Mostrando postagens com marcador aborto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador aborto. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

À CNBB: Bispos católicos podem mentir à população brasileira?

24 de outubro de 2010 às 21:41
por Conceição Lemes

Quem estudou em colégio de padre ou freira, aprende já aos 8, 9 anos de idade, os chamados Dez Mandamentos da Lei de Deus. O oitavo, especificamente, diz:  Não levantarás falso testemunho. Ou seja, proíbe mentir, caluniar, falar maledicências, destruir propositalmente reputações. Não cumpri-lo é pecado para os católicos, assim como o descumprimento dos outros nove mandamentos.

Pois nessa quinta-feira, 21 de outubro, o presidente da Conferência Nacional dos Bispos em Brasília (CNBB), Dom Gealdo Lyrio Rocha, em entrevista publicada no G1, diz:

“Ele (Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo de Guarulhos, na Grande São Paulo) tem o direito e até o dever de, de acordo com sua consciência, orientar seus fiéis do modo que julga mais eficaz mais conveniente. Ele está no exercício de seus direitos como bispo diocesano de Guarulhos e cada instância fala só para o âmbito de sua competência, tanto que ele não se dirigiu à nação brasileira. Este procedimento está absolutamente dentro da normalidade [distribuir panfletos contra Dilma Rousseff, a candidata do PT à presidência] no modo como as coisas da Igreja se encaminham”, afirmou Dom Geraldo.

O presidente da CNBB afirmou que não cabe à entidade “censurar” qualquer ação de bispos que se manifestem sobre política. Ele destacou que a posição nacional sempre é dada pela CNBB, mas que na diocese o bispo tem autonomia, sendo sujeito apenas à autoridade do papa. “Acima do bispo só existe uma autoridade, o papa. A CNBB não é um organismo para interferir nas dioceses, dar normas para os bispos, repreender”.

Ele considerou positivo que o tema aborto esteja sendo discutido na eleição. Ele reconheceu que há posições “reduzidas” sobre o tema, mas afirmou que as discussões sobre “valores” não podia ficar fora da eleição. “Acho que a moeda sempre tem dois lados, se há inconvenientes de um lado, há uma vantagem enorme do outro. O tema (aborto) foi colocado em pauta e não se podia entrar em um processo eleitoral sem trazer à tona temas dessa natureza de máxima relevância”.

Neste domingo, 24 de outubro, em entrevista publicada em O Estado de S. Paulo, com direito à chamada de capa, d. Luiz Gonzaga Bergonzini, afirma:

“O PT é o partido da mentira, o PT é o partido da morte. O PT descrimina o aborto, aceita o aborto até o nono mês de gravidez. Isso é assassinato de ser humano que não tem nem o direito de se defender”.

É do bispo Bergonzini a iniciativa de fazer 2 milhões de folhetos  contra a candidata do PT, Dilma Rousseff, apreendidos pela Polícia Federal na Gráfica Pana, em São Paulo.

Dom Bergonzini tem memória seletiva.  Esqueceu-se de que Dilma assumiu o compromisso de, se eleita  presidente da República, não tomar a iniciativa de propor alterações de pontos que tratem da legislação do aborto no Brasil. Toda a imprensa divulgou.

Diante das inverdades de Dom Bergonzini e das ações antidemocráticas  da ala mais conservadora da Igreja Católica, inclusive de elementos ligados à Opus Dei,  esta repórter enviou neste início de noite à CNBB um e-mail com três perguntas óbvias: 1) Bispos católicos podem mentir à população brasileira nestas eleições presidenciais?; 2) Ao agir assim, eles não estariam infringindo o oitavo mandamento; 3) Mentir não seria pecado no caso deles?

Ao bispo Bergonzini,  por que dois pesos e duas medidas em relação à questão do aborto? E já que vive atirando pedras em Dilma, sugiro-lhe a leitura da reportagem Hipocrisia na campanha eleitoral: “Ela é favor de matar criancinhas” — Entrevista com Sheila Ribeiro.   AQUI, pode ouvir o áudio de Sheila Ribeiro, ex-aluna de Monica Serra.

IstoÉ: A hipocrisia do aborto (ouça o áudio de Sheila)

23 de outubro de 2010 às 15:27

A hipocrisia do aborto

da Isto É de 22.10.2010

Teoria e prática de Mônica Serra

Nesta campanha, o casal Mônica e José Serra rompeu a fronteira entre o público e o privado ao dar conotação eleitoreira ao tema do aborto. Quando retirou o procedimento da categoria de saúde pública ou de foro íntimo, o casal abriu um flanco na própria privacidade. Serra vinha condenando de forma sistemática a descriminalização ao aborto. Mônica, por sua vez, havia sido ainda mais incisiva, intrometendo-se no assunto durante uma carreata com o marido em Duque de Caxias (RJ): “Ela (Dilma) é a favor de matar as criancinhas”, disse a um ambulante que apoiava a candidata do PT. Não demorou para que o relato de um aborto feito por Mônica quando Serra vivia exilado no Chile virasse assunto público. O caso foi trazido à tona pela bailarina e coreógrafa Sheila Canevacci Ribeiro, 38 anos, ex-aluna de Mônica no curso de dança da Universidade de Campinas.

