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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Economias emergidas.

Blog da Dilma
novembro 11th, 2010 | Autor: Soselo

Brasileiros, considerem-se no futuro. Diziam-lhes antes serem o eterno país do futuro, sem nunca lá chegar. Eis, enfim, a inserção do Brasil no futuro. O presidente Lula conseguiu, dentre outras inúmeras coisas, pôr o povo brasileiro em um lugar merecido no cenário internacional. O Brasil não é mais considerado “emergente”, pode-se concluir já como emergido. Muitas tarefas ainda por fazer, sem dúvida. Lula e sua equipe nunca negaram isto. Os anos de desmandos e falta de rumo cobram seu preço. Milhões viviam à margem do mercado, sem oportunidades de entrada, apenas saídas. Entravam e deixavam este mundo sem rastro. Todo este atraso precisou de um freio e, empós, uma guinada rumo ao desenvolvimento e evolução social. Enfim, na espera do fim de seu mandato, o operário conseguiu: o Brasil é um dos timoneiros do atual cenário internacional, junto aos seus demais parceiros no BRIC, que por sua vez capitaneia o G-20.
Parabéns Presidente Lula!
Leia em(aperte em “translate” para ler a tradução do artigo):

Emerged Economies – By Otaviano Canuto and Marcelo Giugale | Foreign Policy

Economias emergidas.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Os mapas da exclusão em 2000 e da eleição em 2010

Lula e Dilma nas eleições de 2010 significaram inclusão para os que estavam mais excluídos no ano de 2000

Os mapas da exclusão e inclusão social do país e da capital paulista em 2000 comparados aos mapas da votação, comparados, deixam clara a relação entre a questão da inclusão social e o voto em Dilma. As regiões que sofriam com os índices de maior exclusão social em 2000 coincidem com as áreas com maior votação pela candidata de Lula. A comparação desmonta o mapa divulgado pela Globo que dividia Norte e Nordeste do restante do país, um grande mote para a onda de xenofobia pós eleição. O detalhamento no nível dos municípios ou mesmo da capital paulista revela que dar continuidade ao governo Lula significou a inclusão social como um fenômeno muito além do Bolsa Família. Por outro lado, é necessária uma leitura do que significa o voto em Serra concentrado em camadas sociais cuja cidadania já era realidade. Se significar a resistência a políticas econômicas e de investimento voltadas para o crescimento com distribuição de renda, é importante que a nova classe média consumidora não se aproprie de discursos conservadores e de retrocesso ao longo do tempo, e que a velha possa fazer uma releitura. Para isso, é importante a politização em momentos não eleitorais, a democratização dos meios de comunicação de forma a romper o oligopólio da informação, e a separação dos discursos preconceituosos das reais queixas da classe média quanto à relação entre tributação e o retorno do Estado em termos de políticas públicas. O novo governo que se iniciará com Dilma deverá ao mesmo tempo, combater a pobreza e desonerar progressivamente a classe média do atual carga tributária. Talvez seja o momento de transferir o maior peso da contribuição, e cada vez mais para aqueles que concentram renda no país. Dessa forma, ideais antes somente para os socialistas começariam a ser bandeira para a classe média. Em especial essa que sempre defendeu o Brasil para as elites da qual nunca fez parte, de fato.

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Fontes:
Exclusão Social – Brasil: http://diodatoo.wikispaces.com/ESCOLA+GUAICURU
Exclusão/Inclusão Social – São Paulo: http://www.dpi.inpe.br/geopro/exclusao/oficinas/mapa2000.pdf
Votação no Brasil: http://www.estadao.com.br/especiais/mapa-da-votacao-para-presidente-nos-municipios,123626.htm
Votação em São Paulo: http://www.estadao.com.br/especiais/o-2-turno-na-capital-paulista-zona-a-zona,123645.htm

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

GOVERNO LULA: Reservas do país têm novo recorde

Blog da Dilma
outubro 15th, 2010 | Autor: Jussara Seixas

Patrícia Duarte e Lino Rodrigues

O Globo

As reservas internacionais do Brasil alcançaram um patamar jamais visto, atingindo, na última quarta-feira, US$ 280,096 bilhões, segundo o Banco Central (BC). O crescimento em outubro, até o dia 13, foi de 1,78%, ou US$ 4,89 bilhões.

