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sábado, 30 de outubro de 2010

Olha os indecisos da Dilma!

do blog marinildadas cansadão
sábado, 30 de outubro de 2010

O AlibabáKamel precisou pedir à Dilma pra sair, hihihihihihihihi, tava atrapalhando os "indecisos" do Seu Zé!
Contaram (@alansilva1974) no twitter bastidores do debate: o Ali Kamel ficou desesperado, chamando ate Joao Santana para "apartar" Dilma dos "indecisos"! Aí alguém comentou: "O melhor do debate foi o Ali Kamel pedindo para a Dilma sair".
E o outro respondeu: Não, o melhor foi ele levar mulher e filha, linda, para tirar foto com Dilma!
Pode uma coisa dessas? O gajo nos violenta todo dia e no debate final bajula a Dilma! Pensei, a família deve ter pedido (tipo você não gosta de mim, mas sua filha gosta). Mas não, segundo o @alansilva1974, ele queria ter uma foto com a futura presidenta.
E mais: "Enquanto Dilma estava nos braços dos 'indecisos', Zerra ficou escanteado, até constrangido esperando para ir para a coletiva!"
Toma, Serra! Toma, Globo!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Manifesto pró Dilma cantado em samba

Partido Alto Bolinha de Papel - Sambistas com Dilma

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Cláudio Lembo e a tática do terror

Viomundo
25 de outubro de 2010 às 13:41

Segunda, 25 de outubro de 2010, 08h02

Violência virtual

Cláudio Lembo
De São Paulo

Em blog do Terra Magazine

Há um modismo na praça. Artificial. Utilizado, porém, por segmento específico do mercado eleitoral. Quando pessoas da classe média consolidada – a velha classe média – se encontram, um tema surge na conversa.

“Campanha violenta, não?” Estas pessoas não saem do interior de suas casas. Consomem, contudo, doses cavalares de emissões televisivas. Envolvem-se emocionalmente com acontecimentos isolados e de nenhuma significação.

São militantes verbais de um conflito que não existe. A atual campanha eleitoral desenvolve-se com normalidade surpreendente. Os candidatos se deslocam pelo imenso território nacional. São recebidos por seus correligionários, em número equivalente ao respectivo grau de simpatia.

Nas ruas, militantes ou contratados exibem bandeiras de seus partidos e candidatos, uns próximos dos outros, entre sorrisos e sadias provocações.

Nada que indique violência. Agressão ou desrespeito.

Na verdade, segmentos remanescentes dos velhos quadros conservadores – reacionários que levaram Vargas ao suicídio – utilizam-se da tática do terror verbal para anunciar anormalidades que não existem.

É louvável e salutar o comportamento dos eleitores, em todas as oportunidades. Portam-se com dignidade e recato cívico exemplares. Não usam insígnias ou quaisquer indicativos de opção partidária.

Reservam-se para registrar suas opções pessoas na urna eletrônica. Quem viveu outras épocas e outras situações, conheceu violência contra a militância política.

Nem sempre de natureza física, mas sempre presente a coação moral representada pelos órgãos de repressão de ditaduras. O temor das palavras proferidas e suas inevitáveis conseqüências: as perseguições de todas as espécies.

Agora, os candidatos expõem – se assim quiserem – o próprios pensamento ou de suas agremiações partidárias. Ninguém o repreende. Só o eleitorado poderá definir se recebeu bem a mensagem ou a rejeitou.

A onda de histeria, presente em diminutos setores, aponta para uma regressão ao passado, particularmente para os anos cinqüenta e sessenta, quando um ódio de minorias urbanas explodia contra políticos progressistas.

É ingênuo este posicionamento. A sociedade avançou e um eleitorado das dimensões do brasileiro se movimenta com rapidez e busca os candidatos correspondentes às suas necessidades e conquistas.

Sentir medo do novo é próprio do conservadorismo. Nada se mantém estático. Tudo evolui e a sociedade não é diferente. Avança e agrega sempre novos contingentes capazes de pensar e agir livremente.

Nesta campanha, em vários momentos, retornou-se ao passado. Os chamados setores “bem pensantes” foram em busca dos argumentos mais heterodoxos.

Nada abalou a tranqüilidade do eleitorado. A paz esteve presente em todos os movimentos eleitorais. Tudo correu com exemplar regularidade por toda a parte.