Ao lado do marido, o antropólogo italiano Massimo Canevacci, Sheila assistia em sua casa a um debate entre os presidenciáveis quando Dilma Rousseff questionou Serra sobre ataques feito por Mônica. Surpreendida, Sheila se lembrou em detalhes de uma aula de psicologia ministrada em 1992 por Mônica para a sua turma na Unicamp. Ao discorrer sobre como os traumas da vida alteram os movimentos do corpo e se refletem no cotidiano, Mônica contara ao pequeno grupo de alunas do curso de dança que ficara marcada por um aborto que precisou fazer na época da ditadura, devido às condições políticas adversas em que vivia. “Fiquei assustada com o duplo discurso de minha professora”, afirma Sheila, que na manhã seguinte colocou uma reflexão sobre o assunto em sua página na rede social Facebook.

A coreógrafa acreditava estar compartilhando a experiência com um grupo de amigos, mas o texto se espalhou, ganhou as páginas dos jornais e até uma nota oficial da campanha de Serra negando o aborto. Já Mônica e Serra não fizeram qualquer desmentido sobre o caso. Na sequência, Sheila recebeu milhares de apoios, mas também críticas, incluindo a de ter traído sua antiga professora. “Foi ela quem traiu minha confiança como aluna e mulher”, diz a coreógrafa. “Ela não é a mulher do padeiro, do dentista. Ela é a mulher de um candidato a presidente da República. O que ela fala e faz conta”.

As atitudes das personalidades públicas contam tanto que chegam a provocar temor. Colega de classe de Sheila, a professora de dança C.N.X., 36 anos, também se lembra do depoimento de Mônica na universidade, mas pede para não ser identificada. Recém-aprovada em concurso de uma instituição federal, ela acredita que, se eleito presidente, Serra pode prejudicar sua carreira. Quanto à aula de 1992, C.N.X. conta que o grupo de alunas não chegava a dez e estava sentado em círculo quando Mônica comentou que um dos fatores que tinham alterado sua “corporalidade” foi a vivência na ditadura e a necessidade de fazer o aborto. “Ela queria ter o filho, não queria ter tirado”, diz a professora de dança. “E eu fiquei muito chocada com o depoimento, pois na época era muito bobinha”, completa C.N.X., que passara no vestibular com apenas 16 anos e pela primeira vez vivia longe da família.

Na opinião da professora de dança, nada impede que, de 1992 para cá, Mônica tenha mudado de ideia: “Mas ela não pode ser hipócrita. Sabe que o aborto é uma experiência traumática”. Trata-se também de um tabu no País, embora 5,3 milhões de brasileiras entre 18 e 39 anos tenham feito pelo menos um aborto, de acordo com o Ministério da Saúde. Mais da metade das brasileiras que se submete ao procedimento acaba internada devido a complicações da intervenção. Como se não bastasse, pode ser condenada a pena de um a três anos de detenção, como prevê o Código Penal de 1940, exceto para os casos de estupro ou de risco de morte da mãe. A mudança dessa lei — ISTOÉ defende a descriminalização do aborto — pode ser o primeiro passo para acabar com a hipocrisia e transformar a interrupção da gravidez em uma questão de saúde pública e de foro íntimo.

PS do Viomundo: Ouça abaixo trecho do áudio da entrevista de Sheila Ribeiro a Conceição Lemes, cuja íntegra em texto está aqui.

Ouça o áudio no Viomundo

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Os crimes eleitorais de Serra e dos religiosos

Panfletos criminosos, igrejas usadas como comitê, robôs telefônicos. Agora é a vez da mídia.

A campanha de Serra e alguns religiosos permanecem cometendo crimes eleitorais e tendem ampliar suas ações. Serra até agora não foi punido mesmo após a apreensão dos panfletos criminosos na gráfica de tucanos. Nada aconteceu com os padres, que além da prática de crime eleitoral, desobedecem a hierarquia católica, desrespeitando as orientações da CNBB de não orientar o voto. Como denuncia o blog Os Amigos do Presidente Lula,Mesmo com o pedido de busca e apreensão dos panfletos impressos na Editora Gráfica Pana contra a candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT), as igrejas da diocese de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, estão apinhadas de materiais gráficos que fazem referência negativa à petista. A cidade de Guarulhos é a região episcopal presidida pelo bispo católico Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, que teria encomendado os 2 milhões de panfletos apreendidos no último domingo pela Polícia Federal na gráfica do bairro do Cambuci, em São Paulo.” As fotos de mais material feito por criminosos de batina flagradas pelo blog mantém a indagação: de onde vem o dinheiro para a impressão?

No centro da cidade de São Paulo, a Igreja de Santo Antônio, na Praça do Patriarca, também virou comitê eleitoral de José Serra como fotografado e exposto no Luis Nassif Online:

Diante da impunidade e do desespero, a quadrilha eleitoral armou mais um golpe contra o regime democrático. Não bastasse a central de boatos por e-mail, a campanha de Serra lançou o robô telefônico, que liga para a casa dos outros, sem se identificar, para espalhar mais boatos sobre Dilma. Leia no Viomundo a reportagem de Conceição Lemes e a entrevista com o advogado especialista em Direito Eleitoral para entender porque a campanha para beneficiar Serra comete dois crimes.
Com tudo isso, as mentira e os exageros grosseiros de Serra, têm produzido efeito contrário. No vale-tudo que se dará agora, com duas pesquisas na semana (Vox e Ibope) distanciando Serra de seu objetivo maior, a mídia golpista, amiga de Serra, já ampliou a campanha de desinformação, desfigurando as conclusões da PF e explorando a armação de um Serra, sempre vítima, um coitado, sempre atacado por petistas.
Essa eleição já entrou para a história. Depois dela, o Brasil não será mais o mesmo. Como a criança que perde a inocência no fim da puberdade. Aconteça o que acontecer, o país só terá futuro para os desejos da maioria da população, se assumirmos o compromisso de politizar os trabalhadores. 

