Mostrando postagens com marcador CUT. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CUT. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Altamiro Borges: Centrais sindicais na campanha pró-Dilma

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Centrais sindicais na campanha pró-Dilma

Reproduzo matéria publicada no sítio Vermelho:
As seis maiores centrais sindicais do país dão largada nesta quinta-feira (14) à campanha pela eleição de Dilma Rousseff (PT). Após evento realizado no fim da tarde de sexta-feira na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, filiado à Força Sindical, dirigentes sindicais intensificaram o contato com integrantes do comitê eleitoral de Dilma, definindo dois eixos de atuação: negociar com o governo o reajuste real do salário mínimo no ano que vem e iniciar desde já a defesa da candidatura.
Em reunião realizada ontem no espaço onde funcionara o comitê de campanha de Aloizio Mercadante (PT) ao governo de São Paulo, representantes das seis entidades e de movimentos sociais acordaram em iniciar hoje uma larga campanha de rua.
A partir desta quinta, duas turmas de sindicalistas se revezarão em São Paulo, das 7h às 14h e daí às 19h, percorrendo pontos públicos como praças e estações de metrô com panfletos e jornais. Na sexta-feira (15), as centrais participarão de comício da campanha de Dilma em São Miguel Paulista (SP) onde entregarão à candidata a "Agenda da classe trabalhadora", documento aprovado em assembleia promovida no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, para cerca de 23 mil sindicalistas presentes.
O documento, originalmente idealizado para ser entregue a todos os candidatos, só chegará a Dilma. Artur Henrique, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), a maior do país, resume: "Ela é a única capaz de encampar as necessidades da classe trabalhadora, então não faz sentido entregar o documento a quem não fará nada com ele".
A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) já anuncia em seu portal: "CTB é Dilma no 2º turno", em nota de convocatória para o comício pró Dilma que acontecerá nesta sexta-feira (15), em São Paulo. O ato ocorrerá na Praça do Forró, em São Miguel Paulista e contará com a presença da candidata Dilma Rousseff, que já confirmou presença.
Campanha de peso
A campanha que as centrais iniciam esta semana em São Paulo contará com arsenal de peso. A área de comunicação da Força Sindical têm pronto um jornal que será disparado para sindicatos e em pontos públicos em que Paulinho, quarto deputado federal mais votado em São Paulo, com 267 mil votos, surge defendendo voto em Dilma.
O jornal, que terá circulação de 5 milhões de exemplares, contará também com textos que "desestimulam o voto" em Serra. O jornal começará a ser impresso hoje. Há dúvidas apenas em relação ao expediente do jornal, isto é, se será algo apenas da Força Sindical ou se as outras centrais assinarão. A CUT também prepara jornal próprio.
"Essas promessas do Serra são pura demagogia. Todo mundo sabe que ele não gosta de trabalhador e nosso papel, agora, é informar a classe trabalhadora disso", diz Paulinho.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

CUT contra o golpismo midiático

Viomundo - O que você não vê na mídia
Por Luiz Carlos Azenha:
21 de setembro de 2010 às 15:32

21/09/2010

Ato une centrais, movimentos sociais e blogueiros progressistas nesta quinta no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo

Vagner:
Vagner Freitas: Contra a tentativa de manipulação de alguns veículos
por Leonardo Wexell Severo, no site da CUT

Na próxima quinta-feira (23), a partir das 19 horas, centrais sindicais, movimentos sociais e blogueiros progressistas realizam no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo um ato “Em defesa da democracia e contra o golpismo midiático”.

Organizado pelo Centro de Estudos de Mídia Barão de Itararé, o evento já tem confirmada a presença da CUT e das várias centrais sindicais, além da UNE, do MST e representantes de partidos populares.

Em entrevista para o Portal do Mundo do Trabalho, o secretário nacional de Administração e Finanças da CUT, Vagner Freitas, ex-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo Financeiro (Contraf-CUT), sublinha a relevância  da manifestação, “no momento em que os grandes conglomerados privados de mídia atuam para tentar manipular a disputa eleitoral, se comportando não como meio de comunicação ou imprensa, mas como partido político, em favor do candidato da privatização, do arrocho salarial e da precarização de direitos”.