Onde, pois, o fundamento para infundados temores? A concepção de artifícios recorda outros tempos, quando cartas falsas derrubavam governos.

Na atualidade, as instituições funcionam com normalidade absoluta. Os encarregados de preservar a soberania agem com respeitabilidade exemplar.

Só alguns, portanto, portadores de velhos hábitos golpistas, agora em desuso pleno, mostram-se amedrontados. Encontrarem violência onde apenas existem episódios próprios de campanhas extensas no tempo.

Os candidatos estão esgotados e o eleitorado já massivamente decidido. Só resta aguardar o próximo domingo. Os agentes verbais de violências inexistentes devem – sem dureza – digitar o número de seu candidato.

O erro de escolha, sim, indicará uma violência contra os próximos quatro anos. O resto é ficção.

Cláudio Lembo é advogado e professor universitário. Foi vice-governador do Estado de São Paulo de 2003 a março de 2006, quando assumiu como governador.

domingo, 24 de outubro de 2010

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

As universidades públicas torcem por Dilma

Viomundo - O que você não vê na mídia
20 de outubro de 2010 às 12:13

A UFMG e o segundo turno

A universidade e o segundo turno das eleições

*Ronaldo Tadêu Pena, **Heloisa Murgel Starling, *** Marcos Borato Viana

do site da UFMG

Quanto mais bem informado um voto, melhor para o país. É com esse objetivo que nós, participantes da gestão da UFMG em anos recentes, nos dirigimos à comunidade da Universidade. O momento é de comparação de dois projetos para o Brasil. De um lado, Dilma Rousseff, representando a continuidade do projeto desenvolvido nos últimos anos, e de outro, José Serra, a oposição a esse projeto.

O sistema universitário público federal viveu anos difíceis no governo Fernando Henrique Cardoso. As dificuldades financeiras foram tais que, no segundo semestre de 2003, com o último orçamento da era FHC, a UFMG, pela primeira vez, viu-se obrigada a suspender o pagamento de suas contas de água e energia elétrica. Foi graças à compreensão do governador Aécio Neves que tais contas puderam ser saldadas em 2004, sem cortes no fornecimento.

A partir de 2004, em contraste, o Brasil passa a experimentar a maior expansão de seu sistema federal de educação superior. Universidades foram criadas em várias regiões do país. Muitas universidades já existentes implantaram campi fora das sedes. No caso da UFMG, optou-se pela expansão em Belo Horizonte e no campus de Montes Claros. Outro projeto de enorme alcance e significado para a população brasileira é a Universidade Aberta do Brasil (UAB). Instituições públicas de todo o país participam da UAB com projetos de cursos de graduação a distância, preponderantemente licenciaturas, formando pessoas em suas próprias cidades. A Universidade Aberta, ainda em franco crescimento, já conta hoje com polos presenciais em quase mil cidades do interior do Brasil. A participação da UFMG na UAB ocorre através de quatro cursos de licenciatura, um de bacharelado e quatro cursos de especialização. São 2.548 alunos de graduação e 1.005 alunos de especialização, espalhados em 24 polos presenciais no interior de Minas.

A partir de 2004, em contraste, o Brasil passa a experimentar
a maior expansão de seu sistema federal de educação superior. Universidades foram criadas em várias regiões do país. Muitas universidades já existentes implantaram campi fora das sedes

Cabe enfatizar que todos esses projetos de expansão do sistema federal contaram com a indução do Ministério da Educação, que aporta recursos orçamentários de custeio, investimento e pessoal para viabilizá-los. Mesmo numa estrutura que cresce em velocidade, estando, portanto, sujeita a naturais perturbações, todos os acordos com as universidades do sistema foram sempre cumpridos pelo governo do presidente Lula. Na realidade, muitos acordos foram até aditados pelo MEC, sempre em benefício das instituições participantes, a partir de solicitações dos respectivos reitores.

O ministro Fernando Haddad, inspirador e artífice das políticas do governo Lula para a educação, claramente recusa o conceito de Paulo Renato, ministro de FHC e secretário de Educação do Estado de São Paulo, e anunciado nas propagandas de José Serra, de que ao governo cabe preocupar-se apenas com o ensino básico e tecnológico, deixando o ensino universitário submetido às forças do mercado. O governo Lula estabeleceu, de fato, a educação, em todos os níveis, como prioridade absoluta.