Esse recorde se deve aos ganhos financeiros das aplicações das reservas e à compra de dólares pelo BC no mercado à vista de câmbio. Nos primeiros oito dias de outubro, últimos dados disponíveis, as aquisições do BC somavam US$ 2,764 bilhões.

As reservas internacionais são uma espécie de colchão financeiro do país e servem para atenuar possíveis ataques especulativos contra a moeda e reduzir o risco de insolvência do país.

Com o nível atual, por exemplo, o Brasil é credor em sua dívida externa que, em agosto, estava em US$ 235,365 bilhões. Ou seja, possui mais capital do que deve.

O BC tem reforçado as reservas internacionais por meio de compra de dólares também para evitar mais valorizações do real frente à moeda americana. Esse movimento foi especialmente evidente em setembro, quando as reservas pularam 5,31%, para US$ 275,206 bilhões.

GOVERNO LULA: Reservas do país têm novo recorde

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Brasil lidera ranking que mede progresso no combate à pobreza | Conversa Afiada

Publicado em 14/09/2010

Dilma promete erradicar a pobreza

O Conversa Afiada republica matéria da Agência Brasil:

Brasil lidera ranking que mede progresso no combate à pobreza
Brasília – Pelo segundo ano consecutivo, o Brasil lidera o ranking que mede o progresso de países em desenvolvimento na luta contra a pobreza. O ranking é da organização não governamental (ONG) ActionAid

Os novos dados foram divulgados hoje (14) no relatório Who’s Really Fighting Hunger? (Quem Realmente Está Combatendo a Pobreza?), em que a ONG analisa os esforços em 28 países para combater o problema. As informações são da BBC Brasil.

A ONG considerou o desempenho dos países em categorias como presença de fome, apoio à agricultura em pequenas propriedades e proteção social. O Brasil é seguido por China e Vietnã. Em último lugar na lista está a República Democrática do Congo.

Como em 2009, a ActionAid elogia as políticas sociais adotadas pelo governo federal para reduzir a fome no país, destacando os efeitos benéficos de programas como o Bolsa Família e o Fome Zero. Porém, o relatório destaca o pequeno avanço do Brasil em relação aos demais países emergentes estudados, na adoção de políticas de incentivo à agricultura em pequenas propriedades.

Clique aqui para ler a matéria na íntegra.

Brasil lidera ranking que mede progresso no combate à pobreza | Conversa Afiada

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Os noves fora de José Serra

Carta Maior:
Colunistas| 27/08/2010 | Copyleft

DEBATE ABERTO

Os noves fora de José Serra

Secundado pela mídia que sempre o apoiou, e hoje se declara independente, Serra não tem escrúpulos em conspurcar a credibilidade do jogo político às vésperas de uma eleição presidencial. Em queda livre, o candidato e seus aliados ensaiam uma quartelada midiática.