Nesta reta final da disputa eleitoral, a mídia decidiu ir para o tudo ou nada, pisando no acelerador da manipulação em favor da candidatura demotucana. Qual a sua avaliação sobre tamanho destempero?

Estamos num momento em que os grandes conglomerados privados de mídia atuam para tentar manipular a disputa eleitoral, se comportando não como imprensa, meios de comunicação, mas como partido político a favor do candidato da privatização, do arrocho salarial e da precarização de direitos. Frente ao que chamam de incapacidade da candidatura demotucana de fazer oposição ao governo Lula, a Folha de S. Paulo cobra até em editorial que se explicite a divergência, incentivando a busca da desqualificação do PT, de Lula, de Dilma, requentando questões passadas ou promovendo factóides midiáticos referentes a pessoas do governo.

Empunham então, abertamente, a bandeira da candidatura da reação neoliberal, mas, do alto da sua hipocrisia, com “imparcialidade”…

Assumem o papel de partido político, pois acham que o PSDB não está conseguindo cumprir. Em vez de orientar, propiciando ao eleitor uma análise imparcial dos programas e propostas de cada partido, a chamada grande mídia adota uma postura partidarizada. Isso tem a ver com as visíveis dificuldades do PSDB e do DEM para sustentar sua visão neoliberal privatista, de redução de salários e direitos, de desvalorização dos serviços e dos servidores públicos.

A mídia venal tenta identificar a luta pela democratização da comunicação com cerceamento da imprensa. O que achas disso?

Mais do que absurdo, é ridículo tentar imputar às centrais e movimentos sociais que lutam pela democratização da comunicação o comportamento que sempre foi deles, de negação de espaço ao contraditório. Somos completamente favoráveis à liberdade de expressão, esta é a nossa história, de combate à ditadura. O PT e a CUT cresceram neste momento junto com a luta por liberdades democráticas, pela ampliação de espaços para a sociedade ter voz. Infelizmente, o que temos hoje é uma ditadura da mídia sobre a opinião pública, uma tentativa de modelar gostos e vontades em favor dos interesses do grande capital. Agora, liberdade de imprensa não significa que tudo possa ser divulgado e nada possa ser questionado. A mídia não é um quarto poder e deve estar, como tudo na democracia, sujeito a questionamentos, não é uma bula papal. As pessoas devem arcar com o que dizem, responder pelos seus atos, inclusive juridicamente. Ninguém pode sair por aí acusando sem provas. Do contrário, qualquer um poderia mentir, difamar e caluniar impunemente. Infelizmente, muitas vezes por omissão da Justiça, isso é o que acaba ocorrendo. Este é um outro ponto, o papel do judiciário, que não pode ter candidatura ou preferência.

É público e notório que a mídia venal tem um candidato. Como vês este alinhamento?

Eu não tenho problema nenhum com o fato da grande mídia ter um candidato, mas acho que deveria explicitar ao invés de tentar camuflar. Na Europa e nos EUA é assim: grandes jornais assumem abertamente sua posição e dialogam com o leitor de forma clara, alinhados. Aqui, reafirmo, o problema é que não deixam espaço para o contraditório, pois estão todos afinados com a mesma visão, o que tem empobrecido o debate.

E pelo que se pode projetar das ruas, esses setores golpistas serão derrotados novamente. Como disse o presidente Lula, em 2002, ao vencer, que o povo derrotou a opinião pública. Na verdade, a opinião publicada…

O fato é que a mídia não está conseguindo se contrapor ao projeto democrático popular desenvolvimentista em curso, que recuperou o papel do Estado, que dialoga com os movimentos sociais, com um patamar mais coletivo de organização da sociedade e da economia, que prioriza a nossa soberania. O outro lado é o projeto político dos grandes conglomerados internacionais, do retrocesso, da submissão ao estrangeiro.

E o que dizer de profissionais que se comportam como meros papagaios do dono do jornal ou da emissora, tentando desqualificar a manifestação da próxima quinta-feira como “ato contra a imprensa”?