Prioridade no setor público se mede pela destinação de recursos orçamentários. É aí, na questão orçamentária, que a comparação pode ser feita com a maior clareza. Enquanto no governo anterior era comum a presença de reitores em Brasília buscando recursos para cobrir despesas de custeio do dia a dia, no governo atual a preocupação dos gestores deslocou-se para a busca de investimentos e do financiamento da expansão do sistema. Trata-se de uma grande mudança no nível de priorização da educação superior em nosso país. Um bom exemplo é o orçamento da rubrica Outros Custeios e Capital (OCC) da UFMG, que cresceu 86% entre os anos de 2004 e 2010.

A partir de 2004, a UFMG realiza a maior expansão de sua história. Concluímos o Projeto Campus 2000 com a construção da Face e da Escola de Engenharia. Isto não seria possível sem aportes muito significativos do MEC para as duas obras. O Projeto Reuni, ora em execução na UFMG, viabiliza 2.100 novas vagas no Vestibular (aumento de 45%), cerca de 75% das quais em cursos noturnos, favorecendo jovens trabalhadores e utilizando a infraestrutura disponível. Estão sendo contratados cerca de 600 novos professores e 623 servidores técnicos e administrativos em educação, apenas com base na expansão do Reuni. Houve aporte de recursos para a construção de quatro novos prédios, além de reformas e ampliações em vários outros. O Reuni viabiliza ainda a expansão da pós-graduação, laboratórios e bibliotecas. Além disso, a Rádio UFMG Educativa, antigo sonho da comunidade, foi implantada com o apoio decidido do governo Lula; novo aporte, já assinado, permitirá o aumento da potência de transmissão, viabilizando sua sintonia em toda a Grande BH.

Finalmente, mencionamos o apoio à assistência estudantil. A ampliação de 2.100 vagas nos cursos presenciais de graduação, conjugada com medidas de inclusão de estudantes de famílias pobres, ficaria inviabilizada sem a implantação, pelo MEC, do Programa Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes). Ele destinou à UFMG R$6,6 milhões em 2008, R$9,4 milhões em 2009, R$11,5 milhões em 2010, e tem a previsão de R$15,4 milhões em 2011.

Por tudo isso, consideramos essencial evitar o retrocesso e garantir que a universidade pública continue a ser valorizada como política de Estado.

*Reitor da UFMG na gestão 2006-2010
**Vice-reitora da UFMG na gestão 2006-2010
***Vice-reitor da UFMG na gestão 2002-2006

A UFMG e o segundo turno | Viomundo - O que você não vê na mídia

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Cloaca News: SERRA NÃO PERDOA. MATA.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Cloaca News: SERRA NÃO PERDOA. MATA.

sábado, 16 de outubro de 2010

Professor da Universidade de Brasília: retroceder jamais

Um Brasil que combate a fome e a pobreza

No Dia Mundial da Alimentação, criado pela ONU, o programa da Dilma lembra o que era antes e o que é hoje o Brasil, reconhecido internacionalmente pelo combate à fome e à pobreza. Números importantes são destacados como os quase 6 milhões de brasileiros que ficaram mais pobres no período FHC, os 28 milhões que saíram da miséria com mais 36 milhões que foram para a classe média no governo Lula. 12 milhões de famílias foram atendidas pelo Bolsa Família e para os críticos que dizem que o governo só dá o peixe, Dilma mostra os depoimentos sobre Programa Próximo Passo que ensina profissões aos beneficiários do Bolsa Família.

Um vídeo vale a pena assistir:

Programa de Dilma denuncia o descaso de Serra com a Educação

O programa eleitoral desse dia do Professor fez o que fazemos nestes blogs há tempos. Mostrou ao Brasil a realidade que os paulistas já conhecem de longa data. O desmonte feito pelo PSDB e mais recentemente por Serra na Educação do Estado mais rico da nação tanto nos índices alcançados pelos alunos, quanto no péssimo salário pago aos professores. O programa lembrou também que quando eles foram pedir aumento foram recebidos a cacetetes e bombas. No contraponto estão os feitos do governo Lula com recordes em universidades públicas, escolas técnicas (com ensino médio – diferente do que Serra propõe) e o Prouni, chance nunca dada antes aos filhos de famílias mais pobres. Há uma tentativa na justiça de acabar com o PROUNI que já atendeu 700 mil jovens de classes baixas. A ação é do DEM, partido da coligação e do Vice de Serra.

