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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O problema da #globomente é o Senado. Ela não vai impedir a Ley de Medios

Conversa Afiada:
Publicado em 23/10/2010

Nunca dantes na História deste país

Ligo para o Vasco, marinheiro de longo curso, que acabava de atracar na baia de Cabrália.
- Vasco, e a Globo ?
- Alguma novidade ?, perguntou ele, invariavelmente cético.
- Rapaz, o jornal nacional perdeu a compostura. É o Golpe deslavado.
- Alguma novidade ?, ele insiste.
- Pêra aí, agora, é diferente: agora até os jornalistas do jornal nacional vaiam o Ali Kamel.
- Sempre vaiaram, só que não se ouvia.
- Sim, o Ali Kamel manda muito, mas só faz o que o patrão quer  – ou deixa fazer …
- Isso é irrelevante, meu filho, disse o Vasco, já impaciente.
- Como assim, ir-re-le-van-te ?
- A Globo está diante de um problema que jamais enfrentou.
- A perda da audiência, me antecipei.
- Não, meu filho. A perda do Senado.
- Do Senado ?, perguntei incrédulo.
- Veja bem, meu filho. Nunca dantes na História desta República a Globo deixou de controlar o Senado.
- É verdade …
- Perdeu o controle da Câmara, em algumas instâncias, mas o Senado sempre foi a última linha de resistência dela.
- É verdade, Vasco, que bom que você voltou de alto mar.
- A Globo chegou a nomear até seu Senador ad hoc …
- Sim, o Senador Evandro, chefe do escritório da Globo em Brasília.
- Ele é tratado de Senador …
- E agora, Vasco ?
- Agora, o Lula mudou a composição do Senado.
- É verdade, não contaremos com grandes tribunos. Aquele do cartão Visa de Paris, o tenho jatinho porque posso, o eterno Marco Maciel … O que ele pensa, mesmo, hein ?  É … o Lula fez um estrago.
- E aí a Globo perdeu dois movimentos. Primeiro, perdeu a capacidade de fazer leis. E, segundo, perdeu a capacidade de paralisar o Governo no Senado.
- O que significa … paralisar o Governo …
- Significa que a Globo perdeu a capacidade de usar o Senado para desestabilizar a República.
- É verdade.
- E, portanto, de impedir a Ley de Medios.
- É verdade !
- A Dilma vai herdar a maioria que o Lula deixou para ela fazer a Ley de Medios. Ele não fez, mas entregou o legado na bandeja.
- Vasco, qual foi a cachaça que você tomou em alto mar ? Mineira ou baiana ? Você está impossível !
- A Globo não vai poder fazer mais aquele ping-pong com o Senado. O Arthur Virgilio Cardoso denunciava, a Globo ia atrás. A Globo denunciava, o Arthur Virgilio Cardoso ia atrás …
- E com a Veja, com a Folha (*) …
- A última arma que resta à Globo é o jornal nacional.
- E o Ali Kamel.
- Debaixo de vaia.
Pano rápido.
Clique aqui para ler “Bendito 2.o turno”.
Paulo Henrique Amorim

Às favas a verdade factual

Nunca na história eleitoral brasileira a mídia nativa mostrou tamanho pendor para a ficção.

Por Mino Carta.
Foto: reprodução

Nunca na história eleitoral brasileira a mídia nativa mostrou tamanho pendor para a ficção

Há quatro meses CartaCapital publicou a verdade factual a respeito do caso da quebra do sigilo fiscal de personalidades tucanas. Está claro que a chamada grande imprensa não quer a verdade factual, prefere a ficcional, sem contar que em hipótese alguma repercutiria informações veiculadas por esta publicação. Nem mesmo se revelássemos, e provássemos, que o papa saiu com Gisele Bündchen.

Furtei a expressão verdade factual de um ensaio de Hannah Arendt, lido nos tempos da censura brava na Veja que eu dirigia. Ela é o que não se discute. Diferencia-se, portanto, das verdades carregadas aos magotes por cada qual. Correspondem às visões que temos da vida e do mundo, às convicções e às crenças. Às vezes, às esperanças, às emoções, ao bom e ao mau humor.