Esta avaliação divulgada por alguns setores nada mais é do que uma exposição do seu rancor, pois obviamente não somos nós que impedimos a livre expressão, que deixamos de levar informação, que criminalizamos movimentos sociais. Por isso, o nosso mais profundo e rotundo repúdio a esta faceta golpista da grande mídia que, independentemente de quem vença as próximas eleições, precisará ser democratizada. Pelo noticiário, esta mídia tenta vender a ideia de que a população eleger a maioria da coalizão que apoia o presidente Lula é ser contra a democracia, que o fato do governo se preocupar prioritariamente com os mais necessitados e dialogar com trabalhadores e empresários é populismo, e outros absurdos. Felizmente, com a nossa mobilização, organização e consciência, é uma página que será virada, para o bem da informação de todos os brasileiros.

CUT contra o golpismo midiático | Viomundo - O que você não vê na mídiab

CUT apóia ato contra mídia golpista

cDo Viomundo – O que você não vê na mídia
Por Luiz Carlos Azenha:

21 de setembro de 2010 às 18:14

Artur Henrique: PSDB tentou barrar circulação da Revista do Brasil e imprensa ignorou

porArtur Henrique, no seu blog

O ato político Contra o Golpismo Midiático e em Defesa da Democracia, que jornalistas e movimentos sociais vão realizar na próxima quinta, dia 23, a partir das 19h no Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, já está incomodando a grande imprensa.

Colunistas já disseram ‑ e repórteres que estão nos entrevistando hoje sobre o tema dirão amanhã – que estamos organizando o ato em função das recentes declarações de Lula contra a imprensa. Outros já disseram que o governo pretende nos usar, o movimento sindical, para atacar a imprensa.

Nada disso.

Primeiro, a organização do ato foi uma iniciativa do Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé, após uma reunião entre alguns de seus integrantes, como Rodrigo Vianna, Altamiro Borges, Luiz Carlos Azenha e Paulo Henrique Amorim. A reunião ocorreu na semana passada, muito antes do comício de Lula em Campinas.

A idéia me foi transmitida no início da semana passada, por telefone, pelo Altamiro. Ele, em nome do Barão de Itararé, estava convidando os movimentos sociais a participar. A CUT topou na hora. Motivo: o ato era para responder às novas baixarias que, já sabíamos, a imprensa certamente iria preparar para a reta final da campanha antes do primeiro turno.

Segundo, o ato não é contra a imprensa. É contra o comportamento golpista de uma certa parte da imprensa, que notadamente está trabalhando de maneira árdua para ajudar a oposição ao governo Lula e à candidatura Dilma. Deixando de lado as regras básicas de apuração, abandonando completamente o princípio da pluralidade e apelando a figuras e valores desrespeitosos aos direitos e avanços sociais.

Por fim, lembro aqui de que os partidos DEM/PSDB entraram com uma ação judicial para impedir a circulação do primeiro número da Revista do Brasil, só pelo fato de trazer Lula como matéria de capa. A revista, hoje consolidada após mais de quatro anos, já saía à época com 360 mil exemplares.

Nesse episódio, a imprensa não se comoveu nem protestou contra um suposto ataque à liberdade de expressão.

* Artur Henrique é presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores)

Artur Henrique: PSDB tentou barrar circulação da Revista do Brasil e imprensa ignorou | Viomundo - O que você não vê na mídia

PSTU dirigirá metroviários de São Paulo

Do Site Viomundo – pelo Jornalista Luiz Carlos Azenha:
21 de setembro de 2010 às 13:58

Após 29 anos, CUT perde direção dos metroviários de SP

VALOR ECONÔMICO, em 21/09/2010

Pela primeira vez desde sua fundação, em 1981, o Sindicato dos Metroviários de São Paulo mudará de mãos. Em eleições realizadas com os 6,6 mil trabalhadores sindicalizados do Metrô paulista – o equivalente a 76,8% do total de metroviários no Estado – a chapa de oposição conquistou 53% dos votos, apurados ontem. Os integrantes da situação, ligados à Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e à Central Única dos Trabalhadores (CUT), deixarão o poder no início de novembro, quando a direção do sindicato passará ao Conlutas.