Faltou lembrar que Serra e o PSDB são tão a favor da educação que a governadora do RS, Yeda Crusius (PSDB)entrou com Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4.167 contra a Lei 11.738/2008, que institui o piso nacional para professores da educação básica pública. E é claro, José Serra apoiou a iniciativa da correligionária.

Professores universitários apóiam Dilma e denunciam Serra

Viomundo - O que você não vê na mídia
15 de outubro de 2010 às 20:54

Professores universitários denunciam bonapartismo de Serra

Manifesto em Defesa da Educação Pública (clique aqui para saber como aderir)

Nós, professores universitários, consideramos um retrocesso as propostas e os métodos políticos da candidatura Serra. Seu histórico como governante preocupa todos que acreditam que os rumos do sistema educacional e a defesa de princípios democráticos são vitais ao futuro do país.

Sob seu governo, a Universidade de São Paulo foi invadida por policiais armados com metralhadoras, atirando bombas de gás lacrimogêneo. Em seu primeiro ato como governador, assinou decretos que revogavam a relativa autonomia financeira e administrativa das Universidades estaduais paulistas. Os salários dos professores da USP, Unicamp e Unesp vêm sendo sistematicamente achatados, mesmo com os recordes na arrecadação de impostos. Numa inversão da situação vigente nas últimas décadas, eles se encontram hoje em patamares menores que a remuneração dos docentes das Universidades federais.

Esse “choque de gestão” é ainda mais drástico no âmbito do ensino fundamental e médio, convergindo para uma política de sucateamento da Rede Pública. São Paulo foi o único Estado que não apresentou, desde 2007, crescimento no exame do Ideb, índice que avalia o aprendizado desses dois níveis educacionais.

Os salários da Rede Pública no Estado mais rico da federação são menores que os de Tocantins, Roraima, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Espírito Santo, Acre, entre outros. Somada aos contratos precários e às condições aviltantes de trabalho, a baixa remuneração tende a expelir desse sistema educacional os professores qualificados e a desestimular quem decide se manter na Rede Pública. Diante das reivindicações por melhores condições de trabalho, Serra costuma afirmar que não passam de manifestação de interesses corporativos e sindicais, de “tró-ló-ló” de grupos políticos que querem desestabilizá-lo. Assim, além de evitar a discussão acerca do conteúdo das reivindicações, desqualifica movimentos organizados da sociedade civil, quando não os recebe com cassetetes.

Serra escolheu como Secretário da Educação Paulo Renato, ministro nos oito anos do governo FHC. Neste período, nenhuma Escola Técnica Federal foi construída e as existentes arruinaram-se. As universidades públicas federais foram sucateadas ao ponto em que faltou dinheiro até mesmo para pagar as contas de luz, como foi o caso na UFRJ. A proibição de novas contratações gerou um déficit de 7.000 professores. Em contrapartida, sua gestão incentivou a proliferação sem critérios de universidades privadas. Já na Secretaria da Educação de São Paulo, Paulo Renato transferiu, via terceirização, para grandes empresas educacionais privadas a organização dos currículos escolares, o fornecimento de material didático e a formação continuada de professores. O Brasil não pode correr o risco de ter seu sistema educacional dirigido por interesses econômicos privados.

No comando do governo federal, o PSDB inaugurou o cargo de “engavetador geral da república”. Em São Paulo, nos últimos anos, barrou mais de setenta pedidos de CPIs, abafando casos notórios de corrupção que estão sendo julgados em tribunais internacionais. Sua campanha promove uma deseducação política ao imitar práticas da extrema direita norte-americana em que uma orquestração de boatos dissemina dogmas religiosos. A celebração bonapartista de sua pessoa, em detrimento das forças políticas, só encontra paralelo na campanha de 1989, de Fernando Collor.