Por exemplo: eu me chamo Mino e neste momento batuco na minha Olivetti. Esta é a verdade factual. Quatro meses depois da reportagem de CartaCapital sobre o célebre caso, a Polícia Federal desvenda o fruto das suas investigações. Coincide com as nossas informações. O sigilo não foi quebrado pela turma da Dilma, e sim por um repórter de O Estado de Minas, acionado porque o deputado Marcelo Itagiba estaria levantando informações contra Aécio Neves.

Nesta edição, voltamos a expor, com maiores detalhes, a verdade factual. E a mídia nativa? Desfralda impavidamente a verdade ficcional. Conta aquilo que gostaria que fosse e não é. Descreve, entre o ridículo e o delírio, uma realidade inexistente, porque nela Dilma leva a pior, como se a própria candidata petista fosse personagem de ficção. Estamos diante de um faz de conta romanesco, capaz talvez de enganar prezados leitores bem-postos na vida, tomados por medos grotescos e frequentemente movidos a ódio de classe.

Ao sabor do entrecho literário, pretende-se a todo custo que o repórter Amaury Ribeiro Jr. tenha trabalhado a mando de Dilma. Desde a quarta 20, a Folha de S.Paulo partiu para a denúncia com uma manchete de primeira página digna do anúncio da guerra atômica. Ao longo do dia, via UOL, teve de retocá-la até engatar a marcha à ré.

Deu-se que a Polícia Federal entrasse em cena para confirmar com absoluta precisão os dados do inquérito e para excluir a ligação entre o repórter e a campanha petista.

Edição 619O recorde em matéria de brutal entrega à veia ficcional cabe, de todo modo, à manchete de primeira página de O Globo de quinta 21, obra-prima de fantasia ou de hipocrisia, de imaginação desvairada ou de desfaçatez. Não custa muito esforço constatar que o jornal da família Marinho acusa a PF de trabalhar a favor de Dilma, com o pronto, inescapável endosso do Estadão. Texto da primeira página soletra que, segundo “investigação da PF, partiu da campanha de Dilma Rousseff a iniciativa de contratar o jornalista”. Aqui a acusação se agrava: de acordo com o jornalão, o diretor da PF, Luiz Fernando Corrêa, a quem coube apresentar à mídia os resultados do inquérito, é mentiroso.

Seria este jornalismo? Não hesito em afirmar que nunca, na história das eleições brasileiras pós-guerra, a mídia nativa permitiu-se trair a verdade factual de forma tão clamorosa. Tão tragicômica. Com destaque, na área da comicidade, para a bolinha de papel que atingiu a calva de José Serra.

A fidelidade canina à verdade factual é, a meu ver, o primeiro requisito da prática do jornalismo honesto. Escrevia Hannah Arendt: “Não há esperança de sobrevivência humana sem homens dispostos a dizer o que acontece, e que acontece porque é”. Este final, “porque é”, há de ser entendido como o registro indelével, gravado para sempre na teia misteriosa do tempo. A verdade factual é.

Dulcis in fundo: na festa da premiação das Empresas Mais Admiradas no Brasil, noite de segunda 18, o presidente Lula contou os dias que o separam da hora de abandonar o cargo e deixou a plateia de prontidão para as palavras e o tom do seu tempo livre pós-Presidência. Não mais “comedido”, como convém ao primeiro mandatário. E palavras e tom vai usá-los em CartaCapital. Apresento o novo, futuro colunista: Luiz Inácio Lula da Silva.

Por enquanto, ao presidente e à sua candidata não faltou na festa o apoio de dois qualificadíssimos representantes do empresariado. Roberto Setubal falou em nome dos seus pares. Abilio Diniz, de certa forma a representar também os consumidores, em levas crescentes na qualidade de novos incluídos.

A mídia nativa não deu eco, obviamente, a estes pronunciamentos muito significativos.

sábado, 23 de outubro de 2010

O grande debate político eleitoral e o patético Serra

Do Sátiro-Hupper
Debate Político Nacional


(...)