Depois do assunto sobre Monica Serra ter feito aborto, ela desiste de ir em encontro do PSDB mulher

Os Amigos do Presidente Lula:
quarta-feira, 20 de outubro de 2010

A esposa de José Serra, Mônica, desmarcou encontro em Porto Alegre (RS), no evento do PSDB Mulher, na terça-feira. A reunião do grupo seria um evento de campanha em apoio as propostas para a área da saúde do candidato.
Desde que ex-alunas disseram que Mônica Serra contou em sala de aula que fez um aborto, ela tem evitado a imprensa e compromissos públicos. (Da Band)

Os Amigos do Presidente Lula: Depois do assunto sobre Monica Serra ter feito aborto, ela desiste de ir em encontro do PSDB mulher

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Aborto da mulher do Serra só não é notícia no Brasil | Conversa Afiada

Publicado em 18/10/2010

Eles são contra o aborto no Brasil. No Chile pode

Saiu no blog Amigos do Presidente Lula (aquele que a Dra Cureau tentou calar):

segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Monica ficou famosa

A notícia da Folha, de que alunas de Monica Serra ouviram dela que havia feito aborto, ecoou por agências como Efe e Ansa, sob títulos como “Aborto, um bumerangue para Serra”.
Saiu no chileno “La Tercera” e nos argentinos “Clarín“, “La Nación” e “Página/12” -este em longa entrevista com uma das alunas.
O Blue Bus reproduziu “Veja” e “IstoÉ” e comentou que “a mídia brasileira foi reduzida a panfleto”, como “dá para ver pelas capas” Nelson de Sá.

Aborto da mulher do Serra só não é notícia no Brasil | Conversa Afiada

Altamiro Borges: Bispos e tucanos em flagrante delito

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Bispos e tucanos em flagrante delito

Reproduzo comentário de Luciano Martins Costa, publicado no Observatório da Imprensa:
Os jornais noticiam, na segunda-feira (18/10), que a Polícia Federal, a mando da Justiça Eleitoral, apreendeu cerca de 1 milhão de panfletos contra a candidata governista, Dilma Rousseff, numa gráfica que pertence à irmã do coordenador de infraestrutura da campanha de José Serra, Sérgio Kobayashi.
Os panfletos, de responsabilidade da Regional Sul da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, vinham sendo distribuídos por militantes do PSDB.
No domingo (17), dois ativistas da campanha de José Serra coordenavam a entrega do panfleto diante da capela da Pontifícia Universidade Católica, no bairro de Perdizes, em São Paulo, abordando os fiéis à saída da missa. Diziam que, se eleita, Dilma Rousseff vai estimular o aborto nas famílias de classe média para assegurar a maioria de pobres que, segundo afirmavam, são manipulados por políticas sociais. Citavam o caso do apartheid na África do Sul, enquanto uma militante reforçava o discurso dizendo em voz alta que Dilma Rousseff quer esterilizar as mulheres de classe média.
Fato real
A Polícia Federal revelou a conexão direta entre o núcleo da candidatura oposicionista e a campanha obscurantista patrocinada pelos bispos que sonham controlar a CNBB. Trata-se de ato de delinquência, tipificado como crime eleitoral.
Diante do flagrante delito, escorrem desmentidos de todos os tipos, e cabe à imprensa manter o assunto em evidência e investigar o caso.
A dona da gráfica, segundo a Folha de S.Paulo, é filiada ao PSDB desde 1991. Resta apurar quem pagava a impressão, se os bispos empenhados em cobrir a campanha eleitoral com seu discurso medieval ou se o dinheiro vinha do caixa da campanha de José Serra.
Mesmo que lhe interesse visceralmente virar a tendência do eleitorado e que tenha demonstrado, até aqui, uma bizarra flexibilidade quanto às boas práticas jornalísticas, é de se esperar que a imprensa tradicional ainda conheça alguns limites de decência.
O flagrante na gráfica que pertence a destacados militantes do PSDB é um fato real, não uma denúncia a ser investigada. Trata-se do evento mais escandaloso da atual campanha. Vamos ver quanto tempo permanece no noticiário.
Guerra de panfletos
Os leitores atentos devem ter observado que a capa da revista IstoÉ desta semana é uma referência à capa da revista Veja da semana anterior.
Na semana passada, Veja retratou a ex-ministra Dilma Rousseff em duas posições opostas, tentando representar uma suposta contradição da candidata diante da questão do aborto. Nesta semana, IstoÉ faz o mesmo com José Serra, mostrando-o também em duas imagens invertidas. Numa delas, com a frase segundo a qual o ex-governador nega conhecer o engenheiro Paulo Vieira de Souza, apelidado de Paulo Preto. Na outra, Serra reconhece o personagem e o elogia.
Paulo Vieira de Souza, obscuro avatar de obras públicas e campanhas eleitorais retirado das sombras pela IstoÉ, tornou-se desde a semana passada um dos eixos em torno dos quais a campanha eleitoral patina sem chegar aos temas que realmente importam para a escolha de um candidato à Presidência da República.
O outro tema, que envolve a intervenção do Estado em relação ao livre arbítrio das mulheres diante da questão do aborto, segue sendo alimentado por iniciativa do bispo de Guarulhos, com apoio oficial da coordenação de infraestrutura da campanha do PSDB, segundo apurou a Polícia Federal.
No que se refere à imprensa, convém esclarecer em que ponto da campanha os editores perderam as referências do bom jornalismo e aceitaram se transformar em meros coadjuvantes dos marqueteiros de candidatos.
Que os jornais chamados de circulação nacional estão há meses empenhados em fornecer munição para uma das candidaturas, não pode restar dúvida. O que está ainda por ser provado é até que ponto irão arriscar suas reputações para fazer valer suas preferências políticas.
O empenho da chamada grande imprensa em tentar impor um candidato à opinião pública ainda está por receber uma análise apropriada dos pesquisadores em comunicação, em torno de uma questão central: o que tanto temem os donos das empresas de mídia dominantes, em caso de vitória da ex-ministra Dilma Rousseff?
Os estudiosos estão dispensados de perscrutar as razões da revista Veja, que há muito deixou de produzir jornalismo para se transformar em panfleto.