Fábio Konder Comparato, USP
Carlos Nelson Coutinho, UFRJ
Heloisa Fernandes, USP
Theotonio dos Santos, UFF
Emilia Viotti da Costa, USP
José Arbex Jr., PUC-SP
Marilena Chaui, USP
João José Reis, UFBA
Joel Birman, UFRJ
Leda Paulani, USP
Dermeval Saviani, Unicamp

(…)
Mais de 1000 professores universitários e reitores já manifestaram seu apoio (veja aqui)

Professores universitários denunciam bonapartismo de Serra | Viomundo - O que você não vê na mídia

Bomba ! Bomba ! Veja a capa da Veja

Conversa Afiada
Paulo Henrique Amorim:

Publicado em 15/10/2010

O Conversa Afiada reproduz comentário do amigo navegante Teco.

Teco de Souza disse:
15 de outubro de 2010

PHA
a próxima capa da “coerente” revista Veja

http://twitpic.com/2×59sn

Ele diz qualquer coisa

Bomba ! Bomba ! Veja a capa da Veja | Conversa Afiada

União Brasileira de Estudantes Secundarista (UBES) apóia Dilma

Nota da União Brasileira de Estudantes Secundarista (UBES):
Contra a volta da direita privatista, a UBES quer Dilma presidente
A democracia brasileira, mais uma vez, se encontra numa encruzilhada histórica. Passados pouco mais de 20 anos do fim da ditadura militar, o povo brasileiro mais uma vez é chamado a decidir o destino de nossa Nação.
As eleições brasileiras em 2010 estão polarizadas entre um projeto privatista, que se manteve no poder por longos anos na década de 90, representando um grande retrocesso para a democracia. Tratava-se de um governo que criminalizou os movimentos sociais, sucateou a educação pública, abrindo espaço para o crescimento de universidades sem nenhum critério de qualidade, inclusive às universidades privadas, além de proibir a construção de novas escolas técnicas e vender o patrimônio nacional por meio de privatizações claramente fraudulentas, a exemplo da venda da Vale do Rio Doce.
É interessante ressaltar que essas políticas não se manifestaram apenas em âmbito federal, por onde passam os governos neoliberais e que deixam sua marca negativa. Em São Paulo, o então governador José Serra não negou suas convicções partidárias: a educação pública foi mais uma vez sucateada, tendo inclusive péssimos materiais didáticos (com erros de informações grotescos), aprovação automática, repressão a qualquer manifestação dos movimentos sociais, como no trato à grave dos professores liderada pela APEOESP que foi reprimida com violência pela polícia. Além de suas posições alinhadas ao imperialismo, como sua estreita relação com os EUA e suas políticas de subjugação da América Latina.
Do outro lado se coloca uma forma de governar inaugurada com o governo do presidente Lula, o primeiro operário a se eleger para esse cargo no Brasil. Foi aberto o diálogo com os movimentos sociais, que foram inúmeras vezes recebidos pelo Presidente, além das mais de sessenta Conferências Temáticas realizadas nos últimos oito anos, que representaram um importante passo na democratização das decisões governamentais. No âmbito educacional respiram-se novos ares. Mais de setecentas mil pessoas ingressaram no ensino superior através do PROUNI. O REUNI representou uma importante iniciativa na reestruturação e democratização das Universidades Federais. Foram criadas 214 novas escolas técnicas nos últimos oito anos, número superior à quantidade criada em toda a história do Brasil.
Para sanar o débito histórico com o com o povo brasileiro, esses números ainda são pequenos. Defendemos o investimento de 10% do PIB e 50% dos recursos do Fundo Social do pré-sal em educação, o fim do vestibular e o livre acesso à universidade, a democratização dos meios de comunicação, a auditoria na dívida pública, o passe livre, a meia-entrada, a redução da jornada de trabalho para 40h semanais, o limite da propriedade fundiária, a descriminalização do aborto e o fim das opressões.
Ainda assim, compreendemos que entre os projetos e candidatos do segundo turno, somente a candidatura de Dilma Rousseff reúne as condições para avançar ainda mais na construção de um país, justo, democrático e soberano, onde os movimentos sociais possam apresentar suas demandas e disputar os rumos desse novo Brasil que está nascendo. E é por isso que a histórica União Brasileira dos Estudantes Secundaristas mais uma vez colocará os caras-pintadas nas ruas para impedir a volta da direita ao poder.