"A campanha eleitoral de 2010 está seguindo um roteiro escrito e planejado por algum discípulo (bêbado e chapado) do surrealismo. Só pode ser isso. Mas, frise-se, com um texto horroroso, sem imaginação, e com atores principais absolutamente canastrões, haja vista, o desempenho de José Serra passando a mão no lado errado do próprio crânio, depois de - segundo ele - levar a pancada de um "objeto de dois quilos" (ele "sabia" o peso, mas não reconheceu o objeto).

Por mais consciência que tivéssemos acerca da capacidade ficcional e inventividade maldosa da direita brasileira, jamais se iria supor que o eixo central do debate político proposto por eles fosse a bolinha de papel e o cilindro de durex. Ou seja, baniram a política e, neste vazio, entronizaram a bolinha de papel, agora como símbolo do papelão na política, da bancarrota eleitoral (mesmo com a invenção de Marina como linha auxiliar deles), e da completa ausência do senso de civilidade e civismo."

(...)
NOTA: trecho de texto de Cristóvão Feil (lê-se Diário Gauche) surrupiado por Hupper

Serra Rojas e a Rede Globo

Serra e as bolinhas do Kamel

publicada sexta-feira, 22/10/2010 às 09:10 e atualizada sexta-feira, 22/10/2010 às 10:37

por Mauro Carrara

Nas ruas, nas praças, nas construções: a Rede Globo de Televisão causa estarrecimento, repulsa e vergonha alheia.

Nesta eleição presidencial, seguindo o exemplo dos jornais Folha de S. Paulo e Estadão, bem como dos veículos midiáticos da editora Abril, a empresa da família Marinho transformou sua programação em complemento desesperado e mal disfarçado da propaganda de José Chirico Serra e do PSDB.

Ao perceber o crescimento de Dilma Rousseff na preferência do eleitorado, o comando tucano resolveu tentar soluções “heterodoxas”, isto é, gerar fato novo que desviasse a atenção das vulnerabilidades da campanha serrista, como o caso Paulo Preto e a entrega anunciada de Itaipu, Banco do Brasil e Petrobrás a piratas de agência de pilhagem como a Warburg Pincus.

1) Obviamente, a encenação foi realizada no Rio de Janeiro, com o apoio tático e logístico de Cesar Maia, especialista na criação de factoides dessa natureza. Em 2007, apresentei na rede inúmeros testemunhos de que o ex-prefeito do Rio havia tramado o episódio das vaias a Lula na abertura do Pan.

2) Qualquer analista político sabe que Serra nada tinha que fazer no calçadão de Campo Grande, exceto atrair a ira de setores da população abandonados e humilhados durante o governo de FHC.

3) O caso dos “mosquiteiros” é motivo de revolta até hoje no Rio de Janeiro, onde Mr. Burns é também conhecido como Mr. Dengue.

4) Todos os jornalistas presentes ao local perceberam uma quantidade excessiva de seguranças contratados pela máquina tucana. Agiram, desde o início de forma ostensiva, violenta e provocativa.

5) O ridículo episódio da bolinha de papel, cristalinamente gravado pelas câmeras do SBT, atesta que o suposto agressor não tinha interesse em ferir o candidato. Interessante que nenhum dos dezenas de seguranças do PSDB o tenha capturado.

6) Boa parte dos jornalistas presentes, inclusive aqueles do próprio SBT, sustentam que Serra não foi alvejado uma segunda vez.

7) Tanto a bolinha de papel quanto o objeto transparente (e invisível) criado pelo consórcio Folha-Globo para enganar o eleitor teriam colidido com uma região da cabeça diferente daquela que Serra aponta em seu teatro de coitadismo bufo.

8) Ainda que tivesse existido um segundo objeto, não é possível acreditar que tivesse dois quilos ou mesmo meio quilo, conforme divulgou o comando da campanha tucana da Globo e da Folha de S. Paulo.

9) Ainda que um suposto rolinho de fita adesiva tenha resvalado em Serra, o brasileiro mais inteligente pergunta: onde está o hematoma na cabeça do candidato? Sumiu de um dia para o outro? Justificaria uma tomografia?

O suposto atentado a Serra-Rojas constituiu-se na peça mais patética da campanha midiática. E expôs também todo o desespero e a desonestidade que marcam a participação de Folha de S. Paulo e Globo na eleição presidencial.