Com estrago feito, CNBB agora se afasta de panfletos

Viomundo - O que você não vê na mídia
Por Luiz Carlos Azenha

18 de outubro de 2010 às 2:29

CNBB reconhece erro ao posicionar-se contra Dilma
17 de outubro de 2010 | 19h 25

TATIANA FÁVARO – Agência Estado

O Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), grupo representante das dioceses do Estado de São Paulo, reconheceu hoje ter errado em posicionar-se politicamente contra o PT e a candidata Dilma Rousseff em nota intitulada “Apelo a todos os brasileiros e brasileiras”, feita pela Comissão em Defesa da Vida e endossada pela direção da seção paulista da CNBB.

“O erro foi a apresentação de sigla partidária. Esse erro realmente foi colocado, isso não poderia ter acontecido. Você pode fazer uma nota, mas a partir do momento que você cita nome, cita partido, realmente você fere as pessoas. Com humildade, as pessoas reconheceram e vamos adiante, é preciso olhar para a frente”, afirmou o bispo de Limeira, d. Vilson Dias de Oliveira, responsável pela Pastoral da Comunicação do Regional Sul 1.

Após a ressonância do conteúdo da nota propagada à revelia dos bispos pela internet, pelas paróquias, comunidades, igrejas e as ruas, não somente do Estado de São Paulo, os bispos católicos do Regional Sul 1 da CNBB divulgaram hoje nota oficial para esclarecer que “não indicam nem vetam candidatos ou partidos e que respeitam a decisão livre e autônoma de cada eleitor”. “Agora não podemos tapar o sol com a peneira a essa altura dos fatos. O documento (“Apelo aos a todos os brasileiros e brasileiras”) existiu, foi revisto, tirado do ar (internet) e, com essa nota, eliminado”, afirmou d. Vilson.

A pedido do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Polícia Federal (PF) apreendeu hoje ao menos 1 milhão de panfletos com o conteúdo produzido pela Comissão em Defesa da Vida, em uma gráfica no bairro Cambuci, em São Paulo. O material, com a logomarca da CNBB e as assinaturas do presidente, vice-presidente e secretário-geral do Regional Sul 1, recomenda aos eleitores votos somente a candidatos ou candidatas de partidos contrários à descriminalização do aborto.

Embora não citem o nome de Dilma, os panfletos apontam o PT como apoiador do terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela então ministra da Casa Civil, no qual se reafirmou a descriminalização do aborto. O material teria sido encomendado pela Diocese de Guarulhos. O bispo de Guarulhos, d. Luiz Gonzaga Bergonzini, não foi encontrado para falar sobre o assunto.

Nota

A nota divulgada hoje pela Regional Sul 1 diz que o grupo “desaprova a instrumentalização de suas declarações e notas e enfatiza que não patrocina a impressão e a difusão de folhetos a favor ou contra candidatos”. O documento foi produzido e assinado por cerca de 50 bispos em uma reunião privada realizada na noite de ontem, em Indaiatuba (SP). Os bispos estavam na Vila Kostka, casa de retiros na qual ocorreu uma assembleia com lideranças diocesanas paulistas.

D. Vilson informou que não cabe à CNBB apurar se a ordem para a impressão dos panfletos anti-Dilma teria partido mesmo da diocese de Guarulhos. “Pode haver punição, mas aí é da nunciatura com o bispo”, afirmou d. Vilson. A nunciatura apostólica funciona como a embaixada da Santa Sé no País. O núncio apostólico (representante do Vaticano) no Brasil é d. Lorenzo Baldisseri. “Se a polícia apreendeu e se vai ser descoberto se foi ele (o bispo de Guarulhos), ou foi um serrista ou sei lá eu quem foi que fez, quem está patrocinando, isso é a investigação que vai dizer. A CNBB faz questão de dizer que ela está fora disso”, disse.

Com estrago feito, CNBB agora se afasta de panfletos | Viomundo - O que você não vê na mídia

sábado, 16 de outubro de 2010

CNBB enquadrando bispos políticos

Brasilianas.Org
Enviado por luisnassif, sab, 16/10/2010 - 22:00

Por Galves

A CNBB nacional não deve estar gostando nem um pouco dessa "vanguarda do atraso" da Regional Sul 1, e virá um enquadramento em breve.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/815595-secao-paulista-da-cnbb-estuda-limitar-manifestacoes-eleitorais-de-bispos.shtml

Seção paulista da CNBB estuda limitar manifestações eleitorais de bispos

MAURÍCIO SIMIONATO
ENVIADO ESPECIAL A INDAIATUBA (SP)

A seção paulista da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) estuda impedir que bispos citem nomes de partidos ou de políticos em manifestações públicas --como cartas ou declarações-- para evitar o uso político da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) em campanhas eleitorais.