Do Blog do Miro

União Nacional dos Estudantes (UNE) apóia Dilma

Nota da União Nacional dos Estudantes (UNE):
Derrotar o retrocesso neoliberal: Dilma Presidente
A União Nacional dos Estudantes tem historicamente se pautado na defesa dos interesses dos estudantes brasileiros, da educação oública e da soberania nacional. O faz compreendendo que a autonomia política é fundamental na luta pela construção de um país justo e soberano. Contudo, nos momentos de acirramento da luta política do Brasil, não nos furtamos de tomar posição e somarmos força ao campo mais progressista das forças políticas no país.
Foi assim na experiência da luta contra o nazifacismo na década de 40, na campanha do "Petróleo é nosso" que culminou com a criação da segunda maior petrolífera do mundo, a Petrobras, na campanha das "Reformas de Base" na década de 60, na resistência contra a ditadura e na redemocratização do Brasil, no "Fora Collor" e na passeata de 16 de agosto de 2005 que segurou nas ruas a tentativa de golpe.
Esse ano não é diferente. Depois de um primeiro turno em que o debate não se aprofundou de forma necessária nos projetos de Nação em disputa, nesse segundo turno temos a chance de fazê-lo e interferir ainda mais no debate. Com o cenário de polarização e o assanhamento das forças políticas mais conservadoras do país, aliadas à grande mídia, faz-se necessário o nosso posicionamento.
Durante os anos de governo FHC, com Serra no Planejamento, a lógica do desmonte do Estado e as privatizações imperavam. O desafio vivido cotidianamente pela universidade pública era o de como não desmoronar. Inúmeras IFES não conseguiam custear sequer sua manutenção. A proliferação de faculdades privadas sem qualquer regulamentação que garantisse qualidade e compromisso social por parte destas foi outra marca daquele período. O atual secretário estadual de Educação de São Paulo, Paulo Renato, era o ministro da Educação do Brasil neste período em que a educação era vista pelo governo federal mais como mercadoria, de um lucrativo negócio, do que como um direito social estratégico para o desenvolvimento nacional. Essa lógica persiste com Serra no governo de São Paulo.
É esse projeto que devemos derrotar. O compromisso dos estudantes brasileiros é com o aprofundamento da democracia no nosso país e na defesa do protagonismo do Estado brasileiro, pois somente a partir destes é possível que o povo brasileiro interfira nos rumos das políticas públicas no nosso país. Ainda, reafirmamos o nosso compromisso com o investimento de 10% do PIB na educação, impedindo que o retorno de mecanismos de contingenciamento de verbas sejam novamente utilizados como a Desvinculação das Receitas da União (DRU). Nossa disposição é fazer com que o próximo período sirva para a construção de importantes Reformas Estruturantes no Brasil, que pavimente um profundo ciclo de desenvolvimento econômico com sustentabilidade ambiental, mas que também propicie o desenvolvimento humano da sociedade brasileira.
Assim, no ambiente de polarização que se configura na atual quadra política, é fundamental que essa geração tome posição e derrote o setor conservador representado na candidatura de Jose Serra. A Diretoria Plena da União Nacional dos Estudantes, reunida na sede do Sindicato dos Professores de São Paulo - APEOESP - e na presença de lideranças estudantis de todo o país, decide indicar o voto em Dilma Rousseff no segundo turno das eleições para a Presidência da República Federativa do Brasil.

Do Blog do Miro

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

"Política de FHC era nociva à Petrobras", diz Gabrielli

Economia - iG

Em entrevista ao iG, presidente da estatal diz que empresa "morreria, seria desmembrada e provavelmente privatizada"

Sabrina Lorenzi, iG Rio de Janeiro | 15/10/2010 19:42

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse que a administração da estatal deve ser discutida durante as eleições presidenciais. Na última quarta-feira, Gabrielli divulgou nota na qual acusa o governo anterior de fatiar a empresa em várias unidades e querer privatizá-la. Nesta sexta-feira, em entrevista ao iG, Gabrielli não só manteve o teor da nota polêmica, como também detalhou o que chama de “plano de desmonte da Petrobras”.

E rebateu o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, que reclamou da nota e pediu mais respeito de Gabrielli. “Eu não desrespeitei o presidente Fernando Henrique Cardoso de jeito nenhum. Eu disse apenas que a política que o governo dele orientou a Petrobras a fazer era nociva para a Petrobras. Era uma política que levaria à privatização e à inanição da Petrobras. E reafirmo minha posição”.

Leia, abaixo, trechos da entrevista.