Gilson Caroni Filho

O que estamos assistindo agora, com as tentativas tucanas de plantar escândalos e judicializar a campanha, é a uma gigantesca operação de engodo de candidatura sem perspectiva. Secundado pela mídia que sempre o apoiou, e hoje se declara "independente", Serra não tem escrúpulos em conspurcar a credibilidade do jogo político às vésperas de uma eleição presidencial. O que ele e seus sócios do PPS e do DEM estão querendo fazer é um autêntico golpe de mão, uma quartelada midiática para evitar que a sociedade possa comparar dois projetos de país.
Estado por estado as notícias são parecidas. Há um rápido processo de cristianização do candidato tucano. No Nordeste é um arraso: quem fez oposição a Lula nos últimos quatro anos, desembarca da nau serrista para cuidar da própria sobrevivência política. Nem mais em São Paulo, estado que o elegeu senador, prefeito e governador, Serra voa em céu de brigadeiro. O repúdio não se dirige apenas contra sua melancólica figura, mas ao estilo de governo posto em prática nos oito anos em que o neoliberalismo vigorou no país. Há algo de covarde na recusa de uma comparação retrospectiva, mas também há algo de didático no exame das decisões de um ator político.
Quando se nega a comparar o governo a que pertenceu com a gestão petista, Serra afirma “que não faz política olhando para o retrovisor". Certamente preferia que tudo fosse diferente, mas, no beco sem saída em que se encontra, não é possível acertar o caminho com manobras abruptas. Seu trem em marcha ré colidiria com os desastres da política econômica de FHC, o padrinho a ser ocultado.
Vamos aos fatos: a abertura comercial, promovida pelo consórcio demo-tucano, não trouxe ganhos de competitividade à indústria nacional. Pelo contrário, causou um efeito devastador em setores, como o têxtil, transformando segmentos que produziam localmente em meros importadores de insumos. De acordo com estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), depois de oito anos de economia submetida à concorrência internacional, sem instituição de políticas públicas adequadas, as conseqüências apareceram nos resultados negativos da balança comercial, em menos geração de emprego e renda no Brasil.
Os pesquisadores concluíram que a importação de matérias-primas provocou o esgarçamento dos setores intermediários de produção, aqueles encarregados de produzir os insumos para os fabricantes de produtos finais. A análise dos resultados na década de 1990 demonstrou maior competitividade na produção de commodities e vulnerabilidade das atividades de maior conteúdo tecnológico, aquelas com maior valor agregado e responsáveis pela geração de mais postos de trabalho. Nesse contexto, cabe a pergunta: como Serra teria condições de apresentar sua política industrial, sem renegar totalmente o pensamento do PSDB?
Seguindo os preceitos do Consenso de Washington, a possibilidade de o Brasil tornar-se exportador de produtos básicos, que seriam processados em outros países, e importados posteriormente, era o que se afigurava como horizonte à época. Na indústria química, o crescimento das importações levou à desativação de centros de produção de insumos. Princípios ativos para a produção de medicamentos que, nos anos 80, começaram a ser produzidos aqui, com a abertura desregulada, passaram a ser fornecidos pelos Estados Unidos e por países europeus. Nos tempos ministeriais de Serra, a saúde que interessava era o da indústria farmacêutica internacional. Não lhe peçam, portanto, para apresentar propostas programáticas para o setor. Além das platitudes, o vazio é total.
No campo energético, o desastre não foi menor. A decisão de vender usinas prontas, em plena operação, sem ao menos abrir aos investidores a oportunidade, e o consequente risco, do empreendimento novo, gerou uma situação de insegurança energética, com 70% do mercado de distribuição e boa parte da geração privatizados. Sem agregar energia nova, o governo de FHC pensou em esquartejar Furnas quando o movimento mundial ditava fusões. Não faltavam, ainda, os defensores da venda da Chesf, detentora de grandes reservatórios - alguns de alta importância ecológica e social - antes de se regulamentar o uso múltiplo das águas. O que Serra teria a dizer sobre o descalabro? Por que a doce e ética Marina silencia sobre o tema?
Por que não discutir sobre as consequencias desastrosas da Alca, a Área de Livre Comércio das Américas, programada para se instalar em 2005 e que, fatalmente, nos levaria a novo pacto colonial?
Serra, o “Zé que joga pesado" não pode defender o passado sem deixar de fazer um elogio à rasteira da soberania nacional. Por isso, dele só se pode esperar a pregação golpista, o denuncismo como método. E um genérico de Elba Ramalho em seu programa eleitoral. O ex-presidente da UNE jogou sua biografia no ralo das circunstâncias. Da soma dos fatores a que se submeteu, deixando de fora os nove, sobra rigorosamente nada.

Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil

Carta Maior - Gilson Caroni Filho - Os noves fora de José Serra

terça-feira, 20 de julho de 2010

Lassance: O real da miséria e a miséria do Real | Viomundo - O que você não vê na mídia