Na noite deste sábado (16) vai haver uma reunião no mosteiro de Itaici, em Indaiatuba (SP), para discutir o "afinamento" dos diferentes posicionamentos de bispos sobre a eleição.

partido passa, as pessoas passam e o povão fica. Mais importante que levantar bandeira de partidos é levantar critérios de escolha", disse o bispo diocesano de Limeira (SP), dom Vilson Dias de Oliveira, nomeado um dos porta-vozes do encontro da Regional Sul 1 da CNBB, que começou ontem e termina amanhã.

"A igreja não defende partidos e não pode apontar candidatos. A igreja deve deixar a liberdade de escolha para cada eleitor", disse o bispo, que também preside a Comissão de Comunicação da Regional Sul 1.

No dia 26 de agosto deste ano, um texto chamado "Apelo a todos os brasileiros e brasileiras", assinado pelos bispos que comandam a Regional Sul 1 da CNBB, atribuiu posições pró-aborto do PT ao governo federal, ao presidente Lula e à presidenciável petista Dilma Rousseff.

O texto recomendava aos eleitores que, "nas próximas eleições, deem seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários à descriminalização do aborto".

A Regional Sul 1 --que reúne apenas bispos paulistas-- é presidida pelo bispo de Santo André (SP), dom Nelson Westrupp.

Nas vésperas do primeiro turno das eleições, o texto virou um panfleto e foi distribuídos em missas em Belo Horizonte (MG) e em Aparecida (SP) por cabos eleitorais.

Em seguida, o bispo de Jales (SP), dom Luiz Demétrio Valentini, criticou o teor da carta assinada pelo comando da Regional Sul 1 e expôs uma divergência entre os bispos sobre as eleições.

"O que aconteceu em Aparecida e em Belo Horizonte com distribuição de panfletos não pode mais ocorrer. Esse material não poderia ser distribuídos assim porque não é um posicionamento da CNBB nacional. Além disso, havia um símbolo da CNBB. Não se pode usar nome de um entidade para ajudar este ou aquele candidato", disse o bispo de Limeira.

Para dom Vilson, o posicionamento de bispos tem um "peso" importante nas eleições. "Por isso é que é um risco você citar nomes em qualquer nota", disse.

CNBB enquadrando bispos políticos | Brasilianas.Org

A panfletagem de batina

Viomundo - O que você não vê na mídia
16 de outubro de 2010 às 21:37

A pergunta que não cala: será que o Vaticano sabe o que está sendo feito por parte da hierarquia da igreja católica no Brasil?

A panfletagem de batina | Viomundo - O que você não vê na mídia

Hipocrisia na campanha eleitoral: “Ela é a favor de matar criancinhas”

Viomundo - O que você não vê na mídia
16 de outubro de 2010 às 20:05

por Conceição Lemes

No dia 14 de setembro, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, Monica Serra, acompanhada de Índio da Costa (DEM),  vice de José Serra (PSDB), deu a senha da campanha sórdida, em pleno andamento, contra Dilma Rousseff (PT). A repórter Gabriela Moreira, da Agência Estado, testemunhou.  O Estadão publicou:

A um eleitor evangélico, que citava Jesus Cristo como o “único homem que prestou no mundo” e que declarou voto em Dilma, a professora [Monica Serra] afirmou que a petista é a favor do aborto. “Ela é a favor de matar as criancinhas”, disse a mulher de Serra ao vendedor ambulante Edgar da Silva, de 73 anos.

Domingo passado, no debate realizado pela Band entre os dois presidenciáveis, Dilma jogou o esqueleto em cima da mesa. Cobrou de Serra as acusações de Monica a ela.

Serra não respondeu. Indignada, na segunda-feira às 10h24, Sheila Ribeiro postou em sua página na rede social Facebook uma reflexão com o título Respeitemos a dor de Monica Serra.

Meu nome é Sheila Ribeiro e trabalho como artista no Brasil. Sou bailarina e ex-estudante da Unicamp onde fui aluna de Monica Serra.

Com todo respeito que devo a essa minha professora, gostaria de revelar publicamente que muitas de nossas aulas foram regadas a discussões sobre o aborto, sobre o seu aborto traumático. Monica Serra fez um aborto. Na época da ditadura, grávida de quatro meses, Monica Serra decidiu abortar, pois que seu marido estava exilado e todos vivíamos uma situação instável. Aqui está a prova de que o aborto é uma situação terrível, triste, para a mulher e para o casal, e por isso não deve ser crime, pois tantas são as situações complexas que levam uma mulher a passar por essa situação difícil. Ninguém gosta de fazer um aborto, assim como o casal Serra imagino não ter gostado. A educação sobre a contracepção deve ser máxima para que evitemos essa dor para a mulher e para o Estado.

O episódio aconteceu em 1992, 18 anos atrás. Sheila tinha 18 anos, fazia curso de Dança no Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Monica Serra era então professora de Psicologia do Desenvolvimento Aplicada à Dança.

A revelação caiu como bomba na rede. A NovaE considerou boato de má fé, desqualificou-a (a matéria já foi tirada do ar).

O jornalista Gilberto de Souza, do Jornal Correio do Brasil, resolveu investigar.  Conversou com a própria Sheila. Publicou a matéria aqui. Depois, ouviu mais três ex-alunas de Monica , que confirmaram o relato.

