benedito  e dom Airton  para fazer a troca.

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Para os epíscopos amigos da Verdade, o silvícola, na sua condição de pagão, não seria digno de assumir a presidência durante as viagens do Iluminado da Mooca para a Disneylândia, com objetivo de negociar com o sr. Mickey Mouse o Acordo CARACU EUA-Brasil.

Parte dos prelados estaria preocupada também com o risco de que o selvagem do Leblon entregue-se à antropofagia, devorando as inocentes criancinhas que terão sido salvas da sanha abortiva da usurpadora do planalto pela vitória do Mais Piedoso dos Homens.

O representante da Cia. de Jesus de Caça a Fantasmas informa que o Cachorro-Lagosta será o novo vice. Mas esta informação está equivocada.

De fato, o único udenista fiel chegou a ser cogitado pelo conselho ecumênico reunido pelo pres. Zezinho para escolher o novo vice. Chegaram a propor o slogan: O Cachorro-Lagosta também é fiel!

Mas o simpático líder udenocanino foi descartado porque se descobriu que a suposta foto de seu suposto batismo na verdade era uma foto do canino em dia de banho no petshop.

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Além disso, suspeita-se que o Cachorro-Lagosta professe alguma religião satanista, e suas vestimentas vermelhas são apontadas pela lacraia de estimação do pres. Zezinho como evidência suficiente do seu satanismo canídeo.

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Agora convertido em homem santo, o ex-maconheiro, ex-defensor do casamento gay, ex-defensor do aborto, ex-comunista e ex-engraxate do pres. Zezinho no Rio de Janeiro, o sr. Gabeira, é o mais cotado pelas crédulas Eminências para substituir o indígena incréu.

Segundo fontes de Higienópolis, o ex-ateu FHC apóia a ideia.

O ex-pensador, na verdade, está desesperado para arrumar uma ocupação para o ex-guerrilheiro, pois não aguenta mais as ladainhas do seu novo vizinho na Caverna do Ostracismo, fundos.

Comentário da tia Carmela

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Isso de ouvir padre o Zezinho nunca foi de fazer.  Quando ele era criança, na Mooca, às vezes a mãe mandava ele ir se confessar lá na Igreja São Rafael. Ele contava dois ou três pecados, só, mas como o padre já conhecia o Zezinho, passava logo uma penitência bem grande. Depois, comentava com o sacristão: “pra esse moleque eu nem preciso ouvir nada; ele faz tanta coisa errada que eu passo logo uma penitência bem grande, porque com certeza ele merece”. O problema é que o Zezinho dizia para o padre que estava arrependido e ia fazer a penitência, mas nunca fazia…

Religiosos impõem novo vice para o Pres. Zezinho « TIA CARMELA E O ZEZINHO

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