Tentam, tentam e tentam fazer o cidadão de otário. Procuram zombar de sua inteligência e bom senso.

Mais estarrecedora, no entanto, é a passividade TSE, completamente cego aos atentados eleitorais cometidos pelo grupo Globo-Abril-Folha-Estado.

Ali Kamel, o cérebro destrutivo que coordena William Bonner e Fátima Bernardes, tenta suas últimas cartadas.

Ele tem outras bolinhas nas mãos, estas ocas e vermelhas. Tenta colá-las no seu nariz.

A fraude da Globo

A Globo não se preocupa com sua pouca credibilidade. Assim como Serra, foi para o tudo ou nada. Com uma fraude grosseira, a ponto de desmascarada poucas horas depois pela internet, como o fez o Professor de Jornalismo Gráfico da Universidade Federal de Santa Maria, Centro de Educação Superior Norte-RS (UFSM/CESNORS), campus de Frederico Westphalen, Rio Grande do Sul, Brasil, José Antonio Meira da Rocha. No site de Paulo Henrique Amorim, Conversa Afiada, o professor publicou as imagens do celular exibidas pela Globo. Para facilitar a visualização, recortei de cada quadro a seção em que aparece Serra.

image

imageO primeiro quadro mostra ao fundo de Serra a cabeça de uma pessoa, cujo reflexo forma um arco. Com o deslocamento essa pessoa é encoberta pela cabeça de Serra, mas o arco de reflexo sempre aparece parcialmente. Observe que Serra nos últimos quadros sai da sombra para o sol. No último quadro, a pessoa vista atrás de Serra aparece totalmente iluminada pelo sol e o arco desaparece. Não se observa nenhum objeto se aproximando ou se afastando em relação ao quadro utilizado pela Globo como prova de que Serra fora atingido por um rolo de fita crepe. O quadro que a Globo apresentou como prova foi o sexto da esquerda para a direita, onde as setas indicam o que para a Globo seria um objeto atingindo Serra.

imageO perito solicitado pela Globo, Ricardo Molina, não se deu ao trabalho de buscar imagens quadro a quadro. como fez o Prof. José Antônio. Aos 4 minutos e 20 segundos do vídeo que pode ser visto no G1, Molina apenas congela o quadro em questão e circula o que ele identifica como rolo de fita adesiva. Veja no primeiro quadro à direita que um círculo branco aparece bem mais definido que na imagem acima.

Para não ficar com dúvidas, busquei o vídeo original, publicado pela Folha.com as imagens captadas por Ítalo Nogueira. Aos 6 segundo do vídeo da Folha.com, a imagem não é tão contrastada como a de Molina o que sugere que ela foi trabalhada para evidenciar um objeto circular, enquanto no vídeo da Folha, parece mais uma imagem produzida por contrastes de claro e escuro da cabeça de Serra fundindo-se com as imagens do fundo, o que também ocorre na sequência apresentada no início.

imageAmpliei a área dos dois vídeos e o de Molina evidencia que a imagem do quadro foi tratada antes da entrevista para dar maior definição ao que eles querem provar.

 

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

José Padilha para Ministro da Segurança do Serra

Conversa Afiada
Publicado em 18/10/2010

José Padilha (do lado de fora do caveirão)

Saiu na Folha (*), pág. E6, crítica de Vladimir Safatle ao filme “Tropa de Elite – 2”.
“Longa usa a lógica da guerra civil para discutir a questão da segurança pública”.
“Trama legitima violência policial e trata defesa dos direitos humanos (o pessoal pró-aborto diria o Serra – PHA) como ladainha ingênua.”
“… se o método truculento não deu certo, isso seria resultado exclusivo da corrupção generalizada (da Erenice – diria o Serra – PHA).”
“Neste país, onde a polícia tortura mais do que na época do regime militar, as idéias de compreender problemas de segurança a partir da lógica da guerra civil parece ter se naturalizado”.
“ … os intelectuais de esquerda ganhariam mais complacência dos produtores de blockbusters se abandonassem a ladainha dos direitos humanos, escolhessem o lado da classe média assustada e abraçassem a causa monocórdia da luta moralizante contra a corrupção estatal (da Erenica – diria o Serra – PHA). “