Foto: Fabrizia Granatieri

Segundo Gabrielli, "se nós tivéssemos mantido (a gestão passada), a Petrobras morreria, seria desmembrada e provavelmente seria privatizada"

iG: O que o motivou para divulgar a nota em resposta às declarações do ex-diretor da ANP, David Zylbersztajn, na época do governo FHC?

José Sérgio Gabrielli: O País tem no petróleo e na energia dois vetores fundamentais para o crescimento. A maior empresa do País é a Petrobras. É a segunda ou terceira maior empresa do mundo na área do petróleo, dependendo do critério. A Petrobras tem o maior plano de investimentos do mundo para desenvolver petróleo, refino, biocombustíveis, gás e energia. E a Petrobras estava num período de silêncio por causa da capitalização, não podia falar. Todos falaram sobre a Petrobras menos a Petrobras. Então eu achei que era um momento de discutir o futuro da Petrobras. E discutir o futuro da Petrobras passa pela discussão sobre o modelo de negócio da Petrobras, de como se organiza a Petrobras. E aí eu fiz comparações, sim, entre os oito anos dessa atual diretoria – no início era José Eduardo (Dutra) na presidência e eu na diretoria financeira – com os oito anos anteriores e identifiquei alguns problemas na gestão anterior, que se nós tivéssemos mantido, a Petrobras morreria, seria desmembrada e provavelmente seria privatizada.

iG: O senhor pode detalhar isso?

Gabrielli: A área exploratória é a principal área de atuação numa empresa de petróleo, pois o petróleo precisa ser encontrado. Esta área estava diminuindo. Com a quebra do monopólio e com o processo de leilões, a Petrobras foi inibida, limitada a participar dos leilões para dar espaço para o setor privado. Se continuasse assim, morreria por inanição, porque não teria área de exploração, então morreria. Na atividade de refino, a Petrobras tem um sistema integrado de refino que estava sendo dividido em partes. A Petrobras estava sendo excluída do setor petroquímico e estava sendo separada em partes. Tinha sido o primeiro passo na criação da Refap (Refinaria Alberto Pasqualini); a Reduc (Refinaria Duque de Caxias) estava sendo preparada para ser repartida; as fábricas de fertilizantes estavam sendo preparadas para ser seccionadas; a estrutura de refino estava sendo estruturada em unidades de negócios onde cada refinaria era um unidade de negócio independente.

iG: O que mudou no governo atual? O que a gestão deste governo realizou de diferente?

Gabrielli: As refinarias não são mais empresas separadas. Quando chegamos, integramos, fortalecemos as funções corporativas. Quando chegamos, fortalecemos os sistemas entre as partes, enfraquecemos a exacerbação do conceito de unidade de negócios. Nós estabelecemos que a unidade de negócios está subordinada ao interesse corporativo. Nós fortalecemos o sistema Petrobras mais do que cada parte do sistema. Isso foi uma mudança fundamental no modelo de organização da companhia, que chegou agora ao limite máximo. Acabamos com as unidades de negócio e as transformamos nas unidades operacionais. Assim fica difícil privatizar o todo. Na medida em que se fatia, pode-se privatizar partes.

iG: Como associar tal modelo de fragmentação à privatização? Não é uma dedução?

Gabrielli: Qual a outra alternativa a isso? É uma dedução óbvia, sequencial, lógica. O que nós fizemos foi inverter isso, nós fortalecemos o sistema, nós fortalecemos a engenharia da Petrobras, a ciência e tecnologia na Petrobras, o desenvolvimento de pesquisa. Reforçamos o processo de admissão, a Universidade Petrobras, aumentamos o investimento em oito vezes nos últimos oito anos – eram de US$ 5 bilhões em 2003 e, em 2010, US$ 45 bilhões. Voltamos a ter uma participação ativa na petroquímica, no biodiesel, no etanol. Nós fizemos o contrário, ao invés de conter, fragmentar e partir. E essa é a perspectiva para o futuro. Porque o pré-sal é uma área com baixo risco exploratório. Só na bacia de Santos temos mais de 20 poços com sucesso total.

iG: O que poderá mudar na Petrobras se a oposição vencer, na sua opinião?