Neste sábado, a jornalista Mônica Bergamo, em sua coluna na Folha de S. Paulo, dá a notícia: Monica Serra contou ter feito aborto, diz ex-aluna. A assessoria de Monica Serra não respondeu à consulta da Folha. O mesmo fez a de Serra com o Correio do Brasil.

“DISCUSSÃO DE GENERO SEMPREESTEVE PRESENTE NA MINHA VIDA”

Seu nome completo é Sheila Canevacci (sobrenome do marido, o antropólogo Massimo Canevacci) Ribeiro. Profissionalmente, Sheila Ribeiro. Tem 37 anos. Morou 11 anos em Montreal, Canadá. Foi para lá depois de se formar na Unicamp. É coreógrafa e doutoranda em Comunicação e Semiótica pela PUC de São Paulo.

Nos meios da dança, Sheila é conhecida e reconhecida, no Brasil e no exterior. Quem priva do seu convívio pessoal ou profissional, não se espantou com a atitude dela.

Márcio Seligmann-Silva, professor livre-docente de Teoria Literária da Unicamp, com pos-doutorado pelo Zentrum Für Literaturforschung Berlim, Alemanha, e pela Yale University,nos EUA, afirma:

“A indignação de Sheila com o debate biopolítico que pontua nosso cenário político atual é plenamente compreensível, mas sua coragem talvez tenha a ver com esta experiência de vida em um país democrático [Canadá], onde as pessoas podem se manifestar sem medo”.

Helena Katz, professora no Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica e no Curso Comunicação das Artes do Corpo, na PUC-SP, comenta:

“Sheila Ribeiro está em cada um dos gestos que cria. O seu trabalho nos ajuda a identificar os danos que o discurso publicitário vem produzindo na sociedade e que não está somente na publicidade propriamente dita, mas que hoje pauta o modo como nos relacionamos e se materializa no nosso comportamento, na cidade, nos meios de comunicação. A potência da sua poética sempre crítica insufla, em cada um dos que entram em contato com as suas produções, a esperança de que um mundo melhor é possível”.

O coreógrafo Wagner Schwartz, do Rio de Janeiro, observa:

Sheila Ribeiro é mulher, cidadã, coreógrafa. Antes ter um cunho corajoso, o seu relato tem uma potência vital, porque não está relacionado ao tema da dualidade morte-e-vida, muito menos às questões partidárias. Como sempre, seja em suas práticas artísticas ou entre amigos, Sheila reafirma a necessidade de se pensar o lugar das classes menos favorecidas, independente da grande escala de forças contrárias às suas ações, porque sua finalidade é, sempre, investigar a causa, sua dor e a sua liberdade.

A artista e produtora Cândida Monte, de Curitiba (PR), enfatiza:

“Sheila Ribeiro é uma mulher que escolhe atuar, pessoal e profissionalmente, com sinceridade e transparência. Age sempre de forma observadora, pensadora e questionadora. Tem um enorme interesse em discutir e refletir. Seu pensamento artístico emerge disso. Volta sua atenção à cultura para além das considerações sobre a estética, pensando o indivíduo através da arte”.

Sheila é filha de Majô Ribeiro, militante feminista que foi aluna de mestrado de Eva Blay e pesquisadora do Núcleo de Estudos da Mulher e Relações Sociais de Gênero da USP. Foi candidata derrotada a vereadora e a vice-prefeita em Osasco pelo PSDB.

A mãe, segundo Sheila, pouco se pronunciou sobre o episódio: “Só disse que achou bom que eu fiz isso pela questão da descriminalização do aborto”.

“Discussão de gênero sempre faz parte da minha vida, daí a minha indignação”, disse-me numa primeira conversa, que tivemos na quarta-feira. “No primeiro turno, votei no Plínio [de Arruda Sampaio, do Psol]. No segundo, voto na Dilma.”

“EU NÃO ADMITO QUE A PRÓPRIA VÍTIMA SE ASSEMELHE AO SEU OPRESSOR”

Na segunda conversa, Sheila, que já havia se mostrado assertiva no primeiro contato, foi bastante firme. Divertida, atenta,interessada, não titubeou um instante:

“As pessoas acharam que eu era falsa [personagem fake, inventado], muitos me agrediram, muitos insinuaram que eu tinha ganhado dinheiro. Eu fico muito triste e brava com essas coisas”.

” O que eu posso garantir  é que Monica nos contou que fez aborto. Havia muitas outras pessoas que sabem que não é mentira o que eu disse”.

“Quando eu vi o Serra se esquivando no debate, tive um troço, fiquei indignada e fiz uma reflexão sobre o que é ser uma pessoa na privacidade e o que é ser uma pessoa pública”.

“A minha primeira preocupação foi exercer a minha cidadania. Acharam que eu fiz isso  porque eu  vivi praticamente a minha vida inteira de adulta no Canadá, onde as pessoas falam abertamente sobre esses assuntos e outros assuntos complexos de se abordar. O que me interessa é a saúde pública”.

“Algumas pessoas me dizem que tive coragem, outras ficaram assustadas de eu falar diretamente. Pensei: sou anormal? Acho que o meu jeito é por causa do Canadá. Depois que eu me formei na Unicamp, morei 11 anos lá. A minha vida adulta e profissional, eu desenvolvi lá. Tenho dupla nacionalidade”

“No Canadá, o aborto é legalizado. Eu te contei das clínicas de ginecologia lá [os serviços de saúde são públicos] ? Você telefona, funciona assim. Bem-vinda à clínica da mulher. Para urgências, disque zero. Para consultas, disque 1. Para abortos, disque 2. Para exames, disque 3”.