Segundo afirma ao Valor o presidente eleito, Altino de Melo, o trabalho realizado na campanha será estendido à prática sindical. “A categoria não consegue aumento real nos salários há tempos, enquanto outros companheiros, como os metalúrgicos, conseguem ganhos reais de 5%. Se fortalecermos o sindicato, poderemos negociar com maior firmeza junto ao governo”, diz Melo.

A orientação do sindicato deve mudar e, com ele, a atuação dos 8,6 mil metroviários de São Paulo. “Há projetos para aumentar as linhas de metrô, e também ótimas perspectivas devido à Copa do Mundo. O peso dos metroviários, e consequentemente do sindicato, vai aumentar”, raciocina Melo. O novo presidente é operador de trem da linha azul, que percorre o trecho norte-sul do Metrô, função que vai exercer até a posse, em novembro. “Enquanto a atual direção do sindicato tem 21 diretores liberados do trabalho, todos os que pertencem à nossa chapa estão trabalhando. Fizemos campanha nas folgas e depois do expediente.”

Enquanto a Conlutas é ligada ao PSTU, a CTB é o braço sindical do PC do B, que pertence à base aliada do governo federal. (JV)

PS do Viomundo: A CUT será, em breve, o braço “conservador” do sindicalismo brasileiro?

domingo, 12 de setembro de 2010

PELO DIREITO AO PISO E CARREIRA DIGNA - PROFESSORES DO MUNICÍPIO DE QUIXERAMOBIM PARAM POR UM DIA E MANIFESTAM-SE!

Blog do  Valdecy Alves:
quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Em 09/09/2010, quinta-feira, os professores do Município de Quixeramobim, terra de Antonio Conselheiro, que deve estar muito decepcionado com a forma que o Município trata seus mestres, fizeram um dia de paralisação de advertência. À frente do movimento o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Quixeramobim (SINDSEQ), com apoio do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Município, FETAMCE e CUT/Ceará.
Parte dos professores saíram, em manifestação, pelas ruas de Quixeramobim, na frente da Secretaria de Educação do Município e na frente da Prefeitura Municipal, onde foram recebidos pela chefe de gabinete, que após telefonar para o prefeito, acertou o próximo dia 15/09/2010, para primeira rodada de negociação. Rádios locais, vários jornalistas e a TV Diário cobriram o fato histórico, que chamou a atenção de toda a população para o salário de fome e a desvalorização dos professores. A sociedade foi solidária aos educadores dos seus filhos.
Foi protocolada uma pauta com as principais pendências para serem solucionadas via negociação ou através de formas mais radicais de luta, pois a greve geral não está descartada. Eis os principais pontos das reivindicações dos professores, contidos na pauta entregue ao Município:
I- Piso de R$ 656,00 para os professores com nível médio, para jornada de 20 horas e de R$ 1.312,00, para nível médio, para jornada de 40 horas, retroativo a janeiro de 2010, como manda a Lei do Piso;
II- Prestação de contas aplicação das verbas do FUNDEB a cada dois meses;
III- Incorporar a ampliação de 100horas, para os concursados;
IV- Concurso público para que os contratados possam submeter-se e lutar para serem efetivados;
V- Fim de pagamento de benefícios previdenciários com verbas do FUNDEB e transparência do QUIPREV;
VI- Respeito à Liberdade Sindical: desconto do imposto sindical;VII- Manter negociação permanente quanto às demais pendências do PCR e direitos dos professores;
Importante destacar que Quixeramobim, segundo o Anuário do Ceará 2010/2011, página 182, está entre os 23 municípios mais ricos do Ceará e paga um dos piores pisos do Ceará e do Brasil aos seus professores. POIS HÁ PROFESSORES, COM JORNADA DE 20 HORAS, RECEBENDO ABAIXO DO SALÁRIO MÍNIMO. Fausto Nilo, o grande compositor, quixeramobinense, deverá ficar envergonhado! Praticamente não existe carreira para o magistério, não há prestação de contas do FUNDEB e quantidade de contratados é quase igual ao de concursados.