Gabrielli: Se voltarmos àquele modelo, a única alternativa é fatiar, fraccionar, quebrar, vender. Não tem outra alternativa.

iG: Qual a sua resposta para quem diz que o senhor entrou na campanha eleitoral?

Gabrielli: A resposta é que é campanha deles, eu defendi a Petrobras, defendi um programa para o País, um programa para o futuro da Petrobras e para o País. E quero discutir no mérito, não vou discutir no adjetivo.

Se é campanha eleitoral, se é lunático, para mim não é relevante, para mim é o mérito, o substantivo. Estou discutindo a exacerbação do conceito de unidade produtiva da Petrobras, de redução da capacidade exploratória, de limitação na capacidade de investimento, no modelo de contratação para gás e óleo, política de engenharia e desenvolvimento, política de pessoal, relacionamento com a sociedade, isso é um modelo de gestão da Petrobras, que acho que são temas relevantes para o País, que acho que são relevantes para o País, que deveriam ser discutidos na campanha eleitoral.

iG: O que o senhor diria ao presidente Fernando Henrique Cardoso, que pediu mais respeito do senhor por causa da nota em que o senhor o acusa de planejar a privatização da Petrobras?

Gabrielli: Eu não desrespeitei o presidente FHC de jeito nenhum. Eu disse apenas que a política que o governo dele orientou a Petrobras a fazer através do conselho de administração era política nociva para a Petrobras a meu ver, era uma política que levaria à privatização e inanição da Petrobras e reafirmo minha posição. Se ele me desconhece é porque ele provavelmente está fora do mundo. (Fernando Henrique teria indagado: ”Quem é esse Gabrielli”)

iG: Ele respondeu que não privatizaria a Petrobras ...

Gabrielli: Aliás, isso é uma coisa que está acontecendo nesta campanha. O candidato Serra anda falando coisa que não faz em São Paulo. É possível também que o Fernando Henrique Cardoso esteja falando, mas não fez isso, a ação dele não foi na direção de fortalecer a Petrobras. Ninguém pode dizer que ele fortaleceu a Petrobras.

"Política de FHC era nociva à Petrobras", diz Gabrielli - Economia - iG

Programa explica os riscos se Serra privatizasse o pré-sal

FHC conta no vídeo abaixo que Serra o convenceu a privatizar a Vale do Rio Doce e a Light. A Vale mesmo sem ter o mesmo crescimento da Petrobrás durante o Governo Lula, no 1º ano, pagou aos seus novos donos o que eles pagaram ao governo brasileiro. Os brasileiros não viram a cor do dinheiro. FHC e Serra venderam quase tudo o que tinha na casa e não conseguiram pagar as dívidas. Eles quase privatizaram a Petrobrás. Se o fizessem os donos estariam sorrindo hoje. Mas não se engane, tem muita gente graúda tentando dar um jeito para tornar esse sonho de poucos realidade.

UNE apóia Dilma – Juventude estudantil repudia candidatura Serra

Augusto Chagas, Presidente da União Nacional de Estudantes manifesta a decisão da entidade de apoiar publicamente Dilma para Presidente. Augusto aproveitou o encontro de Dilma com as professoras e a juventude estudantil nesse dia 15 de outubro, além da presença da imprensa para dar um recado a Serra. O candidato que tem criticado a entidade cuja Presidência ocupou em 1964, teve a resposta do jovem e aguerrido sucessor que tratou o governo de FHC foi o mais desastroso para a educação no Brasil. Dilma também recebeu o apoio formal da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES) além das juventudes socialistas e de vários partidos.

Serra mil caras – bonequinhas russas | Conversa Afiada

Marilena Chauí: Serra representa ameaça à democracia e aos direitos sociais

Viomundo - O que você não vê na mídia
15 de outubro de 2010 às 14:06

por Luiz Carlos Azenha

Hoje vi o programa eleitoral de José Serra, à tarde. O candidato já se apresenta como presidente eleito, falando nas obras do Mundial de 2014 e das Olimpíadas de 2016. É o tal “fato consumado”, de que falei em outro post. A associação do programa eleitoral na TV com as pesquisas de opinião tem, neste momento, o objetivo de criar o fato consumado: Serra presidente!

Mas o que me chamou a atenção, mesmo, foi a promessa de Serra de governar “acima dos partidos”.

A respeito disso, um leitor me chamou a atenção para esta entrevista de Marilena Chauí:

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