“Um amigo  disse: ‘E se a Monica e o Serra se converteram?’ Eu respondi. Vamos supor que a Monica e Serra se converteram  à religião e se arrependeram do aborto que fizeram. Só que quando uma pessoa se arrepende perante Deus – o aborto é crime perante Deus –, eles fazem  os seus Pai-Nossos, depois vão ser absolvidos e vão para o céu ou para o inferno. Quer dizer: é uma discussão religiosa”.

“ Se a pessoa é religiosa, ninguém a obriga a fazer o aborto. Muito bem. A pessoa pode ser religiosa, dizer eu sou contra o aborto em todos os níveis,  eu nunca vou fazer o aborto, porque é um crime perante Deus. Ok. Só que você pode não misturar essa coisa crime perante Deus, porque no Estado laico não tem Deus. O Estado laico é um Estado”.

“ Quem é religioso, não é obrigado a fazer. Ponto. No  Canadá, é visto como um problema de saúde pública”.

“As pessoas ficam me perguntando: você é a favor do aborto a partir de mês? Quem sou eu para dizer quando, em que mês, como não deve? Tem vários países em que o aborto é legalizado, o Brasil tem que aprender com eles. Ponto”.

“O que me chocou mais, mais, mais, é que o aborto é uma questão de todos. Até uma pessoa militante contra a descriminalização do aborto já fez aborto. Além da Monica, eu cito a Benedita da Silva (PT), que é contra a descriminação do aborto e também fez aborto”.

“Significa o quê? Olha a lógica da matemática. Se eu sou contra a descriminalização, acho o aborto um crime e faço o meu clandestino, eu deixo criar uma coisa perversa em mim  que é o contrário absoluto da cidadania. Morrer não é só porque tomou Cytotet, colocou agulha de crochê. Morrer é também não poder exercer a sua cidadania. Daí a importância da descriminalização”.

“Não significa que você precisa ficar contando para todo mundo que fez aborto… colocar no jornal que fez aborto. Mas, se você precisar fazer, você sabe que não é uma criminosa. Você sabe que não está morrendo por dentro por ter cometido um crime”.

“Agora se você é uma religiosa e faz aborto, está cometendo um crime religioso. É um problema seu cultural, social, religioso. Isso é um problema da pessoa” .

“O que mais deixou indignada, portanto, é que até as militantes contra o aborto fazem aborto”.

“Outra coisa que me chocou foi que a Mônica Serra no debate virou uma carta do jogo, assim como o pré-sal, a Petrobras, a banda larga, privatização Então, diante de qualquer carta do jogo, o Serra não enfrentava, não dialogava…”.

“Para mim, todas eram cartas do jogo das quais ele ficava se esquivando. Mas eu fiquei  mais sensível com a Monica Serra, porque eu a conheço. Na minha cabeça, misturou a relação da pessoa civil, que relatou ter feito aborto, e da pessoa simbólica, que estava ali fazendo campanha contra a descriminalização”.

“É como se eu estivesse no sofá e ouvisse alguém na televisão dizer que o Nelson Mandela é racista. Eu diria: como assim? O Nelson Mandela é negro, foi preso, lutou contra o apartheid… Tem alguma coisa errada. Aí eu escreveria um artigo: O que está acontecendo com o Nelson Mandela como pessoa pública. Ele mesmo é racista? Não é racista?

“A Monica Serra que existiu na minha realidade enquanto aluna é a Monica da  família Allende, que fez aborto. A outra Monica Serra, que eu vi no debate, é uma citação do nome de uma pessoa, que era uma carta do jogo, uma Monica Serra simbólica, que virou uma carta do jogo. Só.”

“É uma tremenda contradição. Eu sou uma pessoa brasileira, como outras, que não tem medo de falar. Uma pessoa que foi lapidada em praça pública porque cometeu adultério não vai lutar para que isso exista. Afinal, ela foi vítima disso, concorda?”.

“Assim como eu disse no Facebook que nós devemos respeitar a Mônica Serra – evidentemente a figurativa, a metafórica –,  está errado as pessoas gente se calarem.  Eu como cidadã, mais ainda como ser humano, não admito que a professora que, traumatizada, falou para mim sobre a experiência do aborto que ela teve por causa da  didatura– é super importante citar o contexto –,  venha hoje não considerar a sua própria dor que ela me fez escutar”.

“Eu sou uma artista. Quando exibo alguma obra,  a pessoa está perdendo o tempo dela para ver a minha proposta comunicacional. A Monica Serra usou a aula de psicologia do movimento para falar disso. Acho  lindo. Não acho que é problema. A Universidade é para isso mesmo. É para falar de aborto, de questões complexas ligadas ao ser humano. Aquela humanidade que ela dividiu com a gente,  inclusive me ensinou a levantar e a escrever sobre isso no dia seguinte ao debate. Foi o fato que falou por si só “.

“Eu não gosto de que qualquer mulher tenha de  fazer  aborto por causa de uma ditadura. Então, eu não admito que essa própria vítima se assemelhe ao opressor”.