(fotos: Mara Paula)

Concentração de professores para início da manifestação gloriosa em Quixeramobim

Leia a matéria com fotos na íntegra: Valdecy Alves: PELO DIREITO AO PISO E CARREIRA DIGNA - PROFESSORES DO MUNICÍPIO DE QUIXERAMOBIM PARAM POR UM DIA E MANIFESTAM-SE!

sábado, 4 de setembro de 2010

CUT: Campanha pelas 40 horas semanais já!

 

40 Horas Já "Trabalhadores e Trabalhadoras lutando por 40 horas semanais"

O que representa a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salários, para a classe trabalhadora e para o Brasil:

24/09/2009

Clique aqui para acessar o estudo do DIEESE, de setembro de 2009.

1. Preservar e criar novos empregos de qualidade
A redução da jornada de trabalho é um dos instrumentos para geração de novos postos de trabalho e a conseqüente redução das altas taxas de desemprego. Se todos trabalharem um pouco menos, todos poderão trabalhar.
2. Jornada normal de trabalho muito extensa
A jornada normal de trabalho no Brasil é uma das maiores no mundo: 44 semanais desde 1988.
3. Jornada total de trabalho muito extensa
A jornada total de trabalho é a soma da jornada normal de trabalho mais a hora extra. No Brasil, além da extensa jornada normal de trabalho, não há limite semanal, mensal ou anual para a execução de horas extras, o que torna a utilização de horas extras no país uma das mais altas no mundo. Logo, a soma de uma elevada jornada normal de trabalho e um alto número de horas extras faz com que o tempo total de trabalho no Brasil seja um dos mais extensos.
4. Ritmo intenso do trabalho
O tempo de trabalho total, além de extenso, está cada vez mais intenso, em função de diversas inovações técnico-organizacionais implementadas pelas empresas (como a polivalência, o just in time, a concorrência entre os grupos de trabalho, as metas e a redução das pausas). Também em muito tem contribuído para essa intensificação a implementação do banco de horas (isso porque, nas horas de pico, os trabalhadores são chamados a trabalhar de forma intensa e nas horas de baixa demanda são dispensados do trabalho).
5. Aumento da flexibilização da jornada de trabalho
Desde o final dos anos 1990, verifica-se, no Brasil, um aumento da flexibilização do tempo de trabalho. Assim, às antigas formas de flexibilização do tempo - como a hora extra, o trabalho em turno, trabalho noturno, as férias coletivas -, somam-se novas - como a jornada em tempo parcial, o banco de horas e o trabalho aos domingos.
6. Aumento do número de doenças
Em função das jornadas extensas, intensas e imprevisíveis, os trabalhadores têm ficado cada vez mais doentes (estresse, depressão, hipertensão, distúrbios no sono e lesão por esforços repetitivos, por exemplo).
7. Condições favoráveis da economia brasileira
A economia brasileira apresenta condições favoráveis para a redução da jornada de trabalho e limitação da hora extra, uma vez que:
· o país apresenta crescimento econômico nos últimos cinco anos e com
perspectivas positivas para os próximos anos;
· a inflação tem variações moderadas desde 2003;
· a economia encontra-se relativamente estabilizada (diminuição das taxas de
inflação, equilíbrio na balança de pagamentos, superávit primário, crescimento
econômico etc.);
· a redução da jornada de trabalho é uma política de geração de postos de
trabalho com baixo risco monetário;
8. Baixo percentual dos salários nos custos de produção
Conforme dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em 1999, a participação dos salários no custo da indústria de transformação era de 22%, em média. Fazendo as contas, uma redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais (de 9,09%) representaria um aumento no custo total de produção de apenas 1,99%.
Este percentual é irrisório se considerarmos que o aumento da produtividade da indústria, entre 1990 e 2000, foi de 113% e que, nos primeiros anos do século XXI, os ganhos de produtividade foram de 27%. Portanto, o grande aumento de produtividade alcançado desde 1988 (última redução da jornada de trabalho no Brasil) leva a um pequeno aumento de custo gerado pela redução da jornada de trabalho.
9. Baixo custo da mão-de-obra no Brasil