Navalha

NAVALHA

Assisti a essa litania da violência no Shopping Higienópolis, onde uma camionete de uma empresa de segurança privada estaciona na porta, 24 horas, por causa de dois assaltos recentes a joalherias.
A platéia delirava quanto mais se dava pancada no filme do Padilha.
Aplausos, suspiros de alívio.
“Pau neles !”, pareciam dizer.
Além das observações irretocáveis do artigo do Safatle, este ordinário blogueiro acrescentaria outro aspecto.
A estigmatização do Rio como sede da violência e da corrupção.
É uma marca infamante que tranquiliza a classe média – do Rio e de São Paulo.
O crime está ali – e só ali: na favela, entre os pobres.
Nós, do lado de cá da podridão, vivemos no mundo perfeito onde não se faz aborto.
Onde padres petistas são colocados em seu devido lugar.
Nós, virtuosos do verde – isso não nos atinge.
É aí que o “docudrama” do Padilha se estrepa: na favela do Rio.
As UPPs – Unidades Policiais Pacificadoras – do Rio são um retumbante sucesso.
O governador foi re-eleito com 68% dos votos, em cima da bandeira das UPPs.
Na sexta-feira, depois de assistir ao caça-níquel do Padilha, li no Globo (no Globo !), na pág. 20:
“Vila Isabel comemora a ocupação do morro. Chegada do BOPE à favela alivia a vizinhança, assustada com os constantes tiroteios dos traficantes.”
Na pág. 19 (esse Padilha diz qualquer coisa !), do mesmo Globo:
“A paz pousa nos macacos – um ano após a derrubada de helicóptero da PM (faltou essa cena blockbusteriana no pastiche do Padilha – PHA), BOPE ocupa a favela em Vila Isabel para instalação da 13ª. (13ª. !) UPP.”
“Enfim, o estado começa a pagar à comunidade a grande divida social, cultural e de segurança que tem com ela” – Presidente da Associação de Moradores do Morro dos Macacos, Mário Lima.
Talvez se dê muita trela ao Padilha.
Deixa o Padilha ganhar o dinheiro dele, Safatle.
É isso o que dá publicitário fazer filme com dinheiro da Globo.
Só tem um problema: o Padilha achar que merece ser o Ministro da Segurança do Serra.
Já pensou ?
Porrada !
E o pessoal do Shopping Higienópolis – que não faz aborto – a aplaudir: porrada !

Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

José Padilha para Ministro da Segurança do Serra | Conversa Afiada

sábado, 2 de outubro de 2010

Altamiro Borges: Veja, Globo e Folha rifaram o Serra?

Blog do Miro:
sábado, 2 de outubro de 2010

Veja, Globo e Folha rifaram o Serra?

Por Altamiro Borges
A temida capa da Veja deste sábado deu chabu. Após quatro edições consecutivas de ataques raivosos ao governo Lula e à candidata Dilma Rousseff, o panfleto serrista da famíglia Civita parece que cansou. Na véspera do dia das eleições, a capa da revista estampa "propostas para o Brasil" - já tentando enquadrar o futuro governo.
Até agora também não ocorreu a temida manipulação das imagens do debate com os presidenciáveis realizado pelo Jornal Nacional da TV Globo. Muita gente temia, com razão, que Ali Kamel, o senhor das trevas da poderosa emissora, tentasse repetir o jogo sujo do pleito de 1989, quando editou cenas para favorecer Collor de Melo.
Já os jornalões tradicionais, como Folha, Estadão e O Globo, reduziram o seu veneno nas edições dos últimos dois dias. No diário da famíglia Frias, o queridinho José Serra até apareceu isolado, solitário numa cadeira, na foto de capa. O Datafolha - ou Datafraude ou DataSerra - também deu outro cavalo de pau. Após apontar a "queda" de Dilma nas pesquisas, ajustou a sua sondagem dois dias depois.
Será que a mídia demotucana resolveu desembarcar da canoa furada de Serra? Será, como diz Paulo Henrique Amorim, que "na reta final, o PIG [Partido da Imprensa Golpista] amarelou"? Será que a mídia demotucano já fez seus cálculos temendo pelo futuro, por mudanças do marco regulatório das comunicações no Brasil?
A conferir nas próximas horas!