20 de julho de 2010 às 18:26

O real da miséria e a miséria do Real
Na trajetória dos últimos 18 anos, só o governo Lula reduziu a pobreza de forma contínua e acentuada. Itamar e FHC tiveram, cada qual, apenas 1 ano de efetiva redução da pobreza: Itamar (que teve pouco mais de 2 anos de governo), em seu último ano (1994), e FHC, em seu primeiro ano (1995). Os números desmentem categoricamente a afirmação de que a miséria e as desigualdades no Brasil vêm caindo “desde o Plano Real”, como é comum encontrar inclusive entre analistas econômicos. O artigo é de Antônio Lassance.
Antonio Lassance (*), na Carta Maior, em 20.07.2010
O gráfico acima merece ser emoldurado. Ele representa os avanços que o Brasil alcançou até o momento na luta pela redução da miséria.
Antes de mais nada, é preciso dar os devidos créditos. O gráfico tem como base os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), colhidos, organizados e divulgados pelo IBGE. São sistematicamente trabalhados pelo IPEA, que tem grandes estudiosos sobre o tema da pobreza, assim como pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas-RJ.
Graças a esses estudos se pode, hoje, visualizar se estamos avançando ou retrocedendo; se o Brasil está resgatando seus pobres ou produzindo quantidades cada vez maiores de pessoas que ganham menos que o estritamente necessário para sobreviver; gente que se encontra sob situação de insegurança e vulnerabilidade.
Os números e a trajetória que os liga permitem não só uma fotografia da miséria, mas também um retrato do que os governos fizeram a esse respeito. Serve até de exame para um diagnóstico do bem estar ou do mal estar que as políticas econômicas podem causar à nossa sociedade.
Descritivamente: esta linha sinuosa decresce em ritmo forte em 1994 e 1995, quando estaciona. Depois de 1995, a queda deixa de ter continuidade e, salvo pequenas oscilações, os patamares de miséria ficam estáveis pelos sete anos seguintes, até 2002. Depois de 2003, ocorre uma nova trajetória descendente e, desta vez, sustentada, pois se mantém em queda ao longo de sete anos.
Na trajetória dos últimos 18 anos, só o governo Lula reduziu a pobreza de forma contínua e acentuada. Itamar e FHC tiveram, cada qual, apenas 1 ano de efetiva redução da pobreza: Itamar (que teve pouco mais de 2 anos de governo), em seu último ano (1994), e FHC, em seu primeiro ano (1995).
O gráfico desmente categoricamente a afirmação de que a miséria e as desigualdades no Brasil vêm caindo “desde o Plano Real”, como é comum encontrar inclusive entre analistas econômicos, principalmente aqueles que são mais entusiastas do que analistas e, a cada 5 anos, comemoram o aniversário do plano como se fosse alguém da família.
O Plano Real conseguiu reduzir a miséria apenas pelo efeito imediato e inicial de retirar do cenário econômico aquilo que é conhecido como “imposto inflacionário”: o desconto compulsório, que afeta sobretudo as camadas mais pobres, ao devorar seus rendimentos. Retirar a inflação do meio do caminho foi importante, mas insuficiente.
No governo FHC, a miséria alcançou um ponto de estagnação. Uma estagnação perversa, que deu origem, por exemplo, à teoria segundo a qual muitos brasileiros seriam “inimpregáveis”. Para o discurso oficial, o problema da miséria entre uma parte dos brasileiros estaria, imaginem, nos próprios brasileiros. A expressão era um claro sinônimo de “imprestáveis”: pessoas que não tinham lugar no crescimento pífio daqueles 8 anos. Era um recado a milhões de pessoas, do tipo: “não há nada que o governo possa fazer por vocês”. “Se virem!”
O governo Lula iniciou uma nova curva descendente da miséria no Brasil e a intensificou. Sua trajetória inicial foi mais íngrime do que a verificada no início do Plano Real e, mais importante, ela se manteve em declínio ao longo do tempo. Por trás dos números e da linha torta, está o regate de milhões de brasileiros.
A razão que explica essa trajetória está no conjunto de políticas sociais implementadas por Lula, como o Fome Zero, o Bolsa Família, a bancarização e os programas da agricultura familiar, além da melhoria e ampliação da cobertura da Previdência.
No campo econômico, além de proteger as camadas sociais mais pobres da volta do imposto inflacionário (estabilidade macroeconômica), houve uma política sistemática de elevação do salário mínimo e, a partir de 2004, patamares mais significativos de crescimento econômico, com destaque nas regiões mais pobres, que cresceram em ritmo superior à média nacional – em alguns casos, superior ao ritmo chinês.
O governo FHC, sem políticas sociais robustas e integradas e com índices sofríveis de crescimento econômico, exibiu uma perversa estabilidade da miséria. Se lembrarmos bem, ao final de seu mandato, a economia projetava inflação de dois dígitos, os juros (Selic) superavam os 21% ao ano (haviam batido em 44,95% em 1999), a crise da desvalorização cambial fizera o dólar disparar, as reservas estavam zeradas e o País precisara do FMI como avalista. Por isso se pode dizer que a característica principal do Governo FHC não foi propriamente a estabilidade macroeconômica. Foi o ajuste fiscal e a estabilidade da miséria.
Por sua vez, a tríade crescimento, estabilidade e redução da miséria, prometida por Lula na campanha de 2002, aconteceu. Se alguém tinha alguma dúvida, aí está a prova.

(*) Antonio Lassance é pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e professor de Ciência Política.
Lassance: O real da miséria e a miséria do Real | Viomundo - O que você não vê na mídia

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