O custo da mão-de-obra no Brasil é muito baixo, comparado a diversos países, de
forma que a redução da jornada de trabalho não traria nenhum prejuízo à competitividade das empresas, sobretudo porque o diferencial na competitividade não está no custo da mão-de-obra, mais sim nas vantagens sistêmicas que o país oferece. Como um sistema financeiro a serviço do financiamento de capital de giro e de longo prazo, com taxas de juros acessíveis, redes de institutos de pesquisa e universidades voltadas para o desenvolvimento tecnológico, população com altas taxas de escolaridade, trabalhadores especializados, infra-estrutura desenvolvida, entre outras vantagens.
10. Criação de um círculo virtuoso
Além dos ganhos de produtividade verificados no passado e na conjuntura atual, eles devem continuar a acontecer no futuro, o que explicita a necessidade de a redução da jornada de trabalho ser permanente e contínua, acompanhando assim os ganhos de produtividade. Cria-se então, um círculo virtuoso, isto é, os ganhos de produtividade e a sua melhor distribuição estimulam o crescimento econômico que, por sua vez, levam a mais aumento de produtividade.
11. Apropriação dos ganhos de produtividade
A redução da jornada de trabalho é uma das possibilidades que os trabalhadores têm para se apropriarem dos ganhos de produtividade por eles produzidos.
12. Instrumento de distribuição de renda
A redução da jornada de trabalho é uma das formas de os trabalhadores se apropriarem dos ganhos de produtividade, logo, é um dos instrumentos para a distribuição de renda no país.
13. Opção por tempo livre ou por desemprego
No que se refere à relação entre aumento da produtividade, redução da jornada de trabalho e desemprego, dado que são necessárias cada vez menos horas de trabalho para produzir uma mercadoria, a sociedade pode optar entre transformar essa redução do tempo necessário à produção em redução da jornada ou em desemprego.
14. Tempo dedicado ao trabalho muito extenso
Além do tempo gasto no local de trabalho (em torno de 11 horas: sendo 8 de jornada normal +/- 2 de hora extra e +/- 1 de almoço), há ainda os tempos dedicados ao trabalho, mesmo que fora do local de trabalho, entre eles:
· o tempo de deslocamento entre casa e trabalho;
· o tempo utilizado nos cursos de qualificação que são cada vez mais demandados pelas empresas e realizados, normalmente, fora da jornada de trabalho;
· o tempo utilizado na execução de tarefas de trabalho fora do tempo e local de trabalho (que em muito tem sido facilitada pela utilização de celulares, notebooks e internet);
· o tempo que os trabalhadores passam a pensar em soluções para o processo de trabalho, mesmo fora do local e da jornada de trabalho, principalmente a partir da ênfase dada à participação dos trabalhadores, que os leva a permanecer plugados no trabalho, mesmo distantes da empresa.
15. Pouco tempo livre
Logo, em função do grande tempo ocupado direta e indiretamente com o trabalho, sobra pouco tempo para o convívio familiar, o estudo, o lazer, o descanso e a luta coletiva.
16. Perda do controle do tempo da vida
As diversas formas de flexibilização do tempo de trabalho, como a hora extra ou o banco de horas, além de intensificar o trabalho, têm como conseqüência a perda do controle por parte do trabalhador seja do tempo de trabalho ou do tempo livre. Isso porque, na maior parte dos casos, é o empregador que define quando o trabalhador irá trabalhar a mais ou a menos, sem consulta ou com um mínimo de aviso prévio, desorganizando assim toda a sua vida.
17. Qualidade de vida
Finalmente, a redução da jornada de trabalho irá possibilitar que os trabalhadores, produtores das riquezas do Brasil e do mundo, possam trabalhar menos e viver melhor. Até para que outras pessoas também possam ter acesso ao trabalho e à vida, para que possam viver e não apenas sobreviver.
Fonte: Nota Técnica nº 66 - Abril 2008 - Argumentos para a discussão da redução da jornada de trabalho no Brasil sem redução do salário - DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos.

image

40 Horas Já "Trabalhadores e Trabalhadoras lutando por 40 horas semanais"

Servidores - Sindicatos, Políticas Públicas, Funcionalismo