Altamiro Borges: Veja, Globo e Folha rifaram o Serra?

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Mídia quer fazer de Dilma uma rainha da Inglaterra | Viomundo - O que você não vê na mídia

Reproduzo o excelente artigo do Jornalista Luiz Carlos Azenha, que ajuda aos novos leitores de blogs, aqueles que começam agora a se informar pela internet, rompendo a blindagem enviesada com que a velha mídia pauta (ou tenta pautar) as eleições, a política e o dia-a-dia do brasileiro. Um incrível texto para se perceber os interesses desses grupos e as implicações. Um ciclo que só poderá ser, e já está sendo, quebrado pela dinâmica e interatividade com que a internet nos capacitou para não somente reproduzir como produzir informação. Uma atitude bem menos passiva do que a do telespectador do Jornal Nacional, ou do leitor de Veja, Folha e Estadão.

14 de setembro de 2010 às 18:05

Mídia quer fazer de Dilma uma rainha da Inglaterra

por Luiz Carlos Azenha

Estou escrevendo este texto para os novos leitores do blog, que são muitos.

Se vocês não perceberam ainda, temos argumentado faz tempo que alguns grupos de mídia brasileiros estão engajados até a medula na campanha eleitoral de José Serra, do consórcio PSDB/DEM.

Eles não declaram voto em seus editoriais — como faz a CartaCapital e é comum nos Estados Unidos e na Europa.

Ao contrário, eles editorializam o noticiário.

Escolhem manchetes, ângulos e pautas que favorecem a candidatura de José Serra ou que prejudicam — ou pelo menos pretendem prejudicar — a candidatura de Dilma Rousseff. Propagam crises federais — a do saneamento básico, por exemplo — sem tratar das crises estaduais (no caso de São Paulo, o trânsito, os rios poluídos, as enchentes, o metrô lotado, a falta de trens de subúrbio, as deficiências na saúde e na educação).

Os recursos humanos e materiais destes grandes grupos de mídia –Organizações Globo, Folha de S. Paulo,Editora Abril e O Estado de S. Paulo — são concentrados na pauta que interessa a um candidato, em detrimento dos demais.

No sábado a revista Veja publicou uma denúncia contra o governo, o PT e a candidata Dilma Rousseff que foi direto para a propaganda eleitoral de José Serra na TV.

Uma reportagem que tinha como espinha dorsal um contrato não reconhecido — e, portanto, desmentido — pela empresa que teria pago propina. Está aqui.

Na segunda-feira, os três principais jornais do Brasil trouxeram o assunto nas manchetes acima da dobra, aquelas que ficam o dia todo expostas nas bancas de jornal de todo o Brasil.

Filho de ex-braço direito de Dilma trabalhou no governo, disse O Globo.

Irmã de ministra deu aval a contrato sem licitação com governo, disse o Estado de S. Paulo.

Dilma se distancia de Erenice e chama Serra de caluniador, disse a Folha.

A isso os jornalistas chamam “dar pernas a um assunto”. Independentemente de algo de ilegal ter sido feito ou não, o efeito de manchetes múltiplas é o de suscitar dúvidas nos eleitores em um período pré-eleitoral. As manchetes também servem para aparecer na propaganda eleitoral do candidato José Serra. A gente fica sem saber quem alimenta quem.

Foi a campanha de José Serra que distribuiu dossiês de seus investigadores aos jornais? Quem faz a coordenação entre a campanha de José Serra, se essa coordenação de fato existe, e os quatro grupos de mídia acima citados? Por que a “coincidência” das denúncias contra Dilma acontecerem na véspera da eleição? Não há denúncia alguma a ser feita contra José Serra, ou será que nesse caso esses grupos de mídia estão omitindo informações para não influenciar o eleitorado?

Em minha modesta opinião, a essa altura já não se trata apenas de:

1. Forçar um segundo turno; 2. Salvar candidatos da coligação PSDB/DEM nos estados; 3. Tirar antecipadamente a legitimidade de um governo eleito.

Eu diria que o consórcio midiático acima citado trabalha, ao mesmo tempo, para pautar Dilma Rousseff e formar o ministério.