“Sei que tem várias pessoas me condenando. Escreveram em um post:  “Ai, com uma amiga dessas…” Para começar, eu não sou amiga da Monica Serra. Eu fui aluna dela. Eu gosto dela. Mas por mais que eu goste do meu marido, da minha mãe, dos meus irmãos, do meu vizinho, quando uma pessoa faz uma coisa que é eticamente  contra os meus valores humanistas, eu vou me colocar contrária. Eu vou dizer. Tal pessoa, eu gosto muito de você, mas não concordo politicamente com o seu posicionamento. Só isso. Então para mim a última coisa que interessa nessa  coisa, nessa história é a Monica Serra. É a última”.

*****

Da assessoria de José Serra

Diante de matéria publicada hoje, a campanha de Jose Serra esclarece: Monica Serra nunca fez um aborto.

Essa acusação falsa, que já circulava antes na internet, repete o padrão Miriam Cordeiro de que o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva foi vítima na eleição de 1989. E dá continuidade ao jogo sujo que tem caracterizado a presente campanha desde que um núcleo do PT, montado para fazer dossiês contra o candidato tucano à Presidência, foi descoberto em Brasília. Primeiro eles atacaram a filha de José Serra. Depois atacaram o seu genro. Agora eles agridem a sua mulher, Monica, que tem a irrestrita solidariedade, amor e respeito de seu marido, de seus filhos, netos e de milhões de brasileiros.

Hipocrisia na campanha eleitoral: “Ela é a favor de matar criancinhas” | Viomundo - O que você não vê na mídia

Religiosos divulgam no Rio manifesto em apoio a Dilma

Blog da Dilma
outubro 15th, 2010 | Autor: Jussara Seixas

Documento, assinado por bispos da Igreja Católica e pastores evangélicos, critica gestões do PSDB

Agência Estado

Sete bispos, entre eles dom Thomas Balduíno, bispo emérito de Goiás Velho (GO) e presidente honorário da Comissão Pastoral da Terra (CPT), e d. Pedro Casaldáliga, bispo emérito de São Felix do Araguaia (MT), foi divulgado hoje um manifesto de “cristãos e cristãs evangélicos e católicos em favor da vida e da vida em abundância”, que contava no início da tarde com mais de 300 adesões de religiosos e fiéis. O texto será entregue a Dilma Rousseff (PT) na segunda-feira, no Rio, na mesma cerimônia em que a candidata à Presidência receberá apoio de intelectuais e artistas.

Os adeptos rechaçam que “se use da fé para condenar alguma candidatura” e dizem que fazem a declaração de voto “como cristãos, ligando nossa fé à vida concreta, a partir de uma análise social e política da realidade e não apenas por motivos religiosos ou doutrinais”.

No manifesto, eles deixam claro que “para o projeto de um Brasil justo e igualitário, a eleição de Dilma para presidente da República representará um passo maior do que a eventualidade de uma vitória do Serra (José Serra, presidenciável pelo PSDB)”.

O documento recebeu o apoio dos bispos Demétrio Valentini (Jales, SP); Luiz Eccel (Caçador, SC); Antônio Possamai, bispo emérito de Rondônia; Xavier Gilles e Sebastião Lima Duarte, bispo emérito e bispo diocesano de Viana (MA). Também apoiam Dilma dezenas de padres e religiosos católicos como Frei Betto, pastores evangélicos, o monge da Comunidade Zen Budista (SP) Joshin, o teólogo Leonardo Boff, o antropólogo Otávio Velho e a professora da Universidade de São Paulo (USP) Maria Victoria Benevides.

Pedofilia

O manifesto faz referência velada a casos de pedofilia nas igrejas para afastar a exigência de candidatos comprometidos com religiões. Os signatários do manifesto ressaltam: “Sabemos de pessoas que se dizem religiosas e que cometem atrocidades contra crianças e, por isso, ter um candidato religioso não é necessariamente parâmetro para se ter um governante justo. Não nos interessa se tal candidato(a) é religioso ou não.”

O documento tenta atrair eleitores de Marina Silva, do PV, lembrando que um país com sustentabilidade e desenvolvimento humano, como propôs a candidata à Presidência derrotada, “só pode ser construído resgatando já a enorme dívida social com o seu povo mais empobrecido”. Para eles, Dilma representa este projeto “iniciado nos oito anos de mandato do presidente Lula”.

Religiosos divulgam no Rio manifesto em apoio a Dilma

Padre da Canção Nova ajuda ficha suja no DF, mas TSE proíbe

O vídeo do Padre José Augusto da Comunidade Canção Nova estava sendo usado na campanha de Weslian Roriz, esposa que substitui a candidatura de Joaquim Roriz no Distrito Federal depois do marido ser impedido de concorrer pela lei da ficha limpa. O vídeo divulgado no Youtube e distribuído por mais uma central de e-mails sujos que atuam nesta campanha, mostra o Padre pregando aos fiéis para não votarem no PT e na Dilma porque eles teriam um projeto de legalizar o aborto e vão permitir o casamento entre gays. O Padre, tão preocupado com manter bem informado seu rebanho, diz que O próprio Jesus o mandou adotar aquela atitude. O religioso somente esqueceu de alguns preceitos cristãos de justiça, ao não informar ao seu rebanho também, que Serra já normatizou o aborto em 1998 e apoiou a união estável entre homossexuais na parada gay de 2009, que o PSDB apresentou projeto de legalização do aborto e que FHC tinha esse compromisso no PNDH2. Já que não podemos contar com este senhor que se coloca como representante da justiça não terrena, ao menos o TSE, pela Ministra Nancy Andrigui suspendeu a veiculação deste vídeo na propaganda eleitoral da família Roriz, conforme informações do IG.

Servidores - Sindicatos, Políticas Públicas, Funcionalismo