As pautas econômicas dos grandes jornais estão repletas de balões de ensaio sobre medidas econômicas conservadoras que seriam tomadas pela candidata que ainda nem se elegeu!

Tenho comigo que o objetivo da mídia, agora, é fazer uma espécie de primeiro-ministro, “eleito” por ela, para colocar no coração do governo de Dilma Rousseff.

Ela ficaria com o papel de rainha da Inglaterra.

Mídia quer fazer de Dilma uma rainha da Inglaterra | Viomundo - O que você não vê na mídia

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

O crack, a campanha e a realidade paulista | Viomundo - O que você não vê na mídia

27 de agosto de 2010 às 10:37

O crack, a campanha e a realidade paulista

por Luiz Carlos Azenha

Será que aquele jatinho do Jornal Nacional vai pousar em Congonhas e visitar o centro de São Paulo?

Se for, encontrará este cenário na chamada cracolândia:

No entanto, quem não mora em São Paulo — ou quem mora e nunca passou pela cracolândia — fica imaginando que aqui o problema foi resolvido e que os tucanos pretendem “exportar” uma solução paulista para outros lugares do Brasil.

A cracolândia no centro de São Paulo, diga-se, não é um fenômeno novo, que não pudesse ter sido enfrentado com uma solução criativa. É bom saber que pelo menos agora tem gente despertando para o problema.

Do Diário de Pernambuco:

26/08/2010 | 20h58

Monica Serra aposta na simpatia para conquistar eleitores para o marido

A simpatia de Monica Serra contrastou com o comportamento geralmente sizudo do marido, o presidenciável tucano José Serra. Em visita ao Recife, hoje, Monica encontrou lideranças comunitárias no Clube das Pás e desfilou com chapéu de palha com a bandeira de Pernambuco, que recebeu de presente da artesã Rose Presbítero.

Ao falar sobre o combate ao crack, uma das bandeiras da campanha do marido, Monica defendeu a criação de clínicas especializadas no serviço público de saúde. “O tratamento, hoje, só existe em clínicas particulares”, declarou.

A esposa de Serra aproveitou a visita para condenar a violação de sigilo de quatro pessoas do PSDB ligadas a Serra. “Isso é caso de polícia. Se nada for feito, estamos numa ditadura”, afirmou.

Monica também defendeu o Bolsa Família e afirmou que o programa foi derivado de um projeto semelhante desenvolvido na gestão de Fernando Henrique Cardoso como presidente da República. Ela reforçou o discurso do marido, que diz que vai dobrar o valor destinado ao programa.

Pela manhã, Monica visitou a ONG Casa de Passagem, a Fundação Altino Ventura e a Casa da Cultura.

Do Zero Hora:

Eleições | 23/08/2010

Serra quer criar clínicas para dependentes químicos

Em Sorocaba, candidato tucano afirmou que fará mudanças em pedágios federais

Candidato do PSDB à Presidência, José Serra, disse nesta segunda-feira que, caso seja eleito, vai criar clínicas para tratamento de dependentes químicos, viciados em drogas e álcool.

Segundo Serra, o combate às drogas é um assunto fundamental para o país.

— O crack no Brasil de hoje é uma verdadeira desgraça. Tem que ser combatida a entrada de cocaína pelas fronteiras, coisa que o governo federal não fez adequadamente. Tem que ser combatido o tráfico e tem que ter um processo educacional para afastar a juventude das drogas — defendeu o candidato, após participar de uma caminhada de pouco mais de uma hora pelas ruas do centro da cidade de Sorocaba, a 90 quilômetros da capital.

Serra também afirmou que fará mudanças nos pedágios federais:

— Os pedágios federais hoje são inclusive uma fraude. Não tiveram investimento nenhum nas rodovias federais — afirmou.

PS: As fotos foram tiradas por colaboradores do blog que não querem se identificar.

O crack, a campanha e a realidade paulista | Viomundo - O que você não vê na mídia

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O passado nebuloso das supostas “vítimas” de quebra de sigilo

Globo, Veja, Folha e Estadão vão tratar apenas como “alta cúpula do PSDB” ou “pessoas próximas a Serra”. Porém, muita história precisa ser contada sobre as supostas “vítimas” da quebra de sigilo: privatizações, esquemas de favorecimento, caixa de campanha. Conheça as histórias que a velha mídia não vai contar.
Todas as supostas “vítimas” da quebra de sigilo pela Receita estão ligadas ao governo FHC.
A primeira a aparecer, Eduardo Jorge, hoje vicé-presidente do PSDB, ao ser investigado pelo Ministério Público em 2000, foi beneficiado por encobertamento de dados pelo ex-Secretário da Receita Federal Everardo de Almeida Maciel por 8 anos no Governo FHC, que depois teve de responder à justiça por improbidade administrativa. Eduardo Jorge responde por indícios de enriquecimento ilícito e existência de incompatibilidade de sua renda de servidor público com o patrimônio declarado. Sua história com a Receita Federal, dificultando a ação da Justiça, tem histórico desde 2000.
O segundo nome, Luiz Carlos Mendonça de Barros foi pego em conversas gravadas na sede do BNDES. Revelou-se um esquema de favorecimento de empresas no leilão de privatização da Telebrás, elaborado por Luiz Carlos Mendonça de Barros e André Lara Resende, então presidente do BNDES, com a devida condescendência do Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, que também aparece nas gravações.
O terceiro, Ricardo Sérgio de Oliveira, foi o principal articulador da formação dos consórcios que disputaram o leilão das empresas de telecomunicações. Ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil, companheiro de militância política de Serra desde o regime militar, em 1998 foi caixa das campanhas de Fernando Henrique Cardoso, para a Presidência, e de Serra, para o Senado. Foi responsabilizado pelo Banco Central por um caminhão de irregularidades que favoreceram a entrada do Banco Opportunity em um consórcio para disputar o leilão da Telebrás. O mesmo caso em que a “vítima” 2, Luiz Carlos Mendonça de Barros, estava envolvida.
O último envolvido, Gregório Marin Preciado, ex-sócio e primo de Serra, é revelado em documento levantado pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr, no ato de pagar mais de US$ 10 milhões a uma empresa de Ricardo Sergio, a “vítima” 3. Outro dos documentos levantados pelo jornalista, mostra ainda, pela primeira vez, a prova de como, quanto e onde Ricardo Sergio recebeu pela privatização (site Conversa Afiada).
Amaury iniciou a divulgação do que seria um livro (Porões da Privataria) e prometeu divulgá-lo pela internet após a Copa. As relações entre o genro de Serra e o banqueiro Daniel Dantas estão esmiuçadas de forma exaustiva nos documentos a que teve acesso. “O escritório de lavagem de dinheiro Citco Building, nas Ilhas Virgens britânicas, um paraíso fiscal, abrigava a conta de todo o alto tucanato que participou da privataria” (site Conversa Afiada). Daniel Dantas é o banqueiro do Oportunity, com um patrimônio estimado em US$ 1 Bilhão, e que chegou a ser preso, mas teve o Habeas Corpus mais rápido de nossa história. Sua irmã, Veronica Dantas foi sócia da filha de Serra, Veronica Serra, em uma empresa aberta em Miami em 2000, época das privatizações. A empresa durou pouco mais de 2 anos até 2002, quando Serra fez sua primeira campanha para Presidente.
Desde que Amaury apareceu com a ameaça de revelar o que acontecia nas privatizações de FHC, e a relação com os caixas de campanha de Serra e FHC, Serra iniciou uma séria de denúncias na mídia que o retro-alimenta, sobre supostos dossiês. Veja, Folha e Jornal Nacional reproduzem a mesma notícia requentada há alguns meses. O objetivo da campanha de Serra, inclusive da mídia, é esvaziar as denúncias contidas no livro de Amaury. Também tentam reverter a situação desesperadora de 20 pontos atrás de Dilma. Não existe coincidência.

Conheça caso a caso:

  • Série Dossiê: “vítima” 1 – Eduardo Jorge

  • Série Dossiê: “vítima” 2 – Luiz Carlos Mendonça de Barros

  • Série Dossiê: “vítima” 3 – Ricardo Sérgio de Oliveira

  • Série Dossiê: “vítima” 4 – Gregório Marin Preciado
    Clique aqui para ver a série Dossiê na íntegra
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